Archive for month janeiro, 2010

Casillero del Diablo Sauvignon Blanc 2009: vinho do mês – fevereiro 2010

domingo, janeiro 31st, 2010

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O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs e desta vez a qualidade do vinho escolhido é ótima e a decisão de escolhê-lo foi do Cristiano Orlandi, Vivendo Vinhos – http://vivendovinhos.blogspot.com, vinho facilmente encontrado em qualquer supermercado do sudeste do Brasil, 38º vinho da Confraria dos Enoblogs.

  

“Casillero Del Diablo percorreu um longo caminho até converter-se na marca de vinho chileno mais conhecida em todo mundo”

 

 

Desde suas primeiras safras o Casillero del Diablo passou a ser um dos vinhos chilenos de destaque da Concha y Toro. Começou a ser exportado para a Europa em 1963. No ano de 2002 o Casillero atingiu presença em mais de 100 países. Em 2003 é lançado no mercado asiático e superou mais de um milhão de caixas vendidas. A fama mundial só tem sido possível graças ao constante desenvolvimento enológico de profissionais comprometidos em atingir a qualidade no seu nível mais elevado em cada uma de suas versões. Marcelo Papa é o seu enólogo e elegeu como objetivo inserir novas cepas e encontrar os melhores vales chilenos para elas. É um verdadeiro “best value” que corrobora a assertiva de que o Chile é o maior produtor mundial de vinhos “good value of money” porque importantes prêmios internacionais consolidaram a boa fama do Casillero del Diablo no mundo inteiro.

 

À partir de 2005 Casillero del Diablo decidiu conquistar uma nova categoria e começa a elaborar vinhos de segmento superior de qualidade: vinhos de edição limitada e de terroirs exclusivos. Por fim, Casillero del Diablo passou a ser o vinho “premium” da linha de varietais mais completa do mundo: Cabernet Sauvignon, Merlot, Carménère, Syrah, Malbec, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling e Gewürztraminer. Em 2008 Hugh Johnson classificou o exemplar da safra 2006 entre “os melhores” (outras duas classificações utilizadas pelo crítico britânico: passáveis e fracos)  sob a seguinte descrição: “Sabor cítrico e de ervas; tem adstringência e fisgada, sem ser um assalto ao paladar”

 

 

Degustação – Casillero del Diablo 2009 – Vale Central – preço médio: R$ 30,00 – Cor amarelo palha com reflexos esverdeados. No olfato despontam aromas cítricos e refrescantes próprios da Sauvignon Blanc com discreto acento mineral. Na boca é macio, de boa acidez e corpo médio com total subscrição do olfato. Álcool fundido na acidez e na fruta perfazendo um conjunto equilibrado e sem o amargor vegetal dos Sauvignons mais baratos. Tem boa tipicidade principalmente por conta de sua acidez cítrica. Sua concentração de sabor evoca frutas tropicais. Termina suave e seu retrogosto tem media intensidade.

Nota: 87/100 pts.

Ventisquero Grey 2005: um Cabernet Sauvignon de estirpe

sábado, janeiro 30th, 2010

Ventisquero Grey CS

Ventisquero Grey CS

 

 

Com a ascenção da Carménère chilena muitos produtores passaram a lhe dar mais destaque em detrimento de suas primas Cabernet Sauvignon e Merlot e por isso, atualmente, há uma gama de bons Carménères à disposição dos consumidores. O mesmo não se pode falar da Merlot, que ficou praticamente “esquecida”, uma vez que desde a década de 1990 todos os investimentos recaíram sobre a Carménère que vem sendo apontada como “uva símbolo” do país. Outras vinícolas investem na Syrah, Pinot Noir, Malbec, Cabernet Franc e até na Carignan com resultados animadores (a própria Ventisquero tem se destacado com Cabernet Sauvignon, Syrah e Carménère), mas não se tem conhecimento de nenhum Merlot de nomeada. Todavia, ousamos dissentir do ponto de vista de que a Carménère é a “uva símbolo” do Chile porque este lugar é de fato da Cabernet Sauvignon. E tem mais. Sem exagerar é fato inconteste que os cabernets chilenos estão entre os melhores do mundo. É só consultar qualquer publicação do gênero (nacional e internacional) para constatar as altas pontuações atingidas por esses vinhos.  Contudo, como forma de identidade a Carménère foi a escolhida e o Brasil é um de seus maiores consumidores. E, apesar do importante papel que desempenhou no passado, a Merlot foi deixada de lado. Mas toda aquela empolgação inicial foi ultrapassada porque a principal estrela na constelação  chilena de bons vinhos ainda continua sendo a Cabernet Sauvignon.

 

O vinho escolhido para esta resenha é um Cabernet Sauvignon, da linha Grey, que em termos de posicionamento no mercado está acima da linha Queulat – Gran Reserva e abaixo somente dos ícones Pangea (Syrah) e Vértice (Carménère e Syrah).

 

Além da indicação do teor alcoólico (14,5%), o contra-rótulo assinado pelo enólogo Felipe Tosso consta a seguinte informação: “Quiero presentarles nuestro Ventisquero Grey, creado pensando em la pureza del terroir del Valle de Yali. Este gran vino proviene de la selección de las uvas de las laderas del fundo Trinidad, madurado durante 16 meses em barricas de encinas francesas, para entregarnos um vino de exuberante elegância, complejidad y equilíbrio, el cual es la inspiración de um gran equipo de trabajo”.  

 

Pois bem. O “Fundo Trinidad” fica no Valle de Yali, sub-região do Vale do Maipo, 140 km a sudoeste de Santiago e a 35 km do Pacífico. A proximidade com o mar proporciona influência marítima à região. A altitude varia de 150 a 260 metros acima do nível do mar. O clima apresenta uma longa estação seca com influência da costa e temperaturas médias variando entre mínima de 5°C e máxima de 15°C. No verão a temperatura média varia entre mínima de 12°C  e máxima de 29°C. 

 

No corte do Grey Cabernet Sauvignon 2005 existe uma pequena participação da Syrah (10%). Foi realizada a maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas para extrair maior quantidade de cor e aroma. O mosto foi fermentado em tanques de aço inoxidável e cerca de 100% dele passou dezesseis meses em barricas de carvalho francês e mais um ano de afinamento na garrafa antes de sua liberação. Também não podemos olvidar de que a safra de 2005 foi excelente no Chile e que a colheita da Cabernet Sauvignon ocorreu em abril, isto é, no exato momento em que a uva apresentou qualidades organolépticas ideais tantos nos aromas como na maturação dos taninos.

