Archive for the 'Vinhos Degustados' category

Prova Régia Arinto 2006

quarta-feira, setembro 8th, 2010

 

A Companhia das Quintas reúne uma coleção de Quintas históricas e lendárias em Portugal, algumas do século XV e XVIII. Esta tradição, aliada a uma moderna gestão, é a chave para o êxito deste projeto vencedor. A Companhia das Quintas detém sete quintas nas mais notáveis regiões vitivinícolas portuguesas. Degustação de vinhos portugueses do Alentejo, Douro e Estremadura, esta última, agora denominada Vinhos de Lisboa.

O Prova Régia Arinto é importado pela Interfood (Roberta Ferrari – tel 011  2602 7255).  Bem feito, o vinho  se destaca por sua relação qualidade-preço: fácil de beber, gastronômico e de ótima tipicidade. Brancos e Tintos dessa região ostentam elevado nível de qualidade, mas no horizonte da diversidade lusitana o destaque fica para os brancos da casta Arinto, que encontrou no terroir de Bucelas a sua maior expressão.

 

 

Degustação

Prova Régia Arinto 2006 Estremadura-Bucelas – álcool: 12,5% – R$ 43,14  (Interfood – safra 2008)
Palha esverdeado com reflexo levemente dourado. Aromas intensos à  frutas tropicais (maracujá) sobre um fundo defumado. Boa sustentação.  Na boca tem volume, bom frescor e confirma os aromas. Termina rico e suave e deixa uma nota mineral no palato. Na sua categoria é um verdadeiro “best buy” porque apresenta atraente relação qualidade-preço. De boa complexidade,  vinho que sabidamente evolui na garrafa por muitos anos. Avaliação: 87/100 pts.

Montes Alpha Merlot 2003

terça-feira, setembro 7th, 2010

 

Montes Alpha Merlot 2003 - 91/100 pts. de Saul Galvão

 

Vale de Colchágua

Atualmente, a Viña Montes  possui vinhedos em diversas regiões do Vale de Colchágua. A maioria das vinícolas está estabelecida na região central do vale, perto da cidade de Santa Cruz, onde predomina o clima quente. Na região denominada “Cordilheira da Costa”, prevalece o bloqueio das brisas frias do Pacífico. Degustar vinhos da mesma cepa dessas regiões é um exercício interessante. Uvas como Carménère e Syrah preferem as regiões mais quentes, no centro do Vale. Todavia, em regiões como Lolol, apenas 15 km em linha reta do Pacífico, a branca Viognier e a tinta Syrah também apresentam bons resultados.  Em Angostura, região em que a Cordilheira dos Andes se une à Cordilheira da Costa, através de seus cordões montanhosos, a Merlot pontifica ao lado das brancas Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris e Chardonnay. Los Lingues, fica aos pés da Cordilheira e cepas como Carménère, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot se beneficiam desse terroir único, porque os vinhedos estão localizados num abertura entre as duas cordilheiras.

 

Avaliação de Saul Galvão (morto em 09.09.2009), na época de lançamento dessa safra (2006) - “Um grande vinho, que evoca e pode ser comparado a bons Bordeaux, notadamente Pomerol. Ele vem de um vinhedo privilegiado da região de Colchagua, chamado de Apalta. O jornalista chileno Patrício Tapia fez uma lista dos grands crus, dos vinhedos clássicos. São eles: Quebrada de Macul, Tocornal e Alto Jahuel (no Maipo); Apalta (Colchágua); e Panquehue (Aconcágua). Este vinho encanta do começo ao fim e tem ótima relação qualidade-preço. Aroma potente, com toques de queimado e de especiarias (canela). Na boca, um exemplo de equilíbrio e, principalmente, elegância, um conceito difícil de definir e fácil de se perceber num vinho destes. Muita fruta madura, geléia. Mais do que pronto para o consumo. Final excelente, com algo de especiarias e toques de café, de alcaçuz. Cotação: 91/100 pts.” 

