Archive for month fevereiro, 2010

Cabo de Hornos Cabernet Sauvignon 2005: um dos grandes tintos chilenos

domingo, fevereiro 28th, 2010

 

Vinho ícone da Viña San Pedro

Vinho ícone da Viña San Pedro

 

 

A Viña San Pedro começou a desenvolver o vinho Cabo de Hornos no início dos anos noventa, a partir de  vinhas velhas de Cabernet Sauvignon do Vale Curicó. O Cabo de Hornos  sempre demonstrou caráter próprio e estilo individual. Tanto que desde a primeira colheita em 1994 até 2002, foi obtido exclusivamente de Cabernet Sauvignon.

 

Hoje, em razão do crescimento do Cabo Hornos e em parte devido à procura constante do aprimoramento da qualidade por parte do enólogo-chefe da Viña San Pedro, Marco Puyó,  houve a inclusão de pequenas parcelas de Syrah e Malbec (safra 2006, respectivamente 15% e 5%), oriundas dos vales do Alto Cachapoal, do Maipo e do Maule. As parcelas mais antigas de Cabernet Sauvignon continuam a ser o seu fundamento básico porque lhe possibilita grande concentração de fruta, equilíbrio e harmonia.

 


Safra 2005

A colheita desta temporada aconteceu durante a primeira semana de maio, sob condições climáticas que permitiram a colheita da uva na maturação ideal, na ausência de chuva ou outras dificuldades. A safra pode ser considerada muito boa para a sua elaboração.

 

 

 

Amadurecimento

 

 

O vinho é armazenado em barris de carvalho francês por 18 meses. Após esse período de guarda, é engarrafado sem filtragem para preservar toda sua concentração e continua amadurecendo por mais um ano na garrafa antes de ser liberado para o mercado.



Degustação –  Cabo de Hornos 2005 – 14,7% álcool – 90% Cabernet Sauvignon (Molina), 7% Cabernet Sauvignon (Cachapoal) e 3% Syrah (Alto Cachapoal) – World Wine – R$ 220,00 – tel 011 3383 7477
Cor: rubi violáceo quase negro.

Aromas: no início uma forte nota de baunilha domina o conjunto. Depois, surgem os típicos da Cabernet Sauvignon com fruta madura, cassis, madeira tostada e tabaco. 

Boca: suplanta o nariz por conta de sua complexidade gustativa. Encorpado, a primeira impressão é a de aquecer o palato por conta de seu álcool elevado.  A madeira vem em primeiro lugar e encobre a fruta, que se apresenta na forma de amoras e ameixas em calda. Longo, intenso, é também forte, aveludado e reivindica alguns anos na garrafa (é reconhecidamente  longevo) para que a madeira seja totalmente  absorvida pela fruta. Não podemos olvidar que seu estilo conta com um leque amplo de seguidores e no palato, chega a ser guloso porque convida para o próximo gole, apetece beber.

Avaliação: 88/100 pts. +

A consistência dos vinhos da La Cave Jado

sábado, fevereiro 27th, 2010
Vinhos da La Cave Jado: consistentes e de preços acessíveis

Vinhos da La Cave Jado: consistentes e de preços acessíveis

  

Mais uma vez tivemos a oportunidade de avaliar os vinhos da La Cave Jado,  em companhia de Dorothée Souchaud, Ivan, Beto Duarte (papodevinho.blogspot.com), Marcelo di Moraes (www.marcelodimoraes.com/blog/index.php), Silvia Cintra Franco (www.vinhoegastronomia.com.br) e Alexandre Frias (www.diariodebaco.com.br)

 

No local de costume, o sempre elogiável Empório Vila Buarque (Rua Major Sertório 561, Vila Buarque, tel. 011 3214 – 2241), desta vez o serviço do vinho fez a diferença e alguns exemplares degustados em 02.02.2010 se saíram melhor, a demonstrar a importância da utilização de taças adequadas e temperatura idem. Quanto aos vinhos em si, o fato de prová-los corrobora a assertiva da consistência dos produtores integrantes do pequeno portfolio da La Cave Jado (http://vinho-frances-saopaulo.com.br/vinhos), até porque não houve grandes oscilações para cima ou para baixo (exceto o branco Cuvée Farandole, que gelado se mostrou mais agradável).

 

Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

 

 

Cuvée Farandole 2006

Chateau Joliet – AOC VDP Comté Tolosan – François D’Aubert – álcool: 12% – região: Sudoeste – uva: Muscadelle – preço: R$ 44,00 – A Muscadalle não é, como se pode supor,   uva da família da Muscat. Seu aroma costuma ser de frutas de sumo, cítrico. Produz vinhos leves e aromáticos. Muito utilizada em Bordeaux para vinhos brancos secos e doces. É versátil e pode ser vinificada de várias formas. Nunca ultrapassa 10% na tradicional mistura de Sémillon e Sauvignon Blanc. Já em Monbazillac sua participação é mais expressiva. Análise organoléptica: palha brilhante. Boa paleta aromática com sugestões florais e um leve toque amanteigado. Notas de pêssego e no segundo plano mel. Ao longo da degustação apresentou boa sustentação. Na boca a sua entrada revelou maciez, corpo ligeiro e discreto amargor vegetal dentro do aceitável. Alguma concentração de fruta em calda, discreta sugestão cítrica. Festivo e didático, surge como opção para quem deseja conhecer a casta. Deve crescer à mesa e serve com exemplo da Muscadelle, uva que entra em proporções reduzidas no corte do Bordeaux branco para aportar-lhe aromas florais.

Avaliação: 85/100 pts.

 

 

Cuvée Ballade – Château Joliet Rosé – safra: 2008 – álcool: 12,5% – região: Sudoeste – uva: Négrette (70%) e Cabernet Franc (30%) – preço: R$ 46,00

Pêssego brilhante. Nariz sem potência com discreta nota floral acompanhada por uma leve sugestão de morango e tutti-frutti. A boca repete o nariz, curta, de acidez delicada e pouco concentrada. O destaque fica por conta daquilo que se espera de um rosé: um vinho alegre, fácil de beber e sobretudo de bom frescor. Essas características o Cuvée Ballade possui. Curiosamente transcrevo informação lançada no portal do importador (www.cavejado.com.br) sobre a casta majoritária, a “Negrette: “Principal variedade da apelação Fronton, a Négrette faz toda sua originalidade. Variedade delicada, ela precisa de um trabalho rigoroso tanto nas vinhas como nas adegas; mas a recompensa está na medida dos esforços: ela dá vinhos flexíveis, com um frutado muito agradável, para tomar jovem ou para deixar envelhecer alguns anos. O Château Joliet, através desse vinho, tenta valorizar a especifidade (sic) dessa variedade pouco conhecida”.  Um vinho interessante, de ótima relação preço-qualidade e que merece ser provado.

