Archive for month maio, 2010

A Mano: vinhos modernos importados da Puglia pela Ravin, apresentados pela primeira vez no Brasil por Elvezia Sbalchiero

segunda-feira, maio 31st, 2010
Vega Sauco Piedras, A Mano Primitivo e Dão Boas Vinhas: o compromisso da Ravin para com os consumidores é o de importar marcas focadas na qualidade com preços justos.

Vega Sauco Piedras, A Mano Primitivo e Dão Boas Vinhas: o compromisso da Ravin para com os consumidores é o de importar marcas focadas na qualidade por preços justos.

 

O Almoço contou com convidados da Imprensa Especializada

O Almoço contou com convidados da Imprensa Especializada: em primeiro plano, à esquerda Roberto Ventura, vice-presidente da SBAV-SP e Silvia Cintra Franco, do ótimo portal Vinho e Gastronomia

 

Viviane (Gerente de Marketing da Ravin, Elvezia (vinícola A Mano) e Ramatis Russo (Sommleir do Emiliano)

Viviane (Gerente de Marketing da Ravin), Elvezia (Vinícola A Mano) e Ramatis Russo (Sommelier do Emiliano)

 

Amaro (Enólogo da Ravin) e Beto, do papodevinho.blogspot.com

Amaro (Enólogo da Ravin) e Beto, do papodevinho.blogspot.com

 

Para a maioria dos participantes, o que mais chamou a atenção foi o perfil moderno dos vinhos, que contam com tampa de rosca e que também chamaram atenção por seu frescor, respeito pela fruta sem perder a identidade local

Para a maioria dos participantes, o que mais chamou a atenção foi o perfil moderno dos vinhos, que contam com tampa de rosca, são frescos e respeitam a fruta sem perder a identidade local

Confronto de Paris na SABORESDEBACCO: uma degustação inesquecível

segunda-feira, maio 31st, 2010

 

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Abaixo segue depoimento do Confrade Sérgio, organizador desta degustação memorável realizada em São Paulo na noite de  22 de abril de 2010, no Restaurante Paris 6  e que contou até com a cobertura fotográfica de uma revista de gastronomia e vinhos:

Caros Confrades

Fiquei muito contente que todos tenham gostado da degustação. Estava preocupado porque a expectativa era grande, mas acho que tudo correu bem. O objetivo principal para mim, assim como foi na degustação original, nem era o confronto Bordeaux x Califórnia, mas sim conhecer melhor os bons vinhos californianos, comparando-os com alguns dos melhores vinhos do mundo na mesma categoria (Cabernet Sauvignon). Acho que esse objetivo foi alcançado.

Como vocês constataram, dos vinhos franceses que nós degustamos, dois estavam na prova original: o Mouton Rothschild e o Montrose. O Ducru Beaucaillou entrou no lugar do Leoville las Cases porque ambos são Deuxième Cru Classé de Saint Julien e ambos são considerados  super-segundos  (não premier cru, mas no mesmo nível deles; além desses dois, só os dois Pichon, o Cos d’Estournel e o Palmer). Assim, a comuna permaneceria bem representada.

O Château d’Issan entrou no lugar do Haut-Brion por uma eventualidade: eu não encontrei nenhum vinho de categoria de Pessac-Leognan, de safra semelhante, por um preço razoável. Optei por um Troisième Cru Classés de uma comuna diversa da dos outros vinhos, que não estava representada na prova original, Margaux, conhecida pela elegância dos seus vinhos.

Entre os vinhos da Califórnia as mudanças foram maiores. Dos que nós degustamos, estavam na degustação original o Ridge Monte Bello e o Mayacamas. O Ridge é o único vinho californiano da degustação original e da nossa que não é produzido no Distrito do Vale do Napa. Ele é produzido ao sul de São Francisco, na Costa Centro-Norte (Distrito das Montanhas Santa Cruz).

O Stag’s Leap também estava na degustação original, mas não o Cask 23. Ocorre que, agora, o top da Stag’s Leap Wine Cellars é o Cask 23. Se o Spurrier fosse escolher algum vinho dessa vinícola agora, certamente seria o Cask 23, não o SLV, o escolhido em 1976, que agora é o segundo vinho deles.

Atualmente, os dois subdistritos mais prestigiados do Vale do Napa são Rutherford e Oakville (o terceiro é Stag’s Leap). Qualquer bom painel dos grandes vinhos californianos, hoje em dia, precisa eleger um representante de cada um deles. Por essa razão, no lugar do segundo representante de Stag’s Leap (que foi o Clos du Val), coloquei o Caymus Special Selection, um vinhaço no qual apostava que venceria mesmo antes de provar, só pela fama. Todo ano o vinho sai pelo menos excelente (às vezes, excepcional). É estilo americano, encorpado e alcoólico, mas não é fruit bomb  nem vinho de garagem, como o Screaming Eagle, que vive de marketing. Além disso, no lugar do Freemark Abbey, do subdistrito de Santa Helena, coloquei o representante de Oakville, um vinho que simboliza a repercussão do próprio Julgamento de Paris: o Opus One, resultado da união, em 1979, do Château Mouton Rothschild como a Robert Mondavi Winery, que acabou sendo o meu preferido.

Por fim, no lugar do Heitz Martha’s Vineyard, também de Santa Helena, escolhi um representante de Yountville, um vinho também da nova geração da Califórnia, surgido depois da prova original, e de estilo bem bordalês, o Dominus, feito pela família francesa Moieux, dona do Château Petrus, do Château Trotanoy e de outras tantas propriedades sensacionais de Pomerol.

Acho que essas substituições melhoraram muito a seleção dos vinhos americanos e fizeram o painel ficar mais de acordo com a situação atual da produção de alto nível da Califórnia.

Quanto ao resultado da nossa avaliação, mais uma vez se confirmou a regra: em degustação às cegas, os vinhos californianos se destacam sobre os franceses. Será que existe mesmo a tal Síndrome do Vestido Decotado  ?

Acho que eu não comentei antes, mas agora vale a pena mencionar. Os resultados do julgamento original foram submetidos a duas análises estatísticas, por renomados especialistas (economistas e estatísticos). Os especialistas queriam saber se os resultados seriam os mesmos caso fossem eliminadas estatisticamente as distorções (quer dizer, jurados que dão notas muito distantes, umas das outras, e outros que dão notas muito próximas). Usaram fórmulas matemáticas mirabolantes e, no final, concluíram que o resultado estava correto, salvo pequenas alterações. Bem entendido, o resultado foi a vitória de dois vinhos californianos (um branco e um tinto), mas, na média, houve leve vantagem para a Califórnia entre os brancos e leve vantagem para a França entre os tintos, nada além disso.

Do ponto de vista numérico, o resultado da degustação original foi obtido pela soma simples das notas dos jurados, que utilizaram o sistema de 20 pontos, o mais usado na Europa. Nós utilizamos o sistema de 100 pontos,  mas a totalização foi feita apenas com a ordem das colocações de cada confrade. De qualquer forma, apurando-se a média das somas das colocações dos vinhos da Califórnia e dos vinhos de Bordeaux, constata-se a superioridade dos vinhos americanos (média de 48,7), mas com um desempenho apenas 19% melhor que o dos vinhos franceses (média de 60). Sob esse ponto de vista, pelo menos, ainda que os quatro primeiros lugares tenham sido americanos, não houve uma vantagem assim tão grande!