 

Degustação

Montes Alpha Merlot 2003 – uvas: Merlot (90%) e Carménère (10%) – álcool: 14% – região: Colchágua - preço – R$ 66 (safra atual 2007 – R$ 77) - Importador: Mistral (tel 011 3372 3400) - rubi violáceo intenso, profundo e com discretíssimo halo granada nas bordas. Aromas complexos com notas de especiarias, ameixas, baunilha e uma ponta de violetas. Na boca é um vinho no auge da evolução, com taninos macios, redondos e aveludados. Apesar dos sete anos ainda exibe frutas negras – ameixas e framboesas. Madeira perfeitamente integrada. Um pouco curto, tivesse mais corpo e concentração seria um expoente da cepa no Chile. Mesmo assim, é um bom exemplar de Merlot. Termina suave e deixa uma nota picante no fim-de-boca. Avaliação: 88/100 pts.

Michel Torino Don David 2004: a Cabernet Sauvignon evolui na Argentina

terça-feira, setembro 7th, 2010

O Don David degustadado foi da safra 2004

 

 

A Bodega Michel Torino atualmente pertence ao grupo Trapiche-Peñaflor sendo dirigida por Juan Manzioni que conta com apóio do enólogo Rodolfo Sadler . Daniel Pi, “chief-winemaker” de Trapiche é o Consultor da vinícola.  Passou a ser chamada de La Rosa/Michel Torino.  Os vinhedos  estão  plantados sobre a cidade mítica  e opulenta  do Norte da Argentina denominada “El Esteco”, atual denominação da vinícola. Essa cidade foi enterrada por um terremoto em 1692.  Ao se tentar o rastreamento dessa cidade, descobriu-se que seu maior tesouro eram as cepas ali plantadas durante muito tempo, eis que no “terroir” local predomina uma dualidade climática, que possibilita uma amplitude térmica que vai dos 12°C  à noite aos 36° C diurnos.  A bodega se encontra ao lado do  luxuoso hotel e “wine spa” “Patios de Cafayate”.

Contra-rótulo

“Añejado durante 12 meses en barricas nuevas de roble, este vino presenta un color rubi, aromas especiados y una boca balanceada donde resaltam notas a frutas negras, nueces y chocolate”.

Degustação

Michel Torino Don David Cabernet Sauvignon 2004 – região: Vale de Cafayate – álcool: 13,9% -Importador: Bruck (www.bruck.com.br) ou tel. 011 3329 – 3400 – Rua Paula Souza 216 – Luz – São Paulo – SP – e-mail: atendimento@bruck.com.br - preço médio: R$ 36,20 (Bacco’s – safra 2006) - rubi violáceo intenso com discreto halo granada nas bordas. Aromas medianamente intensos com geléia de frutas vermelhas, especiarias (pimenta-do-reino e alcaçuz) sobre um fundo herbáceo com pequena sobra de álcool. Na boca é um vinho concentrado, quente, taninos presentes quase no auge da evolução, fruta evidente (ameixas e amoras) e boa acidez. Longo e persistente, termina com pequena rusticidade que antes de ser um defeito lhe confere personalidade. Bom exemplar de Cabernet Sauvignon platino por preço justo fora de Mendoza. Cresceu na taça e deve crescer à mesa, notadamente churrasco. Avaliação: 86,5/100 pts.

Veenwouden Classic 2000

terça-feira, setembro 7th, 2010

 

Para Hugh Johnson “Veenwouden é uma propriedade de administração familiar em Paarl. Reputação por seu Merlot  e sua mistura bordalesa Classic”.  Paarl (Pérola) é uma região sem saída para o mar, onde em geral faz muito calor. Sua importância para a vinicultura engloba qualidade e quantidade, já que possui mais de 17.500 hectares de vinhas, perdendo apenas Worcester. Graças a sua topografia e variedade de solos e mesoclimas, Paarl produz vinhos excelentes de todos os tipos, desde os espumantes  a “portos”. As cepas mais bem sucedidas incluem Viognier, Semillón e Chardonnay entre as brancas e Shiraz, Mourvédre, Cabernet Sauvignon e Merlot entre as tintas. Atualmente o distrito  abriga três zonas oficiais: Wellington, Simonberg-Paarl e Franschhoek (esquina francesa).