Avaliação: 83/100 pts.

 

 

 

C de By 2008

AOC Cote de Brouilly – Pierre André Dumas – álcool: 12,8% – região: Beaujolais/Cotes de Brouilly – uva: Gamay – preço: R$ 66,00 – Atraente cor pêssego/salmão brilhante. Muito agradável no olfato com notas de frutas vermelhas frescas e leve adocicado. Ao contrário do sinalizado no olfato, na boca é escorregadio com morangos e cerejas e uma nota de mineralidade num corpo ligeiro e de boa acidez, sem doçura ou açúcar residual. Passa rápido na boca, mas por conta de seu frescor é uma boa pedida para pratos leves nos dias quentes do verão.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

Cuvée Tuffeaux – AOC Bourgueil 2006 – álcool: 12,9% – região: Loire – uva: Cabernet Franc – preço: R$ 56 – Rubi violáceo brilhante. Nariz com alguma potência a enfatizar frutas vermelhas e notas balsâmicas. Na boca é um vinho macio, redondo, seus são taninos gentis, sugestões lácteas, leve chocolate, fruta madura formar um perfil medianamente complexo que se completa por sua boa acidez. Fácil de beber e de gostar, termina frutado e sem arestas. Um bom exemplar da casta que possui atraente relação preço-qualidade.

Avaliação: 87,5/100 pts.

 

 

 

Chateau de Fontlade 2004 – AOC Coteaux Varois em Provence – álcool: 13,56% – uvas:

Syrah (60%) e Grenache (40%) – preço: R$ 56,00 – Mais concentrado na cor do que o exemplar anterior, no nariz apresenta notas picantes trazidas pela Syrah, com especiarias (pimenta-do-reino), frutas negras (ameixas e amoras) e uma leve nota mineral. Na boca, além de repetir esses aromas, é intenso, seus taninos são potentes sem agressividade, sua acidez provoca salivação e sua concentração de sabor o coloca num patamar de qualidade acima de seus similares. Termina redondo e no retrogosto deixa uma nota mentolada. O melhor da noite.

Avaliação: 88/100 pts.

 

 

 

Domaine de la Graveirette – Cuvée Must – Vin de Pays – safra: 2006 – álcool: 13,9% – região: AOC Vin du pays de la Principauté d’Orange  - uvas: Grenache (75%) e Syrah (25%) – preço: R$ 59,00 – Rubi violáceo intenso profundo quase retinto. Nariz com sugestões de geléia de frutas vermelhas e frutas confitadas. Na boca a sua entrada é quente e revela o seu elevado teor alcoólico, taninos potentes e adocicados num perfil mais do Novo do que do Velho Mundo. Corpo pleno, ótima acidez, boa fruta com notas de groselha, amoras, ameixas, especiarias (Syrah), boa persistência gustativa e final com discreta nota tostada e repetição das notas adocicadas. Potente, é um vinho agradável, de boa tipicidade, de perfil moderno com boa fruta e relação preço-qualidade. Todavia, comparado com seu irmão maior, o Côtes du Rhône Millésime 2006, fica devendo elegância.  Mesmo assim seu estilo conta com amplo número de admiradores. Aconselha-se decantar. Apresenta capacidade de evolução na garrafa. Segundo informação do importador recebeu 89/100 pts. de Robert Parker.

Avaliação: 86/100 pts.

 

Giuseppe Cortese Rabajà Barbaresco Riserva 2001: um vinho de muitos adjetivos

sexta-feira, fevereiro 26th, 2010

barbaresco

 

 

Vicent Gasnier assinala que: “Feito também com a Nebbiolo, o Barbaresco, proveniente da área central de Langhe, é conhecido como irmão do Barolo. Embora os vinhos dos melhores produtores sejam tão concentrados, estruturados e impressionantes quanto o Barolo, há diferenças sutis. Os taninos são mais macios, a fruta é mais vermelha que preta, e o vinho se desenvolve mais rapidamente que o Barolo. É limpo, profundo, sutil e fino. Esses fatores são determinados tanto pelo vinicultor como pelo terroir. A DOCG Barbaresco inclui três comunas: Neive, Treiso e Barbaresco. A produção de três milhões de garrafas por ano, em media, equivale  a produção italiana de vinhos Barolo”.

 

Pois é. Num dos encontros de blogueiros, mais uma vez o irriquieto Beto, do papodevinhoblogspot.com, levou esse magnífico caldo italiano.  Para quem escreve, fica difícil de julgar, porque se trata de uma das preferências pessoais (Barbaresco). A seguir, algumas informações importantes.

 

 

Rabajà é um dos nove “Crus de Barbaresco”, a saber: Asilii, Moccagatta, Montefico, Montestefano, Ovello, Pajé, Pora, Rabajá e Rio Sordo. Rabajà é apontado como o mais importante “Cru” porque seus vinhos nas safras excepcionais conseguem superar, em qualidade, os Barolos. Seu terroir é privilegiado. Não é à toa que produtores da envergadura de Bruno Giacosa, Bruno Rocca e Giuseppe Cortese fizeram fama. O Barbaresco Rabajà Riserva, lançado pela primeira vez em 1996  teve em 2001 uma de suas melhores safras e foi amadurecido em carvalho francês e esloveno e na garrafa por mais três anos. Tornou-se um vinho inesquecível, amealhando “tre bicchieri” do Gambero Rosso 2005 e altas pontuações de Robert Parker e da Wine Spectator, por conta do estilo poderoso e equilibrado que manifesta. Um vinho dessa magnitude é capaz de resistir por muito tempo e por isso, só pode ser produzido em safras excepcionais como 2001.  Por fim, o afinamento do Barbaresco Rabajà Riserva 2001 recebeu abordagem tradicional ao passar 18 meses em barricas de carvalho de grande capacidade.

 

 

Degustação –  GC Rabajà Barbaresco Riserva 2001 – 14% álcool – Interfood – tel (11) 26027255. Site Oficial: http://www.interfood.com.br

Cor: rubi brilhante com reflexo granada.

Aromas: típicos com  percepção de framboesa, flores e especiarias sobre um fundo terroso.

Boca: suplanta o nariz por conta de sua complexidade gustativa e finesse. Seu sabor abre aveludado, crescendo continuamente para compota doce, bem suportado por taninos sólidos, poderosos e doces com espaço para fruta doce indicada no olfato.  Acidez plena e álcool na medida certa. Intenso e profundo, seu final é persistente e oferece um retorno agradavelmente  frutado com notas de hortelã.  Um clássico de Barbaresco com uma longa estrada pela frente.

