Archive for month abril, 2010

Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc 2009: o primeiro Sauvignon costeiro do Vale de Colchágua da Casa Silva

sexta-feira, abril 30th, 2010
Casa Silva Cool Coast: mineralidade quase salina

Casa Silva Cool Coast: tipicidade à toda prova com muita mineralidade quase salina

 

A Casa Silva, fundada em 1892 está localizada no Vale de Colchágua a cerca de 180 km ao sul de Santiago. Em 1977, Mario Silva Cinfuentes, da 4ª. geração da família começou a  trabalhar nas terras do “Fundo Angostura”.  Recomprou terras vendidas, comprou novas propriedades, fez novas plantações e recuperou a adega, enfim, voltou a dar impulso a um negócio estritamente familiar. Hoje Mario Silva é considerado um visionário e inovador sendo o grande responsável por ter ressuscitado a empresa. Em 1997, Mario Pablo Silva, filho mais velho de Mario Silva, propôs a seu pai abandonar a venda de vinho a granel para passar a engarrafar os excelentes vinhos produzidos pela família com a finalidade de exportá-los com sua própria marca.  Mário aceitou o desafio e criou a “Viña Casa Silva”.  Hoje, a vinícola é considerada uma das empresas mais familiares do Chile e com o passar dos anos vem acumulando inúmeros prêmios e reconhecimentos internacionais, transformando-se numa das vinícolas mais premiadas do Chile na atualidade.

 

Vale de Colchágua

Atualmente, a Viña Casa Silva possui vinhedos em diversas regiões do Vale de Colchágua. Desde Angostura, perto da Cordilheira e considerada a entrada do vale até Lolol, quase no litoral beneficiado pelas frias brisas do Pacífico.  A maioria das vinícolas está estabelecida na região central do vale, perto da cidade de Santa Cruz, onde predomina o clima quente. Na região denominada “Cordilheira da Costa”, prevalece o bloqueio das brisas frias do Pacífico. Degustar vinhos da mesma cepa dessas regiões é um exercício interessante. Uvas como Carménère e Syrah preferem as regiões mais quentes, no centro do Vale. Todavia, em regiões como Lolol, apenas 15 km em linha reta do Pacífico, a branca Viognier e a tinta Syrah também apresentam bons resultados.  Em Angostura, região em que a Cordilheira dos Andes se une à Cordilheira da Costa, através de seus cordões montanhosos, a Merlot pontifica ao lado das brancas Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris e Chardonnay. Los Lingues, fica aos pés da Cordilheira e cepas como Carménère, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot se beneficiam desse terroir único, porque os vinhedos estão localizados num abertura entre as duas cordilheiras. As uvas do vinho comentado, são de Paredones, que  fica na região costeira de Colchágua onde há pouco mais de quatro anos foram plantados vinte hectares de vinhedos de Sauvignon Blanc e Pinot Noir, num local onde jamais cresceu videiras, numa distância de apenas 5,5 km do Pacífico.

 

                                          

Casa Silva Cool Coast Sauvignon Blanc 2009

Origem: Chile – região: Colchágua/Paredones – álcool: 13,5%- preço: R$ 67,90 – palha esverdeado brilhante. Aromático confirmando os traços vegetais da casta com bastante mineralidade. Ao lado desses aromas uma nota floral a lembrar os vinhos da região central (quente) do Vale de Colchágua. Na boca além de confirmar esses aromas, surpreendeu pelo frescor proporcionado pela acidez vibrante. Os toques vegetais da casta foram confirmados e a fruta se fez presente nas sugestões cítricas que evoca sobre um fundo mineral quase salino que remete aos Sauvignons de San Antonio. Termina sem agressividade ou amargor e deixa uma nota herbácea no retrogosto. Um vinho gostoso que oferece muito por preço relativamente acessível. À conferir.

Avaliação: 89/100 pts.

 

 

Cultvinho: Erial Tinta Fina Ribera del Duero 2007

quinta-feira, abril 29th, 2010
Erial 2007 - um Ribera del Duero de preço relativamente acessível

Erial 2007 - um Ribera del Duero de preço relativamente acessível

 

A Cult Vinho é uma boutique-importadora especializada em vinhos espanhóis bem pontuados provenientes das Denominações de Origem Rias Baixas, Ribero, Rioja, Ribera Del Duero, Penedés e Priorat. CultVinho – tel. 011 2613 7183

 

A mensagem da Cult Vinho para os enófilos: “Começou apenas como um sonho e hoje é nossa realidade. E essa realidade permitiu selecionarmos as mais admiráveis bodegas da Espanha para brindar sua história, sua cultura, suas terras e suas conquistas, representadas por vinhos quase mágicos, de qualidade realmente superior e que nos levam sempre a um estado de graça e felicidade total. São  vinhos que tem o poder do encanto de aproximar as pessoas para uma conversa ao redor da mesa, simplesmente para celebrar o prazer da vida”.

 

Bodega Epifanio Rivera, em Valladolid

Bodega Epifanio Rivera, em Valladolid

 

 

 

A Bodega Epifanio Rivera, localizada em Pesquera Del Duero está ligada à tradição mais

comum de produzir vinhos na região porque sempre esteve ligada à videira. Possuidora de vinhas velhas de mais de 80 anos, sua adega remonta ao século XVI e até recentemente os vinhos da família eram elaborados  nela. O mosto do Erial amadurece doze meses em barrica francesa na proporção de 70% e o restante em barrica de origem norte-americana.

