Archive for the 'Degustações' category

Degustação Max Brands/SBAV-SP – vinhos da Toscana e do Vêneto

domingo, setembro 5th, 2010

 

Batasiolo e Cesari Bosan são vinícolas representadas pela Max Brands de São Paulo

 

Na noite de 31 de agosto realizou-se mais uma degustação da importadora Max Brand’s de São Paulo. O tema: vinhos italianos  da Toscana e do Vêneto.  A degustação foi conduzida por Alexandre Fadel, Diretor da Importadora e contou com a presença de 40 Confrades.  Foram degustados os seguintes vinhos, avaliados pelo Diretor Financeiro, Márcio Guedes:

 

Beni di Batasiolo DOC Langhe Chardonnay Vigneto Morino 2007 – R$ 84 - Nota: 87/100 pts.

Beni di Batasiolo DOCG Barbaresco 2006 – R$ 115 - Nota: 88/100 pts.

Beni di Batasiolo DOCG Barolo Cerequio 2004 – R$ 330 - Nota: 89/100 pts.

Beni di Batasiolo DOCG Barolo Corda della Bricollina – R$ 400 - Nota: 91/100 pts.

Cesari Bosan Ripasso DOC 2006 – R$ 120,00 - Nota: 90/100 pts.

Amarone della Valpolicella Bosan DOC 2001 – R$ 300 - Nota: 91,5/100 pts.

Sobre a “Max Brands – The Partner’s Choice”.

Sediada nesta Capital sito à Vila Andrade, (www.maxbrands.com.br – tel. 011 2174 6700). Focada nas marcas que representa, a Max Brands traz no seu portfólio De Cecco, Pampas Del Sur (Arg), Sottano (Argentina), Santa Alicia (Chile), Cesari (Itália/Vêneto), Marques de Greyssac (França/Bordeaux) e Cave de Ladac (França/Beaujolais e Côtes du Rhône). Recentemente anunciou a incorporação da linha Batasiolo e alguns desses vinhos já podem ser encontrados em alguns supermercados de São Paulo. Possui equipe própria e mais vinte e cinco representantes espalhados pelo Brasil. Suas operações iniciaram em janeiro de 2009 com trezentas mil caixas de vinhos importadas. Pretende crescer 25% em 2010. No que tange aos alimentos, a Max Brands  importa as massas De Cecco, bastante conhecida por sua qualidade. 

Jean Baptiste B. Audy do Château Bonalgue e Ravin apresentam rótulos ao mercado brasileiro – matéria completa

sábado, setembro 4th, 2010
 
 
 
 
 
 

Os vinhos de Jean-Baptiste Audy integram o portfólio da Ravin

 

 

A importadora Ravin ofereceu almoço em 31 de agosto no Restaurante Magari da Rua Amaury 234, com a presença de Alberto Porto Alegre (Sócio-diretor), Viviane Borges (Gerente de Marketing), Luana (Restaurantes) e  Jean-Baptiste Bourotte-Audy, cuja família é proprietária  no Pomerol (França)  do Clos du Clocher, Château Bonalgue, Château Monregard La Croix; Lalande de Pomerol – Château Les Hauts Conseillants e em Lussac-Saint-Emilión do Château du Courlat, para apresentação à imprensa local dos seguintes vinhos: Château La Croix Du Duc 2008, Château Rocher-Calon 2007, Château La Croix Chantecaille 2004 e finalmente o Château Bonalgue 2004, que para o crítico britânico Hugh Johnson  é um “Pomerol rico, escuro e carnudo. melhor preço impossível. Assessorado por Michel Rolland”. Obteve 87/100 pts. de Robert Parker em 01.06.2007.

 

Jean-Baptiste Bourotte-Audy, lidera os negócios da família desde 2002 esteve no Brasil para apresentar os vinhos de seu bisavô Jean-Baptiste Audy.  O herdeiro tem rejuvenescido a imagem da região de Bordeaux com sua visão empreendedora, eis que tem por foco torná-los mais conhecidos mundialmente e consequentemente aumentar  a linha de exportação. Ele e mais 17 produtores da mesma região formaram o grupo “Bordeaux Oxygene” cujo principal objetivo é atrair consumidores de diversos patamares, desde os iniciantes aos enólogos e sommeliers. A estratégia encontra já encontra resultados positivos, tanto que os vinhos de Jean Baptiste-Audy são encontrados no Oriente Médio, Ásia, Estados Unidos, países da Europa e América do Sul. Aqui no Brasil a exclusividade de sua representação cabe à Ravin, que desde 2009 traz os seguintes rótulos:

 

Château La Croix Du Duc 2008

Château Rocher-Calon 2007

Château La Croix Chantecalle 2004

Château  Bonalgue  2004

 
 
 
 
 
 

Jean-Baptiste Bourotte-Audy concedeu entrevista para os blogueiros Beto Duarte (papodevinho) e Daniel Perches (vinhosdecorte)

 

Jean-Baptiste e Alberto Porto Alegre (Diretor Ravin)

Château La Croix Du Duc 2008 – Região: Bordeaux/Libourne/Gironde – álcool: 13% – uvas: Cabernet Sauvignon (50%), Merlot (35%) e Cabernet Franc (15%) – Importador: Ravin (tel (11) 5574-5789 – preço: R$ 49,90 -  Rubi violáceo brilhante de média intensidade. Nariz aberto com notas de ameixas, amoras sobre um fundo vegetal.  Na boca seus taninos são macios e existe bom equilíbrio entre fruta, madeira, aciedez e álcool. Não é encorpado e nem ligeiro. Fica no meio termo. Fácil de beber, este vinho nas safras anteriores  não havia comovido quem escreve, todavia, nesta safra se apresenta como um verdadeiro “best-buy” que arrancou vários elogios dos presentes. Tem estrutura para ser bebido nos próximos 15 meses sem preocupação. Avaliação: 86/100 pts.

Château Bonalgue 2004 e Château La Croix de Chantecaille 2004 - vinhos abaixo avaliados

Château Rocher Calon 2007 – Região: Bordeaux/Libourne/Gironde – álcool: 13% – uvas: Merlot (95%) e cabernet Franc (5%) – Importador: Ravin (tel (11) 5574-5789 – preço: R$ 99,00 -  Rubi violáceo com menos concentração do que o anterior. Aromas típicos da casta com fruta madura (ameixa) sobre um fundo vegetal com pouca sustentação. Na boca repete o vinho anterior, porém, é mais delicado, fino e termina persistente. Ressente-se de mais corpo, por outro lado compensa com elegância. Para ser bebido até o fim de 2011. Avaliação: 86/100 pts.

 

Château Rocher-Calon Montagne-Saint-Émilion 2007

Château La Croix Chantecaille Saint-Emilion Grand Cru 2004 – Região: Bordeaux/Libourne/Gironde – álcool: 13% – uvas: Merlot (65%) e Cabernet Franc (35%) – Importador: Ravin – tel (11) 5574-5789 – preço: R$ 169,00 -  Rubi violáceo mais intenso do que os anteriores com discreto halo granada.  Nariz rico, delicado e aberto com sugestões de frutas vermelhas, café torrado e discreta nota de sous-bois. Boca no mesmo diapasão, rica, densa e sedosa com taninos polidos, acidez na medida e integração entre fruta e madeira. Intenso, expansivo, persistente, termina sedoso e deixa uma nota de licor de cacau no palato. No auge da evolução. Avaliação: 88/100 pts.