 

Degustação

Ventisquero Grey CS 2005 – R$ 79,90 (Carrefour) cantu.com.br

Cor rubi violáceo profundo e com discreto halo de evolução. Ao nariz uma explosão balsâmica com eucalipto e mentol secundados por frutas negras maduras (ameixas e amoras). Um toque de baunilha, licor de cassis, especiarias (pimenta) e uma boa sugestão defumada com boa sustentação. Boca quente (14,5% álcool), redonda, macia, de taninos suaves e aveludados, com a repetição das sensações olfativas (frutado), num corpo médio com leve nota de madeira em integração com os demais elementos. Longo e persistente. Termina com uma leve nota de chocolate e apresenta um retrogosto duradouro. De fato um Cabernet Sauvignon de alto nível, que esbanja tipicidade e que conta c/bom potencial de evolução na garrafa (3/5 anos).

Avaliação: 88/100 pts.+ 

 

Caballo Loco

quarta-feira, janeiro 27th, 2010

Caballo Loco: primeiro blend Super Premium chileno

Caballo Loco: primeiro blend Super Premium chileno

 

 

 

O Caballo Loco até hoje é um dos melhores tintos do Chile, com diversos prêmios alcançados nos principais concursos internacionais. A vinícola afirma ter sido o primeiro assemblage categoria ‘Super Premium” Andino.

  

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É cuidadosamente feito através do sistema de “soleras” muito comum em Portugal e na Espanha. Mauro Marcelo Alves assinala que “Atípico, nasceu de maneira torta, digamos assim, mas muito boas intenções por trás da loucura. Ao voltar da Austrália no início dos anos 90, para dar novo impulso à vinícola Valdivieso, o enólogo chieleno Luis Simian fez a lição de casa: estudou com cuidado os vastos vinhedos da empresa e percebeu que alguns davam frutos melhores que os outros, reagindo de forma superior a cada nova safra. Então veio a idéia de miscigenar tudo, não importando a variedade e, principalmente, desconsiderando o uso da mesma safra. E ainda: o vinho anterior entraria na composição do próximo. Seria um vale-tudo para fazer do resultado o melhor dos vinhos da Valdivieso – e o nome veio espontaneamente: Caballo Loco. Esse é o apelido de Jorge Coderch Mitjans, um dos proprietários e diretor-geral da vinícola por muito tempo, assim chamado por causa de sua animação permanente e métodos pouco usuais de trabalho. Nada mais apropriado”. Abaixo uma retrospectiva da composição de cada edição.


A edição n° 1 foi composta das safras 1992, 1993 e 1994.

A edição n° 2 é um corte de 50% da n° 1 e 50% da safra 1995.

A edição n° 3 é um corte de 50% da n° 2 e 50% da safra 1996.

A edição n° 4 é um corte de 50% da n° 3 e 50% da safra 1997.

A edição n° 5 é um corte de 50% da n° 4 e 50% das safras 1998 e 1999.

A edição n° 6 é um corte de 50% da n° 5 e 50% das safras 2000 e 2001

A edição n° 7 é um corte de 50% da n° 6 e 50% da safra 2003.

A edição n° 8 é um corte de 50% da n° 7 e 50% da safra 2004.

A edição n° 9 é um corte de 50% da n° 8 e 50% da safra 2005.

A edição n° 10 é um corte de 50% da n° 9 e 50% da safra 2006.

A edição n° 11 é um corte de 50% da n° 10 e 50% da safra 2007.

 

Degustação – Caballo Loco n° 10 – Valle Central – 14,5% álcool – Importadora Bruck – preço: R$ 290 (Baccos – disponível n° 9 – em promoção por R$ 229,50) – no contra-rótulo consta que: “Caballo Loco es uma partida limitada de vino producido com nuestras mejores uvas, cuidadosamente seleccionadas por nuestros enólogos, um vino premiado numerosas veces, ideal para ocasiones especiales” – Análise organoléptica: rubi intenso e profundo demonstrando concentração. No nariz é muito elegante e complexo porque revela uma paleta frutada intensa e diversificada com sugestões de cassis, ameixas, amoras secundadas por baunilha, tabaco e uma suave nota mentolada. Boca no mesmo diapasão apresentando taninos potentes e aveludados mas ao mesmo tempo delicados e estruturados. Acidez, áIcool, fruta e madeira integrados e garantido-lhe longa sobrevida na garrafa. Termina longo, adocicado e convidando para o próximo gole.

Avaliação: 90/100 ++ 

7º ANNUAL WINES OF CHILE AWARDS

segunda-feira, janeiro 25th, 2010

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 Abaixo a relação dos vinhos premiados:

 

Best Syrah  &  Best in Show :
San Pedro 1865 Single Vineyard Syrah Cachapoal  2007, Cachapoal Valley

Best Value Red:
Via Wines Oveja Negra Reserva Cabernet Franc Carmenere 2008, Maule Valley

Best Sauvignon Blanc  & Best Value White:
Viña Bravado Marina García Schwaderer 2009, Casablanca Valley

Best Chardonnay:
Cono Sur
20 Barrels Limited Edition Chardonnay 2008, Casablanca Valley

Best Other Whites:
Cono Sur
Vision Viognier 2009, ColchaguaValley

White Blends:
Estampa
Reserve Sauvignon Blanc/Chardonnay/Viognier  2009, Casablanca Valley

Best Pinot Noir:
Cono Sur
20 Barrels Limited Edition Pinot Noir 2008, Casablanca Valley

Best Merlot:
Ventisquero
Grey Merlot 2007, Colchagua Valley

Best Carmenere:
Casa Rivas Gran Reserva Carmenere 2007, Maipo Valley

Best Cabernet Sauvignon:
Echeverria
Founders Selection Cabernet Sauvignon 2005, Maipo Valley

Best Other Reds:
Odfjell
Vineyards Orzada Carignan 2006, Maule Valley

Best Red Blend:
O. Fournier
Centauri Blend 2008, Maule Valley

 

Com o objetivo de divulgar e destacar a qualidade dos vinhos chilenos no Canadá, na noite de 15 de janeiro último, no Clube de Golfe La Dehesa (Santiago do Chile), em meio a uma atmosfera festiva, houve a premiação dos melhores vinhos chilenos. 111 vinícolas participantes e 467 amostras de vinho deram vida ao Festival Anual de Vinhos do Chile  2010 ocorrido entre 9 a 14 de janeiro de 2010. O evento chegou a sua sétima versão patrocinado por “Wines of Chile”, e pela primeira vez teve a participação de juízes do Canadá, terceiro maior importador mundial de vinhos chilenos.