 


Premiações informadas pelo produtor
Erial TF 06
– Troféu Citadelles (medalha de ouro) no Concurso “Citadelles du Vin”, em Bordeaux, pelo terceiro ano consecutivo.
Erial 06 – Melhor vinho da Ribera del Duero no concurso de Hong Kong organizado pela revista Sommeliers International (n. 125).
Erial TF 05 – Troféu Citadelles (medalha de ouro) na exposição “Citadelles du vin”, em Bordeaux, pelo segundo ano consecutivo.
Erial TF 05 medalha de prata em 2008, Baco.
Erial TF 05 – Selecionado entre os 365 melhores vinhos de Espanha para o “Guia de vinhos para 365 vinhos por ano”.
Erial 06 – Selecionado entre os 365 melhores vinhos de Espanha para o “Guia de vinhos para 365 por ano”
Erial TF 04 – Selecionado para o “Honor Roll Gourmet Guia” como uma dos 100 melhores vinhos da Espanha.
Erial TF 04 medalha de prata no ” Foodservice Focus Bilbao”
Erial TF 04 – Troféu Citadelles (medalha de ouro) na exposição “Citadelles du vin de Bordeaux”


 

 

 

Erial Crianza 2007 – Bodegas Epifanio Rivera, Ribera Del Duero, Pesquera de Duero, Valladolid, 14,5% álcool, uva: Tinta Fina – R$ 114 – Rubi violáceo profundo, intenso com reflexo púrpura e muita vivacidade. Aromas complexos com amoras, ervas aromáticas, eucalipto sobre um fundo defumado. Boca quente à confirmar o olfato com destaque para sua concentração de sabor, taninos mastigáveis que lhe conferem boa estrutura, madeira integrada (12 meses, 70% carvalho francês e 30% americano) e acidez gastronômica com ótimo frescor. Termina levemente picante. Vinho de perfil moderno e elegante com possibilidade de boa evolução na garrafa nos próximos anos. O 2006 teve 88/100 pts. do Guía Peñin 2009.

Avaliação: 88,5 /100 pts.

 

Adolfo Lona Brut Rosé – um espumante típico por bom preço

quarta-feira, abril 28th, 2010
Adolfo Lona Brut Rosé: agora fácil de encontrar, na filial de SP da Hannover. Tel 011 2638 0879/0881

Adolfo Lona Brut Rosé: agora fácil de encontrar, na filial de SP da Hannover. Tel 011 2638 0879/0881

 

 

Quem nos esclarece quem é Adolfo Lona é nosso Confrade Gil Mesquita, do excelente vinhoparatodos.blogspot.com, que recentemente publicou uma interessante entrevista (15/03.2010): “O argentino Adolfo Lona é uma autoridade no mundo dos espumantes brasileiros. Trabalhou por 33 anos na extinta vinícola De Lantier (pertencente ao grupo Bacardi-Martini no Brasil), onde permaneceu até 2004. Desde então dedica-se à elaboração de uma linha de espumantes que recebe o seu nome no município de Garibaldi. Se um dia visitar a cidade de Garibaldi, vale procurar por sua vinícola e tentar encontrá-lo para um bate-papo sobre vinhos”.

 

 

No contra-rótulo informações importantes:

“este espumante natural foi produzido pelo método charmat sob a supervisão técnica do enólogo Adolfo Lona que garante sua qualidade superior. O processo de tomada de espuma  (segunda fermentação) teve uma duração de seis meses durante os quais se formaram frutados e vinosos. Foi elaborado utilizando um vinho base composto de um assemblage de vinhos produzidos com a uva Chardonnay (40%) e Pinot Noir (60%). A predominância do vinho “Blanc de Noir” outorga a este espumante um sabor complexo e cativante”.

 

E não para por aí, porque ainda dá instruções relativas ao serviço do vinho:

 

“Abra retirando a rolha e a gaiola especialmente devagar, de modo a preservar o gás carbônico. Sirva após resfriamento em balde com gelo durante 45 minutos. Excelente como aperitivo e companheiro de todo tipo de refeições”.

 

 

 

Degustação

Adolfo Lona Brut Rosé – 12% álcool – Garilbaldi – RS - Uvas: Chardonnay (60%) e Pinot Noir (40%) – preço R$ 35,00 (Hannover São Paulo tel 011 2638 0879). “Sua elaboração levou cerca de 180 dias, pelo método charmat. É um Brut com 8 g de açúcar por litro.” – fonte: Vinhoparatodos.blogspot.com. Análise organoléptica: salmão intenso com reflexos brilhantes. Ótima perlage, intense, fina e persistente com bolhas pequenas em quantidade expressiva. Aberto nos aromas com boa fruta vermelha (morangos e cerejas) sobre um fundo de leveduras. O perfil aromático e unidimensional mas não chega a ser cansativo. Na boca é vinoso, leve, frutado e com frescor muito bom (não é safrado, mas o número do lote indicado no contra-rótulo sinaliza ter sido engarrafado em 2006). O álcool, na casa dos 12%, está perfeitamente integrado.  Somente uma nota de amargor ofusca um pouco a sua fruta; não fosse esse amargor, estaríamos diante de um dos melhores espumantes nacionais de sua categoria, porque seu preço acessível o insere numa faixa muito interessante para o consumidor. Mesmo assim vale à pena ser provado porque tem na tipicidade o seu destaque.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

Terre di Ginestra Catarratto Sicilia IGT 2008 – um vinho refrescante

terça-feira, abril 27th, 2010

 

 

Linha Terre di Ginestra: vinho que expressam com fidelidade as particularidades do terroir siciliano

Linha Terre di Ginestra: vinhos que expressam com fidelidade as particularidades do terroir siciliano

 

 

 

 

 

 

 

A imparcialidade fica comprometida quando escrevemos sobre aquilo que mais gostamos. Sou admirador confesso dos vinhos da Sícilia. Então vamos lá. A Casa Vinícola Calatrasi, está estabelecida em San Cipirello, Palermo, província da Sicília, sul da Itália e pertence à família Miccichè, originária dessa região que se mudou para o Valle dello Jato em 1750, onde se estabeleceu em uma propriedade de 200 hectares de vinhedos. Ao longo de mais de 250 anos, a família adquiriu outros vinhedos nas regiões da Tunísia, Sicília, Puglia e produz caldos com características peculiares desses terroirs. A coroação de tudo isso veio recentemente, em 2009, ao ser declarada a melhor produtora de vinhos da Itália pelo Wine & Spirits Competition.