Château Bonalgue Pomerol 2004 - 87/100 pts. RP em 01.06.2007

Château Bonalgue 2004 – Região: Bordeaux/Pomerol – álcool: 13,5% – uvas: Merlot (80%) e Cabernet Franc (20%) – Importador: Ravin – tel (11) 5574-5789 – preço: R$ 399,00 -  Rubi violáceo intenso com reflexo viláceo e discreto halo de evolução. Nariz aberto, intenso e complexo com camadas de aromas. Primeiro uma nota animal dominou o conjunto. Depois de algum tempo exibiu aromas terrosos, bosque úmido, couro e frutas negras. Na boca subscreve plenamente o nariz, com taninos expressivos e sobretudo macios. Intenso, concentrado e profundo, apresentou excelente acidez, a perfazer um conjunto elegante  e sólido com possibilidade de evolução na garrafa.  Ao final, apresentou uma ligeira adstringência que se suavizará com mais alguns anos na garrafa.  Avaliação: 90/100 pts.++

La Fortuna: vinhos orgânicos do Vale de Lontué

terça-feira, agosto 31st, 2010
A importadora MIB foi criada à partir da idéia de trazer para o Brasil vinhos e alimentos produzidos por produtores dedicados ao que  fazem. Assim, vinícolas boutique, alimentos para alta gastronomia e produtos são o seu destaque.  O foco das vendas é  o consumidor final que tem interesse em estar sempre em contato com o que há de novo nesse mercado. A empresa é dirigida por Maria Inês Bairão e sua sede fica em Campinas, SP, na Rua Siqueira Campos 17, sala 11, tel. 19 3258 7486, portal www.mibbrasil.com.  Na noite de 23 de agosto, por iniciativa de Daniel Perches, do blog vinhos de corte  (www.vinhosdecorte), quem escreve foi convidado para participar da degustação dos vinhos orgânicos do produtor chileno “La Fortuna”, do Vale de Curicó, com a presença de Maria Inês Beirão.
A degustação compreendeu os seguintes vinhos:
La Fortuna Sauvignon Blanc 2009
La Fortuna Chardonnay 2009
La Fortuna Carménère Rosé 2007
La Fortuna Malbec 2006
La Fortuna Carménère 2007
La Fortuna Cabernet Sauvignon 2007
La Fortuna Cabernet Sauvignon Reserva 2004
 
 
 
Localização do Vale de Lontué
É uma sub-região do Vale de Curicó, 200 km ao Sul de Santiago,  que por sua vez integra  o Vale Central, aos pés da Cordilheira da Costa. A maioria dos vinhedos são vistos desde a estrada, onde grandes painéis de videiras se perdem no horizonte. A região apresenta cliam mediterrâneo com marcada sazonalidade das chuvas, que se concentram fortemente no inverno, com uma extensa estação seca com tempo bom.  A amplitude térmica oscila 15°C entre o dia e a noite o que permite a produção de vinhos muito bons. Ainda que seja um vale eminentemente vitícola, aqui existe uma grande quantidade de vinícolas.
Sobre a La Fortuna
A Fazenda La Fortuna foi fundada em 1° de julho de 1870 proveniente do desdobramento de uma antiga fazenda conhecida naquela época como excelente produtora de frutas. De lá para cá são 140 anos de tradição na produção de vinhos. Os vinhedos se encontram dispersos em diferentes setores competando um total de 250 hectares, com diversos tipos de solos. Toda cautela foi adotada na eleição dos lugares das plantações de uvas, com o fito de assegurar o máximo aproveitamento de cada uma das variedades.  Atualmente  são cultivadas  Cabernet Sauvignon, Merlot, Carménère, Malbec, Pinot Noir, Syrah, Sauvignon Blanc e Semillón. As excelentes condições climáticas e ambientais do terroir local possibilitaram a transformação  de seus vinhedos para cultivo orgânico certificado e toda produção é vendida para mais de vinte países. A certificação veio de um órgão certificador suiço, o Institute for Market Ecology – IMO, sob as normas do HACCP – Acordo de Produção Orgânica Limpa. Por fim, importante salientar que  a vinícola  mantém bom relacionamento com seus trabalhadores, integrando-os aos benefícios da produção. A vinícola também foi adicionada ao “Comércio Justo”  regulamentado pelo órgão alemão FLO, com um programa que possibilita a melhora da qualidade de vida dos trabalhadores e de suas famílias. Esse órgão oferece certificados em mais de setenta países e esse certificado garante aos consumidores que estão contribuindo para o desenvolvimento sócio-econômico na compra dessas mercadorias e colaborando para um planeta mais limpo.

Foram degustados Sauvignon Blanc, Chardonnay, Malbec, dois Carménères e dois Cabernets

 

La Fortuna Sauvignon Blanc 2009 – região: Lontué – álcool: 13,5% – preço: R$ 52/56 – Avaliação: palha claro com reflexo esverdeado. Pouco intenso no nariz com leve toque vegetal e algum cítrico. Melhor na boca,  corpo bom, médio frescor e traços vegetais tipicos da casta no Novo Mundo. Um pouco curto, termina com um discreto amargor e no retrogosto uma nota cítrica. Avaliação: 86/100 pts.

 

 

La Fortuna Chardonnay 2009 - região: Lontué – álcool: 13,6% – preço: R$ 52/56 -  Palha esverdeado. Nariz mais aberto do que o exemplar anterior, com notas amanteigadas, leve abacaxi e discreto cítrico sobre um fundo mineral. Boca no mesmo diapasão, limpa, fresca com toques de frutas como damasco, marmelo e abacaxi. Termina curto e deixa uma nota doce no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts.

 

La Fortuna Carménère Rosé 2007 - região: Lontué – álcool: 13,2% – preço: R$ 52/56 - Carmin com reflexo alaranjado. Nariz convidativo com notas de licor de cacau, café torrado e pimentão confirmando a tipicidade da casta. Na boca um degrau a menos, corpo magriço, frescor mediano e algum descompasso entre álcool, acidez e doçura. No retrogosto deixa uma nota de chocolate.  Avaliação: 83,5/100 pts.

La Fortuna: vinhos orgânicos do Vale de Lontué

 

La Fortuna Malbec

 

 

La Fortuna Malbec 2006 - região: Lontué – álcool: 13,1% – preço: R$ 52/56 - Rubi violáceo intenso com discreto halo de evolução. No olfato sobra de álcool que cedeu espaço para toques resinosos, pouca fruta.  Depois de algum tempo leve sugestão defumada. Melhor na boca com taninos potentes, macios, nota de fruta negra (ameixa) e discreto chocolate amargo. Termina  denso, rugoso e um pouco duro, mas confirma a tipicidade da casta em solo andino e deve crescer à mesa. Avaliação: 86/100 pts.+

 

La Fortuna Carménère 2007 - região: Lontué – álcool: 13,8% – preço: R$ 52/56 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade e halo púrupura. Fechado no nariz apresentou os traços típicos da casta com discretas notas de pimenta verde, café torrado sobre um fundo vegetal. Na boca um degrau acima, taninos macios, fruta e madeira em integração, sem arestas, corpo pleno e final com alguma persistência e uma nota herbácea no retrogosto. Avaliação: 86,5/100 pts.

La Fortuna Chardonnay

 

 

La Fortuna Cabernet Sauvignon 2007 - região: Lontué – álcool: 12,8% – preço: R$ 92/96 – Rubi violáceo mais intenso do que o exemplar anterior. Nariz com as típicas notas balsâmicas dos cabernets chilenos, licor de cassis, leve geléia, tudo com boa sustentação na taça. Boca a subscrever o olfato, frutada, intensa, longa, bom frescor, taninos macios,  final harmônico, persistente e redondo.  Avaliação: 87/100 pts.+

La Fortuna Reserva 2004

 

La Fortuna Cabernet Sauvignon Reserva 2004 - região: Lontué – álcool: 13% – preço: R$ 52/56 – Rubi  intenso com halo granada. Nariz fino, delicado, empolgante, com gostosas notas de toffee, chocolate, leve acento animal sobre um fundo de ameixas maduras. Boca que repete o nariz com taninos redondos, equilíbrio entre álcool, acidez, fruta e madeira. Vinho harmônico, sedoso, com tudo no lugar certo e praticamente sem arestas. Longo, intenso e profundo, termina com uma pequena adstringência que antes de incomodar lhe confere personalidade. É um vinho que se bebe com muito prazer, ainda que possa evoluir na garrafa. À Conferir.  Avaliação: 88,5/100 pts.+

 

Informações técnicas

Os brancos não passam por madeira e são fermentados sobre suas lias por três meses (Sauvignon Blanc) e seis meses (Chardonnay).

Vinte por cento  do mosto do rosé e dos tintos amadurece em barrica de carvalho francês de primeiro uso. Depois disso o restante do vinho é estabilizado, filtrado e engarrafado.