 

 

Os prêmios: 51 medalhas de ouro, 136 medalhas de prata, 14 como o melhor em sua categoria e dois pelo preço. E o mais esperado da noite -vinho “best in show”: San Pedro Syrah 1865 - 2007

 

 

Critério de avaliação: pontuação entre 84/86 pontos, determinado medalha de bronze, 87/90 pontos – prata e 91/100 pontos – ouro. Em seguida, o San Pedro Syrah 18652007, Vale de Cachapoal, foi escolhido o melhor vinho do evento. Um prêmio que consolida o trabalho de Marco Puyo em sua nova carreira na vinícola San Pedro. Outro prêmio esperado da noite, após os elogios do júri durante a manhã no seminário “Navigaing Canidia Market”, foi o de melhor Sauvignon Blanc da competição. O premiado foi o Marina Sauvignon Blanc 2009 (Vale de Casablanca) da Viña Bravado (enólogos Constanza Schwaderer e Felipe Garcia), que por sua vez, deu um forte apoio ao Movimento dos Viticultores Independentes criado em 2009. Enquanto isso, Cono Sur foi classificada como a vinícola com mais prêmios. A Syrah seguiu como a cepa com mais medalhas de ouro, num total de nove medalhas, contra seis recebidas pela  Carménère (segunda mais premiada).

Degustação de Vinhos Franceses da Borgonha e de outras regiões do Velho Mundo

sábado, janeiro 23rd, 2010

Na noite de 21 de janeiro de 2010, quem escreve essas linhas juntamente com José Luiz,  Pagliari, Lucas, Vitor, Arthur, Romeu e Marcos reuniram-se no Rosmarino, sito à Rua Henrique Monteiro 44, Pinheiros, tel. 3819 – 3897 para degustação dos seguintes vinhos:

 

Batard-Montrachet Grand Cru Etienne Sauzet 2003 – 13,5% álcool
Chevalier-Montrachet Grand Cru Domaine Michel Niellon 2003 – 13,5% álcool
Poully-Fuisse Verget 2004 – 13% álcool
Montagny LeRoy 2002 – 13% álcool
Quartz Lês Cailloux du Paradis Vin de Table (sem safra; lote 2004) 12,4% álcool
Tondonia Rioja Reserva 1990 – 12,5% álcool
Vallegarcia Viognier 2004 – 14% álcool
Redoma Douro DOC 2000 – 14% álcool
Casa Lapostolle Cuvée Alexandre Chardonnay 2006 – 14,5% álcool – jantar

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Abaixo o menu escolhido pelo José Luiz e que foi servido após a degustação:

 

 
Entrada
Vitel Thonée
Prato Principal
Linguado em crosta de batata ao molho aromático de aniz estrelado.
Sobremesas
Terrine de frutas frescas
Pastiera de grano
Creme Brûlée ao limão siciliano
Sorvete de capim santo
Frozen de yogurt com amarena
Café

 

A degustação transcorreu normalmente e o serviço do vinho foi bastante profissional porque o garçon escolhido, acostumado no atendimento de confrarias se desincumbiu muito bem e serviu na ordem pré-estabelecida (às cegas) com presteza além do habitual. A comida estava ótima e o menu servido aprovado pelos comensais. Registro aqui homenagens à equipe do Rosmarino, comandada pelas irmãs Ângela Amado e Stela Krempel, sempre muito atenciosas e preocupadas com todos os detalhes.

Ao final, a Stela, que convidada também participou da degustação (registro que se trata de uma degustadora experiente que faz comentários pertinentes e observações técnicas coerentes) e brindou o grupo abrindo uma garrafa do Cuvée Alexandre, um delicioso chardonnay chileno do Vale de Casablanca, produzido pela Casa Lapostolle, safra 2006, 14,5% álcool, muito equilibrado e que arrancou elogios dos presentes.

Abaixo segue a lista em ordem decrescente:

 

9.- Redoma Douro DOC  2000  (13%  álcool) – cor dourada, nariz fechado e decadente na boca – Importador Mistral – preço: R$ 107,82 – (safra 2008)

 

8.- Vallegarcía Viognier 2004 – Vino de La Tierra de Castilla  (14% álcool) – Palha esverdeado, no nariz lembra torrontés (floral intenso). Boca leve, fresca, delicada e com amargor ao final
Importador World Wine – preço: R$ 137,00

 

6.- Montagny LeRoy 2002 – Borgonha (14% álcool) – cor viva, palha esverdeado,  distinguiu-se no olfato por conta de suas notas de frutas brancas. Boca, macia, complexa, fina, agradável, longa e intensa. Boa tipicidade.
Importador Zahil preço: R$ 330,00

 

5.- Tondonia Reserva 1990 – Rioja  (12,5% álcool) – amarelo carregado sem turbidez. Pouco intenso, porém, muito fino e complexo.  Começou com notas de tabaco e depois de algum tempo mel, resina e cânfora. Rico, mineral e delicado no palato. Acídulo e saboroso termina longo, suave com retrogosto marcante. Um belo vinho que impressiona por seu frescor.  
Importador Vinci preço: R$ 215,10 – (safra 1991)

 

4.- Quartz Lês Cailloux du Paradis -  Earl Courtois Daumas - Vin de Table (sem safra; lote 2004 – 12,4% álcool)- carregado na cor e rico no nariz com mel, marmelo, frutas cristalizadas, agridoce e um traço vegetal que identifica sua casta: Sauvignon Blanc. Na boca repete a riqueza olfativa, denso, encorpado, rugoso e marcante. Vinho salivante, pitoresco, de curiosa tipicidade, que ficou na segunda colocação para quem escreve essas linhas. 
Importador: World Winepreço: R$ 134,00

 

3.- Batard-Montrachet Grand Cru Etienne Sauzet 2003 – (13,5% álcool) – Palha esverdeado, nariz complexo com notas florais, ligeiro amendoado, crocante e na boca repete as sensações olfativas, elegante, macio, fresco com boa fruta – destaque para abacaxi.  
Importador: não tem

 

2.- Poully-Fuisse Verget “Terroir de Fuissé” Vers Asnières 2004 – 13% álcool – Palha esverdeado. Aromas de frutas brancas sobre um fundo madeirado. Boca no mesmo diapasão com ótimo frescor, untuosidade e exemplar harmonia de seus elementos constitutivos com tudo no lugar certo. Termina sedoso e convidativo. Ótima tipicidade com longa sobrevida na garrafa.
Importador: World Wine – preço R$ 187,00

 

1.- Chevalier-Montrachet Grand Cru Domaine Michel Niellon 2003 – 13,5% álcool -  Foi o melhor vinho para sete dos nove degustadores. Palha claro límpido e brilhante. No início começou discreto no nariz e depois de alguns minutos na taça mostrou singular complexidade com baunilha em primeiro plano. Depois frutas brancas, flores, amêndoas e uma leve nota crocante repetida no palato que, indubitavelmente foi o seu ponto alto. Macio, leve, fresco, limpo e sobretudo untuoso com acento mineral. Álcool, fruta, madeira e acidez entrelaçados harmonicamente com muita finesse. Termina macio e sem nenhuma aresta. Vinho de perfil típico dos grandes caldos borgonheses, porque tem classe, muita classe. De longa guarda seu único defeito é o de não contar com importação regular para o Brasil.