Avaliação: 92/100 pts. ++

 

I Giusti & Zanza na SBAV-SP: sucesso absoluto

quinta-feira, fevereiro 25th, 2010
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Nemorino bianco, rosso, Belcore, Perbruno e Dulcamara: qualidade homogênea
Nemorino bianco, rosso, Belcore, Perbruno e Dulcamara: qualidade homogênea

 

 

Na última terça, 23 de fevereiro, às 20:00 horas,  Marcelo de Moraes – atual sommelier da Cantu reconhecido por seu excelente trabalho realizado na Churrascaria Porcão (RJ) – esteve em São Paulo e conduziu uma degustação dos vinhos I Giusti & Zanza, na SBAV-SP  (Tel. 11 3814-7905).

Marcelo, didático e objetivo, apresentou aos sbavianos os Supertoscanos com nomes inspirados nos personagens da ópera “O Elixir do Amor” e rótulos desenhados pelos artistas Ettore Sottsass e Mattia Di Rosa.

Os vinhos confirmaram toda sua excelência e são prova de que a bota não está dormindo. Ao contrário, o processo de aggiornamento de parte expressiva de seus produtores continua e isso pôde ser comprovado pela elegância dos vinhos I Giusti & Zanza, focados na elegância e no estilo moderno que se constitui na tônica da região. Gulosos, suculentos e gastronômicos, retratam com fidelidade o terroir local, que alia técnicas modernas de produção, utilização de castas francesas misturadas com a onipresente Sangiovese (para não perder o acento italiano), barricas francesas, colheita manual, poda controlada, manejo dos vinhedos sem utilização de produtos químicos, etc. O resultado pode ser visto abaixo. Um dos vinhos mais elogiados foi o Perbruno Syrah, potente, guloso, madeirado, muito semelhante a um bom Shiraz Australiano, com a vantagem da acidez gastronômica que caracteriza a maioria dos bons caldos da bota. O topo de gama Dulcamara, feito exclusivamente de Cabernet Sauvignon e Merlot também não decepcionou porque seguramente é um dos grandes tintos italianos. É um exemplo do que se faz com castas francesas na região.

A participação especial de nobres fatias da deliciosa ‘A Tal da Pizza’ (Rua Meandro 430 -  Granja Viana – tel 011 4702 2783   Rua Mario Ferraz 351 Itaim-Bibi tel 011 3079 3609) também foi fundamental para o êxito da degustação, porque confirmou toda fama ao servir à vontade aquela que qualificamos como uma das melhores pizzas da cidade de São Paulo. Aqui rendemos o nosso sincero reconhecimento para Miriam, Cibele e respectiva equipe, porque a agilidade aliada à qualidade verificada nas duas filiais (Mário Ferraz e Granja Vianna) se repetiu na SBAV-SP. Fazemos votos para que essa noitada se repita, eis que o evento despertou interesse de muitos associados e até de não associados.

Pizzas da “A Tal da Pizza”

 

Rosmarino – alecrim, sal grosso, azeite  (entrada)

Poireaux - cream cheese, alho poró, manteiga e vinho branco (campeã)

A Tal da Pizza – Linguiça, molho, muzzarela e parmesão  (deslumbrante)

Muzzarela  – muzzarela e molho de tomate (para todos os gostos)

Princesa Anne – molho, muzzarela, presunto e azeitonas. (uma das preferidas)

 

  

Cibele e Miriam

Cibele e Miriam

 

 

 

A I Giusti & Zanza está localizada no noroeste da Toscana, beneficiando-se da influência positiva das condições climáticas da costa. Em seus 17 hectares de vinhedos são cultivadas uvas tintas, principalmente Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e uma pequena parte de brancos Trebbiano e Semillon.

Vinhos degustados:

Nemorino Bianco – Trebbiano (50%) e Semillón (50%)IGT Toscana 2007 – R$ 78

Nemorino –  Syrah (60%), Sangiovese (30%) e Merlot (10%)  IGT Toscana 2006 – R$ 78

Belcore – Sangiovese (80%) e Merlot (20%)IGT Toscana 2005R$ 115

Perbruno – Syrah IGT Toscana 2005 R$ 174

Ducalmara – Cabernet Sauvignon (70%) e Merlot (30%) IGT Toscana 2004 – R$ 276

 

Esses vinhos são trazidos ao Brasil com exclusividade pela Cantu Importadora – SAC 0300.210.1010 ou 011 7864 2141 – Mauro César Souza – e-mail: maurovinho@hotmail.com   .

A seguir, a descrição e avaliação dos vinhos:

Nemorino IGT Bianco 2006 – Trebbiano (50%) e Semillón (50%) – 14% álcool – R$ 78

Amarelo brilhante. No nariz o destaque fica por conta de seu acento cítrico, a lembrar limão siciliano associado a mineralidade; algum aroma de levedura. Na boca se mostrou elegante e bastante vivo. Madeira e fruta integradas. Intenso, seu  fundo de copo mostrou complexidade. Amadurece oito meses em barricas de carvalho.

Avaliação: 87/100 pts.

 

 

Nemorino IGT 2006 – Syrah (60%), Sangiovese (30%) e Merlot (10%) – 14% álcool – R$ 78

Rubi bem intenso. Nariz vegetal com flores. Boa acidez, leve sobra de  álcool. Um pouco adstringente, taninos precisam de mais algum tempo na garrafa para arredondarem. Fruta e madeira em integração. Termina secante. Amadurece oito meses em barricas de carvalho.

Avaliação: 86/100 pts.+

 

 

Belcore IGT Toscana 2005 – Sangiovese (80%) e Merlot (20%) – 14% álcool – R$ 115

Rubi bem intenso, com pequena evolução. Nariz complexo, com toques medicinais, ervas sobre um fundo levemente herbáceo. Boca viva, aveludada e salivante. Taninos presentes de boa qualidade.  Ainda na boca mostra tipicidade, um autêntico “supertoscano”, que tem nervo (Sangiovese) e maciez (Merlot).  Mais algum tempo na garrafa aprimorará suas qualidades, que não são poucas. Amadurece oito meses em barricas francesas.

Avaliação: 88/100 pts. + 

 

 

Perbruno IGT Toscana 2005 – Syrah  14% álcoolR$ 276 

Rubi violáceo muito intenso. Nariz marcado pela madeira, ainda que com elegância. Guloso, redondo e harmônico no paladar. Estilo “Novo Mundo”, um verdadeiro “blockbuster” com camadas de sabores que se mesclam com a madeira por integrar. Seguramente um dos melhores Syrah da Bota. Longa vida pela frente. Amadurece doze meses em barricas francesas.

Avaliação: 90/100 pts. ++

 

 

 

Dulcamara IGT Toscana 2004 – C. Sauvignon (70%) e Merlot (30%) – 14% álcool – R$ 230

Rubi violáceo bastante intenso. Nariz floral complexo, com tabaco velho, muito fino. Boca alcoólica, estruturada. Um vinho para a mesa. Elegante, aveludado, intenso e profundo. Amadurece dezoito meses em barricas francesas.