 

Sobre a produção orgânica

Os vinhedos da La Fortuna  são trabalhados sob um rigoroso protocolo orgânico supervisionado e certificado pelo IMO – Suiça:

1. As pragas são controladas sem a utilização de herbicidas químicos.

2. Não são usados fertilizantes químicos e o nitrogênio atmosférico é fixado no solo com o uso de leguminosas e entre as fileiras de parreiras é incorporada matéria orgânica produzida na própria fazenda a partir das cascas e sementes de uvas.

3. Não se utilizam produtos químicos para o controle de insetos que é feito a partir de um produto natural obtido da casca da Quillay (árvore).

4. A elaboração dos vinhos na adega se realiza utilizando-se baixas concentrações de anidrido sulfuroso, que chegam a ser menores do que a metade usada nos vinhos convencionais. Também não são utilizados produtos de origem animal nas clarificações.

 

Casa Valduga Premium Chardonnay 2010 – 375 ml

domingo, agosto 29th, 2010

 

Garrafas de 375 ml atendem ao estilo de vida dos solteiros e são versáteis na hora das harmonizações

Atendendo a pedidos e  à  demanda cada vez mais exigente do mercado “single”, a Casa Valduga  lança vinhos premium  em meia garrafa em duas versões: Chardonnay e Cabernet Sauvignon.  São úteis para refeições de famílias pequenas porque são apropriadas para o dia-a-dia com a vantagem do preço 40% menor do que as garrafas normais.

Juciane Casagrande, Diretora Comercial da Casa Valduga salienta que “a meia garrafa possibilita harmonizações diversas com vários pratos ao longo de uma refeição. Você pode pedir um branco para a entrada e um tinto para o prato principal”, por exemplo.

 

 

Casa Valduga Premium 

Elaborada com uvas de safras especiais, em versão “original” a linha Premium traz os rótulos Chardonnay, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Sauvignon Blanc e Gewürztraminer, além dos espumantes Brut, Moscatel e Blush e do Prosecco Premium, elaborado pelo método Champenoise.

 

Degustação

Casa Valduga Premium Chardonnay 2010 – origem: Vale dos Vinhedos/Bento Gonçalves – álcool: 13% – preço sugerido: R$ 20,00 – descrição: Palha com reflexo esverdeado. Nariz com notas de frutas tropicais frescas (abacaxi, manga e uma ponta cítrica) com média sustentação. Na boca é um vinho fresco, de boa acidez, corpo ligeiro com boa fruta.  Sápido, termina sem amargor. Avaliação: 86/100 pts.

 

Vínea apresenta novidades da Casa Marin

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

Na última segunda-feira, Adriana Fonseca, da Vínea de SP convidou a imprensa especializada para uma degustação seguida de almoço dentro do “Espaço Gourmet” da importadora.  Praticamente todos vinhos do produtor chileno Casa Marin foram degustados, com a presença de Felipe Marin, enólogo, filho da proprietária Maria Luz Marin e de Agnaldo Záckia Albert, Enófilo e Consultor da Vínea.

Walter Fonseca, da Vínea

Sobre a Casa Marin


Atualmente é um dos produtores mais premiados do Chile. O Guia chileno Descorchados  2009 assinala que: “Casa Marin sigue siendo uma de las bodegas más iconoclastas y arriesgadas de la escena de Chile”. Exporta sua produção para EUA, Canadá, Brasil e China, nesta ordem. Recentemente, seu Sauvignon Blanc Cipreses foi eleito o vencedor do “Concours Mondial du Sauvignon Blanc”, na categoria de vinhos de preço inferior a 12 Euros. O terroir de San Antonio se caracteriza pelo clima frio, que possibilita o amadurecimento completo de algumas uvas tintas (Pinot Noir principalmente) e  brancas (Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Gewürztraminer e Riesling). As primeira videiras foram plantadas em 1999 e 70% dos vinhedos estão localizados em colinas e montanhas com diferentes exposições, divididos em 33 lotes. A linha dos vinhos  elaborados com uvas dessa região está constituída de quatro Sauvignons (três blanc e um Gris), quatro Pinots e um Syrah.


Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados:



Cartagena Sauvignon Blanc 2009 – Casa Marin – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio -  Álcool: 14,7% - Preço: R$ 49,00 – cor amarelo-palha com notas verdosas típicas da casta. Nariz pouco intenso mas boa complexidade, o que indica uma boa perspectiva de evolução na garrafa (no mínimo um ano). Apresenta o toque mineral, característica básica dos vinhos brancos da Casa Marin, cujos vinhedos se localizam próximos do oceano Pacífico e se beneficiam das brisas marítimas e do solo bem drenado. Depois surgiram aromas herbáceos e vegetais, típicos da casta no Novo Mundo. Na boca, repete o mesmo ataque mineral dando lugar ao frescor que dá movimento a esse tipo de vinho.  Bom volume. No retrogosto, uma leve ponta de austeridade contrabalançada pela sanilidade inicial. Termina intenso e limpo. Vinho versátil, de atraente relação preço-qualidade e que também se destaca por seu equilíbrio gustativo. Seu estilo tira proveito de exibir outras nuances dessa casta em território chileno. Pode ser degustado “de per si”  ou escoltando pescados de vários tipos. Avaliação:88/100 pts.


Agnaldo Záckia comandou a degustação

Casa Marin Sauvignon Gris Estero Vineyard 2007 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14,5% – Preço: R$ 97,00 – palha com reflexo levemente dourado. Paleta aromática intensa e multidimensional, com deliciosas notas florais e de frutas maduras (lima e grapefruit, principalmente) sobre um fundo mineral. Na boca existe a subscrição desses aromas, com destaque para sua pungente acidez, que lhe confere ótimo frescor, inusitado para cepa. Largo no meio de boca, seu perfil promete bom comportamento à mesa. Tem o acento mineral típico dos vinhos de Lo Abarca. Essa mineralidade se constitui numa característica dos vinhos produzidos na “cordilheira da costa chilena”, cujas colinas são escarpadas e localizadas a apenas 4 km do pacífico. Certamente um dos expoentes da cepa no Chile. Avaliação: 89/100 pts. +


Tintos do Vale Central

Casa Marin Laurel Sauvignon Blanc 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14% – Preço: R$ 93,00 – amarelo-palha com notas verdosas típicas da casta. Nariz levemente fechado mas que abriu e demonstrou boa complexidade, o que indica uma boa perspectiva de evolução na garrafa. Toque mineral, característica dos vinhos brancos da Casa Marin, cujos vinhedos se localizam próximos do oceano pacífico e se beneficiam das brisas marítimas. Depois surgiram aromas frutados, com destaque para pêssegos e grapefruit. Na boca, o mesmo ataque mineral dando lugar há um delicioso frescor. Bom volume. No retrogosto, uma leve ponta de austeridade contrabalançada pela salinidade inicial. Termina com um toque herbáceo, que lhe confere tipicidade. Vinho gostoso e versátil, que se destaca por seu equilíbrio gustativo e por apresentar outras nuances dessa casta em território chileno. Pode ser degustado sem nenhum acompanhamento ou escoltando pescados de vários tipos (molho delicado). Avaliação: 88/100 pts.


Pinot Noir e Syrah de Casablanca

Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14% – Preço: R$ 99,00 - Um dos vinhos mais importantes da vinícola. Cor amarelo-palha com notas verdosas típicas da casta. Nariz levemente fechado mas que abriu e demonstrou boa complexidade, o que indica uma boa perspectiva de evolução na garrafa. Toque mineral, característica dos vinhos brancos da Casa Marin, cujos vinhedos se localizam próximos do oceano pacífico e se beneficiam das brisas marítimas. Depois surgiram aromas frutados, com destaque para pêssegos e grapefruit. Na boca, o mesmo ataque mineral dando lugar há um delicioso frescor. Bom volume. No retrogosto, uma leve ponta de austeridade contrabalançada pela salinidade inicial. Termina com um toque herbáceo, que lhe confere tipicidade. Vinho versátil, que se destaca por seu equilíbrio gustativo e por apresentar outras nuances dessa casta em território chileno. Pode ser degustado sem nenhum acompanhamento ou escoltando pescados de vários tipos. Avaliação: 89/100 pts.