 

 

Contra-rótulo

“Dalle calde terre di Sicília é nato questo vino, sinergia di esperienze isolane e straniere. Fruto di Catarratto, vitigno principale della viticoltura siciliana, è um bianco dalla spiccata personalità, ricco di sentori di frutta tropicale. Ottimo com il pesce. Temperatura di servizio: 10-12° C”

 

 

Degustação

Terre di Ginestra Catarratto Sicília IGT 2008 – 13,5% álcool – San Cipirello/Palermo/Sícilia – Uva: Catarratto – preço R$ 79,00 (Ravin – São Paulo 011 5574 5789 c/Elaine) -  afinou por 4 meses em barricas de carvalho de origem não divulgada. A Catarratto é a segunda uva branca mais plantada na Itália. Análise Organoléptica: palha com reflexos dourados, se mostrou aberto nos aromas com sugestões cítricas e de pêra, damasco,  flores do campo sobre um fundo de mel. Boca “gorda” , salivante e com leve sobra de álcool. Subscreve o nariz com destaque para seu frescor e mineralidade. Notas de limão siciliano.  Termina com amargor “cítrico” que não incomoda. Uma ótima opção para sair da mesmice dos Sauvignons e Chardonnays do Novo Mundo que lotam as gôndolas dos supermercados. Deve crescer à mesa.

Avaliação: 88/100 pts.

Sottano Cabernet Sauvignon 2006: um vinho de classe

segunda-feira, abril 26th, 2010
vista parcial da Bodega Sottano em Mendoza

vista parcial da Bodega Sottano em Mendoza

 

 

A Bodega Argentina Sottano é uma empresa familiar iniciada em 2001, objetivando elaborar vinhos de alta classe no distrito de Perdriel, Lujan de Cuyo, Mendoza, numa altitude de 1.000 metros onde as uvas atingem nível invejável de amadurecimento. A propriedade compreende 20 hectares e está rodeada de 1,5 hectares de jardins, com plantas autóctones da região. Com isso, os arquitetos Maurício e Diego Sottano pretendem inserir a vinícola no contexto natural. Materiais e cores característicos das cercanias foram utilizados. À arquitetura somaram-se tecnologias da última geração, fazendo deste empreendimento ideal, levado à cabo por aqueles que amam a vinicultura.

 

Como supramencionado a vinícola está estabelecida em Perdriel, Luján de Cuyo, na Ruta Nacional 7 y Costa Flores s/n e conta com 20 hectares de vinhedos de Malbec e Cabernet Sauvignon. A Merlot é adquirida de terceiros e vem de Tupungato, no Vale de Uco  e a Malbec de Agrelo, Luján de Cuyo.

 

A produção anual é da ordem de 400.000 garrafas que são exportadas para México, EUA, Canadá, Colômbia, Equador, Uruguai, República Dominicana, Espanha, Suíça. Os enólogos são Luis Barraud e André Marchiori.

 

 

Um pouco de história.

Don Sottano Fioravante, natural de Veneto, na Itália, estabeleceu-se em Mendoza em 1890 e foi o pioneiro da indústria e da agricultura na região. Plantou vinhas para a produção de vinho na sua adega e exportava o excedente. Seu filho Michael Sottano continuou o negócio da família ao produzir 20.000.000 litros de vinho anualmente. Hoje em dia a Bodega está nas mãos da 3a. geração: Diego, Paulo e Maurice Sottano  pretendem renovar e construir o futuro do vinho em bases mais estáveis.

 

 

E quem traz e distribui com exclusividade esse vinho para o Brasil?

 

 

É a “Max Brands – The Partner’s Choice”,  sediada nesta Capital sito à Vila Andrade, (www.maxbrands.com.br – tel. 011 2174 6700). Focada nas marcas que representa, a Max Brands traz no seu portfólio De Cecco, Pampas Del Sur (Arg), Sottano (Argentina), Santa Alicia (Chile), Cesari (Itália/Vêneto), Marques de Greyssac (França/Bordeaux) e Cave de Ladac (França/Beaujolais e Côtes du Rhône).  Em SP possui equipe própria e mais vinte e cinco representantes espalhados pelo Brasil. Suas operações iniciaram em janeiro de 2009 com trezentas mil caixas de vinhos importadas. Pretende crescer 25% em 2010. No que tange aos alimentos, a Max Brands  importa as massas De Cecco, bem conhecida dos brasileiros.

 

Apenas para ilustrar transcrevo o texto do contra-rótulo: “variedade: Cabernet Sauvignon. Amadurecimento: carvalho francês. Colheita manual em caixas de 12 kg na segunda quinzena de abril. Temperatura de serviço: 16° a 18°. Álcool: 14,5%. Sem filtragem decantar se necessário”.

 

A linha Reserva está composta dos seguintes rótulos: Chardonnay, Malbec Rosé, Malbec,  Merlot e Cabernet Sauvignon. O Malbec e o top Judas serão, oportunamente, comentados neste blog.