 

Agradecimentos: José Luiz e Vitor pelo inusitado convite

Beni di Batasiolo Chianti DOCG 2006: um vinho honesto e de boa tipicidade

sexta-feira, janeiro 22nd, 2010

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O Chianti é um dos mais notáveis e apreciados vinhos tintos da Itália. Vem da vasta região denominada Toscana, que compreende as Províncias de Arezzo, Firenze, Pisa, Pistoia, Prato e Siena, com mínimo de 75% de Sangiovese,  a qual pode adicionar-se Canaiolo Nero e as brancas Trebbiano Toscano e/ou Malvasia del Chianti e outras variedades de uvas tintas  recomendadas e/ou licenciadas nas áreas de produção. Normalmente o Chianti tem uma cor rubi brilhante tendendo ao granada com o envelhecimento; aroma intenso, vinoso, às vezes a lembrar violetas e um caráter mais acentuado de sutileza no processo de amadurecimento com sabor harmonioso, seco, frutado, pouco tânico, apresentando-se amiúde vivo e arredondado. Na etiqueta fixada próxima ao gargalo da garrafa consta a indicação de uma das sete sub-áreas geográficas reconhecidas.  Ao ser produzido a partir de uvas colhidas e vinificadas em suas respectivas zonas de produção poderá ostentar o termo “superior”.  Com envelhecimento de ao menos dois anos (com início em 1° de janeiro seguinte ao ano da colheita) e o mínimo de três meses de amadurecimento em garrafa, teor alcoólico mínimo de 12%, o vinho Chianti (“superior” excluído) tem direito à qualificação “Riserva”.  É um vinho gastronômico por excelência, desde os pratos simples do dia-a-dia até os mais sofisticados.

 

Por fim, cabe observar que cerca de dois terços da produção de Chianti DOCG é feita fora de Chianti Classico e inclui vinhos genéricos e outros de subzonas específicas. Feito basicamente do mesmo corte do Classico, o Chianti DOCG tem padrão menos interessante, mas algumas subzonas escondem algumas jóias.  Os bons exemplares têm grande acidez e taninos potentes, aromas terrosos e de cereja tradicionais da Sangiovese e muita persistência gustativa.

 

 

Sobre o produtor: Beni di Batasiolo

Fundada em 1958, é uma vinícola que anos atrás redefiniu sua gama de vinhos. Essa grande Maison Piemontesa,  sempre buscou atingir níveis de elevada qualidade calcando-se em importantes escolhas técnicas, como p. ex. atrasar o lançamento de um de seus principais vinhos, o Barolo Bofani e “pular” a safra de 2002, ruim na Itália e praticamente no restante de toda Europa são alguns de seus exemplos. O resultado deste trabalho, que sempre envolveu o enólogo da casa, Giorgio Lavagna, bem estimulado pela  família Dogliani, reflete-se na qualidade média dos vinhos: desde o singelo Vino di Tavola Batasiolo della Casa até os premiados  Barolos (Corda della Bricolina, Cerequio e Bofani), são tintos de grande aceitação e alguns deles contam com diversas premiações internacionais e também dentro da Itália.

 

 

Degustação – Beni di Batasiolo Chianti DOCG 2006 – Castellina In Chianti – 12,5% alc.  Distribuído em São Paulo por Ravin Importadora – preço médio R$ 43,00

Cor: rubi violáceo com discreto halo granada.

Aromas: no início uma nota de alcaçuz domina o conjunto. Depois chocolate sobre um fundo vegetal. Apresentou boa sustentação na taça, com uma nota discreta de tabaco.  No fundo de copo uma gostosa sugestão a lembrar chocolate.

Boca: tânica, boa acidez com um leve traço mineral. Discreta presença de fruta madura. Vinoso, intenso, termina com ligeira adstringência. Boa tipicidade.

Avaliação: 85/100 pts.

Segunda degustação de vinhos da MMV Importadora

quarta-feira, janeiro 20th, 2010

Degustação de vinhos de importação da MMV Importadora, cuja distribuição na Cidade de São Paulo cabe à Villa Vino, com sede  à Rua Tabapuã 133, cjto 71, Itaim Bibi, telefone 3168 6919 e 7735 4944, com apresentação de Kiko (Fernando Scarpelli Berti), realizada na noite de 12.01.2010 no Restaurante “Ráscal”, do Shopping Villa Lobos, Lapa, Capital – SP.

 

Sincero agradecimento aos participantes e ao Sommelier Alessandro, que se desincumbiu com invulgar desenvoltura servindo todos com tranqüilidade e presteza.

 

A Tenuta Caparzo, engloba três vinícolas: Borgo Scopeto, em Castelnuovo/Berardenga, Caparzo, em Montalcino/Siena e Doga delle Clavule, localizada em Magliano in Toscana.

 

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Surgiu na Toscana no fim de 1960 e desde então vem buscando aperfeiçoamento constante tanto nos vinhedos como na adega. Seus vinhos tiveram boas notas boas e se destacaram pela tipicidade, com exceção do Caparzo Bianco. Produz um dos melhores Brunellos di Montalcino, o La Casa que chegou a receber 96/100 pts. da Wine Spectator e normalmente recebe altas pontuações dessa revista, da Wine Enthusiast e de Robert Parker. Já teve seu vinho incluído na lista Top 100 2008 da WS e recentemente (dez/09), o Chianti Clássico e o Supertoscano Borgo Scopeto foram citados nas listas atuais do respeitado crítico Jorge Lucki.

 

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Caparzo Bianco Toscana IGT
Origem: Itália – safra: 2008 – álcool: 12% – uvas: Chardonnay (75%), Sauvignon Blanc (20%) e Gewürztraminer (5%) – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 95,00 (vendido com desconto por R$ 69,00)
Amarelo na transição para o dourado. Nariz agradável e de boa complexidade com prevalência das notas florais sobre um fundo defumado com uma leve pontinha de mel. Infelizmente a boca não entrega o anunciado no nariz porque tropeçou na falta de tipicidade e principalmente na falta de frescor. Corpo ligeiro e baixa persistência. Termina com ligeiro amargor. Bom para o dia-a-dia ou como acompanhamento de pizzas. WS 81/100 pts.
Avaliação: 84/100 pts.