Adriana e Walter Fonseca: unidade no comando da Vinea

Casa Marin Gewürztraminer  Casona 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 14% – preço: R$ 93,00 – Amarelo-palha com reflexo ligeiramente dourado. Aromas típicos da casta: líchias, flores brancas e mel. Mais doce que o anterior. Boca voluptuosa e fresca, com notas minerais e retrogosto adocicado. Tem menos acidez que o anterior (característica da casta), mas demonstrou equilíbrio e persistência gustativa que justificam a sua boa fama. Vinho de ótima tipicidade, indicado para pratos de culinária Tailandesa, Indiana e Chinesa.  Avaliação: quatro taças (88,5 pts.)


Giovane: a mesma eficiência do Dinho's na Vinea

Casa Marin Riesling Miramar 2007 – importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio - Álcool: 12,8% – Preço: R$ 108,00 -  amarelo-palha claro, levemente esverdeado brilhante e intenso. Aromas intensamente minerais (pierre à fusil – pedra de isqueiro) sobre um fundo cítrico (lima-da-pérsia), com boa persistência na taça. Encorpado e suculento, este riesling mostra acidez firme e delicada, rico em notas frutadas (cítricas) que faz crer se tratar de um vinho ainda jovem, com ótima perspectiva de evolução na garrafa.  Em recente viagem à Alsacia, Agnaldo Záckia invocou seu testemunho para afirmar que a maior parte dos vinhos que bebeu  naquela região produtora não tinham nível de qualidade muito superior, ou seja, a tipicidade deste exemplar obedece aos estritos cânones da cepa. Avaliação: 89,5/100  pts.


Casa Marin Pinot Noir Tres Viñedos 2009 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14% – Preço: R$ 69,00 – Rubi violáceo sem concentração. Aromas doces e relativamente intensos com frutas vermelhas (morangos e cerejas) sobre um fundo de baunilha. Na boca, taninos doces e leve prevalência da madeira sobre a fruta, não o suficiente para empanar sua tipicidade. Trinta por cento do mosto foi amadurecido em barrica de carvalho francês de segundo uso e as uvas são oriundas de três vinhedos, tem média expansão no palato e termina com leve rugosidade, que provavelmente se dissipará com o tempo que se encarregará de afinar o conjunto. Boa tipicidade e alguma relação preço-qualidade. Avaliação: 86/100 pts.


Cartagena Pinot Noir 2009 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14,7% – Preço: R$ 79,00 - Rubi violáceo escuro de boa densidade. Aromas complexos, sobressaindo notas terrosas e tostadas, fumo, couro e carne crua. Na boca exibe taninos finos e delicados, notas de frutas frescas e acidez equilibrada. O toque mineral sentido nos vinhos anteriores também está presente neste, constituindo-se numa característica dos vinhos produzidos na “cordilheira da costa chilena”, cujas colinas são escarpadas e localizadas a apenas 4 km do pacífico. A madeira e a fruta coexistem pacificamente (oito meses de carvalho francês), proporcionando um vinho de boa concentração de sabor e de boa estrutura, apresentando notas frutadas e tostadas no retrogosto. Este pinot noir já está pronto para ser bebido, mas ainda deve evoluir na garrafa. Indicado para carne de vitela, massas leves, peixes como salmão, robalo, etc.. Sem dúvida, no horizonte dos inúmeros Pinots chilenos, este Cartagena se firma como um de seus expoentes. Detentor de ótima relação qualidade-preço. Avaliação: 89/100 pts.+


Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 15,5% – Preço: R$ 185,00 – Rubi violáceo mais intenso do que o anterior. Nariz intenso com notas frutadas (morangos, amoras e framboesas) sobre um fundo defumado. Na boca os taninos são austeros mas refinados. Equilibrado, é um vinho com tudo no lugar certo: o álcool na casa dos 15,5% está integrado à firme e delicada acidez e também à fruta, madeira e perfaz um conjunto solidamente estruturado que carrega o típico acento mineral de Lo Abarca. Provavelmente, estamos diante de um dos melhores vinhos desta cepa elaborado no Novo Mundo. Termina profundo e deixa uma nota adocicada no palato. Vai arredondar na garrafa nos próximos anos. Para o Guia Descorchados 2008 “é um vinho que põe um ponto final na discussão sobre a cepa no Chile”.  Avaliação: 90/100 pts. ++


Casa Marin Litoral Pinot Noir 2003 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 14,7% – Preço: R$ 185,00 – Granada com reflexo alaranjado. Nariz aberto com notas animais, couro, tabaco e leve “sous-bois” com ampla sustentação na taça. A boca repete o nariz e a força e a doçura de seus taninos se destacam,  tendo como contraponto a acidez pungente e o álcool elevado, que aliado ao forte traço mineral conferido pela brisa marinha vinda do Pacífico tornam o conjunto doce, harmonioso e sobretudo típico. Vinho que está no auge de sua evolução e que permanecerá assim por mais algum tempo.  Avaliação: 91/100 pts.



Casa Marin Miramar Syrah 2005 – Importador: Vinea – Região: Vale de San Antonio – Álcool: 13,5% – Preço: R$ 179,00 – Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. No olfato exibe uma paleta aromática complexa com as tradicionais notas de especiarias (cravo, pimenta do reino, cravo) sobre um fundo de madeira tostada com boa sustentação. Na boca, este Syrah de clima frio apresentou taninos um pouco duros, menos fruta do que o esperado e o típico traço mineral que caracteriza os vinhos de Lo Abarca. Longo e profundo, termina secante. Esperava mais tipicidade deste vinho, muito bem avaliado no Guia Descorchados 2009. Será que mais algum tempo na garrafa colocará as coisas no lugar? Essa é a nossa torcida. Avaliação: 86/100 pts. +



Cartagena Carménère 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale Central – Álcool: 13,5% – Preço: R$ 58,00 – Rubi violáceo sem concentração. Aromas pouco intensos e de baixa complexidade. Na boca é um vinho magro, de baixa acidez e de taninos delicados. Tem alguma fruta secundada por uma leve nota herbácea e de café torrado típica dos carménères chilenos. Madeira integrada. Termina macio, curto e com leve amargor. Avaliação: 83,5/100 pts.



Cartagena Cabernet Sauvignon 2008 – Importador: Vinea – Região: Vale Central – Álcool: 12,5% – Preço: R$ 58,00 – Rubi violáceo escuro de boa densidade. Fechado no nariz apresentou uma discreta nota de geléia de frutas e licor de cassis. Na boca um vinho de taninos amáveis, baixa acidez e pouca estrutura. Elegante e suave, tem perfil que se distancia dos potentes, alcoólicos e gulosos Cabernets do Maipo. Madeira na medida. Termina curto sem muita persistência. Avaliação: 83/100 pts.

Degustação de vinhos nacionais na “Confraria Enomasculina”

domingo, agosto 22nd, 2010

 

Confraria que se reuniu no aconchegante e delicioso restaurante italiano Apriori na última quarta-feira, 4 de agosto de 2010, para apreciar uma parte – considerada por alguns – importante do cenário vitivinícola brasileiro. Estiveram presentes os degustadores Carlos Hakim, Erick Scoralick e Simon Knittel, além dos experts Lincoln Romero, Livio Rocha, Paulo Certain, Peter Jancso, Plinio Ceccon e Ricardo Eguchi. O sommelier Erick (coincidência!) sempre prestativo, acondicionou e serviu muito bem os exemplares diferentes que tínhamos pela frente nesta noite: 1 espumante, 4 brancos e 6 tintos.

 

 

Já de inicio, algo surpreendente: um espumante brasileiro com as 3 castas de champagne, chardonnay, pinot noir e pinot meunier! Realmente interessante saber que já temos algo neste caminho. Na sequencia vieram 4 exemplares de chardonnay, onde a forma como se trabalhou a madeira fez toda diferença nas análises e pontuações; e finalmente 6 tintos, com bons representantes do que há de melhor no Brasil, e outros que ainda têm um caminho a trilhar.

 

Escoltado por ótimas preparações do chef Juliano Melo, a degustação foi realizada às cegas, onde Erick Scoralick escreveu baseado em suas próprias percepções apoiadas de um senso comum do grupo, até por que praticamente não houve discórdia em nenhum vinho, salvo indicado.

