Archive for month dezembro, 2009

Dois vinhos argentinos: Mora Negra Malbec-Bonarda 2005 e Espumante Toso Brut

terça-feira, dezembro 29th, 2009
Mora Negra 2005: tradicional corte argentino no qual a força da malbec e temeprada pela fruta da Bonarda, que atinge alta expressão em Tulum-San Juan

Mora Negra 2005: tradicional corte argentino no qual a força da Malbec é temperada pela fruta da Bonarda, que atinge alta expressão em Tulum-San Juan

 

A região de San Juan possui uma superfície de 89.561 km2 dos quais 50.000 mil hectares são destinados à vinicultura. Tem cerca de 620.000 habitantes. Sua economia tem por base a agricultura, que depende da presença de verdadeiros oásis perto da Cordilheira dos Andes da qual descem diversos rios que são autênticos cordões transversais. O cultivo das videiras é a atividade mais importante dessa Província. Fica atrás apenas de Mendoza nas estatísticas do vinho argentino: tanto na superfície de vinhedos como no volume produzido. Vários são os vales dessa região: Tulum é o mais importante, seguido dos vales Ullum-Zonda, Calingasta, Jáchal e El Pedernal. Há diversos vinhedos próximos das margens dos rios Jáchal e San Juan os quais desempenham o papel de fornecer água para a irrigação dos vinhedos. Uma das principais características desse terroir é a composição do solo, aluvional  e arenoso. Altitudes médias de 600 metros. As principais uvas são: Syrah, Bonarda, Malbec, Tannat e Cabernet Sauvignon e Franc. Um corte muito comum é a fusão da Cabernet Sauvignon à Syrah, à moda australiana. Na ala dos brancos a Viognier é um dos destaques ao lado da Chardonnay e da Torrontés.

 

Sobre a Finca Las Moras

Pertencente ao grupo Peñaflor é a flilial sanjuanina da Bodega Trapiche e os seus vinhedos estão localizados no Vale de Tulum (650 metros de altitude), aos pés da Cordilheira dos Andes, principal zona vitícola da Provincia de San Juan. Ali se produzem vinhos expressivos e de características frutadas. Diversos já foram avaliados pela Wine Spectator e Wine Advocate de Robert Parker com boas notas.

 

 

 

O Mora Negra foi o primeiro tinto de alta gama elaborado em San Juan. Um blend balanceado de Malbec-Bonarda, corte argentino por excelência, com uvas de vinhedos de trinta e três anos. O que diz o “contra-rótulo”: Mora Negra es un corte único de Malbec e Bonarda, cuyas uvas son obtenidas de los viñedos más añejos de Finca Las Moras, em la Província de San Juan.

El  água del deshielo de los Andes irriga por goteo las viñas que producen  este vino.  Las uvas son luego cosechadas a mano, racimo por racimo, seleccionando únicamente aquellas que señalan estar em su ponto óptimo de madurez. Para preservar las condiciones del suelo, el rendimiento de las parcelas  es constante y acotado. Mora Negra despliega una pureza excepcional de la fruta y la elegancia propia de um vino estibado por 15 meses em barricas de roble francés.

Notas de cata: de color púrpura intenso. Su aroma a frutos del bosque com algunas notas de chocolate, abre paso a unos taninos redondos y amables, que alargan  el  gusto en boca. Mora Negra es la expresión pura de la tierra donde nasce. Potencial de guarda: cinco años. Unicamente 10.018  botellas elaboradas”.

 

 

 

Degustação

Mora Negra de Finca Las Moras 2005 – Região: vinhas velhas de Tulum, 650 metros de altitude/San Juan com vinificação em Maipú, Mendoza – álcool: 14,5% – uvas: Malbec (70%) e Bonarda (30%) – importador: Decanter -

Cor: rubi concentrado, intenso, profundo com reflexo púrpura. Já na cor revela excelente extração.

Olfato: paleta aromática complexa, profunda e limpa com amoras, cassis, especiarias, trufas, chocolate e uma ponta floral (violetas) aportada pela malbec. 

Boca: subscrição total do olfato. Os quinze meses de barrica ainda estão para se integrar e já permite algum espaço para a fruta com amoras em evidência sobre um fundo vegetal. Taninos vivos e ligeiramente secantes. Ótima concentração de sabor com frutas negras, especiarias e madeira de boa qualidade. Carnudo e volumoso no palato sua massa de taninos finos contrabalançados por sua acidez salivante e álcool integrado que lhe dão vida. Bem estruturado e de prolongado final, termina com ligeira adstringência que não incomoda. Mais algum tempo na garrafa aprimorará suas qualidades. Recebeu 85/100 pts. da Wine Spectator em 31.12.2008 e 89/100 pts. da Wine Advocate de Robert Parker em 31.12.2008. Incluído como finalista dos 69 melhores vinhos argentinos do Guia Austral Spectator 2009.

Enogastronomia: ravióli de cordeiro ou um bom spaghetti com molho bolonhesa.