Avaliação: 90,5/100 pts. ++

Espumante Herdade do Perdigão Brut

quarta-feira, fevereiro 24th, 2010

Herdade Perdigão Brut

 

 

A região do Alentejo é a líder de vendas de vinhos em Portugal. Nesse contexto, a Herdade do Perdigão foi criada pelo saudoso José Saramago Santos na década de 1980 que corajosamente plantou quatorze hectares de vinhedos numa região até então desacreditada.  

 

Situada na Serra de São Mamede, Monforte, Alto Alentejo (norte), a Herdade do Perdigão tem microclima específico que combina perfeitamente com o terroir local ensejando a produção de vinhos distintos e de personalidade única. Há mais de 2000 anos, as terras de Monforte são apropriadas para as videiras eis que desde o tempo dos romanos (que lá aplicaram suas técnicas de vinificação) são utilizadas para esse fim para elaboração de vinhos destinados aos nobres. Essas terras foram abandonadas no século XIX, por força da Philoxera Vastatrix, com exceção da Herdade do Perdigão, que sempre acreditou no potencial da região. Hoje são mais de sessenta hectares, dominados por castas típicas portuguesas, das quais resultam vinhos muito bem avaliados pela crítica lusitana.

 

Desde 2003, a propriedade está nas mãos de Carlos Gonçalves, que gosta de elaborar vinhos modernos sem perder a alma portuguesa. A linha de vinhos (brancos e tintos) está assim constituída: Villa Romanu, Vinha do Almo, Terras de Monforte e Herdade do Perdigão. Atualmente o enólogo da vinícola é o festejado Paulo Laureano, que dispensa apresentação por ser considerado um dos maiores enólogos de Portugal na atualidade.

 

O vinho escolhido para este post: Espumante Herdade do Perdigão Método Clássico

Elaborado exclusivamente com uma das principais castas brancas portuguesas, a Arinto, cuja principal característica é a de produzir vinhos refrescantes (aporta acidez), de aromas cítricos, de maçã e minerais. Muito utilizada para elaboração de vinhos secos e frisantes também se mostra apropriada na produção de espumantes. Seu cultivo se dá principalmente no centro e no norte de Portugal. Após a seleção de uvas, a fermentação ocorre em cubas de aço inoxidável com temperatura controlada (12° 14° C). A segunda fermentação ocorre na garrafa, por no mínimo nove meses, até a realização do degórgement.

 

Degustação – Importador: Ana Import -  Preço: R$ 99,00 – tel 011 3951 4333 -  O Herdade do Perdigão Brut apresentou cor palha claro com reflexos esverdeados. Perlage discreta. Borbulhas pequenas em pequena quantidade. Unidimensional nos aromas com sugestões de fermento e frutas secas. Melhor na boca: seco, austero, redondo com um toque de fruta madura, fino, mineral e com discreto amargor ao final. Apresenta um gostoso frescor mineral, acidez balanceada, fruta madura perfazendo um conjunto de sabor medianamente concentrado, intenso e com alguma profundidade gustativa. Um de seus destaques é o seu perfil que procura privilegiar a elegância com sucesso, porque nota-se o toque do enólogo Paulo Laureano, conhecido por elaborar vinhos finos e por extrair o máximo de sabores frutados dos caldos que produz. Faltou-lhe um pouco mais de “pegada”. Termina persistente, longo, sem arestas e se destacou na tipicidade.

Avaliação: 87/100 pts.  

Bordeaux – margem esquerda na SABORESDEBACCO no Dinho’s

terça-feira, fevereiro 23rd, 2010

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Reunidos no restaurante paulistano Dinho’s, na noite de 18 de fevereiro de 2010, os Confrades Waldir, Paulo, Miguel, Júlio, Sérgio, Gilberto, Salvador, quem escreve essas linhas e o convidado Horst Kissmann tiveram a oportunidade de aferir a qualidade atual dos Vinhos bordaleses da margem esquerda. Ausentes: Marcos e Glauber.

 

Abaixo o menu escolhido por este Confrade e que foi servido após a degustação:

 

 

Sugestão de Cardápio Mesa Dinho´s

Uma viagem ao que há de mais gostoso na culinária contemporânea

 

®        APERITIVOS

Coquetel Dinho’s

Batidinhas variadas

Suco de tomate

 

®        SALGADINHOS

Pão folha com presunto e rúcula

Pastelzinho de palmito

Delícias do chef

 

®        BEBIDAS

Água Mineral |gasosa e sem gás|

Refrigerante |tradicional e light|

Sucos

Cerveja original ou bohemia

Chopp brahma

 

®        COUVERT

Pãozinho de queijo

Pão de polvilho

Mini-pão Francês

Torradinha

Pout pourri de patezinhos: ricota, tomate seco, azeitonas pretas, beringela, roquefort

Queijo de cabra

Salmão pochet

Manteiga com limão

Molho campanha

Farofa campanha

 

®        BUFFET DE SALADAS

Mix de folhas frescas

Berinjela italiana

Melanger de frutos do mar

Carpaccio de carne

Queijos variados

Salada Waldoff

Presunto Parma

Palmito

Tomate caqui

Fundo de alcachofra

Mussarelinha de búfala

Aspargos

 

 

®        SERVIÇO A FRANCESA

Carnes, peixes e guarnições variadas serão servidas à francesa

 

 

 

®        BUFFET DE SOBREMESAS

Frutas frescas da estação

Pudim de leite

Doces caseiros da fazenda com queijo branco

Creme brulle

Salada de frutas

Tarteletes sortidos

Mousses de chocolate e maracujá

 

®        CAFÉ

Café expresso com Petit Fours sortidos

 

 

A degustação transcorreu normalmente e o serviço do vinho foi profissional porque a equipe do Dinho’s  se desincumbiu muito bem. Agradecimentos especiais para Giovanne, Nascimento, Loiola, Glê Lopes e Jocélio.  Os vinhos forma servidos na ordem pré-estabelecida (às cegas) com a presteza esperada. A comida, ótima e o menu  aprovado pelos presentes com muitos elogios.

 

O tema escolhido “Bordeaux – Margem Esquerda” foi oportuno e isso pôde ser notado pela acirrada peleja dos vinhos escolhidos criteriosamente pelos Confrades da Saboresdebacco, tanto é que houve um rigoroso equilíbrio nas notas atribuídas, havendo pequenas diferenças de pontuação.

 

Na margem esquerda pontifica a Cabernet Sauvignon porque o solo é composto basicamente por cascalho. Margaux, Pauillac, Saint-Estéphe e Saint-Julién, no Médoc e mais ao sul em Graves são regiões cujo terroir possibilita a expressão máxima desta cepa. Os vinhos são sólidos, complexos, firmes e têm excelente potencial de envelhecimento, principalmente nos melhores château.