Junto a seguir os resultados da nossa degustação, os dados técnicos e as informações da compra dos vinhos.

 

 

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SABORESDEBACCO – QUADRO DE RESULTADOS

 

TEMA: JULGAMENTO DE PARIS VERSÃO SABORESDEBACCO               COORDENADOR: SERGIO

LOCAL: RESTAURANTE PARIS 6                 

 

 

CONFRADE

VINHO 1

VINHO 2

VINHO 3

VINHO 4

VINHO 5

VINHO 6

VINHO 7

VINHO 8

VINHO 9

VINHO 10

 

Château Ducru-Beaucaillou

Opus One

Caymus Special Selection

Stag’s Leap “Cask 23″

Mayacamas

Ridge Monte Bello

Château d’Issan

Château Montrose

Dominus Estate

Château Mouton Rothschild

GILBERTO

10

5

9

1

8

3

6

7

2

4

JERIEL

9

6

4

5

10

1

2

3

8

7

JULIO

7

2

4

1

10

9

3

8

6

5

MARCOS

8

6

5

1

3

2

3

7

10

9

MIGUEL

6

8

3

1

8

10

6

1

3

5

PAULO

3

7

1

4

5

2

10

9

6

8

RODRIGO

6

2

2

1

10

5

6

2

6

9

SALVADOR

6

3

2

7

9

1

4

5

10

8

SERGIO

4

1

4

8

9

4

9

4

3

2

WALDIR

10

4

1

9

7

2

8

5

3

6

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTALIZAÇÃO

69

44

35

38

79

39

57

51

57

63

POSIÇÃO

9

4

1

2

10

3

7

5

6

8

 

Posição

Rótulo

Safra

Origem

Castas

Álcool

RP

WS

Importador

Caymus Special Selection

2001

Rutherford, Napa Valley

100% CS

14,1

93

95

Mistral

Stag’s Leap “Cask 23″

2004

Napa, Napa Valley

99% CS; 1% PV

14,3

-

85

Mistral

Ridge Monte Bello

2005

Cupertino, Santa Cruz Montains

70% CS; 22% ML; 6% PV; 2% CF

13,4

-

88

-

Opus One

2005

Oakville, Napa Valley

88% CS; 5% ML; 3% CF; 3% PV; 1% MB

14,0

95

90

Grand Cru

Ch. Montrose

2004

Appellation St.-Estèphe Controlée

64% CS; 30% ML; 6% CF e PV

13,0

91

92

Grand Cru

Dominus Estate

2003

Yountville, Napa Valley

88% CS; 7% CF; 5% PV

14,1

95

81

Grand Cru

Ch. d’Issan

2004

Appellation Margaux Controlée

70% CS; 30% ML

12,5

91

87

World Wine

Ch. Mouton Rothschild

2004

Appellation Pauillac Controlée

70% CS; 15% ML; 12% CF; 3% PV

12,5

92

93

Grand Cru

Ch. Ducru-Beaucaillou

2004

Appellation St.-Julien Controlée

77% CS; 23% ML

13,0

93

92

Grand Cru

10º

Mayacamas

2002

Mountain Veeder, Napa Valley

95% CS; 3% ML; 2% CF

13,3

-

87(98)

-

 

 

Rótulo

Local da Compra

Data da compra

Preço em Dólares

Câmbio

Preço em Reais

Caymus Special Selection 01

Gourmet Market (St. Thomas)

28/03/07

110,00

2,08

228,80

Château d’Issan 04

World Wine (SP)

05/07/07

-

-

178,00

Château Mouton Rothschild 04

Sherry-Lehman (NYC)

31/12/07

265,00

1,85

490,25

Château Ducru-Beaucaillou 04

Felipe Motta (PAN)

20/03/08

123,75

1,84

227,70

Château Montrose 04

Total Wine&More (MIA)

30/10/09

69,99

1,84

128,78

Ridge Monte Bello 05

Total Wine&More (MIA)

30/10/09

139,99

1,84

257,58

Mayacamas 02

Total Wine&More (MIA)

30/10/09

59,99

1,84

110,38

Opus One 05

El Carajo (MIA)

01/11/09

147,99

1,79

264,90

Stag’s Leap “Cask 23″ 04

Mistral (SP)

23/03/10

-

-

733,00

Dominus Estate 03

Grand Cru (SP)

23/03/10

-

-

580,00

 

 

 

 

 

3.199,39

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Identidade: 1a. Convenção de Vendas da Importadora Ravin com Alberto Zuccardi, Wences, Zaccagnini, entre outros produtores.

domingo, maio 30th, 2010

   

Wenceslao Gil Durántez "Wences": seus vinhos sempre são bem avaliados pelo Guia Peñin e refletem  as peculiariedades do terroir de Toro, que fica perto do famoso rio "Ribera del Duero"

Wenceslao Gil Durántez "Wences": seus vinhos sempre são bem avaliados pelo Guia Peñin e refletem as peculiariedades do terroir de Toro, que fica perto do famoso rio "Ribera del Duero"

José Alberto Zuccardi com o Zeta 2006: 66% malbec e 34% tempranillo, recebeu 92/100 pts. da WA de Robert Parker em 08/2009 e 88/100 da WS em 02/2009. Seguramente trata-se de um dos melhores tintos de todo o expressivo portfólio da Ravin.

José Alberto Zuccardi com o Zeta 2006: 66% malbec e 34% tempranillo, recebeu 92/100 pts. da WA de Robert Parker em 08/2009 e 88/100 da WS em 02/2009. Seguramente trata-se de um dos melhores tintos de todo o expressivo portfólio da Ravin.

Pedro Dourado da Lusovini com uma garrafa do Boas Vinhas: um Dão detentor de ótima relação preço-qualidade. Recentemente recebeu 86/100 pts. de Jorge Carrara  da Folha de S. Paulo. Custa menos de R$ 40,00 e tem tipicidade de sobra.

Pedro Dourado da Lusovini com uma garrafa do Boas Vinhas: um Dão detentor de ótima relação preço-qualidade. Recentemente recebeu 86/100 pts. de Jorge Carrara da Folha de S. Paulo. Custa menos de R$ 40,00 e tem tipicidade de sobra.