 
 

Simon, Erick e Los

 

  1. Villagio Grando Espumante Brut 2009. Região: Campos de Herciópolis – Água Doce – SC. Uvas: pinot noir, pinot meunier e chardonnay. Álcool = 11,3%. Preço: R$49,70 na Eivin.
  2. Amarelo palha clarinho, bolhas finas, bom perlage. Aroma muito interessante, que combina as tradicionais notas de pão tostado com frutas brancas e algo cítrico, com um leve toque animal. Na boca mostrou um ligeiro residual de açúcar, no que então poderia ser um pouco mais ácido para compensar (ou mais ácido ou menos doce). Ligeiro, de persistência e corpo médios A percepção geral foi que se trata de algo bem diferente – pelo lado positivo – mas que talvez enjoe de tomar muito. Avaliação = 84/100 pontos.
  3. Quinta da Neve Chardonnay 2008. Região: São Joaquim – SC.  Preço:  = R$ 30,40 na Decanter.
  4. Amarelo palha de tons verdeais. Aroma inicial estranho, algo químico. Depois vieram aromas cítricos, maçã-verde, mineral. O conjunto não mostro tipicidade. Na boca pareceu desequilibrado, com pontas de álcool e acidez. Avaliação = 72/100 pontos.
  5. Salton Volpi Chardonnay 2008. Região: Bento Gonçalves – RS. Álcool = 13,5%. Preço:  R$23,70 na Eivin.
  6. Amarelo intenso. Apresenta boa fruta, madeira (pouca) bem integrada, baunilha, manteiga, não muito complexo. Em boca poderia ter mais acidez. 20% deste vinho passou 6 meses com as leveduras em carvalho americano novo. Avaliação: 79/100 pontos.
  7. Casa Valduga Gran Reserva Chardonnay 2009. Região: Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves – RS. Álcool = 14%. Preço: R$57,20 na Eivin. 
  8. Amarelo palha mais intenso. Foi o branco da noite que apresentou melhor integração com a madeira. Bons aromas de frutas brancas, maçã, abacaxi, chocolate branco, baunilha, com toques florais. Boa acidez, bom corpo, longo em boca, bem equilibrado. Eleito quase unanimemente como o melhor branco da noite. Avaliação = 85/100 pontos.
  9. Salton Virtude Chardonnay 2008. Região: Campanha – Bagé – RS. Álcool = 13,9%. Preço: R$55,10 na Eivin. 
  10. Amarelo bem forte. Apresentou excesso de madeira, chegando a cobrir as frutas. Após certo tempo descansando, notaram-se aromas de manteiga, baunilha, maçã-verde, coco, nozes e algo herbal.. Em boca apresentou-se com bons acidez e corpo, persistencia alta, mas seu excesso de madeiro o deixou um pouco enjoativo (comentário geral). Avaliação = 82/100 pontos.
  11. Preludio (Marco Danielle) 2007. Região: Campos de Cima da Serra – RS. Uvas: 70% merlot, 20% cabernet sauvignon, 10% cabernet franc. Álcool = 12,7%. Preço: R$46,30 na Eivin. 
  12. Rubi escuro. Muito pimentão e pimenta no aroma, com um toque de chá preto. Muitos presentes se incomodaram com um aroma inicial desagradável. Apresentou bom corpo, mas com forte adstringência, persistência media e amargor final. Avaliação = 72/100 pontos.
  13. Terragnolo Merlot Reserva 2007. Região: Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves – RS. Álcool = 13,5%. Preço: R$32,60 na Eivin.
  14. Rubi. Muito vegetal/herbáceo, pimentão, mentolado, resinoso, sobrepujando a (boa) fruta negra presente. Em boca apresentou taninos ainda verdes e uma ponta de acidez. Persistencia media. Também não agradou a nenhum dos presentes. Avaliação: 75/100 pontos.
  15. Luiz Argenta Merlot Gran Reserva 2005. Região: Flores da Cunha – RS. Álcool = 13,8%. Preço: R$76,55 na Eivin.
  16. Rubi bem escuro. Muita pimenta, herbáceo, algo mineral, fruta vermelha em compota. Em boca é correto, com taninos finos, boa acidez e corpo e persistência médios. Um vinho bastante razoável, mas que os avaliadores torcem o nariz para a relação qualidade/preço. Avaliação = 84/100 pontos.
  17. Panizzon Gran Reserva Maximus 2007. Região: Vale do Guacho – Altos Montes – RS.  Álcool = 13,5%. Preço: R$49,80 na Eivin.
  18. Rubi profundo. Interessante combinação de frutas vermelhas e negras. Outros aromas presentes: café, couro, tabaco, chocolate. Na boca parece doce, com boa acidez, mas com final um pouco amargo. Persistência longa.  Avaliação: 83/100 pontos.
  19. Salton Talento 2006. Região: Bento Gonçalves – RS. Uvas: 60% cabernet sauvignon, 30% merlot, 10% tannat. Álcool = 13%. Preço:  R$56,90 na Eivin.
  20. Rubi com traços violeta. A madeira sobressai um pouco às frutas. Ao senti-las, aparecem muitas frutas vermelhas em compota, um pouco de coco e tabaco. Melhorou sensivelmente no copo após certo tempo. Ótima boca, com taninos finos e doces, bons acidez e corpo e persistência media-longa. Permaneceu 1 ano em carvalho francês novo e mais 1 ano em garrafa antes de sair ao mercado. Bom vinho! Avaliação: 86,5/100 pontos.
  21. Casa Valduga “Storia” Gran Reserva Merlot 2006Vale dos Vinhedos – Bento Gonçalves – RS. Álcool = 14,5%. Preço: R$140,40 na Eivin.
  22. Rubi com traços violeta. Aroma não muito potente, talvez ainda um pouco fechado. Madeira bem integrada, boa fruta, chocolate, café, bem elegante. Em boca é bem equilibrado, com boa acidez, taninos finos, álcool e madeira bem integrados, longa persistência. A colheita das uvas é tardia, com supermaturação das mesmas. Permaneceu 1 ano em carvalho francês novo e mais 1 ano em garrafa antes de sair ao mercado. Muito bom vinho. Só o preço que pegou! Avaliação: 88/100 pontos.

 

 

  1. Post de autoria de Erick Scoralick

Importadora Ravin: Viña Maipo aposta na Syrah, uva em ascenção no Chile

quinta-feira, agosto 19th, 2010

 

A Viña Maipo foi fundada em 1948 no Vale que leva seu nome, há 38 quilômetros ao sul de Santiago. A “Autêntica Devoção” da Viña Maipo surgiu na área mais antiga e prestigiada do Chile, abençoada por um solo fértil e um clima excepcionalmente mediterrâneo. As qualidades do terroir associadas aos melhores e mais tradicionais enólogos do Chile são facilmente percebidas e dificilmente esquecidas nos vinhos da Viña Maipo. Apesar de a Carménère ser a uva emblemática do Chile, a Viña Maipo tem como principal cepa a Syrah, que transforma os vinhos da linha Gran Devoción em estrelas da vinícola e mundialmente reconhecidos.

Max Weinlaub, lidera a equipe enológica com assessoria do famoso enólogo francês Patrick de Léon, responsável por projetos de renome como Baron de Rothschild na França e Opus One na Califórnia. Agrônomo da Universidade de Concepción. Diplomado em Produção de Vinho na Universidade do Chile. Em 1999 e 2000 realizou vindimas em La Crema Winery (Santa Rosa, Califórnia, EUA) e Franciscan Estates (Oakville, Califórnia, EUA).

No ano de 2000, começou a trabalhar na Viña Concha y Toro, onde permaneceu por mais de sete anos envolvido na elaboração dos vinhos Casillero Del Diablo, Trio e Marqués de Casa Concha,ganhando assim, uma vasta experiência. Graças as suas conquistas e aprendizados na elaboração de vinhos do mais alto nível enológico, o ano de 2007 abriu-lhe novos horizontes: foi nomeado Enólogo Chefe da Viña Maipo. Atualmente, Max possui sob sua tutela tanto os produtos base da Vinícola quanto os novos desenvolvimentos de categorias, variedades e linhas.