 

Vermentino Doga delle Clavule
Origem: Itália – safra: 2008 – álcool: 12% – uva: Vermentino – região: Maremma/Toscana – preço: R$ 89,00 (vendido com desconto por R$ 69,00)

Palha com reflexos esverdeados. Nariz floral, frutas brancas e uma ponta cítrica. Boca macia, acidez delicada, boa integração dos elementos  álcool, fruta e principalmente acidez.  Sápido, de boa estrutura e  mais tipíco do que o anterior. Bom para aperitivos e carnes brancas.
Avaliação: 85,5/100 pts.

 

Sangiovese Caparzo Toscana IGT
Origem: Itália – safra: 2008 – álcool: 13,5% – uva: Sangiovese – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 75,00 (vendido com desconto por R$ 65,00)
Cor rubi violáceo intenso sem halo de evolução. Nariz complexo com sugestões de frutas negras como amora e framboesa sobre um fundo terroso.  No palato  um vinho limpo, ligeiramente tânico (qualidade boa), equilibrado, de acidez plena, seco e fácil de beber. Madeira bem integrada (4 meses em carvalho esloveno). Termina com alguma rusticidade e levemente secante.  3/5 anos de guarda
Avaliação: três taças (86/100 pts.)

 

Borgo Scopeto Chianti Clássico “Galo Nero”
Origem: Itália – safra: 2005 – álcool: 14% – região: Castelnuovo Berardenga/Chianti Clássico/Toscana – uva: Sangiovese (100%) – preço: R$ 114,00 (vendido com desconto por R$ 104,00)

Cor semelhante ao anterior só que mais intensa. Nariz complexo com notas de baunilha, toques lácteos e uma leve sugestão medicinal com uma boa dose de frutas negras e especiarias. Ao ingressar na boca, apresenta uma estrutura plena e encorpada, com acidez salivante, taninos austeros e ao mesmo tempo elegantes formando um conjunto harmônico que termina com leve rugosidade que se dissipará  com mais algum tempo na garrafa (torcemos para isso). Agradou por conta de sua ótima tipicidade e persistência. Para ser degustado nos próximos 8/10 anos. Amadurece doze meses em barricas de carvalho esloveno e afina mais cinco meses na garrafa.
Avaliação: 87/100 pts. ++

 
Borgo Scopeto Chianti Classico Riserva DOCG – Vigna Misciano
Origem: Itália – safra: 2005 – álcool: 13% – uva: Sangiovese – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 194,00 (vendido com desconto por R$ 174,00)

Misciano é uma pequena vila do século XV onde está localizado o vinhedo mais importante da Borgo Scopeto. Situado a 360 metros de altitude, de exposição sul/sudeste e de solo cuja matriz é de areia e argila. Este Vigna Misciano só é produzido nas safras consideradas boas após uma rigorosa seleção de uvas. Análise organoléptica: vermelho rubi intenso com reflexos granada. Nariz intenso, fino com alcaçuz, frutas negras, musgo, cânfora e chocolate sobre um fundo tostado. Boca que confirma o nariz, quente, plena, generosa, taninos austeros, poderosos a revelar uma verdadeira usina de força face sua potência incomum, acidez gastronômica, madeira por integrar formando um conjunto aristocrático que certamente ganhará complexidade com mais alguns anos na garrafa. Vinho seco, de boa estrutura e de retrogosto com notas de chocolate e madeira. Excelente tipicidade. À mesa deve crescer ainda mais. Amadurece 18/24 meses em barrica de carvalho esloveno e francês e seu afinamento é no mínimo de 8 meses na garrafa. O produtor informa que sua capacidade de envelhecimento ultrapassa quinze anos.
Avaliação: 88/100 pts. ++


Cà del Pazzo  Toscana IGT 2004 – Supertoscano
Origem: Itália – safra: 2004 – álcool: 13,5% – região: Caparzo/Montalcino/Toscana – uvas: partes iguais de Sangiovese Grosso e Cabernet Sauvignon – preço: R$ 284,00 (vendido com desconto por R$ 264,00)

A antiga denominação de Caparzo, nos registros cadastrais, era Cà del Pazzo, região das uvas do primeiro superstoscano da região de Brunello. Vinho produzido somente nas boas safras após uma atenta seleção de uvas. Análise organoléptica: estilo diametralmente oposto ao do  Chianti Misciano. Cor semelhante só que um pouco mais viva e brilhante. Nariz sedoso sobressaindo inicialmente uma nota de mentol secundada por alcaçuz, especiarias e fruta em compota. Ao ingressar na boca, apresenta uma estrutura imponente e ao mesmo tempo generosa porque inunda o palato, com seus taninos aveludados, fruta em evidência e notas tostadas. Intenso, longo e profundo, apresenta grande harmonia de seus elementos. Alia de forma singular a força da Sangiovese com a elegância e balanço da Cabernet Sauvignon. Um vinho de excelente tipicidade que termina com surpreendente doçura, sem nenhuma aspereza. Para ser degustado nos próximos 10 anos. Amadurece 24 meses em barrica de carvalho francês e afina 12 meses na garrafa antes de ser distribuído. Consoante informação do produtor pode evoluir de 10 a 15 anos dependendo da safra. Decantar.
Avaliação: 90/100 pts. +

Valdivieso Single Vineyard 2006: um Cabernet Franc distinto

quarta-feira, janeiro 20th, 2010
Valdivieso Cabernet Franc: um dos melhores expoentes da cepa em terras andinas

Valdivieso Cabernet Franc: um dos melhores expoentes da cepa em terras andinas

 

 

Estabelecida no Vale de Curicó, a Viña Valdivieso tem como enólogo Brett Jackson Powell e no seu portfolio alguns dos vinhos mais saborosos do país Andino irmão. Apenas para ilustrar, um dos vinhos chilenos mais conhecidos internacionalmente, o famoso Caballo Loco, que dispensa comentários, é produzido pela Valdivieso.  A linha de produtos é bastante diversificada e, à exemplo de outros produtores, a Valdivieso é uma prova inconteste de que o Chile não produz somente bons Cabernets Sauvignons. Seu Eclat, um vinho elaborado à partir de uvas originárias do distante Vale do Maule, é uma gostosa mescla de Carignan, Mourvédre e Syrah. Na linha Single Vineyard, os destaques são praticamente todos os rótulos, mas,  para não cometer nenhuma injustiça,  registro que o Malbec e o Cabernet Franc sobressaem por conta da tipicidade. Nos brancos há um interessante Pinot Grigio.