Wences com uma garrafa do Adoremus 2001: taninos potentes e macios garantem mais dez anos de sobrevida na garrafa, no mínimo. Segundo ele, um dos diferenciais da região de Toro é a longevidade dos vinhos elaborados com Tinta de Toro, clone local da Tempranillo

Wences com uma garrafa do Adoremus 2001: taninos potentes e macios garantem mais dez anos de sobrevida na garrafa, no mínimo. Segundo ele, um dos diferenciais da região de Toro é a longevidade dos vinhos elaborados com Tinta de Toro, clone local da Tempranillo

Da esquerda para direita: Morgante Nero D'Avola, A Mano Primitivo, Dão Boas Vinhas, Zuccardi Zeta 2006 e Wences 2004. O portfólio da Ravin é um dos mais enxutos do mercado e tem qualidade crescente

Da esquerda para direita: Morgante Nero D'Avola, A Mano Primitivo, Dão Boas Vinhas, Zuccardi Zeta 2006 e Wences 2004. O portfólio da Ravin é um dos mais enxutos do mercado e tem qualidade crescente

 

João Filipe Clemente (falandodevinhos.wordpress.com), Zuccardi

João Filipe Clemente (falandodevinhos.wordpress.com), Zuccardi e este blogueiro

 

 

Zuccardi serve o vinho de sobremesa, elaborado exclusivamente com Torrontés de Mendoza: a doçura está equilibrada pela acidez e o resultado é um vinho fresco e muito gostoso, sem doçura exagerada e amargor

Zuccardi serve o vinho de sobremesa, elaborado exclusivamente com Torrontés de Mendoza: a doçura está equilibrada pela acidez e o resultado é um vinho fresco e muito gostoso, sem doçura exagerada e amargor

 

 

Da direita para esquerda: Cris D'Ávila, Viviane Borges e as demais integrantes da Ravin

Da direita para esquerda: Cris D'Ávila, Viviane Borges e as demais integrantes da Ravin

Bacalhôa Vinhos na SBAV-SP

sábado, maio 29th, 2010

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Na noite de 18 de maio, Eduardo Lopes, da importadora paulistana Portuscale, conduziu uma degustação de vinhos do produtor Bacalhôa Vinhos de Portugal. Fundada em 1922, a Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A., inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, fez um longo percurso até afirmar-se como um dos mais inovadores produtores de vinhos em Portugal. No final dos anos 1970, Antônio D’Avillez tornou-se o maior acionista e passou a conduzir a empresa de forma dinâmica, diversificando o portfólio de marcas para produzir vinhos de relação qualidade/preço atraente para os consumidores. Em 1998, a Família Berardo tornou-se a maior acionista e no ano 2000 adquiriu a Quinta e o Palácio da Bacalhôa. Logo em seguida associou-se ao grupo francês “Lafite Rothschild” na Quinta do Carmo.  Atualmente, a “Bacalhôa Vinhos de Portugal S.A.“, produz vinhos em três regiões diferentes, nomeadamente Setúbal, Alentejo e Estremadura e faz parte do “Grupo dos Sete” mais importantes produtores de vinhos de Portugal.

 

 

Quinta dos Loridos Alvarinho 2006 – DOC Óbidos – 13% álcool – R$ 49,00

Palha claro com reflexo verdeal. Nariz fino e delicado com notas de frutas brancas, banana sobre um fundo cítrico. Boca macia, ligeiramente vegetal, leve cítrico num corpo magro de bom frescor. Alguma mineralidade. Passa por carvalho francês. Termina persistente e sem amargor.

Avaliação: 85/100 pts.

 

Cova da Ursa Chardonnay 2007 – Azeitão/Península de Setúbal – 13,5% álcool – R$ 88,00

Amarelo com reflexos dourados. Complexo no olfato com notas amanteigadas secundadas por fruta madura (abacaxi, carambola e pêssego) sobre um fundo tostado. Rico e mastigável na boca com a confirmação das sensações olfativas. Untuoso, pleno e muito gostoso, apresenta uma nota de limão siciliano. Um vinho equilibrado, eis que as tradicionais notas de barrica estão perceptíveis, todavia, sem encobrir a fruta. Vinho emblemático, que tem na força da fruta e de sua mineralidade os seus maiores apelos. Vale à ter algumas garrafas na adega.

Avaliação: 88,5/100 pts.

 

Quinta dos Loridos Merlot/Castelão 2008 – Vinho Regional Lisboa – 13,5% álcool – R$ 49,00 – Rubi violáceo pouco intenso. Nariz medianamente intenso e simples com notas de frutas vermelhas. Boca macia, um pouco magra, ligeiramente vegetal e com algum frescor. Segundo o contra-rótulo o mosto amadureceu em carvalho francês. Curto, termina suave e sem amargor. Bom para pratos do dia-a-dia.

Avaliação: 85/100 pts.

 

Só Syrah 2004 – Vinho Regional Terras do Sado – 14,5% álcool – R$ 110,00

Rubi violáceo intenso com halo granada. Aromas complexos com sugestões tostadas, fruta madura (ameixa) e especiarias. Alguma sobra de álcool. Na boca é um vinho quente, tânico, de boa acidez e que termina com leve amargor. Robusto, passa 17 meses em barricas de carvalho francês (70%) e o restante americano. Não vai evoluir, mas tem longa sobrevida na garrafa.

Avaliação: 87/100 pts.

 

Só Touriga Nacional 2005 – Vinho Regional Terras do Sado – 14,5% álcool – R$ 110,00

Cor idêntica à do vinho anterior com um pouco mais de concentração. Mais intenso e complexo olfativamente do que o Syrah, com perfil distinto. Aqui predominam as notas de geléia de frutas vermelhas, discreto floral e algum tabaco. Na boca a sua entrada revela um vinho de estrutura sólida, taninos potentes e ao mesmo tempo gentis. Fruta e madeira em harmonia (80% do mosto amadurece 17 meses em barricas novas francesas de Allier e o restante carvalho americano). Persistente, termina redondo e salivante. Ainda tem potencial na garrafa.

Avaliação: 88/100 pts. +

 

Palacio da Bacalhôa 2005 – Vinho Regional Terras do Sado – 15% álcool – uvas: Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot – R$ 180,00 – Quase retinto na cor, este opulento e denso vinho apresentou paleta aromática digna de um Bordeaux da margem esquerda, com aromas que lembram licor de cassis, frutas negras (ameixa e framboesa), café torrado, mentol sobre uma nota de tabaco. Na boca tem taninos firmes, álcool perfeitamente entrosado à fruta, madeira e acidez completando seu perfil guloso e gastronômico. Longo e intenso, termina suave e promete ótima evolução na garrafa nos próximos anos.

 Avaliação: 90/100 pts.++

Eduardo Lopes, da Portuscale

Eduardo Lopes, Gerente Nacional de Vendas da Portuscale

 

 

 

Zuccardi Serie “A” Malbec 2008

sexta-feira, maio 28th, 2010

 

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A Argentina é um país que se localiza entre a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico na parte meridional do continente americano e que têm cerca de 37 milhões de habitantes distribuídos em 23 Províncias. Possui a 8ª maior extensão territorial do planeta. É o 5º maior produtor mundial de vinhos e o 10º exportador. Sua principal região vinícola, Mendoza (localizada há 2.500 km ao norte da Patagônia), não sofre influência marítima porque está localizada há 1.000 km do oceano Atlântico e sofre forte incidência do sol o ano inteiro devido ao clima seco que propicia poucas chuvas. A amplitude térmica é grande e isso favorece a vinicultura. Depois de Mendoza, as demais regiões vinícolas do país são: Calchaquies, La Rioja, San Juan e a Patagônia.

 

 

Enquanto Mendoza é a região vitivinícola mais importante da Argentina, responsável por 70% do vinho, não se pode dizer que seja um mar homogêneo de Malbec. Cada distrito, dentro de Mendoza, pode se orgulhar de sua própria interpretação desta cepa tinta. Se quisermos generalizar podemos dizer, por exemplo, que o vinho de Malbec foi produzido com uvas do Vale de Uco somente. Todavia, não podemos deixar de lado o que está acontecendo em regiões como San Carlos, Tunuyan e Tupungato, porque a diferença de vinhos da mesma cepa impressiona até o mais desatento dos degustadores. O mesmo raciocínio vale para a DOC Luján de Cuyo, uma vez que existem alguns excelentes vinhos provenientes dos subdstritos de Agrelo, Perdriel, Vistalba e Ugartche e cada vez mais de Maipú e subsdistritos de Cruz de Piedra, Las Margaritas e Lunlunta.