Da união com Patrick de Léon surgiu a linha Gran Devoción ou “Autêntica Devoção” que, como supramencionado, tem como cepa principal a Syrah, que atinge a sua máxima expressão no vinho “top” da casa “Limited Edition”, um Syrah de taninos musculosos e sedosos na boca. Essa linha de vinhos foi lançada em novembro de 2008 e a Syrah foi escolhida para ser a estrela da vinícola.  Nos demais vinhos, ela continua participando para exprimir seu máximo potencial com até 85% do total e o restante poderá ser de Cabernet Sauvignon, Carménère e Petite Syrah.

Atualmente, Max possui sob sua tutela tanto os produtos base da Vinícola quanto os novos desenvolvimentos de categorias, variedades e linhas.

Varietal: Esta linha procurar fortalecer as diferentes características de cada variedade, juntamente com a diversidade dos vales onde são produzidos. Desta forma, busca obter vinhos com identidade e personalidade.

Reserva: Premium – Estes vinhos nascem de uvas selecionadas cuidadosamente no vinhedo e provém de áreas específicas localizadas nos distintos vales do Chile. O resultado são vinhos que expressam fielmente seu terroir, com grande expressão e complexidade.

Gran Devoción: Super Premium – Uma inovadora proposta enológica foi apresentada em novembro de 2008. Nesta nova linha, a Viña Maipo Gran Devoción e a cepa Syrah cumprem um papel importante nas misturas tintas. Em cada uma das embalagens, a cepa Syrah se apresenta como a cepa principal ou acompanhando outro tipo, a fim de atingir o máximo potencial. O nome Gran Devoción busca transmitir a essência da vinícola, que nasce da paixão que as pessoas da vila de Maipo sentem por suas terras e suas tradições.

Vinhos degustados:

Espumante Maipo Brut

Vinã Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008

Vinã Maipo Gran Devoción Carménère-Syrah 2008

Vinã Maipo Gran Devoción Cabernet Sauvignon-Syrah 2008

Vinã Maipo Gran Devoción Syrah-Petite Syrah 2008

Vinã Maipo Gran Devoción Carménère-Syrah 2008

Vinã Maipo Syrah Limited Edition 2007

Dentro do balde: Viña Maipo "Sparkling" e Sauvignon Blanc

 

Viña Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008 –  Álcool:  13% álcool – preço: R$ 69,00 – Cor amarelo palha, com notas florais e as tradicionais nuances vegetais que caracterizam os vinhos dessa casta no Chile. Sua acidez  aporta razoável frescor e paladar equilibrado que lhe proporciona um gostoso e persistente final com leve sugestão cítrica. Faltou um pouquinho mais de fruta para sustentar seu corpo. De boa tipicidade, seu estilo  lembra mais um Sauvignon do Maipo do que de Casablanca. Avaliação: 86/100 pts.

 

Viña Maipo Espumante Brut – safra: n/c – região: Vale Central (Curicó, Maipo e Rapel) – uvas: Chardonnay (70%), Riesling (15%) e Chenin Blanc (15%) – álcool: 12% – preço: R$ 42,00 – Elaborado pelo método Charmat. Amarelo palha brilhante com reflexos esverdeados. Boa perlage (fina e delicada). Nariz aberto com uma boa dose de mineralidade aportada pela Riesling, que minoritária no corte desempenha papel importante por aportar aromas ao vinho. Notas de frutas frescas como abacaxi e grapefruit sobre um fundo de fermento de pão lhe conferindo tipicidade. Na boca o frescor se destaca por conta da boa acidez, pelo bom entrosamento do álcool, açúcar, fruta e acidez. Termina com alguma delicadeza. Vinho de estilo direto sem grandes pretensões que apresenta relação preço-qualidade. Avaliação: 87/100 pts.

 

Viña Maipo Gran Devoción Cabernet Sauvignon/Syrah – safra: 2008 – Valle Del Maule – 14% álcool – R$ 69,00 – Vermelho com reflexo púrpura. Nos aromas é o mais frutado da dessa linha com amora, framboesa e ameixa sobre uma nota herbácea com boa sustentação na taça. Após algum tempo notas de chocolate e especiarias. Na boca é um vinho estruturado, balanceado com taninos firmes, polidos, acidez na medida, fruta e madeira em integração e de final longo e intenso com grande potencial de evolução na garrafa. Avaliação: 89/100 pts.+

Max Weinlaub falando sobre a Viña Maipo

 

 

Viña Maipo Gran Devoción Carménère/Syrah 2008  – Valle Del Maule – 14,5% álcool – R$ 69,00 – No Chile, o Vale do Maule com seus extensos vinhedos é a “bola da vez”. Muitos investimentos e a melhor compreensão de seu terroir já estão a produzir resultados alvissareiros. Uma das principais características da linha “Gran Devoción” é que todos os vinhos tintos levam Syrah, seja como “protagonista” ou “coadjuvante”. Este, produzido com uvas dos vinhedos de “Villa Alegre y Lourdes”, amadurecido 14 meses em barricas de carvalho francês e americano, surpreendeu por sua maciez, presença de fruta e balanço. Aqui, a protagonista com 75% de participação é a Carménère e a coadjuvante é a Syrah, com 25% restantes. Análise organoléptica: Atraente cor púrpura intenso e viva com reflexos arroxeados. Boa complexidade aromática com leve toque de chocolate, licor de cacau e vegetal aportado pela Carménère.  A Syrah contribui com frutas vermelhas. Na boca encanta pela maciez de seus taninos, presença de frutas vermelhas com madeira integrada e discreta sobra de álcool. Rugoso e ao mesmo tempo profundo, termina redondo e suave prometendo boa evolução na garrafa nos próximos anos. Fácil de beber que cresceu como acompanhamento de churrasco. Avaliação: 88,5/100 pts. +

 

Decantação do Syrah Limited Edition

 

Viña Maipo Gran Devoción Syrah/Petite Syrah  2008 – Valle Del Maule – 14,5% álcool – R$ 69,00 – Como dito acima, uma das principais características da linha “Gran Devoción” é que todos os vinhos tintos levam Syrah, seja como “protagonista” ou “coadjuvante”. Este, produzido com uvas dos vinhedos de “Villa Alegre y Lourdes”, amadurecido 14 meses em barricas de carvalho francês, surpreendeu por sua robustez, presença de fruta negra e personalidade. Aqui, a principal uva com 80% de participação é a Syrah e a coadjuvante é a Petite Syrah, com 20% restantes. Análise organoléptica: Quase retinto na cor (púrpura intransponível) com reflexos azulados. Boa complexidade aromática com toque de especiarias e leve groselha da Syrah e uma ponta de pimenta e alcatrão da Petite Syrah. Na boca surpreende pela força de seus taninos, presença de frutas negras com madeira integrada. Rugoso e ao mesmo tempo profundo, termina secante prometendo boa evolução na garrafa nos próximos anos. Ótima tipicidade, porque mesmo minoritária no corte a Petite Syrah mostra seu caráter dominante. Avaliação: 87/100 pts. +

Vinho top da casa: Syrah Limited Edition 2007

Viña Maipo Limited Edition Syrah 2007 – Valle del Maipo – uvas: Syrah (98%) e Cabernet Sauvignon (2%) – álcool: 14,5% – R$ 105,00 – Vale do Maipo é apontado por suas características como o melhor terroir chileno da Cabernet Sauvignon, cepa mais importante deste tradicional produtor de vinhos do Novo Mundo. Todavia, numa tentativa de derrubar esse paradigma, a Viña Maipo elabora este vinho que tem uma pequena participação de Cabernet Sauvignon, apenas 2%. A Syrah fica com o restante e provém do “Viñedo Quinta Del Maipo”, no coração do Vale do Maipo, cortado pelo rio de mesmo nome com as benesses do solo aluvial, pedregoso e pobre em nutrientes, como convém às videiras. Degustação: cor semelhante a do exemplar anterior com mais profundidade e intensidade. No olfato alcaçuz, notas balsâmicas, groselha, geléia de amoras, coco e ligeira sobra de álcool. Boca a revelar um vinho potente, vigoroso, quente, concentrado e sobretudo tânico reivindicando mais alguns anos na garrafa para o seu arredondamento. Tem perfil distinto dos Syrahs de Aconcágua e sobretudo de Colchágua. A fruta doce e madura confirma as sensações olfativas. Termina longo, agradável e com uma ponta de adstringência. Pede uma carne suculenta: costeletas de cordeiro e queijos curados. Longa vida na garrafa pela frente. À conferir. Apenas à título de informação, a safra 2006 deste mesmo vinho amealhou 90/100 pts. da Wine Advocate de Robert Parker e 91/100 pts da WS. Avaliação: 88/100 pts. ++

Vinhos Toscanos da Fattoria Mantelassi são bem avaliados na SBAV-SP

segunda-feira, agosto 16th, 2010

Vinhos italianos da Portuscale: elevada qualidade por preços razoáveis

Degustação na SBAV

Degustação realizada na noite de 10 de agosto, patrocinada por Portuscale, estabelecida na Av. Dr. Arnaldo n° 1.714 – Sumaré, Capital – SP – tel. 3675 5199.