 

Entretanto, o vinho escolhido é o Cabernet Franc que, na opinião de quem escreve essas linhas, é um dos maiores expoentes desta cepa no Chile. Por quê?  A resposta é simples. A vinícola  sempre exibiu um perfeito manejo desta cepa bordalesa que, ao ser bem tratada, produz vinhos excepcionais e o Valdivieso Single Vineyard Cabernet Franc não foge à regra. Além disso, é um vinho consistente e sobretudo confiável, porque safra após safra, sempre exibe a mesma qualidade porque reflete à perfeição o terroir local, ideal para a cepa.

 

Apenas para elucidação, transcrevo a avaliação deste vinho no Guia Descorchados 2009:

 

“Jugoso e elegante, viveza en frutas rojas sobre un lado especiado y fresco. La boca brilla en acidez, llena de matices, llena de una fresca acidez y un fundo de frutas negras. Muy, muy bueno.

Maridaje: Confit de pato y especias marroquíes.

Temperatura de servicio: 18 grados y decanter.

Consumo ideal: 2015

Nota: 92/100 pts.

 

 

O seu contra-rótulo informa que:

Foi feita uma minuciosa seleção de uvas desta cepa que crescem principalmente no Vale Central do Chile. O vinho resultante é moderado, envelhecido em barris de carvalho francês, tem a cor rubi escuro, sabor gostoso de frutas e aromas de carvalho. Taninos suaves e boa persistência.

 

 

Degustação – Valdivieso Single Vineyard Cabernet Franc 2006 – Vale de Colchágua – 14% álcool – Importadora Bruck – preço médio R$ 65,00

Cor: rubi violáceo profundo, intenso sem halo de evolução

Aromas: no início uma nota tostada domina o conjunto. Depois mentol sobre um fundo de frutas negras com destaque para ameixa. Evoluiu para geléia de amoras com uma pitadinha de cassis. Ótima sustentação sem a tradicional goiabada, apenas uma sobra de álcool que não incomoda. No fundo de copo uma sugestão achocolatada.

Boca: macia, intensa, taninos vivos sem incomodar. Como todo bom Cabernet Franc é redondo e tem boa fruta (madura), que não está subjugada pela acidez ou pelos taninos delicadamente potentes.  Tem profundidade. Quente no palato, termina ligeiramente curto, rugoso, salivante (boa acidez) e promete uma ótima evolução na garrafa nos próximos cinco anos. Uma boa pedida para quem deseja conhecer melhor a casta, porque este exemplar tem tipicidade de sobra. Boa relação preço-qualidade.

Avaliação: 89/100 pts. ++

 

Dois vinhos da Concha y Toro

segunda-feira, janeiro 18th, 2010
A linha Reserva Privada agora conta com um Sauvignon Blanc com uvas do vale de Limarí

A linha Reserva Privada agora conta com um Sauvignon Blanc com uvas do Vale de Limarí

 

 

O Chile vem se destacando no cultivo das cepas brancas e atualmente a de melhor resultado é a Sauvignon Blanc, principalmente nas regiões costeiras, as que mais se beneficiam das brisas frias do Pacífico. Atualmente, sem medo de exagerar, os sauvignons chilenos já apresentam nível de qualidade semelhante aos similares neozelandeses e sul-africanos.  A última novidade são vinhos da região costeira de Colchágua (Cordilheira da Costa, vinhedos a menos de 10 km do Pacífico), que é apontado com justa razão como um dos melhores terroirs para a Syrah.  Os exemplos partem da Casa Silva, com seu Cool Coast 2009 e da Santa Helena com seu Selección Del Directório Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009 – Viñedos Costeros  (10 km do Pacífico) – Valle de Colchágua.  Aqui, vamos analisar um vinho de outra região costeira ao norte de Santiago, nas fraldas do seco deserto de Atacama: o Vale de Limarí, indicado como apropriado para brancas como Chardonnay e Sauvignon Blanc, nesta ordem. Na ala das tintas o destaque fica por conta da Syrah.

 

 

Para tanto, o vinho escolhido foi o Casillero del Diablo Reserva Privada SB 2008, Vale do Limarí  -  13% álcool  - CyT do Brasil – R$ 72,00.

 

 

O seu contra-rótulo informa que:

Es un vino exclusive de edición limitada, elaborado a partir de uvas provenientes del Valle del Limarí. 

La presencia de vientos frios desde el Océano Pacífico y la abundante mineralidad de sus suelos hacen del Valle del Limarí un lugar único, con un clima privilegiado para producer Sauvignon Blanc de alta calidad.

 

Color: Amarillo pálido brillante

Aroma: Predominan sus notas minerales y cítricas provenientes del  Sauvignon Blanc. Ligera presencia de hierbas, las que aportan frescura al vino.

Boca: Es un vino fresco, elegante, con una rica y equilibrada acidez. Posee ligeras notas a lima y pomelo, permitiendo un final persistente.  

 

 

Degustação – Casilero Del Diablo  Reserva Privada Sauvignon Blanc 2008 – R$  72,00

Cor: palha claro brilhante

Aromas: típicos da casta com mineralidade evidente sobre notas vegetais (grama cortada e arruda) com média sustentação na taça.

Boca: intensa, forte e dura. Sua acidez marcante não dá espaço para fruta. É refrescante, todavia, pesado, rústico e quase selvagem no palato. Longo e intenso deixa um amargor vegetal que lembra limão siciliano no retrogosto. A própria Concha y Toro tem no seu vasto portfólio vinhos mais equilibrados por preço bem inferior. Será problema da garrafa? Acredito que não porque avaliado alhures também não empolgou. É um vinho correto, que tropeçou na relação preço-qualidade.

Avaliação: 85/100 pts.

Winemakers Lot 2005: um carménère primoroso, sem amargor ou notas herbáceas exageradas

Winemakers Lot 2005: um carménère primoroso, sem amargor e notas herbáceas exageradas

 

 

É voz corrente que cada país produtor de vinho deve ter uma identidade vitivinícola. A oportunidade do Chile se apresenta com a Carménère, uva bordalesa que se extinguiu por completo na França em razão da praga denominada Filoxera. Antes disso, foi trazida ao Chile e amplamente cultivada, porém, descobriu-se que grande parte das plantações de merlot eram de Carménère e o Chile é um dos poucos países onde está variedade é produzida e por isso que se converteu na sua bandeira. Seus vinhos são mais escuros que os merlots e ao ser colhida no seu ponto de madurez (gosta do clima quente), apresenta aromas de café, chocolate e terra úmida.  Na boca seus taninos são aveludados e doces.  Colhida antes de seu ponto de maturação seus aromas são predominantemente herbáceos, com notas de pimentão verde e na boca costuma apresentar um ligeiro amargor que lhe confere personalidade.

 

Suas principais regiões de cultivo no Chile são: Vales de Cachapoal, Colchagua, Maule e Rapel.