 

 Abaixo segue a relação dos vinhos degustados às cegas na ordem de preferências do grupo:

 

10.- Baron de Milon Pauillac 1992 – Club du Taste du Vin

9.-  Château Lascombes Margaux 1999 – sem importador

8.-  Château de Malleret Haut-Medóc 2003 – Zahil

7.-  Château Tour de Pez Saint-Estéphe 1993 – Club du Taste du Vin

6.-  Château Pichon-Longueville Pauillac 2002 – diversos importadores

5.-  Château La Tour de By  Cru Bourgeois Médoc 2003 – Zahil

4.-  Château La Grange Saint Julién 2004 – World Wine

3.-  Château Beau-Site Saint Estephe 2001 – Ana Import

2.-  Château Carbonnieux Pessac-Leognan 1999 – Mistral e Grand Cru

1.-  Château Léoville Poyferré Saint Julién 2004 – Grand Cru

 

Antes dos trabalhos foram servidos os espumantes Cave Geisse 2005 (Sérgio) e Nieto Senetiner Extra Brut (Jeriel).

 

 

 

  

Do 6° ao 10 colocados: Pichon-Longueville, Tour de Pez, Malleret, Lascombes e Baron de Milon

Do 6° ao 10 colocados: Pichon-Longueville, Tour de Pez, Malleret, Lascombes e Baron de Milon

 

 

 

10. Baron de Milon Pauillac 1992 – Barão de Milon vem de uma seleção de uvas que são a base do “Grand Vin”, Château Duhart-Milon Domaines Barons de Rothschild – Lafite. Barão de Milon tem diversas características semelhantes ao vinho retro, mas a sua estrutura é mais leve e seu tempo de envelhecimento em barricas é mais curto, o que significa que tem o menor potencial de envelhecimento (de modo geral, as uvas são da parte mais nova dos vinhedos). Portanto, deve ser consumido mais jovem do que o Château Duhart-Milon, que em contrapartida é mais robusto. Castas: Cabernet Sauvignon 55/60% Merlot e 40/45%. Duração do afinamento em barris de carvalho: 10 meses em barricas de dois anos de idade. A produção média anual: 3.000 a 5.000 caixas. Descrição organoléptica: rubi com reflexo granada brilhante, aromas complexos de frutas negras, chá e especiarias. Boca macia, taninos redondos e algum resquício de fruta. Termina simples e sem defeitos. Seu auge já passou.

Importadora Club du Taste-Vin  – preço: n/c    -  Paulo

 

 

 

9.- Château Lascombes – Margaux – 1999 – 12,5% álcool -  Granada brilhante, aromas complexos com predomínio das notas balsâmicas e  leve terroso (húmus). Boca macia, sedosa, taninos vivos, acidez compatível e pouca fruta. Termina sem adstringência. RP 77-79/100 pts (04/2000), 86/100 WS (03/2002) e 16/20 Jancis Robinson (07/2008)

Importadora Mistral – preço: R$ 342,99 (2004) – Gilberto

 

                                                            

8.- Château de Malleret – Cru Bourgeois Supérieur – Haut-Médoc – 2003 - 13% álcool – Cabernet Sauvignon (55%) e Merlot (45%). Rubi intenso com boa concentração de cor.  Nariz mentolado, chá, notas balsâmicas e alguma fruta vermelha. Boca no mesmo diapasão com fruta escondida, taninos de média qualidade, denso, macio e pouco complexo. Falta-lhe profundidade gustativa. Terminou secante. Deverá permanecer assim durante mais algum tempo.  WS 84/100 pts. (03/2006)

Importadora Zahil – preço: R$ 132,00  - Waldir

 

7.- Château Tour de Pez – Cru Bourgeois Exceptionnel – Saint-Estéphe – 1993 – 12,5% álcool – Rubi intenso com halo granada. Unidimensional no nariz com notas de chá sobre um fundo herbáceo. Melhor na boca, redondo, salivante, intenso com alguma profundidade. Boa tipicidade com sobrevida pela frente.

Importadora Club du Taste-Vin  – preço: n/c – Paulo

 

 

6. Château Pichon-Longueville Baron – Grand Cru Classé de Bordeaux en 1855 – Pauillac-Médoc – 2002 – 13,5% álcool –  Cabernet Sauvignon, Merlot  e Cabernet Franc – Rubi intenso com halo de evolução. Fechado no nariz com notas de chá, especiarias e toques vegetais. Boca macia, taninos suculentos de ótima qualidade, intenso, profundo, fino e elegante com uma longa sobrevida pela frente. Decepcionou um pouco por não ter ficado entre os primeiros colocados, mas provavelmente isso se deu porque o vinho ainda não está suficientemente maduro para ser aberto. Só resta saber se o tempo poderá fazer a sua parte ou se foi algum problema específico dessa garrafa, porque se trata de um vinho mítico, simplesmente um dos líderes na sua categoria. WS 93/100 (03/2005) e RP 89/100 (04/2005)

Importadora Grand Cru – preço: R$ 826,00 (safra 2006) - Júlio

 

 

Os cinco primeiros: Léoville Poyferré, Carbonnieux 1999, Beau-Site, Lagrange e La Tour de By

Os cinco primeiros: Léoville Poyferré, Carbonnieux 1999, Beau-Site, Lagrange e La Tour de By

 

5. Château La Tour de By - Cru Bourgeois Supérieur – Médoc – 2003 – 13% álcool – Cabernet Sauvignon,  Merlot e Petit Verdot.  Rubi violáceo com menos evolução do que os anteriores. Nariz com fruta em evidência, cassis e tostado. Esse perfil aromático não se alterou durante a degustação. Boca macia, redonda, taninos presentes e gentis, fruta madura, acidez delicada, madeira bem colocada e final elegante sem arestas. Seu desempenho foi surpreendente porque apresentou atraente relação qualidade-preço. Vai evoluir bem na garrafa nos próximos anos.  WS 84/100 pts.