 

 

No livro “Culto pelo Vinho” distribuído na vinícola argentina Família Zuccardi, com textos de Gustavo Choren consta que “a maior parte dos experts internacionais concordam em apontar o Malbec argentino como o melhor do mundo. Tal afirmação tem o seu fundamento nas notáveis características que a variedade adquire ao ser cultivada na Argentina, bem diferentes das obtidas no cultivo marcado pela pobreza de seu solo natal, o sul da França. De todas regiões argentinas, é em Mendoza que atinge a sua melhor expressão. Quando é jovem , tem uma notável concentração de aromas frutados, especialmente das ameixas maduras e da marmelada. Saboroso e de boa cor, possui uma intensa vinosidade. O Malbec não é um vinho que precise imperiosamente de um envelhecimento prolongado, porém, suporta-o bem sobretudo se for guardado em barricas novas de carvalho. Nesse caso, forma o buque intenso, com notas de caça e de couro”.

 

 

 

Degustação

Zuccardi Serie A Malbec  2008 – 14% álcool – Mendoza – uva: Malbec – preço: R$ 73,90 Rede Carrefour e Ravin de São Paulo tel. 011 5574 5789 Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. Nariz aberto e complexo com leves toques de framboesas e ameixas maduras, madeira bem temperada e notas tostadas (barrica). Depois de algum tempo na taça exibiu aroma de violeta. Álcool integrado.  Na boca sua entrada revela um vinho de taninos presentes, redondos, boa acidez, fruta madura e um gostoso toque de chocolate completa o conjunto. Termina suave, persistente e levemente secante. Apenas 50% do vinho amadureceu em barricas de carvalho francês por 10 meses. Nota-se que é um vinho bem elaborado e que deve crescer à mesa, principalmente com carnes grelhadas e massas com molho levemente picante.

Avaliação: 88/100 pts. +

 

 

Vinho Magazine Wine Club

quinta-feira, maio 27th, 2010

 

clubedovinho

Desafio de Vinhos “Petit Verdot” promovido por João Filipe Clemente: nossas impressões

quinta-feira, maio 27th, 2010
Dois campeões: José Filipe Clemente e Luis Fernando Leite de Barros, médico-fisiologista do Santos Futebol Clube, Campeão Paulista 2010

Dois campeões: José Filipe Clemente e Luis Fernando Leite de Barros, médico-fisiologista do Santos Futebol Clube, Campeão Paulista 2010

 

Convidado por João Filipe Clemente, quem escreve participou do genial “Desafio de Vinhos”, cujo tema foi a uva francesa “Petit Verdot”. A degustação realizou-se no Restaurante Ávila, localizado na Rua Bandeira Paulista n° 520, Itaim Bibi, tel 011 3167 2147, que tem instalações modernas, cardápio variado com ênfase nos grelhados e na parrila e serviço do vinho competente.

 

Prosecco Moinet: boa tipicidade

Prosecco Moinet: boa tipicidade

A uva escolhida foi a intrigante Petit Verdot
A uva escolhida foi a intrigante Petit Verdot
Um dos participantes: Álvaro Cézar Galvão participou

Um dos participantes: Álvaro Cézar Galvão

 

O João Filipe Clemente promove periodicamente essa degustação e escala um time de primeiro nível para participar. Desta vez tivemos sorte de ser contemplado. A maioria dos amigos dos enoblogs o conhece bem: afável no trato, tem um dos blogs mais bonitos da comunidade, sempre farto de informações variadas sobre o mundo do vinho. O seu falandodevinhos.wordpress.com   mensalmente fica entre os 10 melhores blogs dos enoblogs.

 

O tema escolhido: Petit Verdot.

Lacônicamente, Hugh Johnson afirma que: “uva do Médoc, excelente mas desajeitada. Atualmente, cada vez mais plantada nas regiões da Cabernet em todo o mundo, para fragrância extra”. Porém, o que se pode dizer da Petit Verdot é que se tornou mais conhecida por seu caráter exótico, eis que a quem diga que é a mais exótica das uvas bordalesas. Lá, seu amadurecimento tardio só se dá satisfatoriamente nas colheitas mais quentes. Cada vez mais valorizada pelos Châteaux do Médoc, pela cor intensa e perfume que um pequeno porcentual pode dar às misturas que levam Cabernet Sauvignon, que é uma de suas principais parceiras. Devido a ela, na Espanha, o seu cultivo está se ampliando e já há vinhos feitos exclusivamente dessa varietal. Normalmente seus vinhos tem cor intensa, aromas complexos e intensos,  taninos sedosos e complexos. Na Califórnia, começa a adquirir importância e na Austrália se destaca em Riverland. No Cone Sul, vem se destacando na Argentina e no Chile. Brasil e Uruguai começam a acreditar nesta cepa.

 

 

Espumante Norton: a Argentina sempre teve tradição na produção desse tipo de vinho e bons exemplares começam a chegar nessas bandas.

Espumante Norton: a Argentina sempre teve tradição na produção desse tipo de vinho e bons exemplares começam a chegar nessas bandas.

O serviço do vinho do Restaurante Ávila, na Rua Bandeira Paulista 520, Itaim Bibi, tel 011 3167 2147, é impecável

O serviço do vinho do Restaurante Ávila, na Rua Bandeira Paulista 520, Itaim Bibi, tel 011 3167 2147, é impecável

 

 

A degustação.

João Filipe escolheu nove exemplares do Novo Mundo e apenas um do Velho Mundo, por motivos óbvios: escassez de opções e preços elevados. Abaixo as nossas notas:

 

Morquel Petit Verdot 2004 – D’Olivino  - R$ 130,00     avaliação: 89,5/100 pts.  África do Sul

Tomero Petit Verdot Reserva 2006 – R$ 85,00            avaliação: 89/100 pts.     Argentina

Juca Malén PV 2007 – Hannover – R$ 54,00                avaliação: 88,5/100 pts.  Argentina

Perez Cruz 2008 – Wine Company  R$ 130,00           avaliação:  88,5/100 pts. Chile

Enrique de Mendoza 2005 –Península – R$ 120,00      avaliação: 88/100 pts.     Espanha

Casa Silva Gran Res. 2007 – V. do Mundo – R$ 89,00  avaliação: 87/100 pts.    Chile

Landelia Petit Verdot  2005 – Ana Import – R$ 60,00   avaliação:  86/100 pts.    Argentina

Trumpeter Petit Verdot 2008 – Zahil – R$ 64,00          avaliação: 85/100 pts.      Argentina

Pomar/República Bolivariana da Venezuela   n/d      avaliação: 83/100 pts.     