 

Também podemos afirmar que além do Chile, essa casta também é plantada no norte da Itália e no Brasil e nesses dois países, também foi confundida por muito tempo, só que com outra casta: a Cabernet Franc. Na Argentina, pouquíssimos e corajosos vinhateiros se aventuram com ela.

 

Em interessantíssimo artigo de autoria de Maria Edicy Moreira, veiculado na edição de número 77 de 2008 da Revista Vinho Magazine, importantes subsídios e informações dessa casta são trazidos pela articulista, senão vejamos: “a variedade se adaptou bastante bem às condições climáticas do Chile que, atualmente, tem a maior área cultivada de carménère no mundo (7.000 ha). Ela é motivo de orgulho para os produtores de vinhos chilenos que estão conquistando personalidade própria como os principais produtores de vinho a partir desta casta

 

 

Degustação –  Winemaker’s Lot Carménère 2005 – R$ 68,00

Cor: rubi intenso com reflexos violáceos sem halo de evolução

Aromas: paleta complexa e intensa com pimentão, frutas negras sobre uma forte nota tostada. Em alguns momentos chegou a evocar um bom Rioja.

Boca: solidamente estruturada com taninos potentes e ao mesmo tempo sedosos. Chega a ser guloso, com muita força e frescor.  Muito macio, a fruta está presente na forma de amoras e ameixas. Complexo e intenso tem no equilíbrio da fruta com a madeira o seu ponto alto. O álcool, na casa dos 14,5%, provoca apenas uma leve aquecida no palato. Termina sem amargor convidando para o próximo gole. Um carménère exemplar e sem os habituais exageros. À conferir. Bem conservado, poderá ser bebido com tranqüilidade até 2012/3.

Avaliação: 88/100 pts. +

 

 

 

 

Novidades da importadora Ravin – São Paulo

quinta-feira, janeiro 14th, 2010

rogerio-davila

Da esquerda para direita: José Alberto Zuccardi (vinícola Familia

Zuccardi), Luana Franceira,  Rogério D’Ávila (Diretor Comercial),

Viviane Borges (Gerente de Marketing) e a chef Regina Barreiro

 

 

 

Almoço na RAVIN

Realizado na segunda semana de janeiro, na sede da Importadora paulistana RAVIN, sito à Rua Gandavo 526, Vila Mariana, tel 011 5574 5789, com a presença do Diretor Comercial Rogério D’Ávila, do Diretor de Operações e Finanças Alberto Porto Alegre, da Consultora de Vinhos Elaine Silva e demais membros da Ravin.  Merece menção especial a recepção de primeiro nível e o almoço preparado com extrema competência pela Chef Regina Barreiro, escoltado por vinhos de diversas procedências do crescente portfólio da Ravin.

 

O menu:

 

Entradas

Salada Waldorf

Creme de Mandioquinha

Prato principal                                                                               

Picadinho Húngaro

Sobremesa

Mousse de Maracujá

 

 

Novidades da RAVIN 

Quem escreve essas linhas teve a satisfação de examinar, pela primeira vez, o novo catálogo da Ravin. Nele estão contemplados os seguintes produtores:

 

Família Zuccardi – Mendoza (Argentina)

Espumantes Pol Clément – Tournan (França)

Jean-Baptiste Audy – Bordeaux (França)

Grand Theatre/Univitis (França)

Médici Ermete – Emilia-Romagna (Itália)

Sacchetto – Veneto (Itália)

Tenuta San Guido (Sassicaia e Guidalberto) – Toscana (Itália)

Zaccagnini – Abruzzo (Itália)

A Mano – Puglia (Itália)

Calatrasi – Sicilia (Itália)

Morgante – Sicilia (Itália)

Agrícola Punica – Tenuta San Guido – Sardenha (Itália)

Vega Sauco – Toro (Espanha)

Quinta de la Rosa – Douro (Portugal)

Terras de Fialho – Alentejo (Portugal)

Azeites Família Zuccardi – Mendoza (Argentina)

 

A apresentação do catálogo é compacta e de fácil manuseio. Nele, Rogério D’Ávila anunciou a incorporação de novos produtores, a saber:

 

Spice Route – Swartland/Cape West Coast (África do Sul) com dois de seus principais vinhos, o Pinotage e o Mourvédre.

Fairview – Paarl/Stellenbosch (África do Sul)

La Capra - Coastal Region (África do Sul)

Goats do Roam – Paarl (África do Sul)

Viña Maipo (Chile), com uma linha de vinhos que vai do espumante Maipo Brut, passando pelos Varietais, linha Reserva, Gran Devoción até o vinho top Limited Edition, um Syrah do Vale do Maipo de produção limitada e de elevada qualidade. Importante destacar que a Viña Maipo fez uma aposta firme na Syrah e praticamente há vinhos dessa casta em todas as linhas.

Clerget Terroirs – Cotes-du-Rhône (França)

Lusovini - Terras de Fialho (Portugal)

Boas Quintas – Dão (Portugal)  

 

Além desses produtores, a Ravin passará fazer a distribuição com exclusividade para São Paulo do conceituado produtor Batasiolo, que tem um portfólio vasto que vai do Vino di Tavola “Della Casa”, Frascatti, Moscato D’Asti, Dolceto, Barbera, Chianti até Barbaresco e o celébre Barolo Ceréquio. Produtores nacionais distribuídos pela Ravin: Botticelli (VSF) e Marco Luigi (RS).

 

 

O novo catálogo, resultado de recentes viagens de Rogério e do sócio Alberto Porto Alegre, será lançado brevemente com a participação da imprensa especializada. Resumidamente, um dos objetivos da Ravin é o de, nos próximos cinco anos, crescer à razão de 10% ao ano e trabalhar no máximo com 200 rótulos.  Outras informações serão divulgadas no evento.

 

 

Durante o  almoço preparado pela Chef Regina Barreiro, na companhia de Rogério D’Avila e demais membros da Ravin, tivemos o privilégio de degustar os seguintes vinhos:

 

 

 

Viña Maipo Syrah 2009 – Valle Central – 13,3% – R$ 17,50 (disponível em março)

Com o costumeiro acerto o britânico Hugh Johnson observa que “o Chile não precisa de um influxo de diferentes variedades de uvas, mas de um melhor entendimento daquelas que já tem”. Este Syrah é o “entry level” desta vinícola integrante do conglomerado Concha y Toro e impressiona por seu perfil que corrobora a assertiva anterior. Vamos à sua análise organoléptica: Rubi violáceo de média concentração. Aromas simples e francos com groselha, mentol e uma ponta de especiarias. Boca redonda e macia. Corpo médio e balanceado confirmando a fruta. Álcool integrado. Fim-de-prova limpo, suave e sem arestas. Boa tipicidade. Excelente relação qualidade-preço.