Teve a tranquila condução de Eduardo Lopes, Gerente Nacional de Vendas da importadora, que exibiu um filme sobre a empresa e comentou atentamente cada vinho degustado. Ao final, foi saudado pelo Presidente e aplaudido pelos presentes, eis que a qualidade dos vinhos degustados foi das mais homogêneas deste exercício de 2010, caracterizado por meses “temáticos”. E, além disso, se não se pode afirmar que custam pouco, ao menos podemos concluir que seus preços são razoáveis, principalmente levando em consideração as elevadas pontuações atingidas.

Sul da Toscana: Maremma

Antigo território Etrusco. Cortada pelo Rio Arno, está a 200 km de Florença, 60 km de Siena e meia hora de Pisa. Maremma é o nome recebido pelas planícies costeiras da Província de Grosseto, mas o termo foi estendido aos distritos vinicultores de toda costa sudoeste e das colinas próximas do interior – apelidada como Califórnia italiana. Como o próprio nome faz alusão, Maremma está próxima do mar, com planícies e montanhas. Atraídos pelas condições propícias a vinhos de qualidade em quantidades comerciais, muitos grandes nomes da Toscana (e outros mais distantes) apostaram na área nos últimos anos. Morelino di Scansano é a DOC tradicional baseada na uva Sangiovese (aqui denominada Morelino) e produz vinhos tintos com sabor de ameixa e toques mediterrâneos de especiarias e tabaco que não pedem muito envelhecimento. Nessa região, as principais uvas cultivadas são Morelino (Sangiovese), Cabernet Sauvignon, Merlot e Alicante. Nas brancas a Trebbiano desponta.

Roberto Ventura (vice-presidente da SBAV-SP) e Edú Lopes

Sobre a Fattoria Mantellassi: Labor Omnia Vincit

A Fattoria Mantellassi completou 50 anos de existência no último dia 7 de maio e possui 60 hectares de vinhas. Em Maremma é considerada uma referência, eis que seus vinhos já chegaram ao patamar de 90/100 pts. da Wine Spectator: Le Sentinelle Riserva 2004 e Querciolaia 2001. O Le Sentinelle 2005 atingiu 92/100 pts.  Ézio Mantellassi, morto em 2003, é apontado como homem que construiu uma marca admirada no mundo inteiro e também deve ser visto como homem que tornou o tinto Morelino di Scansano (como supramencionado, em Maremma a Sangiovese é conhecida por Morelino e Scansano é o nome da minúscula cidade cercada de vinhedos por todos os lados) conhecido internacionalmente, facilitando muito a vida dos vizinhos concorrentes que aproveitaram essa oportunidade criada por Ézio Mantellassi, que também se empenhou para a criação dessa importante DOC, instituída em 1978. Por isso, ficou conhecido como Embaixador do Morelino di Scansano”. Por fim, Ézio tinha por lema a máxima  Labor Omnia Vincit que significa “Trabalho Vence Tudo”. Na região, o solo é vulcânico, os vinhedos são bem cuidados, modernos sistemas de fermentação são utilizados, tudo isso concorre para o prestígio da Mantellassi, eis que a sua fama começou com a inevitável comparação de seus vinhos com os Chiantis e Brunellos da Toscana. E qual o resultado? O Morelino era um vinho mais macio e frutado do que seus congêneres, com deliciosos aromas de café, chocolate, cerejas confitadas, sugestões de baunilha e de alcaçuz com um harmonioso final seco e torrado. Mais à frente, Ézio diversificou as castas, para além da Canaiolo Nero. As cepas Ciliegiolo Colorino, Cabernet Sauvignon, Merlot foram incluídas porque são admitidas na DOC Morellino di Scansano. Outra uva que também se destacou na região foi a Alicante, trazida da Espanha no distante século XVI (a Coroa espanhola governou extensas regiões da Itália no período de 1525 a 1729. Nessa época, os peregrinos que viajavam para Roma trocavam sementes e ramos de videiras espanholas por comida.  Essa é uma das teorias existentes para justificar a existência de Tempranillo e Alicante na Toscana, por exemplo) e presente na maior parte dos rótulos da Fattoria Mantellassi, que atualmente está sob o comando enológico de Marco Stefanini.

Confrade João Luiz Souza recebendo vinho sorteado por Edú Lopes

A linha de vinhos Mantellassi no Brasil, importada pela Portuscale:

*Lucumone Vermentino IGT

*IL Canneto

*San Giuseppe – Morelino di Scansano DOCG

*Le Sentinelle – Morelino di Scansano DOC Riserva

*Querciolaia – Maremma Toscana IGT

*Querciolaia -  Grappa Riserva

 

 

A seguir a descrição e avaliação dos vinhos degustados, esclarecendo que as notas abaixo resultam da média das avaliações de quem escreve, Rodrigo Mammana, Márcio Guedes e Roberto A. Ventura:

 

Lucumone Vermentino IGT 2008 – álcool: 12,5% álcool – Região: Maremma/Toscana – Itália – preço: R$ 58,00 – Palha claro brilhante. No nariz é um vinho bastante fresco, com forte acento mineral. Sua paleta aromática chamou atenção, porque a cada instante um novo aroma emergia da taça. Frutas brancas e notas florais foram mais sentidas, tudo com ótima sustentação na taça. Na boca houve a confirmação das sensações aromáticas. Fino e de acidez delicada, preencheu o palato com sua untuosidade. Escorregadio, glicérico e sobretudo redondo, é um vinho de personalidade pouco conhecida nessas bandas. Amadurecido em tanques de aço inoxidável por dois meses, no palato é redondo e tem no frescor de sua fruta o seu maior apelo. Equilibrado, tudo está no lugar certo: álcool, fruta e acidez. Praticamente sem arestas. Vinho interessante  para acompanhar aperitivos à base em frutos do mar. Para ser bebido o mais jovem possível, mas sua acentuada mineralidade pode lhe conferir alguma sobrevida na garrafa. Por fim, inegavelmente é detentor de inegável relação preço-qualidade, eis que pouquíssimos brancos Toscanos se lhe equiparam. Discretíssimo travo amargo que antes de incomodar, lhe confere presonalidade. À conferir. Avaliação: três taças (88,5/100 pts.)

 

 

Fatoria Mantellassi “IL Canneto” 2008 – uva: Sangiovese – álcool: 13% álcool – Região: Maremma/Toscana – Itália – preço: R$ 42,00 – Rubi violáceo  com alguma concentração. Paleta aromática de média complexidade com alcaçuz, balsâmico, alguma fruta sobre uma nota defumada. Na boca um degrau a menos, com taninos um pouco rústicos, leve sobra de álcool e acidez cortante. Termina áspero, secante e deixa uma nota vegetal no palato. Provado novamente no jantar, suas arestas praticamente desapareceram, provando que é um vinho para acompanhar refeições. Amadurece dois meses em tanque de aço inoxidável.

Avaliação: duas taças (83,5/100 pts.)

SBAV-SP: 1980-2010 - 30 anos

Fatoria Mantellassi “San Giuseppe” Morelino di Scansano DOCG 2006 – álcool: 14% uvas: Sangiovese (85%), Cabernet Sauvignon e Canaiolo Nero (15%) – Região: Maremma Toscana – Itália – preço: R$ 58,00 – Rubi brilhante sem muita concentração. No nariz é um vinho intenso, complexo com notas de tabaco, especiarias e frutas negras. A madeira aparece levemente no nariz (seis meses em barrica de carvalho francês) sem incomodar. Na boca é um vinho de taninos macios, com madeira, álcool e fruta bem equilibrados. Notas de ameixas e cerejas. Intenso, persistente, termina com discreta aspereza que não incomoda.

