
Ventisquero Grey Merlot 2006: tipicidade é a sua maior qualidade, porque apesar do avanço da Carménère, alguns produtores não abandoram essa uva que é uma das principais castas bordalesas
Com a ascenção da Carménère chilena muitos produtores passaram a lhe dar mais destaque em detrimento de sua prima Merlot e por isso, atualmente, há uma gama de Carménères à disposição dos consumidores. O mesmo não se pode falar da Merlot, que ficou praticamente “esquecida”, uma vez que desde a década de 1990 todos os investimentos recaíram sobre a Carménère que vem sendo apontada como “uva símbolo” do país. Outras vinícolas investem na Syrah, Pinot Noir, Malbec, Cabernet Franc e até na Carignan com resultados animadores (a própria Ventisquero tem se destacado com Cabernet Sauvignon, Syrah e Carménère e conseguiu que seu Sauvignon Blanc Queulat 2008 conquistasse o título de melhor vinho da categoria na Expovinis 2009), mas não se tem conhecimento de nenhum Merlot de nomeada. Todavia, ousamos dissentir do ponto de vista de que a Carménère é a “uva símbolo” do Chile porque este lugar é de fato da Cabernet Sauvignon (gostaria de enfatizar que esse é o ponto de vista de quem escreve e ressaltar que não somos contra a Carménère, até porque ela tem se mostrado uma excelente parceira da Cabernet Sauvignon nos vinhos de corte) . E tem mais. Sem exagerar é fato inconteste que os cabernets chilenos estão entre os melhores do mundo. É só consultar qualquer publicação do gênero (nacional e internacional) para constatar as altas pontuações atingidas por esses vinhos. Contudo, como forma de identidade a Carménère foi a escolhida e o Brasil é um de seus maiores consumidores. E, apesar do importante papel que desempenhou no passado, a Merlot foi parcialmente deixada de lado.

Informe passado pela Assessoria de Imprensa da Cantu, C2HA:
Vinhos Ventisquero recebem altas pontuações da WA de Robert Parker – Pangea e Vertice recebem alta pontuação na Wine Advocate Magazine. Apalta em destaque: além dos vinhos ultra premium na revista de Robert Parker, o Grey Merlot 2006 também obteve 90 pontos na Wine Enthusiast. A Viña Ventisquero tem motivos de sobra para comemorar. Seus vinhos ícones Pangea e Vertice safra 2005 obtiveram uma excelente pontuação conferida pelos jornalistas Jay Miller e Robert Parker na Wine Advocate, considerada uma das mais importantes publicações especializadas do mundo. Elaborado na região de Apalta, o Pangea, o primeiro vinho ultra premium da Viña Ventisquero, é resultado do trabalho dos enólogos John Duval e Felipe Tosso. Neste vinho ícone de varietal Syrah, onde os sabores e aromas se combinam de maneira perfeita, os profissionais da Wine Advocate destacaram sua “excelente concentração e estrutura potente”. Já o Vertice, o segundo vinho classe alta da Ventisquero do Vale de Apalta, é um blend formado pelas melhores uvas Carménère e Syrah provenientes deste privilegiado terroir. O resultado é um vinho vermelho intenso com toques violeta e aromas de frutas vermelhas mesclados com suaves picantes de pimenta do reino e alguns tons de carvalho. Este vinho top, que tem até seu rótulo também desenvolvido a quatro mãos por Duval e Tosso, foi destacado por sua “elegância e profundidade”. Também proveniente de Apalta, o Grey Merlot 2006 obteve uma ótima pontuação na revista Wine Enthusiast. Os resultados foram publicados na adição Best of Year, que entrou em circulação no final de novembro. Os vinhos Ventisquero são trazidos ao Brasil com exclusividade pela Cantu Importadora, tel. 0300.210.1010
Degustação
Ventisquero Grey Merlot 2006 - álcool: 14,5% – região: Colchágua – uvas: Merlot (85%), Syrah (10%)e Carménère (5%).Importador: Cantú – preço médio: R$ 79,90 - informações técnicas: realizou-se maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas para extrair maior quantidade de cor e aroma. O mosto foi fermentado em tanques de aço inoxidável e cerca de 100% dele passou quinze meses em barricas de carvalho francês e mais um ano na garrafa antes de sua liberação. Análise organoléptica: cor rubi violáceo com alguma profundidade e sem halo de evolução. Nariz intenso com predomínio de frutas vermelhas maduras (ameixas e amoras). Um toque de baunilha, terra úmida, especiarias (pimenta) e uma leve sugestão defumada com boa sustentação. Boca limpa, redonda, macia, de taninos suaves e aveludados, com a repetição das sensações olfativas (muito frutado), num corpo médio e de muito boa acidez, longo e persistente. Termina com uma leve nota de chocolate e apresenta retrogosto duradouro. Certamente um dos melhores merlots chilenos (porque apresenta excelente tipicidade da casta) da safra 2006 e que tem bom potencial de evolução na garrafa (até 10 anos à contar da safra). Avaliação: 88,5/100 pts.+