Avaliação: 86/100 pts.     

 

 

 

 

Viña Maipo Gran Devoción

Carménère/Syrah – Valle Del Maule – 14,5% álcool – R$ 69,00 (primeiro semestre 2010)

No Chile, o Vale do Maule com seus extensos vinhedos é a bola da vez. Muitos investimentos e a melhor compreensão de seu terroir já estão a produzir resultados alvissareiros. Uma das principais características da linha “Gran Devoción” é que todos os vinhos tintos levam Syrah, seja como “protagonista” ou “coadjuvante”. Este, produzido com uvas dos vinhedos de “Villa Alegre y Lourdes”, amadurecido 14 meses em barricas de carvalho francês e americano, surpreendeu por sua maciez, presença de fruta e balanço. Aqui, a protagonista com 75% de participação é a Carménère e a coadjuvante é a Syrah, com 25% restantes. Análise organoléptica: Atraente cor púrpura intenso brilhante com reflexos arroxeados. Boa complexidade aromática com leve toque achocolatado e vegetal da Carménère e uma ponta de especiarias da Syrah. Na boca encanta pela maciez de seus taninos, presença de frutas negras com madeira integrada e discreta sobra de álcool. Rugoso e ao mesmo tempo profundo, termina redondo e suave prometendo boa evolução na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 88/100 pts. +

 

 

 

Viña Maipo Limited Edition Syrah 2005 – Valle del Maipo – 14,5% álcool – R$ 105,00

O Vale do Maipo é apontado por suas características como o melhor terroir chileno da Cabernet Sauvignon, cepa mais importante deste tradicional produtor de vinhos do Novo Mundo. Todavia, numa tentativa de derrubar esse paradigma, a Viña Maipo elabora este vinho que tem uma pequena participação de Cabernet Sauvignon, apenas 9%. A Syrah fica com o restante e provém do “Viñedo Quinta Del Maipo”, no coração do Vale do Maipo, cortado pelo rio de mesmo nome com as benesses do solo aluvial, pedregoso e pobre em nutrientes, como convém às videiras. Degustação: cor semelhante a do exemplar anterior com mais profundidade e intensidade. No olfato alcaçuz, notas balsâmicas, groselha, geléia de amoras, coco e ligeira sobra de álcool. Boca a revelar um vinho potente, vigoroso, quente, concentrado e sobretudo tânico reivindicando mais alguns anos na garrafa para o seu arredondamento. Tem perfil distinto dos Syrahs de Aconcágua e sobretudo de Colchágua. A fruta doce e madura confirma as sensações olfativas. Termina longo, agradável e com uma ponta de adstringência. Pede uma carne suculenta, como por exemplo costeletas de cordeiro e queijos curados. Longa vida na garrafa pela frente. À conferir. Apenas à título de informação, a safra 2006 deste mesmo vinho amealhou 90/100 pts. da Wine Advocate de Robert Parker e 91/100 pts da WS. 

Avaliação: 88/100 pts. ++

 

 

 

A Naca Rosso IGT Sicília – Calatrasi 2006 – 14,5% álcool – R$ 298,00

A Casa Vinícola Calatrasi di San Cipirello (cidade ao Sul de Palermo/Itália) é uma vinícola siciliana cuja produção apresenta qualidade em constante crescimento. Já obteve, inclusive, a certificação ISO 9002. O estilo de seus vinhos conjuga tradição siciliana e gosto internacional. As principais uvas são Chardonnay, Catarratto, Nero d’Avola, Merlot, Syrah, etc.  Análise organoléptica: Com 95% de Nero D’Avola e 5% de outras uvas autóctones, este A Naca apresenta cor rubi intenso com reflexos púrpura. Nariz amplo, envolvente e complexo com alcaçuz e alguma fruta (cereja e amora) sobre um fundo de tabaco. Na boca sua entrada é quente e confirma as sensações olfativas com taninos densos, poderosos e doces. Ótima acidez e integração dos taninos, fruta e madeira (amadurece 15 meses em barricas de origem não divulgada). Deixa uma sensação agradável no fim de boca. Vinho que se destaca por conta de sua tipicidade e inequívoca personalidade mediterrânea. Seu estilo lembra um bom Amarone.

Avaliação: 90/100 pts. ++

 

 

 

 

Guidalberto IGT Toscana 2006 –13,5% álcool – R$ 348,00

A Tenuta San Guido está estabelecida em Bolgheri, Toscana e produz um dos vinhos mais destacados e amiúde apontado como o melhor de toda Bota: Sassicaia. Fundada em 1968 seu proprietário é o Marchese Nicolò Incisa della Rocchetta, filho do piemontês Mario Incisa della Rocchetta (morto em 1983) e da ítalo-americana Clarice della Gherardesca.   Guidalberto della Gherardesca, viveu em Bolgheri no começo século XVIII e foi o pioneiro da viticultura nessa região.  A primeira safra do Guidalberto foi lançada em 2000 e nesta versão 2006 leva 45% de Cabernet Sauvignon, 45% de Merlot e 10% de Sangiovese. Amadurece doze meses em barricas novas de carvalho americano (20%) e francês (10%) e o restante das barricas são oriundas do Sassicaia. Análise organoléptica: rubi violáceo intenso e profundo. Paleta aromática complexa, fruta em evidência com notas de amoras, ameixas, especiarias e uma leva sugestão balsâmica. Na boca é um vinho expansivo e solidamente estruturado com uma impressionante massa de taninos de ótima qualidade. Sem conflito entre fruta e madeira. Necessita de tempo para evoluir na garrafa, contudo, já dá mostras do que será daqui alguns anos: um vinho de estilo francês com acento italiano. Fim de prova persistente e sem arestas. Vinho reconhecidamente longevo, produzido com uvas da safra 2006 considerada excelente na Toscana, para ser bebido nos próximos dez anos. Obteve 92/100 pts. da WS (31.10.2008) e de RP (01.06.2008) e também está disponível na Ravin.

Avaliação: 91/100 pts. ++

 

Batasiolo “Bosc d’la Rei” Moscato D’Asti 2007 – 5,5% álcool- R$ 44,00

Palha com reflexos esverdeados. No nariz uma profusão de aromas que vai de damasco, maracujá até abacaxi em calda. Na boca é frisante e se destaca por conta de seu frescor, ótima acidez e apesar do baixo teor alcoólico, tem boa sustentação e concentração de fruta. Termina persistente, equilibrado com sugestão de mel. É acompanhamento ideal para panettones e doces em compota. Apresentou excelente harmonização com o mousse de maracujá preparado por Regina Barreiro. Por sua versatilidade, também pode servir como aperitivo.

Avaliação: 87,5/100 pts.