Pisano Petit Verdot 2007 – Mistral  -   R$ 57,00           avaliação: 82/100 pts.      Uruguai

 

 

Conclusões

1. As amostras escolhidas por João permitiram fixar o caráter varietal da cepa no Novo Mundo. A maior parte dos exemplares apresentou cor rubi intensa profunda com reflexo violáceo. Aromas expressivos, com destaque para as notas vegetais, de fruta madura e uma sugestão tostada, de especiarias e de chocolate, provavelmente aportada pela passagem por barrica de carvalho. Na boca taninos expressivos (exceção para os vinhos da Venezuela e do Uruguai) de qualidade acima da média perfazendo um conjunto solidamente estruturado, com frutas negras e boa acidez, com repetição das sensações olfativas no palato.    Enfim, vinhos potentes e de personalidade, mas bem feitos e sem defeitos graves.

 

2. À despeito de o vinho vitorioso ter sido o da África do Sul, o país vitorioso foi a Argentina, que vem acreditando no sucesso desta cepa. Seus exemplares foram bem pontuados e se sobressaíram aos congêneres chilenos. Aliás, neste particular, tivemos a felicidade de, às cegas, identificarmos esses vinhos e quase que fizemos isso com o exemplar vitorioso. Explico. Enquanto que o perfil aromático de alguns tintos chilenos indicam notas de fruta em compota (goiabada), os vinhos da África do Sul apresentam um perfil  próprio, com predomínio de sugestões de borracha e toques terrosos no palato. Mesmo assim não há que negar que o Morkell  2004, se mostrou um vinho denso, mastigável e de taninos aveludados.

 

3. Por fim, mais uma vez rendemos as nossas melhores homenagens ao anfitrião, que foi muito feliz na escolha do tema e das amostras escolhidas. Ressalto o pioneirismo do João Filipe, eis que ao menos recentemente nenhuma publicação especializada realizou uma degustação desse porte, na qual simplesmente pode-se fixar alguns parâmetros sobre as qualidades dos vinhos produzidos  por essa intrigante e até certo ponto incompreendida cepa bordalesa.  Saúde!

Degustação de ícones do Cone Sul na Saboresdebacco: Argentina 2 x Chile 1

quarta-feira, maio 26th, 2010
No total dez vinhos foram abertos, cinco de cada país. No pódio dois argentinos contra um chileno

No total dez vinhos foram abertos, cinco de cada país. No pódio dois argentinos contra um chileno

 

Reunidos no restaurante paulistano Esplanada Grill do Morumbi Shopping, na noite de 18 de maio de 2010, os Confrades Paulo, Miguel, Marcos, Sérgio, Gilberto, Salvador, quem escreve essas linhas e os convidados Roberto Ventura (Pres. em exercício da SBAV-SP), Álvaro de Souza e Rodrigo Mammana tiveram a oportunidade de aferir a qualidade atual dos vinhos argentinos e chilenos “Super Premium”. Ausentes justificadamente: Júlio, Waldir e Glauber.

 

 

 

Confrades reunidos no Esplanada Grill do Shopping Morumbi

Confrades reunidos no Esplanada Grill do Shopping Morumbi

 

 

A degustação transcorreu normalmente e o serviço do vinho foi profissional porque a equipe do Esplanada Grill se desincumbiu extraordinariamente bem. Agradecimentos especiais para Celso de Freitas, Maîtres Chiquinho e Brás e também para os garçons Cicilio e Adriano.  Os vinhos foram servidos rigorosamente na ordem pré-estabelecida (às cegas) com a presteza esperada e devidamente numerados. As carnes, excelentes, destaque para a “Salada Juliana” e “Picanha Bordon” .

 

Picanha Bordon do Esplanada Grill: uma das melhores da cidade

Picanha Bordon do Esplanada Grill: uma das melhores da cidade

 

 

 

 

O tema escolhido pelo coordenador do mês Paulo “Argentina x Chile” foi oportuno e isso pôde ser notado pela acirrada peleja dos vinhos criteriosamente escolhidos, tanto é que houve um rigoroso equilíbrio nas notas atribuídas, excetuando o vinho que ficou em primeiro lugar, que disparou logo no início da degustação. Quanto aos demais houve alguma semelhança no perfil, com fruta e madeira integradas na maioria. O Domus Áurea 1997 foi desclassificado por dois degustadores. Provavelmente não estava na sua melhor forma, porque  apresentou aromas a lembrar um vinho “bouchonée”, isto é, com rolha contaminada. O vinho foi adquirido no portal Wine (www.wine.com.br) que instado a se manifertar, prontamente emitiu um novo “vale-presente ou cupom desconto”, pelo que, externamos o nosso agradecimento a Paula Caetano, do SAC dessa loja.

 

 

 

Antes dos "árduos trabalhos" espumantes e champagnes para "limpar a boca"

Antes dos "árduos trabalhos" espumantes e champagnes para "limpar a boca"

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Felipe Rutini 2003, Lindaflor 2002, Epu 2001 e Montes Alpha 2006

Felipe Rutini 2003, Lindaflor 2002, Epu 2001, Montes Alpha 2006 e Clos Apalta 2007

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos consoante escolha do grupo:

 

 

10. Domus Áurea 1997 – rubi com reflexo granada brilhante com nítido halo de evolução, vegetal, herbáceo e pouco expressivo na boca. Em franco declínio. Desclassificado por dois Confrades. É um vinho reconhecidamente longevo, todavia, tudo indica que este exemplar teve problema de conservação. WS 91/100 (02/2001). Adquirido no portal Wine que efetuou a troca (vide acima) preço: R$ 396,23. Não foi avaliado.

 

9.- Felipe Rutini 2003 – uvas: Cabernet Sauvignon (50% Agrelo), Merlot (30% Tupungato) e Malbec (20% Agrelo) – 13,5% álcool -  Rubi violáceo. Fechado. Herbáceo. Decadente. Boca rústica, desequilibrada, densa e rugosa. Pode melhorar com comida. 89/100 WS (05/2005)

Importadora Zahil – preço: R$ 376,00

Nota: 85/100 pts.

 

 

8.- Epu 2001 - 14% álcool – Maipo/Chileuvas: Cabernet Sauvignon e Carménère. – Rubi intenso com boa concentração de cor e discreto halo de evolução.  Nariz mentolado, notas balsâmicas e alguma compota (goiabada). Boca no mesmo diapasão com fruta escondida, bons taninos, denso, macio e medianamente complexo. Falta-lhe profundidade gustativa. Terminou rugoso. Deverá permanecer assim durante mais algum tempo.  

Sem Importador – preço estimado: R$ 200,00

Nota: 86/100 pts.

 

 

7.- Yacochuya – 1999 – Cafayate/Salta/Argentina – uva: MalbecRubi intenso, profundo  com halo granada. Nariz fechado com leve mentol e alcaçuz sobre um fundo herbáceo. Melhor na boca, potente, taninos secantes, salivante, intenso com alguma profundidade. Não é muito complexo, porém, tem longa sobrevida pela frente. RP 91/100 (04/2001) e WS 90/100 (05/2002)

Importadora Grand Cru  – preço: R$ 274,00

Nota: 86,5/100 pts.

 

 

6.- Lindaflor Malbec 2002 – Mendoza – 15% álcool –   Rubi violáceo intenso sem halo de evolução. Fechado no nariz com toques vegetais.  Superior na boca, quente, macio, taninos redondos, intenso, profundo  com boa sobrevida pela frente. WS 89/100 (01/2005)

Importadora Grand Cru – preço: R$ 200,00

Nota: 87/100 pts.