Avaliação: três taças (87,5/100 pts.)

 

 

 

Querciolaia “Supertoscano” IGT 2005 – uva: Alicante – álcool: 14,5% álcool – Região: Maremma Toscana – Itália – preço: R$ 165,00 – Rubi violáceo intenso com profundidade. No nariz é um vinho bastante complexo, com notas de musgo, folhas de tabaco, algo terroso sobre um fundo mineral. Na boca subscreve o olfato com paladar intenso, taninos bem vivos de ótima qualidade, fruta e madeira em integração, acidez equilibrada. Vinho largo, forte e profundo. A força de seus taninos revela sua juventude. Termina com alguma adstringência que certamente se dissipará com o tempo. À conferir.

Avaliação: quatro taças (90/100 pts.)

 

 

 

Le Sentinelle Morelino di Scansano DOC Riserva 2005 – uvas: Sangiovese (85%) e Alicante (15%) - álcool: 14% álcool – Região: Maremma Toscana – Itália – preço: R$ 135,00 – Rubi intenso com profundidade. Perfil aromático distinto do vinho anterior. Aqui prevalecem notas de especiarias (alcaçuz), fruta madura (ameixa e cereja), tabaco com ótima sustentação na taça. Na boca é expansivo e a maciez de seus taninos se destaca. O álcool elevado encontra contraponto na acidez. Um Morelino di Scansano aveludado e sem arestas que esbanja tipicidade. Termina sedoso, harmônico e deixa uma nota de chocolate no fim-de-boca. Amadurece vinte meses em barrica de carvalho de origem não divulgada. Longa vida pela frente, quando ganhará mais complexidade.

Avaliação: quatro taças (90,5/100 pts.)

Viña Maipo aposta firmemente na Syrah

quinta-feira, agosto 12th, 2010

Max Weinlaub é o enólogo da vinícola que ocupa a 4a. colocaçao no ranking de exportações do Chile. A uva eleita é a Syrah, que participa de todos os tintos da vinícola e que vem de diversos vales chilenos: desde o distante Maule, passando por Rapel até o Maipo, onde há os vinhedos mais antigos desta cepa: vinhos elegantes. Em breve um post completo sobre a degustação.

Brancos da Viña Maipo: Gran Devoción Sauvignon Blanc e Maipo Espumante Brut, que resulta do blend de Chardonnay (70%), Chenin Blanc (15%) e Riesling (15%). Um espumante fresco, balanceado e que chamou a atenção por seu acento mineral. Custa R$ 42,00. Apresentou boa tipicidade.  

 

 

Viña Maipo Syrah Limited Edition 2007 é a estrela da vinícola - potente e elegante, um vinho de longa guarda

 

 

Rogério D'Ávila (Ravin), Didu, Beto (papodevinho.blogspot.com) e Daniel (vinhosdecorte.com.br)

FTP Wines no “Encontro de Vinhos”

terça-feira, agosto 10th, 2010
Vinhos portugueses degustados da FTP Wines do RJ

Em 2007, o grupo português TAVFER resolveu investir no mercado brasileiro de vinhos. Criou-se a FTPFernando Tavares Pereira. A empresa começou a atuar em meados de 2008 no RJ com apenas seis rótulos: três regionais beiras e três do Dão, com destaque para o Quinta do Serrado DOC Reserva 2003, exclusivamente de Touriga Nacional. Esse vinho já obteve medalha de prata em 2004 no XLII Concurso de Melhores Vinhos do Dão. A empresa está sediada no Rio de Janeiro no bairro da Tijuca, sito à Rua Major Ávila 455, Loja 13, CEP 20511-140, tel. (21) 2233 3111, portal ftpwines.com.br, com ampla distribuição no Rio de Janeiro, Niterói e Interior. Em São Paulo, os vinhos estão presentes nas cartas dos restaurantes “Tudo em Família” (Vila Mariana) e Frangaria (Chácara Santo Antonio) e na loja Oruam Jardins Presentes e Perfumes (Paraíso). No interior de SP: municípios de Jundiaí, Campinas e Taubaté. Informações mais precisas poderão ser obtidas no portal ftpwines.com.br ou e-mail rafaelmoreira@ftpwines.com.br.

Atual portfólio da FTP

DÃO

Quinta do Serrado Touriga Nacional Reserva 2003 – medalha de prata no “Concurso de Vinhos Engarrafados CVR Dão 2004”

Quinta do Serrado Reserva 2005 – Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaén -  medalha de ouro no “Concurso de Vinhos Engarrafados CVR Dão 2009” e medalha de ouro  no  “Concurso de Vinhos Engarrafados  2008”

Terras de Penalva DOC Branco 2007

Terras de Penalva DOC Tinto 2005

Picos do Couto Reserva 2005 – medalha de prata no “Concurso XI ACIC 2009”

BEIRAS

Terras de Penalva Regional Beiras Branco 2005

Terras de Penalva Regional Beiras Rosé 2006

Terras de Penalva Regional Beiras Tinto 2005

DOURO

Doval Branco Reserva 2008

Doval Tinto Reserva 2007

Doval Branco Colheita 2008 – medalha de prata no  “Concurso de Vinhos Engarrafados  2008”

Doval Tinto Colheita 2007

Vinhos degustados no “Encontro de Vinhos” ocorrido em SP, no dia 05.08.2010:

Terras de Penalva Doc Dão 2006 – álcool: 13% – preço: R$ 45,00

Palha esverdeado, nariz aberto com leve cítrico. Acidez compatível, boa concentração e final de média persistência – Avaliação: 85/100 pts.

Terras de Penalva Rosé Doc Dão 2005 – álcool: 12,5% – preço: R$ 33,50

Salmão brilhante e intenso, nariz frutado e na boca um vinho de bom frescor. Corpo magrinho. Poderia ser mais estruturado mas cumpre sua proposta, a de ser um vinho fácil de beber  – Avaliação: 83/100 pts.

Terras de Penalva Doc Dão 2005 – álcool: 13% – preço: R$ 45,00

Rubi violáceo medianamente intenso, nariz aberto com leve balsâmico. Tânico, boa concentração, álcool generoso, acidez presente e final secante – Avaliação: 84/100 pts.

Picos do Couto Dão Reserva 2005 – álcool: 14,5% – preço: R$ 70,00 – Rubi violáceo intenso. Frutas negras despontam no nariz. Na boca seus taninos vigorosos marcam o palato. Quente, tem boa persistência e pede mais algum tempo na garrafa para melhor entrosamento do conjunto. Deve crescer à mesa.  Avaliação: 85/100 pts.

Vinhos do Douro da FTP

Quinta do Serrado Touriga Nacional Dão Reserva 2003 – 13,5% álcool – preço: R$ 110 – degustado pela primeira vez em junho de 2009, este vinho apresentou boa evolução na garrafa neste período. Rubi intenso com alguma profundidade. Aromas resinosos. Na boca a força de seus taninos dão o tom, porém, encontram contraponto na acidez e no álcool. Pleno no meio de boca, termina intenso com alguma aspereza que certamente desaparecerá com o tempo, porque é um vinho longevo. Boa tipicidade. Avaliação: 86,5/100 pts. +

Quinta do Serrado Reserva Dão 2005 – 14,5% álcool – preço: R$ 130 – lote das uvas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen, apresentou cor rubi intensa, aromas típicos com frutas negras sobre um fundo defumado. Na boca taninos vigorosos, álcool generoso e acidez presente formando um conjunto solidamente estruturado com a fruta e a madeira nos seus respectivos lugares. Termina intenso e deixa uma discreta nota vegetal. Avaliação 89/100 pts.

Doval Douro Colheita 2008 – 12,5% álcool – preço: R$ 60,00

Rubi violáceo, aromas discretos, taninos macios e boa persistência – Avaliação: 85/100 pts.

Doval Reserva 2008 – 14% álcool – preço: R$ 100,00

Rubi intenso com profundidade. Toques florais e tostados no aroma, no palato é um vinho forte, intenso, taninos finos, largo no meio de boca  e de final longo e agradável – Avaliação: 88/100 pts.