Sobre Veenwouden

Localizada em Franschhoek, região cortada pelo Rio Berg, onde os vinhedos estão plantados nas margens e nas melhores áreas de encostas. Os solos variam entre o pedregulho-arenoso dos maciços montanhosos próximos do Rio Berg, o granito da vizinhança e a rocha sedimentar e laminada. É uma das principais vinícolas produtoras de vinhos de alta qualidade da região. Atualmente as safras disponíveis de seus vinhos são: Veenwoudeen Classic 2005, Merlot 2006, Shiraz 2007, Chardonnay 2007, Vivat Bacchus White Blend 2009  (blend Viognier – 90% e  Chenin Blanc) e Vivat Bacchus Red Blend 2008 (blend Merlot - 35%, Cabernet – 35%  e Shiraz – 30%).

 

 

Degustação

Veenwouden Classic 2000 – região: Paarl – álcool: 14,2% – uvas: Cabernet Sauvignon (50%), Merlot (35%), Cabernet Franc (10%) e Malbec (5%) – engarrafado em junho de 2002 – preço: R$ 148,00 (Expand) - Rubi violáceo com halo granada. Inicialmente apresentou uma nota química nos aromas (borracha), mas depois de cerca de vinte minutos cresceu para notas tostadas e de chocolate.  Encorpado na boca, taninos macios, algum equilíbrio entre fruta (escassa), madeira, acidez e leve prevalência do álcool que provoca aquecida no palato. Rico, termina intenso e deixa uma nota tostada no retrogosto. Obteve 90/100 de RP e 87/100 da WS em 10/2003 – Avaliação: 87,5/100 pts.

Frontera Carménère 2006

segunda-feira, setembro 6th, 2010

Frontera, é o verdadeiro “best-seller”  do vinho chileno,  nascido no fértil Vale Central do Chile, cujas vinhas estão protegidas naturalmente pelas quatro  fronteiras naturais  chilenas: 

Norte, o Deserto de Atacama, o mais seco do mundo.

No Sul, as impressionantes impressionantes.

Para o Ocidente, o vasto Oceano Pacífico.

Para Leste, a majestosa Cordilheira dos Andes.

 

Contra-rótulo 

“Carácter frutal, con aromas a ciruelas y especias, suave y redondo. Maridaje: ideal para acompañar pastas, quesos, cordero, pollo a la parrilla y todo tipo de risottos. Servir a temperatura ambiente”.

 

Concha y Toro Frontera: fácil de ser encontrado, custa menos do que R$ 25 e o Carménère se destaca por sua maciez.

 
Degustação
Frontera Carménère 2006 – região: Valle Central  – Uva: Carménère – álcool: 13% – Importado e distribuído por VCT Brasil -  Rua Alcides Lourenço da Rocha n° 167, 4° andar, Brooklin Novo, SP, tel. 11 5105 1599 , cep 04571-110 – preço: cerca de R$ 25,00  -  Rubi violáceo com média concentração. Aromas típicos da casta com notas herbáceas, chocolate, café torrado e pimentão.  Na boca a sua maciez é um dos destaques, taninos redondos e adequada concentração de sabor. Não é muito complexo, mas tem personalidade. Termina com alguma persistência e deixa uma nota vegetal no fim-de-boca. Além de típico, tem a favor de si a relação preço-qualidade. Bom para ser bebido sozinho, mas deve crescer à mesa. Avaliação: 85,5/100 pts.

Quinta da Murta Clássico DOC Bucelas 2007: um clássico lusitano

segunda-feira, setembro 6th, 2010

A Quinta da Murta é uma propriedade vinícola com 27 hectares, situada a 2,5 km de Bucelas e aprox. 20 km a norte de Lisboa. A propriedade possui 14,5 hectares de vinha, produzindo vinhos brancos DOC Bucelas e tintos Regional da Estremadura. A primeira colheita data de 1994. A Quinta está inserida na Rota dos Vinhos, constituindo também um destino de enoturismo, realização de concursos, vendas de vinho e eventos e oferece um enquadramento paisagístico deslumbrante. Bucelas é uma região pujante, cujos vinhos brancos são colocados categoricamente entre os melhores do país. No entanto, também há relatos de experiências interessantes com tintos na região. A Quinta  conta com assessoria do jovem enólogo Hugo Mendes. Seus vinhos se caracterizam pelo perfil moderno, que tem a fruta como  protagonista e a madeira como coadjuvante. Intensos, balanceados e sobretudo frescos, são caldos bem feitos que dão idéia da evolução dos brancos portugueses. A linha de vinhos foi provada na última Expovinis, porém, o Quinta da Murta Clássico foi degustado novamente consoante avaliação no último bloco deste post.