 

 

Yacochuya 1999, Sta. Rita Casa Real 2005,  Catena Zapata Malbec Argentino 2005 (1° lugar) e Domus Aurea 1997 (último lugar)

Yacochuya 1999, Sta. Rita Casa Real 2005 (3° lugar), Catena Zapata Malbec Argentino 2005 (1° lugar) e Domus Aurea 1997 (último lugar)

 

 

 

 

 

 

 

 

5.- Clos Apalta 2007 – Colchágua/Chile – uvas: Carmenère (61%), Cabernet Sauvignon (24%), Merlot (12%) e  Petit Verdot (3%)15% álcool – Rubi violáceo intenso e profundo. Nariz expressivo e complexo com baunilha, aniz e especiarias doces sobre um fundo frutado. Subscrição integral desses aromas no palato, boca volumosa, densa, frutada e sobretudo equilibrada. Vinho longo que termina frutado, ainda muito jovem. Vai longe.

Importadora Mistral   preço: R$ 293,92

Nota: 88/100 pts.++

 

 

4.- Montes Alpha “M” – 2006 – Apalta/Colchágua/Chile 14,5% álcool – Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot e Merlot Rubi violáceo profundo com reflexo granada. Nariz complexo com mentol, chocolate, geléia de frutas vermelhas, licor de cassis e tabaco. Boca intensa, longa, rugosa, taninos jovens, poderosos e mastigáveis. Ótima concentração de sabor com fruta em evidência (geléia de amoras e framboesa). Final intenso e longo. Vai arredondar ainda mais na garrafa. Muita tipicidade com longa sobrevida na garrafa. RP 92/100 (06/2009) e WS 94/100 (05/2009)

Importadora Mistral – preço: R$ 280,72

Nota: 89,5/100 pts.++

 

 

3.- Santa Rita Casa Real 2005 -  14% álcool –  Maipo/Chile – Cabernet Sauvignon - Rubi violáceo intenso, profundo com halo granada. Nariz fino, complexo, mas a nota de goiabada entregou desde o início a sua nobre origem. Após algum tempo notas de tabaco e especiarias. Boca no mesmo diapasão com taninos macios, acidez salivante, ameixa e amora perfazendo conjunto equilibrado, de ótima concentração de sabor e amplo no meio de boca. Termina longo, intenso e sem arestas. Deve evoluir  bem na garrafa nos próximos anos. Um vinho consistente  que tem na regularidade de sua produção uma de suas maiores virtudes. WS 90/100 pts. (11/2009) 

Importadora Grand Cru – preço: R$ 296,00

Nota: 90/100 pts.++

 

 

2.- Trapiche Manos Malbec – Mendoza – 2004 –  14,5% álcool – Rubi violáceo intenso, profundo, concentrado e jovem. Começou fechado e alcoólico. Depois apresentou uma nota forte de caixa de charutos. Camadas de licor de cassis, azeitonas, alcaçuz com ótima sustentação. A paleta aromática invocava um bom Cabernet Sauvignon. Na boca subscreveu esses aromas porque se mostrou expansivo, redondo a confirmar plenamente o olfato, com taninos jovens,  macios e de excelente qualidade com perfeita  integração de fruta e madeira. Boa acidez que pede comida, ótima concentração de sabor com intensidade, profundidade e alguma mineralidade. Termina macio e sem nenhuma aresta. Vinho de longa guarda. RP 97/100 (06/2007) e WS 95/100 pts. (03/2007)

Importadora Interfood – preço: R$ 296,60

Nota: 91/100 pts.+

 

 

 

Late Harvest chileno Domaine Conté: elaborado exclusivamente com Semillón do vale de Rapel, apresentou ótima tipicidade e equilíbrio entre frescor e doçura

Late Harvest chileno Domaine Conté: elaborado exclusivamente com Semillón do vale de Rapel, apresentou ótima tipicidade e equilíbrio entre frescor e doçura

 

 

 

 

 

 

 

1.- Catena Zapata Malbec Argentino 2005 – 14% álcool – Rubi violáceo intenso, profundo, concentrado com reflexo púrpura. Apresentou uma paleta aromática complexa e persistente que se impôs desde o início da degustação: mentol, licor de cassis,  frutas negras e tabaco com excelente sustentação. Boca expansiva, redonda com taninos aveludados, intensos e finos a confirmar plenamente o olfato, sólida integração entre fruta e madeira. Elegante, polido, forte, termina intenso  e sem nenhuma aresta. Um vinho à caminho da perfeição. Seguramente um dos melhores vinhos do Novo Mundo, presença obrigatória em qualquer lista de grandes vinhos que se preze. RP 93/100 (06/2007) e WS 90/100 pts. (03/2007)

Importadora Mistral – preço: R$ 347,60

Nota: 92,5/100 pts.++

 

Moscato Passito Fior D'Arancio 2003: produzido no Vêneto por La Montecchia com uvas Moscato Giallo, com dez meses de amadurecimento em carvalho, foi levado por Rodrigo Mammana

Moscato Passito Fior D'Arancio 2003: produzido no Vêneto por La Montecchia com uvas Moscato Giallo, com dez meses de amadurecimento em carvalho, foi levado por Rodrigo Mammana

 

10.- Domus Áurea 1997 – Winery

9.-  Felipe Rutini 2003 – Zahil

8.-  Epu/Almaviva 2001 – sem importador

7.-  Yacochuya Malbec 1999 – Grand Cru

6.-  Lindaflor 2002 – Grand Cru

5.-  Clos Apalta 2007 – Mistral

4.-  Montes Alpha “M” 2006 – Mistral

3.-  Santa Rita Casa Real  2005 – Grand Cru

2.-  Trapiche Manos Malbec 2004 – Interfood

1.-  Catena Zapata Malbec Argentino 2005 – Mistral

Harmonização de Barreado com vinho no restaurante Tordesilhas de SP

terça-feira, maio 25th, 2010
Cris Couto, Ivo (Tordesilhas) e Agilson

Cris Couto (organizadora), Ivo (Tordesilhas), Agilson (idealizador do "Vamos à Montanha") e Walter Tommasi (Free Time)

Blogueiros reunidos no Tordesilhas para realização de harmonização de vinho e comida no ótimo restaurante Tordesilhas.
Blogueiros reunidos no Tordesilhas para realização de harmonização de vinho e comida no ótimo restaurante Tordesilhas.

 

 

Reunidos no restaurante paulistano Tordesilhas, no almoço de 18 de maio de 2010, diversos blogueiros e experts em enogastronomia convidados por Cris Couto, do ótimo blog sejabemvinho.blogspot.com, com a finalidade de eleger o melhor vinho para acompanhamento do prato típico do litoral do Paraná, denominado Barreado.

 

Sobre o Barreado.

Barreado é um prato típico do Paraná, especificamente da região de Morretes, uma pequena cidade histórica litorânea, próxima ao porto de Paranaguá, cujo acesso, pela Estrada da Graciosa e a partir de Curitiba, é um dos passeios mais lindos do estado (é este o meu pitaco). A chegada do barreado é atribuída aos açorianos, que povoaram boa parte do Sul do país. Sua técnica de cocção, originalmente, é feita em fornos subterrâneos, técnica de preparo utilizada por diversos povos antigos, como os da Polinésia, da África e das Américas.