 

Degustação

Sottano Cabernet Sauvignon 2006 – 14,5% álcool – Perdriel, Luján de Cuyo, Mendoza -  preço: R$ 51,50 (Supermercado Pão de Açúcar Loja Morumbi) Com um bonito rótulo, este Cabernet Sauvignon Mendocino tem I. P. de Mendoza (indicação de procedência) e amadurece em barrica de carvalho francês por tempo não divulgado no portal do produtor. Análise organoléptica:  rubi violáceo profundo e intenso. Rica paleta de aromas com predomínio de cassis, frutas negras, madeira sobre um fundo terroso. Na boca é um vinho denso, volumoso, taninos presentes de boa textura e equilíbrio do tripé álcool, acidez e madeira. Termina salivante e intenso com boa persistência. Produzido com uvas colhidas na excelente safra de 2006, tem perspectivas positivas de evolução na garrafa nos próximos dois/três anos e se destaca por sua tipicidade. Atraente relação preço-qualidade.

Avaliação: 88/100 pts. +

Borgonero 2003: um Supertoscano a toda prova

domingo, abril 25th, 2010
Borgonero 2003: 60% Sangiovese, 20%  Cabernet Sauvignon e 20% Syrah: um vinho delicioso e moderno

Borgonero 2003: 60% Sangiovese, 20% Cabernet Sauvignon e 20% Syrah: um vinho delicioso e moderno

 

 

 

A Tenuta Caparzo está localizada em Castelnuovo Berardenga/Montalcino, na região da Toscana e surgiu no fim de 1960 e desde então vem buscando aperfeiçoamento constante tanto nos vinhedos como na adega. Seus quatro vinhos tiveram boas notas boas e se destacaram pela tipicidade e pelos preços razoáveis. Produz um dos melhores Brunellos di Montalcino, o La Casa que chegou a receber 96/100 pts. da Wine Spectator e normalmente recebe altas pontuações dessa revista, da Wine Enthusiast e de Robert Parker. Já teve seu vinho incluído na lista TOP 100 2008 da WS e recentemente (dez/09), o Chianti Clássico e o Supertoscano Borgo Scopeto foram citados nas listas divulgadas pelo respeitado crítico Jorge Lucki no jornal Valor Econômico.

 

                                          

Borgonero IGT – Borgo Scopeto – “Supertoscano”

Origem: Itália – safra: 2003 – álcool: 14% – região: Toscana/Chianti Classico – uvas: Sangiovese (60%), Cabernet Sauvignon (20%) e Syrah (20%) – Distribuidor em SP: Villavino, tel. 011 3168 6919 – preço: R$ 256,00  - Rubi violáceo com halo granada. Nariz complexo com notas de balsâmicas, couro, terroso, madeirado e com uma boa dose de frutas negras e especiarias. Ao ingressar na boca, apresenta uma estrutura imponente, discreta e equilibrada, com acidez evidente, taninos mastigáveis e rugosos prevalecendo sobre seu álcool. Notas de canela e de especiarias perfazendo um conjunto de excelente concentração de sabor com profundidade e intensidade. Guloso e intenso, alia de forma ímpar a força da Sangiovese com a elegância da Cabernet Sauvignon e notas picantes da Syrah. Não precisa de comida mas inegavelmente irá crescer à mesa. Um vinho memorável, presença obrigatória nas melhores adegas e que, se não custa barato, tem qualidade superior a de outros “Supertoscanos” muito mais caros. Termina doce e persistente convidando o degustador para o próximo gole.  Para se degustado nos próximos 10 anos. Um vinho consistente que esbanja tipicidade. Vocação gastronômica.

Avaliação: 91/100 pts. ++

Icon Central Otago Pinot Noir – House of Nobilo

sábado, abril 24th, 2010

Icon Pinot Noir: concentração a toda prova

Icon Pinot Noir: concentração a toda prova

 

 

 

 

 

A Nova Zelândia é um país insular no sudoeste do Oceano Pacífico formado por duas massas de terra principais, comumente chamadas de Ilha do Norte e Ilha do Sul e por numerosas ilhas menores, sendo as mais notáveis as ilhas Stewart e Chatham. A Nova Zelândia é notável por seu isolamento geográfico: está situada a cerca de 2000 km a sudeste da Austrália através do mar da Tasmânia e os seus vizinhos mais próximos no norte são a Nova Caledônia, Fiji e Tonga. A maioria da população da Nova Zelândia é de ascendência Européia, os nativos Māoris são a maior minoria. Asiáticos e polinésios não-Māori também são grupos de minoria significativa, especialmente em áreas urbanas. A língua mais falada é o Inglês.

Os vinhedos da Nova Zelândia são os mais austrais do mundo, portanto, o país se constitui num dos mais frios para a produção de vinhos em larga escala. A indústria do vinho teve grande incremento à partir da década de 70 com o cultivo de vides européias: Sauvignon Blanc, Chardonnay e Pinot Noir, os vinhos dessas castas começaram a ficar famosos por conta de sua elevada qualidade. Hoje, o país tornou-se referência por conta de seus brancos e  Pinot Noir.

Contra-rótulo:

“The Icon series represents de culmination of years of research into specific viticultural techniques and a winemaking strategy focused on fruit structure and balance.  Deep red in colour, with purple rues, this wine has a bouquet of ripe berry fruit. Combining the opulent flavours of plums and cherries with savoury, dried  herb characters, the palate  has excellent weight a balance. 2006 Icon Central Otago Pinot Noir is comprised of fruit grown in the Gibbston Valley and Cromwell regions”.

 

Central Otago

é uma região da Nova Zelândia situada na parte sudeste da Ilha Sul. Tem uma área de aproximadamente 32.000 km², o que a converte na segunda maior região do país. A área de Central Otago produz vinhos de excelente qualidade, feitos com variedades como Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Merlot e Riesling.