 

Sobre a casta Arinto

Cultivada sobretudo no norte e no centro de Portugal, a casta Arinto é a rainha absoluta da zona de Bucelas, produzindo vinhos secos, frisantes, com acidez refrescante, apresentando aromas cítricos, de maçã e minerais. Também conhecida como Pedernã  na região do Vinho Verde. Os Arintos de Bucelas são considerados os melhores brancos do país, mesmo por quem não aprecia vinhos mais ácidos.

 

O contra-rótulo informa que:

Após a escolha das uvas mais maduras da casta Arinto, fermentamos o mosto em barricas novas de carvalho francês e americano, nas quais se seguiu um estágio de três meses em presença das borras “batonage”. Este vinho de grande equilíbrio , entre os aromas frutados e frescos da casta e os da baunilha e fumados próprios do carvalho novo tem uma cor amarelo palha e uma boca complexa e longa, com características para uma boa evolução em garrafa. Deste vinho de escolha, produziram-se apenas 5.400 garrafas.

Quinta da Murta: enoturismo

Quinta da Murta 2007 – Branco Clássico DOC Bucelas  - 13,5% álcool  -  uva: Arinto – sem importador para o Brasil (fazer contato neste blog ou principantesdosvinhos.blogspot.com) – Preço: 15 euros –Palha claro com reflexo esverdeado. Aromas abertos e complexos com frutas tropicais frescas (pêssego, abacaxi e marmelo) sobre um fundo levemente defumado ladeado por uma gostosa nota de baunilha. Na boca é untuoso, multifacetado e fresco. Denso, apresenta sugestões de frutas cítricas e uma pitadinha de mel. Termina longo e profundo, convidando para o próximo gole. Tem estrutura de sobra para evoluir na garrafa. Produção: apenas 2.600 garrafas. Avaliação: 89/100 pts. ++

 

Portugal aperfeiçoou sua produção nos últimos anos com recursos da CEE

Champagne Michel Gonet Brut Rosé

domingo, setembro 5th, 2010

 

Michel Gonet Brut Rosé - um dos champagnes rosés maias acessíveis do mercado

 

Michel Gonet Brut Réserve Rosé

Origem: França – safra: n/c – álcool: 12% – região: Champagne/Beychac et Caillau – uvas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%) – preço: R$ 180 – Cor “casca de cebola” brilhante e intenso. Perlage fina e elegante. Ao nariz mostrou complexidade com elegantes notas de evolução,  amêndoas e depois de algum tempo fruta madura, toque que levedura, pão fresco e leve tostado. Boca que subscreve integralmente o olfato com muita densidade, frescor e delicadeza. Expansivo no palato, tem cremosidade na medida certa e termina longo e profundo com uma nota mineral quase salina. Um champagne com tudo no sítio certo de ótima tipicidade e categoria. Para ser bebido sozinho, com aperitivos ou acompanhado de pratos da fina culinária francesa. Maduro, foi aberto no auge da evolução e seu frescor lhe garante mais alguma sobrevida na garrafa. À Conferir. Provavelmente é um dos champagnes mais baratos de sua categoria encontrado no mercado brasileiro. Avaliação: 90.5/100 pts.

 

 

O Champagne Michel Gonet Brut Rosé é  importado pela MMV Importadora, cuja representação em São Paulo cabe à Villa Vino, com sede nesta capital sito à Rua Tabapuã 133, cjto 71, Itaim Bibi, telefones 3168 6919 e 7735 4944, com Kiko (Fernando Scarpelli Berti).

Tall Horse Shiraz 2009 – um vinho fácil de beber

domingo, setembro 5th, 2010

A África do Sul é um país dono de uma natureza abençoada por belezas naturais que só podem ser encontradas ali porque soube aproveitar a sua terra para produzir grandes vinhos que retratam muito bem a diversidade do país – pela colonização européia que trouxe a técnica, pelos nativos que inovaram nas técnicas de vinificação e pela geografia bela e inusitada com montanhas e canyons que provocam surpresas entre seus vales inteiramente cultivados com parreiras, que nos verões ficam laranjas ao entardecer, devido ao reflexo da luz do Sol na famosa Table Mountain – uma visão que vale a pena ser conferida.