Os pesquisadores apontam dois processos principais de cozimento subterrâneo. Um deles, mais primitivo (outro pitaco meu: não gosto deste termo, cheio de conotação negativa, mas amplamente usado. Prefiro antigo), atribuído aos polinésios e aos índios caiapó e jê de minas Gerais, consiste numa cavidade aberta, aquecida por brasas ou pedras sob fogo, onde o alimento, coberto por folhas ou colocado num recipiente, é cozido pelo calor. O segundo implica em colocar a comida numa cova aquecida, cobri-la com folhas e terra e acender sobre ela um novo fogo.


 

 

 

 

 

O Barreado é um prato de preparo demorado – de 12 a 24 horas – muito comum em datas festivas no início do século passado. Entre elas destacava-se, particularmente, o entrudo (nome dado ao carnaval na época), quando as donas de casa colocavam a carne para cozinhar numa panela de barro fechada e a enterravam sob uma fogueira. Acabada a farra, o prato estava pronto. O nome Barreado vem do fato de que, originalmente, as panelas eram seladas com barro, ou seja, barreadas. Atualmente, o Barreado é uma das principais atrações turísticas de Morretes, e está presente em todos os restaurantes da cidade. Hoje, é claro, não se cozinha em fornos subterrâneos, mas sobre chapas de ferro sobre uma fonte de calor, e nem se sela a panela com barro, mas com uma mistura de farinha de mandioca e água. Mas seu sabor continua sendo, para mim, inigualável, e o que me traz as melhores lembranças – talvez por isso seja o meu preferido: tão importante quanto o gosto é a memória a ele relacionada – a dos meus 18 anos, um grupo de amigos especiais em torno da mesa, um trajeto até a cidade espetacular, um país imenso por descobrir… De quebra, o prato ainda aquece o corpo e conforta a alma.  Fontes: Ivo Ribeiro (Tordesilhas) com “pitacos” de Cris Couto (sejabemvinho.blogspot.com)

 

Abaixo segue a relação dos vinhos degustados na harmonização na ordem de classificação deste blogueiro:

 

11.- Domínio Vicari Riesling Itálico 2008 – Praia do Rosa – SC

10.- Vallontano Tannat 2005 – Vale dos Vinhedos – RS - Mistral

9.- Albariño Pazzo Podal 2006 – Rias Baixas/Espanha – Expand

8.-  Lídio Carraro Pinot Noir Dádivas – Encruzilhada do Sul – RS

7.-  Michele Chiarlo Barbera D’Asti 2006 – Itália/Piemonte/Zahil

6.-  Lídio Carraro Grande Vindimia Merlot 2004 – Encruzilhada do Sul – RS

5.-  Pizzato Merlot 2005 – Vale dos Vinhedos – RS

4.-  Don Laurindo Estilo 2008 – Vales dos Vinhedos – RS

3.-  Além-Mar, Villagio Grando – São Joaquim – SC

2.-  Terranoble Pinot Noir Reserva 2008  – Vale de Casablanca/Chile/Decanter

1.-  Muros de Melgaço Alvarinho 2008 – Portugal/Decanter

 

Antes dos trabalhos foi servido o espumante Brazilian Soul Demi-Sec da Cooperativa Aurora, que apresentou doçura exagerada aliada a baixo frescor.

 

Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos consoante escolha deste participante, com observação de que a média final refere-se ao vinho na harmonização e não somente ao vinho individualmente considerado:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

11. Domínio Vicari Riesling Itálico 2008 – palha esverdeado com reflexo brilhante. Pouco típico no nariz e sem complexidade. Tem uma nota forte de pólvora sobre um fundo terroso nos aromas  e pouca expressão gustativa na boca, com um amargor que prejudica qualquer tipo de harmonização.

Nota: 78/100 pts.

 

10.- Valontano Tannat 2005 – 13,5% álcool -  Rubi violáceo com halo granada. Fechado. Leve nota de couro. Decadente. Boca densa, rústica e desequilibrada. Apresentou elevado amargor no fim-de-boca e isso prejudicou a harmonização.

Importadora Mistral– preço: R$

Nota: 81/100 pts.

 

9.- Albariño Pazo Podal 2006 Palha claro com reflexos esverdeados.  Finos aromas  florais. Na boca é um vinho maduro, de acidez delicada e um pouco magro. Seu amargor aliada à sua pouca estrutura para o prato impediram harmonização. Sozinho ou com outro prato mais leve, merece ser provado porque tem tipicidade.  

Importadora Expand – preço: R$ 69,90

Nota: 82/100 pts.

 

8.- Lídio Carraro Pinot Noir Dádivas 2009  Rubi esmaecido com pouca concentração.  Nariz fechado com leve mentol sobre um fundo de morangos. Melhor na boca, porém, não o suficiente para harmonizar com o prato proposto. Aqui, o grande entrave foi a pouca densidade do vinho que não suporta a carne do prato, todavia, o vinho tem alguma tipicidade e se mostrou fácil de beber e sem amargor.

Nota: 82,5/100 pts.

 

7.- Michele Chiarlo Barbera D’Asti “L’Orme” 2006  Rubi violáceo com halo granada. Nariz com alguma expressão e complexidade com notas de fruta madura e chocolate.  Apesar de sua boa acidez, faltou-lhe concentração de sabor e taninos para suportar o prato. Um vinho de ótima procedência, contudo, Barreado não é o prato adequado para harmonizá-lo.

Importadora Zahil – preço: R$ 44,00

Nota: 84/100 pts.

 

6.- Lídio Carraro Grande Vindimia Merlot 2004 Rubi violáceo profundo com reflexo granada. Nariz complexo com mentol, geléia de frutas vermelhas, tabaco sobre um fundo terroso. Boca intensa, longa, rugosa, taninos jovens e poderosos. Acidez média/baixa. Harmonização possível, contudo, não chega a entusiasmar. Com arredondamento do vinho na garrafa a madeira dará espaço para um melhor afinamento do conjunto, um pouco desequilibrado, não a ponto de inviabilizar a harmonização.   

Nota: 85/100 pts.

 

5.- Pizzato Merlot 2005 – Rubi violáceo intenso, profundo com discreto halo granada. Nariz com alguma tipicidade com notas de ameixas, tabaco e especiarias. Boca no mesmo diapasão com taninos presentes, acidez baixa e madeira sobrando um pouco. Termina longo, intenso e um pouco duro .Harmonizou com o prato, mas não houve o surgimento de um terceiro sabor, isto é, não acrescentou sabores ao prato. Mas também não prejudicou.

Nota: 85,5/100 pts.

 

4.- Don Laurindo Estilo 2008 –  blend de Malbec, Tannat e Ancelotta -  Rubi violáceo intenso, profundo, concentrado com halo púrpura. Começou fechado e alcoólico a lembrar vinho fortificado. Depois apresentou uma nota de frutas negras (ameixas, amoras e framboesas).  Na boca subscreveu esses aromas e no momento a madeira aparece um pouco mais que o desejável, não o suficiente para impedir harmonização, eis que a força do vinho se coaduna com a imponência do prato. Taninos, acidez e álcool dão vigor a este vinho que arrancou elogios de Álvaro Cezar Galvão (divinoguia.blogspot.com) e Walter Tommasi. De fato, os assemblages desta tradicional vinícola brasileira são consistentes e harmônicos e este “Estilo 2008″ não foge desse padrão. Mais algum tempo na garrafa lhe fará bem. À conferir

Nota: 86/100 pts.