 

Degustação
House of Nobilo Icon Pinot Noir 2006 – 14% de álcool – R$ 113,06 (importado por Aurora Bebidas Finas – adquirido no Rei dos Whisky’s, tel 011 3488 2199) Na cor já denota sua concentração: rubi intenso,  profundo com reflexo violáceo nas bordas. Aromas frutados com destaque para cereja, amora e framboesa sobre um fundo de cedro (madeira). Boca no mesmo diapasão, concentrada e de taninos macios de boa qualidade com álcool integrado sem incomodar. Seu estilo faz opção pela força, mas ainda assim carrega traços de tipicidade da casta que lhe deu origem porque tem equilíbrio. Termina longo e intenso. Um Pinot neozelandês diferente que vale à pena ser provado. Evoluirá nos próximos dois anos.

Nota: 89/100 pts. +

 

Degustação de vinhos do Douro “Quinta do Vallado”, na próxima segunda-feira, dia 26.04, na SBAV-SP: blogueiro paga meia

sábado, abril 24th, 2010

Quinta do Vallado: vinícola de ponta

Quinta do Vallado: vinícola de ponta

 

 

 

 

A Quinta do Vallado está localizada em Vilarinho de Freires, no centro do Douro, perto de Peso da Régua, cidade mais importante da região do Alto Douro e está implantada nas duas margens do rio Corgo, perto do ponto em que se une ao rio Douro. Com 38 ha de vinha com idades entre os 6 e os 10 anos, compensada por 26 ha das melhores parcelas da vinha com mais de 60 anos, gerida pela dupla Francisco Ferreira (gestão agrícola e administrativa) e João Álvares Ribeiro (área comercial), conta ainda com a ajuda do enólogo Francisco Olazabal. São todos familiares e descendentes da lendária Dona Antônia Adelaide Ferreira, que viveu no século XIX e historicamente ficou conhecida como a “Dona Ferreirinha”, empresária que dedicou a sua vida à cultura da vinha e à produção de vinho, no Douro. Por fim, cabe salientar que esses vinhos figuram nas listas das principais revistas de vinhos européias e da Wine Advocate (Robert Parker) e Wine Spectator em razão de suas altas pontuações. 

Por exemplo: Quinta do Vallado Reserva 2006 – 88/100 pts. RP  em 31.12.2008 

Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006 – 87/100 pts. RP em 31.12. 2008  e  92/100 WS – 28.02.2009.

 

Vinhos da degustação:
Quinta do Vallado Branco DOC 2007 – R$ 77,50
Quinta do Vallado Douro DOC 2007 – R$ 81,60
Quinta do Vallado Touriga Nacional 2006 – R$ 200,40
Quinta do Vallado Reserva 2006 – R$ 240,00

Além desses, um novo lote de novos vinhos chegou ao Brasil e está aguardando liberação alfandegária no porto:

Vallado Douro White
Vallado Reserva Douro
QVL Sousão Douro
QVL Adelaide
QVL Porto 10 Anos
QVL Porto 20 Anos

 

 

Local: SBAV-SP. Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2586, Jd. Paulistano, São Paulo, SP, indispensável fazer reservas pelo tel 011 3814 7905, e-mail: vinho@sbav-sp.com.br
Preços: sócios – R$ 40,00

Blogueiro e imprensa R$ 40,00. 

Não sócio: R$ 70,00

Degustação
Quinta do Vallado Douro DOC Reserva 2006 - 14,5% de álcool – R$ 240,00 (Cantu, tel 0300 210 10 10) – Elaborado à partir de vinhas velhas de Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinta Amarela, Touriga Nacional, Sousão e Touriga Franca, com passagem por barrica de carvalho francês durante dezessete meses. Rubi intenso,  profundo com  reflexo violáceo nas bordas. Aromas florais com destaque para violetas, licor de cacau que depois de algum tempo cedeu espaço para uma nota defumada sobre um fundo de baunilha. Boca no mesmo diapasão, taninos aveludados de fina textura contrabalançados por acidez pungente e álcool integrado sem incomodar. Frutado (ameixa e figo), seu estilo está mais para um Bordeaux da margem direita (Saint-Emilión) do que para a margem esquerda.  Maduro e com uma deliciosa nota de chocolate, é aristocrático, fino e elegante, termina intenso e deixa uma nota de especiarias na boca (canela).
Nota: 90,5/100 pts. +

World Wine Experience Novo Mundo – segunda parte

sexta-feira, abril 23rd, 2010
Vinhos Odfjell, linha Armador - vinhos frutados com pouca intervenção de madeira. O Sauvignon Blanc 2009 do Vale de Casablanca apresentou frescor surpreendente

Vinhos Odfjell, linha Armador - vinhos frutados com pouca intervenção de madeira. O Sauvignon Blanc 2009 do Vale de Casablanca apresentou frescor surpreendente

 

Agora a segunda parte da cobertura do evento promovido pela importadora World Wine.

 

Argentina

Finca Sophenia

Alto Sur Merlot 08 - Boa complexidade, redondo, taninos aparentes e final com uma ponta de rusticidade. Destacou-se pela tipicidade. 85/100

Sophenia Malbec Reserva 2009 - nariz com ameixas, boca plana e macia, sem defeitos. Vinho típico. 87/100

Sophenia Cabernet Sauvignon Reserva 2008 – frutas negras no olfato. Boca densa com alguma maciez. Tânico.  A madeira está bem presente no palato. Termina com alguma rusticidade, mas seu sabor é agradável. 86/100

Synthesis Malbec 2007 – nariz fino, boca rica, sedosa e elegante. Um vinho expressivo e de classe. 89/100 ++

Synthesis The Blend 2006 – A concentração de sabor é resultado da feliz união da fruta da Merlot com a força e a cor da Malbec e a estrutura, elegância e longevidade da Cabernet Sauvignon, resultando num vinho solidamente estruturado de longa guarda, que mantém a fruta por vários anos. Termina muito suave, é o tipo do vinho que coloca a Argentina no cenário mundial dos grandes produtores de tintos do planeta.  90/100 ++