Vinho Sul-africano Tall Horse Shiraz 2009 - importado pela Expand

Degustação

Tall Horse Shiraz – álcool: 13,5%  – região: WO Western Cape – importador: Expand (tel. 011 3739 – 1131 c/Willy) – preço: R$ 29,00 – descrição: rubi violáceo intenso com alguma profundidade. Nariz simples e franco com  notas adocicadas sobre um fundo de frutas negras e leve groselha. Após algum tempo na taça exibiu uma discretíssima ponta de borracha típica de alguns vinhos da África do Sul, mas tão leve que não chega a macular o conjunto. Na boca é um vinho de corpo magro, taninos adocicados, discreta sobra de álcool. Final pouco persistente com alguma fruta no retrogosto. O seu ponto alto é a nota picante que confirma o êxito da casta  nesse país. No fim-de-boca deixa uma nota de açúcar residual. Vinho “redondo” para o dia-a-dia, para ser bebido despreocupadamente. Avaliação: 83,5/100 pts.

Ventisquero Grey Merlot 2006

domingo, setembro 5th, 2010

 

Ventisquero Grey Merlot 2006: tipicidade é a sua maior qualidade, porque apesar do avanço da Carménère, alguns produtores não abandoram essa uva que é uma das principais castas bordalesas

 
 
 
  

 

Com a ascenção da Carménère chilena muitos produtores passaram a lhe dar mais destaque em detrimento de sua prima Merlot e por isso, atualmente, há uma gama de Carménères à disposição dos consumidores. O mesmo não se pode falar da Merlot, que ficou praticamente “esquecida”, uma vez que desde a década de 1990 todos os investimentos recaíram sobre a Carménère que vem sendo apontada como “uva símbolo” do país. Outras vinícolas investem na Syrah, Pinot Noir, Malbec, Cabernet Franc e até na Carignan com resultados animadores (a própria Ventisquero tem se destacado com Cabernet Sauvignon, Syrah e Carménère e conseguiu que seu Sauvignon Blanc Queulat 2008  conquistasse o título de melhor vinho da categoria na  Expovinis 2009), mas não se tem conhecimento de nenhum Merlot de nomeada. Todavia, ousamos dissentir do ponto de vista de que a Carménère é a “uva símbolo” do Chile porque este lugar é de fato da Cabernet Sauvignon (gostaria de enfatizar que esse  é o ponto de vista de quem escreve e ressaltar que não somos contra a Carménère, até porque ela tem se mostrado uma excelente parceira da  Cabernet Sauvignon nos vinhos de corte) . E tem mais.  Sem exagerar é fato inconteste que os cabernets chilenos estão entre os melhores do mundo. É só consultar qualquer publicação do gênero (nacional e internacional) para constatar as altas pontuações atingidas por esses vinhos.  Contudo, como forma de identidade a Carménère foi a escolhida e o Brasil é um de seus maiores consumidores. E, apesar do importante papel que desempenhou no passado, a Merlot foi parcialmente deixada de lado.

 

Informe passado pela Assessoria de Imprensa da Cantu, C2HA:

Vinhos Ventisquero recebem altas pontuações da WA de Robert Parker –  Pangea e Vertice recebem alta pontuação na Wine Advocate Magazine.  Apalta em destaque: além dos vinhos ultra premium na revista de Robert Parker, o Grey Merlot 2006 também obteve 90 pontos na Wine Enthusiast. A Viña Ventisquero tem motivos de sobra para comemorar. Seus vinhos ícones Pangea e Vertice safra 2005 obtiveram uma excelente pontuação conferida pelos jornalistas Jay Miller e Robert Parker na Wine Advocate, considerada uma das mais importantes publicações especializadas do mundo. Elaborado na região de Apalta, o Pangea, o primeiro vinho ultra premium da Viña Ventisquero, é resultado do trabalho dos enólogos John Duval e Felipe Tosso. Neste vinho ícone de varietal Syrah, onde os sabores e aromas se combinam de maneira perfeita, os profissionais da Wine Advocate destacaram sua “excelente concentração e estrutura potente”. Já o Vertice, o segundo vinho classe alta da Ventisquero do Vale de Apalta, é um blend formado pelas melhores uvas Carménère e Syrah provenientes deste privilegiado terroir.  O resultado é um vinho vermelho intenso com toques violeta e aromas de frutas vermelhas mesclados com suaves picantes de pimenta do reino e alguns tons de carvalho. Este vinho top, que tem até seu rótulo também desenvolvido a quatro mãos por Duval e Tosso, foi destacado por sua “elegância e profundidade”. Também proveniente de Apalta, o Grey Merlot 2006 obteve uma ótima pontuação na revista Wine Enthusiast. Os resultados foram publicados na adição Best of Year, que entrou em circulação no final de novembro. Os vinhos Ventisquero são trazidos ao Brasil com exclusividade pela Cantu Importadora, tel. 0300.210.1010   

 

 

Degustação
Ventisquero Grey Merlot  2006 -  álcool: 14,5% – região: Colchágua – uvas: Merlot (85%), Syrah (10%)e Carménère (5%).Importador: Cantú – preço médio: R$ 79,90 - informações técnicas:
realizou-se maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas para extrair maior quantidade de cor e aroma. O mosto foi fermentado em tanques de aço inoxidável e cerca de 100% dele passou quinze meses em barricas de carvalho francês e mais um ano na garrafa antes de sua liberação. Análise organoléptica: cor rubi violáceo com alguma profundidade e sem halo de evolução. Nariz intenso com predomínio de frutas vermelhas maduras (ameixas e amoras). Um toque de baunilha, terra úmida, especiarias (pimenta) e uma leve sugestão defumada com boa sustentação. Boca limpa, redonda, macia, de taninos suaves e aveludados, com a repetição das sensações olfativas (muito frutado), num corpo médio e de muito boa acidez, longo e persistente. Termina com uma leve nota de chocolate e apresenta retrogosto duradouro.  Certamente um dos melhores merlots chilenos (porque apresenta excelente tipicidade da casta) da safra 2006 e que tem bom potencial de evolução na garrafa (até 10 anos à contar da safra). Avaliação: 88,5/100 pts.+

Ventisquero Grey Syrah 2005

sábado, setembro 4th, 2010

 

 

Ventisquero Grey Syrah 2005: 84/100 pts. da WA de RP em 01.06.2008

 

Felipe Tosso é um enólogo hábil como poucos, especialmente quando se trata de fazer grandes volumes e obter um nível mínimo de qualidade. Por certo, Ventisquero lhe exige isso e Felipe cumpre fielmente, oferecendo vinhos de estilo comercial, de grande madurez e uso intenso das barricas para acentuar esse lado comercial. Os vinhos recomendados no Guia Descorchados 2009 são um bom exemplo desse caminho e também da habilidade de Felipe Tosso”.  O vinho escolhido é o Syrah, da linha Grey, que em termos de posicionamento no mercado está acima da linha Queulat – Gran Reserva e somente abaixo  dos ícones Pangea (Syrah) e Vértice (Carménère e Syrah).

 

 

 

 

Ventisquero Grey Syrah  2005 – álcool: 14,5% – região: Colchágua – importador: Cantú – preço médio: R$ 79,90 –  O Vale de Colchágua é comprovadamente o melhor terroir da Syrah no Chile. Este varietal tem uma participação pequena de Cabernet Sauvignon e de Carménère que lhe conferem mais complexidade. No olfato violetas, frutas vermelhas e um toque picante de especiarias (noz moscada e cravo) a lhe confirmar tipicidade. Álcool elevado sem incomodar. Na boca os taninos macios dão o tom. A madeira (carvalho francês, 15 meses de amadurecimento) está presente e não tripudia sobre a fruta. De acidez firme e sólida, é um vinho guloso que se move facilmente no palato e que termina longo, suave e sem arestas. Vai afinar na garrafa nos próximos anos, porque tem estrutura para isso. Um dos melhores Syrahs chilenos de sua categoria. Avaliação: 88/100 pts.+