 

 

3.- Além-Mar 2008 (amostra de barrica)- Villagio Grando - após uma acirradíssima peleja com o chileno que ocupa o segundo lugar, este delicioso catarinense ficou honradamente com essa colocação. Vinho gastronômico por excelência, harmonizou bem com o prato por conta da textura de seus taninos e acidez de viés nitidamente gastronômico. É um vinho que já nasce campeão e que em pouco tempo chegará ao mercado com reais possibilidades de se tornar um verdadeiro expoente de sua região. Harmonização aprovada.

Nota: 88/100 pts.

 

 

2.- Terranoble Pinot Noir Reserva 2008 –  Rubi violáceo intenso, profundo com alguma concentração. Apresentou uma paleta aromática medianamente complexa com fruta vermelha sobre um fundo de compota. Melhor mesmo na boca. Mesmo sem ostentar a tipicidade esperada, a harmonização do Barreado com esse tipo de vinho se impõe pelo mesmo motivo que os vinhos chilenos são conhecidos no mundo todo: seu preço. Custa na faixa de R$ 70. Ainda que esse preço não seja ideal, é menor do que o campeão da harmonização, que custa na faixa de R$ 124,30 e, coincidentemente do mesmo importador (Decanter). Vale à pena prová-lo com o Barreado, porque o perfil do vinho combina com o prato.        

Nota: 88,5/100 pts.

 

 

 

Barreado do Tordesilhas: um prato típico do litoral paranaense que harmonizou muito bem com Alvarinho português.

Barreado do Tordesilhas: um prato típico do litoral paranaense que harmonizou muito bem com Alvarinho português e Pinot Noir chileno.

 

 

 

 

 

 

 

1.- Muros de Melgaço Alvarinho 2008 –  Palha brilhante com reflexos esverdeados. Fino e complexo nos aromas e no palato. Denso, encorpado e untuoso, sem ser pesado, casou perfeitamente com o prato. No campo das harmonizações tudo é possível, inclusive a derrubada de paradigmas que não deixa de ser uma demonstração de criatividade. A minha nota só não foi maior por conta do preço do vinho, R$ 124,30 na importadora (Decanter). No Restaurante Tordesilhas, o preço “per capita” do Barreado é da ordem de R$ 55,00 o que perfaz R$ 110 para um casal. O vinho dificilmente custará o preço da importadora, o que inviabiliza desse ponto de vista a harmonização, porque o vinho é mais caro do que o prato. Todavia, voltemos à harmonização em si. No caso, entendo que se deu por semelhança, eis que tanto o prato como o vinho são untuosos. O Alvarinho normalmente não passa por madeira, mas este tem fermentação e amadurecimento durante 6 meses por barrica francesa de primeiro uso, que lhe aportou estrutura e elegância. Muito fresco, ao ser degustado causou uma sensação deliciosa no palato, prolongando o sabor do Barreado.

Nota: 89/100 pts.

 

 

 

Abaixo segue a classificação do grupo (notas de 0 a 10):

 

 

1- Muros de Melgaço 2008 – Alvarinho – Portugal – 8,44

2-Terranoble Reserva Pinot Noir 2008 – Chile – 8,06

3-Além Mar – Villagio Grando 2008  - Brasil – 7,94

4-Lídio Carraro Merlot Grande Vindima 2004 – Brasil – 7,50

5- Pazo Pondal 2006 – Rias Baixas – Albariño – Espanha - 7,19

6- Barbera D`Asti l´Orme 2006 – Michele Chiarlo – Piemonte – Itália – 6,75
7- Don Laurindo Estilo 2008 – Brasil - 6,75

8- Pizzato Reserva Merlot 2005 – Brasil - 6,19
9- Dadivas Pinot Noir – Lidio Carraro  2009 – Brasil – 5,94

10- Dominio Viccari Riesling 2008 – Brasil – 5,31
11- Vallontano Tannat  2005 – Brasil – 5,13

 

 

Abaixo o rol de participantes do 1° encontro de harmonização coordenado por Cris Couto:

 

 

 http://sejabemvinho.blogspot.com
http://www.academiadovinho.com.br
http://papodevinho.blogspot.com
http://www.blogdojeriel.com.br
http://falandodevinhos.wordpress.com

http://wtommasi.blogspot.com

http://www.tordesilhas.com.br

 

 

Crédito da foto: Editora Abril.

La Vicalanda Reserva 2003 DOC Rioja

segunda-feira, maio 24th, 2010
Produzido pelas "Boedega Bilbainas", empresa ligada ao grupo Codorniu, representado no Brasil pela Interfood

Produzido pelas "Bodegas Bilbainas", empresa ligada ao grupo Codorniu, representado no Brasil pela Interfood

 

 

A Espanha é um país que conta com uma superfície de vinhedos de 1.329.000 hectares, sua produção vinícola soma 4,8 bilhões de litros e o consumo per capita de vinho é de 34,64 litros/ano. Possui uma tradição histórica na produção de vinhos, tendo sido esta praticamente a única forma de cultivo que resistiu às devastações provocadas pela luta entre muçulmanos e cristãos, que só terminou em 1492. Atualmente é o país com a maior área plantada de vinhedos no mundo. Destaque-se que os vinhos espanhóis vivem um grande momento, com elevado grau de modernização e tecnologia nas bodegas, novas gerações de enólogos e sobretudo uma profunda transformação experimentada pelos vinhedos são alguns dos fatores que impulsionaram essas mudanças.

 

 

O rótulo, repleto de informações, informa que:

Rioja – Denominação de Origem Qualificada

Tipo de uva – 100% Tempranillo

Vinificação – Fermentação e maceração durante 3 semanas a 28° C

Tipo de barrica – Bordalesa (225 litros) nova de carvalho francês Allier tostado médio

Amadurecimento em barrica – 14 meses

Data de engarrafamento – março de 2005 

Amadurecimento na garrafa – mínimo de 24 meses

Produtor: Bodegas Bilbainas (Grupo Codorniu), Haro, Espanha.

 

O contra-rótulo:

“100% Tempranillo procedente de nuestros mejores viñedos situado em Haro. Se trata de viñedos em vaso com cepas de más de 30 años. Suelos cascajosos y calizos pobres. Orientación sur. Ello asegura rendimientos moderados y uma óptima maduración alcóholica y fenólica de la uva que, junto com um minucioso control em los procesos de vinificación y crianza nos garantiza um vino excepcional”.

 

 

Degustação

La Vicalanda Reserva 2003 – 13,5% álcool – DOC Rioja/Espanha – uva: Tempranillo – Importado por Interfood (Roberta Ferrari – tel 011  2602 7255 ) preço: R$ 151,00 - Granada intenso com reflexo púrpura nas bordas.  Nariz fechado, sutil e complexo que abriu vagarosamente e mostrou boa complexidade olfativa: leves toques de baunilha, framboesa, madeira bem temperada e notas de café. Álcool bem integrado.  Na boca sua entrada revela bom volume, média expansão com taninos em profusão de qualidade muito boa. Faltou-lhe um pouquinho mais de concentração de sabor. Termina largo, persistente e sem arestas.  Nota-se que é um vinho bem elaborado que provém de uvas selecionadas de vinhedos com mais de 30 anos. Avaliação: 88/100 pts.