 

 

Andeluna

Andeluna Chardonnay  2009 – fruta e flor no nariz. Boca gostosa com bom frescor e tipicidade confirmada pela boa fruta na boca. 86/100

 

Felix Lavaque

Quara Torrontés 2009 – palha claro quase translúcido. Média intensidade de aromas com toques de lichias a lembrar um bom Gewurz. Leve, macio, equilibrado e sem amargor.  87/100

Quara Torrontés Gran Reserva 2009 – um pouco mais escuro e menos aromático. Na boca é mais concentrado e nem se perceber o carvalho francês de primeiro uso por 4 meses. Denso e encorpado deve crescer à mesa. Um Torrontés de Salta interessante e diferente. 87/100

 

 

 

No centro o Diretor de Exportações da Bodega Uruguaia Castillo Viejo

No centro o Diretor de Exportações da Bodega Uruguaia Castillo Viejo

 

 

 

Uruguai

Bodegas Castillo Viejo

Espumante Hasparren Brut 2006 – palha claro, boa perlage, boca com frescor e fruta madura. Elegante e intenso se mostrou correto e prazeroso. 87/100

Catamayor  Sauvignon Blanc Reserva de la família 2008 -  delicioso e fresco sauvignon blanc Cisplatino. Só faltou um pouquinho mais de persistência. 87/100

Catamayor Tannat Reserva de la Família 2005 – um tannat de taninos vivos e macios, com framboesa e  madeira na medida certa. Termina levemente adstringente. 87,5/100

El Preciado Gran Reserva 2004  blend de Tannat com CS, CF e Merlot. Potente, intenso e de taninos redondos. Madeira e fruta em integração. Longo e intenso. Vai longe. 88/100+

Porfólio da Viña Bisquertt: os brancos do Vale de Colchagua apresentaram ótimo frescor

Porfólio da Viña Bisquertt: os brancos do Vale de Colchagua apresentaram ótimo frescor

 

 

 

Chile

Viña Bisquertt

Petirrojo Sauvignon Blanc 2009 – um bom Sauvignon do Vale de Colchágua com os tradicionais aromas florais e vegetais das regiões menos frias e algum frescor no palato. Médio corpo e refrescante. 86/100

La Joya Sauvignon Blanc Reserva 2008 – aqui subimos um degrau. Mais intenso e com mais volume na boca, é outro sauvignon de Colchágua de estilo fresco. 87/100

La Joya Gewurztraminer Reserva 2008 – um gewurz de boa tipicidade e relação qualidade preço. 87/100

La Joya Gewuztraminer Late Havest 2008 – untuoso sua doçura não se apresenta excessiva por conta de seu frescor que equilibra o conjunto, aromático e de boa tipicidade. 88/100

 

 

Domaine Clos Ouvert   – agricultura orgânica

Franco Chileno 2007 – blend de CF (85%) e o restante de CS. O estilo do vinho já está indicado no nome do vinho. Aromas típicos com pimentão e especiarias. Encorpado e redondo com boa concentração e final limpo. 88/100 +

Otoño 2007 – curioso blend que além das tradicionais CS, Carménère e Syrah leva 15% de Carignan e 15% da cepa país, a mais antiga do Chile. Pouco aromático, macio e redondo na boca sem muita persistência. 86/100

Primavera 2007 – aqui temos um blend predominado majoritariamente pela uva emblemática do Maule, a Carignan que entra com 65% e está acompanhada por CS, CF e Shiraz. Além da maciez e redondez de seus taninos, este ganha do anterior no sabor e na personalidade. Temos aqui o estilo francês da bodega evidenciado sem perder a personalidade chilena. Bom custo-benefício. 89/100 +

Sereña 2007 – 100% Syrah. Floral nos aromas e macio no palato com taninos redondos e sedosos. Boa tipicidade da Syrah no Maule. 87/100 +

 

EUA

Califórnia

Jordan Cabernet Sauvignon 2004

Um autêntico Cabernet Californiano com muita potência e amaciado por 18% de Merlot, toques de Petit Verdot  (4%) e Cabernet Franc (2%). Muito melhor nesta safra do que na anterior, com fruta encoberta pela madeira e final secante, todavia, é um vinho forte e rígido, que deve arredondar na garrafa com o tempo e que deve crescer à mesa. Custa caro: R$ 292. 89/100++ 

 

 

 

O nosso agradecimento para Dayane Ferreira, Mayra Alves de Oliveira, Juliana e Celso La Pastina.

World Wine Experience Novo Mundo

quinta-feira, abril 22nd, 2010
Mauro Torquato e Alessandro: profissionais do Ráscal que participaram do evento

Mauro Torquato e Alessandro: profissionais do Ráscal que participaram do evento

 

 

No último dia 19 de abril, a importadora World Wine que tem no seu portfólio importantes produtores do Novo Mundo, realizou nas dependências do Hotel Meliá Jardim Europa, a sua tradicional feira “World Wine Experience”, com a presença de produtores da América do Sul e dos EUA, Austrália e da África do Sul. De há muito já se tornou tradição a realização dessa feira pela World Wine.

Expositores visitados: Finca Sophenia, Andeluna Cellars, Viña Bisquertt, Odfjell, Arnauld Hereu, Viña San Pedro, Domaine Clos Ouvert, Bodegas Castillo Viejo e Jordan Winery

Comentários

A Feira primou pela organização, porém, no dia dedicado exclusivamente aos órgãos de imprensa, jornalistas e formadores de opinião o salão escolhido se mostrou pequeno para tanta gente. Havia água e uma mesa de frios na outra sala para que todos se servissem à vontade. Mais tarde foi servida uma massa quente.