Importadora Decanter – preço: R$ 130,60 (2005)

 

 

4. Château Lagrange – Grand Cru Classé de Bordeaux en 1855 – Saint-Julién – 2004 – 3° Grand Cru Classé – 13% álcool – Cabernet Sauvignon (65%), Merlot (28%) e Petit Verdot (7%) – Rubi violáceo intenso e profundo. Nariz expressivo e complexo com baunilha, aniz e especiarias doces sobre um fundo frutado.  Subscrição integral desses aromas no palato, boca volumosa, densa, frutada e sobretudo equilibrada. Vinho longo que termina com suavidade. Vai longe. RP 89/100 (06/2007), WS 89/100 pts. (03/2007) e 18,5/20 Jancis Robinson (08/2008)

Importadora World Wine   preço: R$ 296,50 (Makro Speciale) – Miguel

 

 

3.- Château Beau-Site Haut-Vignoble – Cru Bourgeois Superieur –  Saint-Estèphe – 2001 – 12,5% álcool – Cabernet Sauvignon (55%), Merlot (40%) e Petit Verdot (5%) – Rubi violáceo profundo com reflexo granada. Nariz complexo com mentol, chocolate, geléia de frutas vermelhas, licor de casis e tabaco. Boca intensa, longa, rugosa, taninos jovens, poderosos e mastigáveis. Excelente concentração de sabor com muita fruta (geléia de amoras e framboesa). Intenso, profundo, elegante seu estilo é nitidamente bordalês, com tudo equilibrado, nada fora do lugar: acidez, taninos, álcool, fruta e madeira. Final intenso e longo. Vai arredondar ainda mais na garrafa. Muita tipicidade com longa sobrevida na garrafa. WS 89/100 (01/2004)

Importadora Ana Import – preço: R$ 259,00 (2002) – Salvador

 

 

2.- Château Carbonnieux – Grand Cru Classé de Graves – Pessac-Leognan – 1999 -  12,5% álcool – Cabernet Sauvignon (60%),  Merlot (30%) e Cabernet Franc (10%) – Rubi violáceo intenso, profundo com halo granada. Nariz fino, compota de frutas vermelhas, chá, tabaco e especiarias. Boca no mesmo diapasão com taninos macios aplacados pelo tempo, acidez salivante, mineral, frutas secas perfazendo conjunto de ótima concentração de sabor e larguesa no meio de boca. Termina longo, intenso e sem arestas. Está no auge e não deve evoluir, no máximo vai ficar como está nos próximos dois anos. Por pouco não levou o pódio. WS 79/100 pts.(03/2002)  e RP 86/100 (04/2002) 

Importadora Grand Cru – preço: R$ 243,00 (2006) - Jeriel

 

 

1.- Château Léoville Poyferré – Saint Julién – 2004 – 2° Grand Cru Classé du Médoc – 13,5% álcool – Cabernet Sauvignon (62%), Merlot (28%), Petit Verdot (8%) e Cabernet Franc (2%) –  Rubi violáceo intenso, profundo e concentrado. Começou fechado e alcoólico. Depois apresentou uma paleta aromática digna de um verdadeiro Cru Classe:  mentol, licor de cassis, azeitonas, frutas negras, alcaçuz e tabaco com excelente sustentação. Boca expansiva, redonda a subscrever plenamente o olfato, com taninos jovens, musculosos, macios e de excelente qualidade, integração de fruta e madeira. Boa acidez que pede comida, ótima concentração de sabor com intensidade, profundidade e alguma mineralidade. Termina macio e sem nenhuma aresta. Vinho de longa guarda cujo único defeito é o preço elevado. RP 93/100 (06/2007) e WS 90/100 pts. (03/2007)

Importadora Grand Cru – preço: R$ 557,00 (2006) –  Sérgio

 

 

 

 

Château Suduiraut Sauternes 2002

Château Suduiraut Sauternes 2002

 

Ao final foi servido o Château Suduiraut Sauternes 2002 – Premier Cru Classé em 1855 – 13,5% - RP 90-92/100 pts (04/2005) e 90/100 WS (07/2006) preço: R$ 434 (2003) – Júlio

 

 

 

Resultado da degustação realizada em Novembro de 2009 – Pinot Noir

 

 

 

7º lugar – Les Marconnets Leroy; 1999, país: França, Grand Cru, álcool 13%, US$ 100 (Júlio)

visual : rubi de baixa intensidade,

olfativo: intensidade baixa a média, frutas vermelhas bem presentes, nota tostada, leve madeira

gustativo : corpo leve, acidez média, ligeiro travo amargo, fruta um tanto escondida, persistência curta

 

6º lugar – Faiveley Gevrey Chambertin; 2004, país: França, álcool 13%, preço E$ 59 (Sérgio)

visual : rubi de média intensidade

olfativo : boa intensidade, frutas vermelhas, cânfora, notas terrosas

gustativo : boa acidez, taninos ok, frutas vermelhas, equilibrado e elegante, final  médio

 

 

5º lugar – Beauversant Haute Cote de Nuits; 2005, país: França, Enoteca Fasano, álcool 12% (Paulo Guerra)

visual : rubi de média intensidade, sem halo de evolução

olfativo : intensidade de boa a média, frutas vermelhas maduras, notas terciárias de humus e compota

gustativo : corpo médio (não típico da Pinot Noir), taninos delicados, persistente, boa fruta

 

 

4º lugar – Louis Jadot Beaune Avaux; 1998, país: França, Mistral, álcool 13,5%, R$ 180,00 (Glauber)

visual : rubi de baixa intensidade, leve halo de evolução

olfativo : intenso, frutas negras maduras (amora), café , defumado, nota de baunilha

gustativo : boa presença em boca, confirmando o exame olfativo, boa acidez e taninos ainda presentes, denotando possibilidade de mais algum tempo de evolução; leve amargor no final mas sem prejudicar o conjunto, boa persistência

 

 

3º lugar – Maison Champy Gevrey Chambertin; 2002, país: França, Mistral, álcool 13%, US$ 100 (Marcos)

visual : rubi de média intensidade

olfativo : média intensidade, um tanto fechado, leve nota caramelada, frutas secas

gustativo : boa acidez, frutas vermelhas, tanino ainda adstringente, demonstrando clara capacidade de evolução, precisando de mais tempo de adega para atingir seu auge, persistência média

 

 

 

2º lugar – Vosne Romanée Les Petit Monts; 2002, país: França, álcool 13,5%, sem preço (Gilberto)

visual : rubi de média intensidade

olfativo : intenso e complexo, defumado, caramelo, leve nota oxidativa (agradável), fruta em calda

gustativo : grande presença em boca, equilibrado, boa acidez conferindo vivacidade ao conjunto, corpo médio, frutado, fino, longa persistência

 

 

 

1º lugar – Domaine Drouhin; 2006, país: EUA, Mistral, R$ 162,71 –  álcool 14% (Miguel)

visual : rubi de média intensidade

olfativo : intenso, frutas vermelhas, framboesa, madeira, baunilha, tostado

gustativo : elegante, bom corpo, boa acidez, trazendo a fruta percebida no exame olfativo, agradável e persistente

 

 

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Bravo! Degustação de Supertoscanos do produtor I Giusti & Zanza da Importadora Cantú na SBAV-SP, amanhã, 23.02, às 20:00 horas.