 

Sobre os vinhos

 

Finca Sophenia – agora na World Wine. Vinhos de perfil moderno.  Os destaques são os dois vinhos topo de linha: Synthesis Malbec 2007 e Blend 2006. Ambos confirmaram as elevadas pontuações internacionais.

 

Andeluna – apenas um Chardonnay provado. Demonstrou tipicidade.

 

Felix Lavaque – aqui os Torrontés foram os destaques. Um “puro” e outro barricado. Ambos são bons, o primeiro se destaca por seu frescor e o segundo por seu peso e untuosidade. À conferir.

 

Joana Pereira, enóloga-chefe da Viña Bisquertt e o enófilo José Luiz G. Pagliari

Joana Pereira, enóloga-chefe da Viña Bisquertt e o enófilo José Luiz G. Pagliari

 

 

 

 

Viña Bisquertt – aqui os destaques foram os brancos do Vale de Colchágua. Por falta de tempo os tintos não foram provados porque o fim do evento já se aproximava. O Late Harvest também mostrou untuosidade.

 

Domaine Clos Ouvert – sem dúvida o grande destaque da feira. Vinícola estabelecida no Vale do Maule, o vale chileno do momento. Dois enólogos franceses são os responsáveis por videiras de até 100 anos de idade não afetadas pela filoxera vastatrix. Os vinhos são biodinâmicos, leves, frutados com a madeira equilibrada. São verdadeiros “vinhos de terroir”, de estilo nitidamente europeu sem perder a identidade chilena. Além disso, agradam por que não doem na parte mais sensível de nosso corpo: o bolso. Custam R$ 72 e por isso apresentam uma correta equação qualidade-preço. Por fim, valem à pena ser degustados fora do ambiente da feira e preferencialmente escoltados por pratos de alta gastronomia. À Conferir.

 

Pablo Acevedo Guérineau, Diretor de Exportações para América Latina da Viña San Pedro Tarapacá

Pablo Acevedo Guérineau, Diretor de Exportações para América Latina da Viña San Pedro Tarapacá

 

 

 

 

Viña San Pedro – Na ala dos brancos três Sauvignons, dois  “1865” de safras distintas mas da mesma região: Leyda.  O 2007 exibiu tipicidade de sobra e o 2009 tinha perfil aromático muito diferente do que a boca entregava.  Vide avaliação abaixo. Mas na linha básica, o Sauvignon Blanc de Elqui, por R$ 40,00,  para quem escreve essas linhas o vinho de melhor relação preço qualidade de toda feira, porque em números absolutos é o vinho mais barato com maior pontuação alcançada: 89/100 pts.  Outro que também se destacou foi o Cabernet Sauvignon 2007 dessa mesma linha. Redondo, macio, intenso e profundo, tem qualidade e tipicidade de sobra, além de ser fácil de beber é um bom representante do sucesso da Cabernet Sauvignon no Chile, porque mesmo nas linhas mais simples os vinhos são de qualidade bem acima da esperada.

 

 

Na linha 1865 o destaque ficou por conta do Malbec safra 2006, com aromas complexos de couro e torrefação e tipicidade na boca. Atingiu sem muito esforço 90/100 pts.  O SyrahMas os demais não ficaram muito atrás e os destaques serão os “Limited Edition”. O Syrah de Elqui simplesmentente exuberante na fruta e apesar de caro (R$ 110) vale à pena ser provado. Um grau abaixo ficou para o CS/Syrah.

O top Cabo de Hornos  continua na galeria dos grandes Cabernets do Maipo. Vinho longevo que precisa de tempo para mostrar suas qualidades.

 

Este gentleman é o Dean Hrabar, Diretor de Exportações da Odfjell: sua linha de vinhos foi uma das mais elogiadas do evento

Este gentleman é o Dean Hrabar, Diretor de Exportações da Odfjell: linha de vinhos foi uma das mais elogiadas do evento

 

 

 

Odfjell – o forte dessa vinícola estabelecida no Vale do Maipo são os vinhos de Carignan, Cabernet Franc, Syrah e Malbec. A vinícola possui apenas um branco que foi provado, um Sauvignon Blanc do Vale de Casablanca 2009. Nos tintos, o Orzada Syrah 2006, seguido muito de perto pelo  Cabernet Franc, Carignan e Malbec, nesta ordem.  Os vinhos da linha Armador são bem frutados e o destaque ficou por conta do Carménère.  O Hereu, blend de Carignan, Malbec e Syrah também se destacou. Os tops Aliara e Odfjell também não decepcionaram. O primeiro é um vinho cuja composição muda a cada safra porque utiliza sempre as uvas que melhor resultado apresentou e o segundo é um Carignan Super Premium do Vale do Maule.

No centro, o enólogo da Viña Castillo Viejo, do Uruguai: Gastón Pescetto e sua mulher

No centro, o Diretor de Exportações da Viña Castillo Viejo do Uruguai: Gastón Pescetto e sua mulher

 

 

 

Castillo Viejo – Bodega uruguaia cujos destaques são o seu espumante Hasparren e o blend topo de gama El Preciado.

Jordan Winery – o blend californiano de estilo bordalês só não entusiasmou mais por conta do preço. Vinho potente, forte e bastante concentrado cujos elementos estão integração.

1865 Limited Edition: Syrah do Vale de Elqui, originário de vinhedos plantado no Norte do Chile, quase no Deserto de Atacama e próximo do mar, com suas brisas frias e solo rico em minerais, fazem deste terroir uma zona única.

1865 Limited Edition: Syrah do Vale de Elqui, originário de vinhedos plantado no Norte do Chile, quase no Deserto de Atacama e próximo do mar, com suas brisas frias e solo rico em minerais, fazem deste terroir uma zona única. Resultado: um vinho delicioso e um dos destaques do evento

 

 

 

Vinã San Pedro

Castilo de Molina Sauvignon Blanc 2009 – do longínquo Vale de Elqui, a mais de 400 km ao norte de Santiago, vem este aromático, mineral e frutado Sauvignon Blanc. Um vinho para ser bebido sozinho ou como acompanhamento de comida. Para comprar de caixa 89/100.

1865 Sauvignon Blanc 2007 – típico Sauvignon costeiro (Leyda) com maracujá, aspargos e forte mineralidade na boca – 88/100

1865 Sauvignon Blanc 2009 – a garrafa provada tinha um forte aroma de suor de cavalo sobre um fundo herbáceo. Na boca não confirmou o nariz porque era macio, vegetal e de bom frescor – 86/100. Necessário prová-lo novamente para desfazer a dúvida sobre seus aromas. 

Castillo de Molina Cabernet Sauvignon 2007 – bons aromas, redondo, macio e típico por preço muito bom. 88/100 +

1865 Syrah 2006 – boa tipicidade, taninos redondos e sedosos. Largo e amplo no meio de boca. Um vinho consistente que evolui a cada nova safra. 88/100 ++

1865 Carménère 2006 – sem as exageradas notas herbáceas de alguns vinhos dessa casta, este 1865 apresentou taninos doces, bom corpo e final limpo. 87/100

1865 Malbec 2006 – nariz espetacular com toques animais e couro. Encorpado, denso e voluptuoso termina longo e intenso deixando uma nota adocicada. Um dos melhores Malbecs chilenos da atualidade. Ótima relação preço-qualidade, um dos melhores do evento. 90/100

1865 Limited Edition Syrah 2007 – lançamento da vinícola é um delicioso e fresco Syrah do Vale de Elqui, ao norte de Santiago. Taninos aveludados, forte acento mineral com notas de groselha no palato, sua acidez é gastronômica. Termina longo e frutado. 90/100 +

1865 Limited Edition Syrah/Cabernet 2007 – aqui a CS entra com 45% do corte. Elegante, menos intenso do que o anterior. 87/100 pts.

Cabo de Hornos 2005 – Um dos ícones chilenos de taninos finos e de boa persistência. 88/100

Cabo de Hornos 2006 – este exemplar demonstrou mais frescor do que o 2005. Concentrado, fino e elegante, vai afinar na garrafa. 89/100

 

 

 

 

Odfjell Carignan, Aliara e linha Orzada: vinhos de qualidade comprovada

Odfjell Carignan, Aliara e linha Orzada: vinhos de qualidade comprovada

 

 

Arnaud Hereu e Odfjell

Hereu 2007 – blend de Carignan, Malbec e Syrah, vinho que mostrou correto equilíbrio gustativo com bom balanço entre fruta e madeira. 87/100.

Armador Sauvignon Blanc 2009 – único branco da vinícola elaborado com uvas do Vale de Casablanca apresentou aromas da casta com grama cortada e maracujá. Na boca sua estrutura é leve e tem bom frescor com alguma persistência. 87/100

Armador Cabernet Sauvignon 2007 – Do Vale do Maipo,  é um vinho limpo, sem madeira em excesso e com boa fruta e um pouco curto. 86/100

Armador Carménère 2007 – estilo igual do anterior, com concentração e intensidade. 87,5/100

Armador Syrah 2007 – macio, frutado, redondo e de boa tipicidade. 88/100

Orzada Cabernet Franc – aqui subimos um degrau e nos deparamos com um dos melhores vinhos de toda feira por preço acessível. Do Vale do Maule, é denso e frutado, já sinais de ter atingido o auge.  A Cabernet Franc costuma recompensar aqueles que tem paciência. 89/100

Orzada Cabernet Sauvignon 2007 – este CS de Colchágua não tem a riqueza de aromas e potência de seu irmão, mas não decepcionou porque é correto, com fruta e corpo médio. 86/100

Orzada Malbec Orgânico 2007 – outro Malbec de Lontué é fino, elegante e de taninos de boa textura e com fruta aparente. O 2006 foi o melhor chileno na categoria.  87/100 +

Orzada Syrah 2006 – para quem escreve esse vinho roubou a cena. Púrpura na cor, rico nos aromas longo e saboroso no palato, é um dos melhores Syrah chilenos do Maule, eis que além de sua tipicidade, tem na relação qualidade-preço um de seus maiores trunfos. 89,5 ++

Orzada Carignan – cepa típica do Vale do Maule onde estão plantados os parreirais mais antigos do Chile. Aromas florais e vegetais. Na boca os taninos são potentes, duros, a acidez é formidável e a madeira está na medida sem encobrir a fruta e o álcool na casa dos 14% concorre para o equilíbrio do conjunto. Um dos vinhos mais elogiados do evento. 89/100+

Aliara 2006 – já foi o vinho top e se caracteriza por reproduzir, em cada edição, um blend com as melhores cepas da safra. Em 2006 a cepa que brilhou foi a Syrah (vide Orzada Syrah) com 48%, seguida da Malbec (em 2006 o Malbec orgânico foi apontado como o melhor de sua categoria) com 35%, a simbólica Carignan com 13% e a onipresente Cabernet Sauvignon com apenas 4%. Ainda fechado nos aromas mostrou elegância e complexidade gustativa. Intenso e de taninos redondos vai ter bom afinamento na garrafa nos próximos anos. 88/100 ++

Odfjell 2005 – o vinho topo de gama leva o nome do fundador da vinícola. A madeira já aparece no aroma com baunilha e tostado. Na boca é denso e sedoso e prenuncia longa vida na garrafa pela frente. É o primeiro Caringnan “Super Premium” do Chile. 89/100