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

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Na próxima terça, 23 de fevereiro, às 20:00 horas,  Marcelo de Moraes – atual sommelier da Cantu reconhecido por seu excelente trabalho realizado na Churrascaria Porcão (RJ) – estará em São Paulo para conduzir degustação dos vinhos I Giusti & Zanza, na SBAV-SP  (Tel. 11 3814-7905).

Marcelo irá apresentar os Supertoscanos com nomes inspirados nos personagens da ópera “O Elixir do Amor” e rótulos desenhados pelos artistas Ettore Sottsass e Mattia Di Rosa.

Dulcamara, Perbruno, Belcore, Nemorino Rosso e Nemorino Bianco são os personagens principais desta ‘notte’, que também terá participação especial de nobres fatias da deliciosa ‘A Tal da Pizza’.  Bravo!

A I Giusti & Zanza está localizada no noroeste da Toscana, beneficiando-se da influência positiva das condições climáticas da costa. Em seus 17 hectares de vinhedos são cultivadas uvas tintas, principalmente Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e uma pequena parte de brancos Trebbiano e Semillon. Os vinhos I Giusti & Zanza são trazidos ao Brasil com exclusividade pela Cantu Importadora – SAC 0300.210.1010

A importadora Paranaense “Cantú”, conta com sólida estrutura de logística e importação e por isso traz ao mercado nacional  marcas reconhecidas e respeitadas internacionalmente:  Viña H. Stagnari (Uruguai), Ventisquero (Chile) e Dominio del Plata – Susana Balbo (Argentina).  Incrementando o seu portfolio, a Cantú passou a contar com a linha de vinhos Toscanos I Giusti & Zanza, os quais contam com reconhecimento internacional por sua afamada qualidade.

Vinhos da degustação:

Ducalmara – Cabernet Sauvignon (70%) e Merlot (30%) IGT Toscana 2006 – R$ 276

Perbruno – Syrah IGT Toscana 2005 R$ 174

Belcore – Sangiovese (80%) e Merlot (20%)IGT Toscana 2005R$ 115

Nemorino –  Syrah (60%), Sangiovese (30%) e Merlot (10%)  IGT Toscana 2006 – R$ 78

Nemorino Bianco – Trebbiano (50%) e Semillón (50%)IGT Toscana 2007 – R$ 78

 

Sócios – R$ 70,00

Não Sócios – R$ 115,00

Blogueiros  – R$ 70,00 mediante reservas pelo tel. 3814 7905

 

Pizzas da “A Tal da Pizza”

 

Rosmarino – alecrim, sal grosso, azeite  (entrada)

Poireaux - cream cheese, alho poró, manteiga e vinho branco (campeã)

A Tal da Pizza – Linguiça, molho, muzzarela e parmesão  (deslumbrante)

Muzzarela  – muzzarela e molho de tomate (para todos os gostos)

Princesa Anne – molho, muzzarela, presunto e azeitonas. (uma das preferidas)

Matéria publicada pela primeira vez em 02.02.2010 

Mais informações para a imprensa:

Alessandra Battochio Casolato – alessandra.casolato@ch2a.com.br

CH2A Comunicação Tel. (11) 3253.7052 | Cel. (11) 9239.0569

Assessoria de Imprensa | Eventos | Textos & Conteúdo

 

Núbio 2005, um bom Cabernet Sauvignon de São Joaquim – Santa Catarina

domingo, fevereiro 21st, 2010
Nubio, um  Cabernet Sauvignon de boa tipicidade

Nubio, um Cabernet Sauvignon da Serra Catarinense de boa tipicidade

 

A SANJO – Cooperativa Agrícola de São Joaquim – foi fundada em 1993 e é hoje uma referência em fruticultura, com a produção e beneficiamento de maçãs que são comercializadas em todo o território nacional. Aproveitando o clima da Serra Catarinense, a SANJO começou em 2002 a implantação de seus vinhedos, numa altitude de 1.000 a 1400m. São 25,7 hectares das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc, cultivadas com as mais avançadas tecnologias de produção de uvas para a elaboração de vinhos.

Produtos – Maestrale Cabernet  Sauvignon 2005, Núbio Cabernet Sauvignon 2005, Núbio Rosé Cabernet Sauvignon 2006 e Nobrese Cabernet Sauvignon 2005 (fonte: acavits.com.br)

 

 

Informações do contra-rótulo

As uvas Cabernet Sauvignon do Núbio são cultivadas em São Joaquim – SC em uma altitude superior a 1250 metros, com condições climáticas particulares.  A combinação deste cultivo com aprimoradas técnicas de elaboração resulta num vinho distinto, de coloração vermelho violáceo, com aroma complexo e franco, donde se destacam frutas vermelhas maduras, café e tostado. Em boca possui taninos de boa concentração que outorgam caráter e estrutura que se complementa com um agradável frutado ao final.  Garrafa 4161

 

 

Degustação – Núbio Cabernet Sauvignon 2005 produzido por Cooperativa Agrícola de São Joaquim – Sanjo – 12,7% álcool – R$ 29,90 – Grupo Oba.com.br

Rubi intenso com discreto halo granada e reflexos violáceos. Aroma pouco intenso e de boa complexidade. Começou terroso e logo evoluiu para groselha, pimentão, baunilha sobre um fundo levemente herbáceo. Na boca é um vinho quente, maduro, de taninos presentes de qualidade média  com algum dulçor, corpo bom, adequada concentração de sabor afiançando o caráter varietal da cepa. Termina com ligeira adstringência dentro do aceitável e sem amargor. Promete arredondar na garrafa nos próximos dois anos.  Um Cabernet Sauvignon nacional de boa qualidade  que sinaliza que a cepa tem condições de prosperar na Serra Catarinense. Apenas por curiosidade, recentemente provamos o Sauvignon Blanc 2008 que, na sua faixa de preço, é o melhor vinho nacional dessa cepa e que pode ser comparado com qualquer exemplar do Cone Sul.

Avaliação: 85/100 pts. +

 

A Tenuta San Guido não produz somente os ícones Sassicaia e Guidalberto. Também faz o guloso Le Difese, verdadeiro “entry-level” com avaliações muito positivas

sexta-feira, fevereiro 19th, 2010

 

Le Difese 2006: altas pontuações da WA e WS

Le Difese 2006: altas pontuações da Wine Advocate e Wine Spectator

 

   

A Tenuta San Guido está estabelecida em Bolgheri, Toscana e produz um dos vinhos mais destacados e amiúde apontado como o melhor de toda Bota: Sassicaia. Fundada em 1968 seu proprietário é o Marchese Nicolò Incisa della Rocchetta, filho do piemontês Mario Incisa della Rocchetta (morto em 1983) e da ítalo-americana Clarice della Gherardesca.  Guidalberto della Gherardesca, viveu em Bolgheri no começo século XVIII e foi o pioneiro da viticultura nessa região. O Supertoscano Sassicaia é considerado um verdadeiro Bordeaux italiano, porque ocupa lugar de destaque no topo de gama dos vinhos italianos.  A propriedade também produz um segundo vinho, o Guidalberto e recentemente lançou o também Le Difese, verdadeiro “entry–level”, que obteve aplausos da crítica especializada italiana e estrangeira.


 

No final de 1990, foi criada própria DOC (Bolgheri) do Sassicaia, o único vinho da Itália a desfrutar deste privilégio.  Antes disso e à semelhança de outros vinhos produzidos fora das tradicionais DOC/DOCG, Sassicaia foi classificado como Indicazione Geografica Tipica (IGT). Inicialmente era um Vino da Tavola, que é essencialmente uma categoria de vinho mais simples.

 

Também cabe destacar que a Tenuta San Guido cultiva uvas de várias parcelas espalhadas em Bolgheri num total de 75 hectares, com 85% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc. A produção anual é de cerca de 180.000 garrafas.

 

O segundo vinho denominado Guidalberto foi introduzido em 2000, e é composto de 45% Cabernet Sauvignon, 45% Merlot e 10% de Sangiovese, com produção anual de 150.000 garrafas.

 

A mais recente adição ao portfólio da Tenuta San Guido, e o Le Difese,  composto de 70% Cabernet Sauvignon e 30% de Sangiovese, com uma produção anual de 120.000 garrafas.

 

 

Degustação

Le Difese 2006  – 13,5% álcool – 18,00 Euros – sem importação para o Brasil

O “entry-level” da Tenuta San Guido Le Difese é composto por 70% de Sangiovese e 30% de Cabernet Sauvignon. Rubi violáceo intenso e profundo. Paleta aromática complexa, fruta em evidência com notas de framboesa, ameixas, especiarias e uma leve sugestão terrosa. Na boca é um vinho expansivo, guloso e solidamente estruturado com taninos de ótima qualidade contrabalançados por acidez salivante e álcool integrado. Sem conflito entre fruta e madeira. Já está pronto, mas deverá arredondar esplendidamente na garrafa nos próximos anos: um vinho de estilo francês com acento italiano. Fim de prova redondo e sem arestas. Produzido com uvas da safra 2006 considerada excelente na Toscana, o Le Difese poderá ser bebido tranquilamente nos próximos cinco/dez anos. Obteve 88/100 pts. da WS (30.09.2008) e 90/100 pts. de RP (31.08.2008). Levado como vinho “coringa” pelo Confrade Gilberto Medeiros numa degustação de supertoscanos regularmente importados para o Brasil, roubou a cena. Foi adquirido em San Gimignano, Toscana. A nossa torcida é para que o importador oficial do Sassicaia possa de importá-lo também.

Avaliação: 90,5/100 pts. ++

Lançamento do Catálogo da Ravin no Rosmarino – São Paulo

quarta-feira, fevereiro 17th, 2010

Roberto Ventura (Diretor SBAV-SP), Jeriel e Rogério D'Ávila

Roberto Ventura (Diretor SBAV-SP), Jeriel e Rogério D'Ávila

 

 

Na noite da última quarta, dia 10.02.2010, no excelente Rosmarino, houve o lançamento do novo catálogo da importadora paulista Ravin, com parte expressiva da imprensa especializada e de membros dos Enoblogs (Beto Duarte, do papodevinho.blogspot.com foi um deles). Os anfitriões Rogério, Alberto e Viviane foram cumprimentados por todos presentes pela iniciativa, que marca o início da  divulgação dos produtos da Ravin para  São Paulo e o Brasil.

 

O catálogo contempla os seguintes produtores:

Família Zuccardi (Argentina)

Espumantes Pol Clement (França)

Jean-Baptiste Audy (Bordeaux/França)

Grand Theatre/Univitis (França)

Médici Ermete – Emilia-Romagna (Itália)

Sacchetto – Veneto (Itália)

Tenuta San Guido (Sassicaia e Guidalberto) – Toscana (Itália)

Zaccagnini – Abruzzo (Itália)

A Mano – Puglia (Itália)

Calatrasi – Sicilia (Itália)

Morgante – Sicilia (Itália)

Agrícola Punica – Tenuta San Guido – Sardenha (Itália)

Vega Sauco (Espanha)

Quinta de la Rosa (Portugal)

Évora Monte da Colheita – Boas Quintas (Portugal)

Spice Route (África do Sul)

Fairview (África do Sul)

La Capra (África do Sul)

Goats do Roam (África do Sul)

Viña Maipo (Chile), com uma linha de vinhos que vai do espumante Maipo Brut, passando pelos Varietais, linha Reserva, Gran Devoción até o vinho top Limited Edition, um Syrah do Vale do Maipo de produção limitada e de elevada qualidade. Importante destacar que a Viña Maipo fez uma aposta firme na Syrah e praticamente há vinhos dessa casta em todas as linhas.

Sociedade Agrícola Boas Quintas – Boas Vinhas DOC

Clerget Terroirs (Cotes-du-Rhône – França)

Lusovini (Portugal) – Terras de Fialho.

Azeites Família Zuccardi

 

Além desses produtores, a Ravin passará fazer a distribuição com exclusividade para São Paulo do conceituado produtor Batasiolo, que tem um portfólio vasto que vai do Vino di Tavola “Della Casa” até Barbaresco e o celébre Barolo Ceréquio.  Em São Paulo, a Ravin tem parceria coma Ville Du Vin e Venews. Também está presente nos municípios de Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, cinco lojas na cidade do Rio de Janeiro, Niterói, Brasília e São Luís do Maranhão.

 

 

O novo catálogo, de mais de 100 páginas, elaborado por TWDesign,  é resultado de recentes viagens de Rogério e do sócio Alberto Porto Alegre. Resumidamente, um dos objetivos da Ravin é o de, nos próximos cinco anos, crescer à razão de 10% ao ano e trabalhar no máximo com 200 rótulos.  Durante o cocktail no Rosmarino foram servidos os seguintes vinhos:

 

Prosecco  Janus Black – Extra Dry

Espumante Santa Julia Brut

A  Mano Bianco IGT 2008

Vina Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2007

Zuccardi Serie A Bonarda 2007

Zuccardi Q Cabernet  Sauvignon 2006

Vega Sauco Piedras Crianza 2005

Cotes-du-Rhône Clerget Terroirs 2008

Château  Bonalgue Pomerol 2004

Montessu IGT 2006

A Mano  Primitivo IGT

Scinthilì  Nero d’Avola IGT 2008

Calatrasi A Naca 2006

Sassicaia DOC 2006

Vega Sauco, Calatrasi, Sassicaia e Viña Maipo Sauvignon Blanc

Portfólio da Ravin: Vega Sauco, Morgante, Calatrasi, Sassicaia e Viña Maipo Sauvignon Blanc