Preço – R$ 142,50

Nota: 88/100 pts.+  

 

 

O nível de qualidade do espumante Toso Brut é um indicador fiel do atual estágio dos espumantes argentinos

O nível de qualidade do espumante Toso Brut é um indicador fiel do atual estágio dos espumantes argentinos

 

Espumante Toso Chardonnay  Brut

 

 

A família Llorente, atual proprietária desta antiga bodega detentora de vinhedos próprios no Maipú, em Barrancas, nos últimos anos empreendeu mudança drástica no estilo dos vinhos, agora com perfil internacional e de espírito vanguardista. A vinícola foi fundada pelo imigrante piemontês Pascual Toso em 1880 em San José de Guaymallén e atualmente conta com a importante assessoria do enólogo californiano Paul Hobbs, conhecido internacionalmente e contratado em 2001 para acompanhar a Bodegas y Viñedos Pascual Toso em seu novo estágio. Paul trabalha em conjunto com o competente enólogo argentino Rolando Luppino, no desenvolvimento dos vinhos premium e super premium. O troféu de melhor produtor argentino premiado pelo IWSC (Londres) em 2007, reflete a qualidade atingida. Novamente em Londres, agora em 2009, a vinícola repetiu o feito e foi o produtor argentino mais premiado.

 

 

O que diz o contra-rótulo: “This Toso Sparkling wine has been made by one of the oldest, prestigious  wineries in Argentina, a winery  that has continued the traditional methods of wine  making for the last eighty years. Made from 100% chardonnay, this wine has a soft fresh style  for early  enjoyment , but will evolve and gain complexity  in the bottle with age. -11,5% álcool”

 

 

Degustação Espumante Toso Brut

Método: Charmat  Região: Guaymallén/Mendoza – álcool: 11,5% – uva: chardonnay (100%) – imp: Interfood – engarrafamento: 2009 

Cor: palha claro com borbulhas finas, intensas e coroa de espuma persistente.

Olfato: o ataque inicial é seco, mas logo desponta uma ponta cítrica ao lado das tradicionais notas de leveduras, pão fresco, leve floral que confirma boa tipicidade.

Boca: subscreve o olfato com adequada concentração de sabor, sugestão de frutas secas e um levíssimo amargor que não destoa nem desequilibra o conjunto. O que lhe dá prazer é o seu intenso frescor aliado à boa fruta madura, alguma untuosidade que o habilita a ser bebido sozinho ou acompanhado de aperitivos. Final harmonioso e vivaz.

Comentário: detentor de uma das melhores relações preço-qualidade do mercado. Uma de suas últimas premiações foi “médaille d’or  no Challenge International Du Vin – France 2007

Preço – R$ 22,90 (Rei dos Whiskys e Vinhos – tel. 011 3488 2199)

Nota: 87/100 pts

 

 

 

 

Vinho do Ano: Don Maximiano Founder’s Reserve 2005, um consistente ícone chileno

sábado, dezembro 26th, 2009
Don Maximiano: um vinho melhor a cada safra que dificilmente desapontará que estiver disposto a pagar mais de R$ 200 por uma garrafa

Don Maximiano: a cada safra um vinho melhor que dificilmente desapontará quem estiver disposto a pagar mais de R$ 200 por uma garrafa. Um ícone que já chegou a custar US$ 10 - safra 1989, Wine Spectator 15.06.1992

 

O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs e desta vez a idéia do coordenador Alexandre Frias foi inusitada, contudo, bem recebida pela comunidade: a de relatar o melhor ou melhores vinhos do ano de 2009 através de um megapost, a ser publicado no dia 28 de dezembro de 2009. Então aí vai a minha singela contribuição: o consistente Don Maximiano 2005 foi o escolhido e, apesar de haver pontuado melhor outros caldos que tive oportunidade de provar, considerei alguns critérios para a sua escolha: a par de sua qualidade intrínseca, é um vinho que pode ser encontrado no Brasil sem dificuldade e principalmente por preço muito próximo ao de sua terra natal – Chile. Lá, custa cerca de $ 69.000 pesos chilenos, que convertidos na nossa moeda resultam em R$ 241,27. O seu importador oficial, Vinci, comercializa a safra 2006 por R$ 256,52. Ou seja, o Don Maximiano pode ser comprado no Brasil praticamente pelo mesmo preço de seu país de origem e tal fato pôde ser comprovado recentemente, no próprio Chile. Explico. Na famosa loja “El Mundo del Vino”, a safra 2006 tinha preço fixado em $ 69.000, mesmo preço indicado no Guia Descorchados 2009.

 

 

 

Mas vamos à análise do vinho porque é o que nos interessa. Inicialmente, transcrevo informação do importador oficial que reputo importante: “Um dos grandes ícones do vinho chileno, o aristocrático Don Maximiano Founder’s Reserve é, segundo o conceituado Guía del Vino, “sem dúvida um dos melhores Cabernet Sauvignon do Chile disponíveis no mercado”, tendo mostrado que está ao mesmo nível dos maiores vinhos do mundo nas famosas “Catas de Berlin”. Com seu estilo elegante, de inspiração européia, foi apontado por Jancis Robinson como “extremamente equilibrado, uma resposta bastante completa e sofisticada aos vinhos de Bordeaux”.

 

 

 

Algumas informações técnicas:

Uvas: majoritariamente Cabernet Sauvignon, seguida de Cabernet Franc, Petit Verdot e Shiraz, com proporções variáveis a cada safra, originárias de vinhedos com cerca de 33 anos de idade.
Vinificação: A vinificação das vinhas ocorre em separado. Fermentação tradicional em tanques de aço com temperatura controlada entre 24 e 30ºC. Maceração durante 20 e 33 dias.
Amadurece dezoito meses em barricas de carvalho francês cem por cento novas.
Envelhecimento: mais de 10 anos
Enogastronomia: cordeiro assado, carnes grelhadas (Cordeiro, Boi, Vitela) e churrasco.

 

 

 

O que diz o “contra-rótulo”: Don Maximiano es el resultado de nuestro permanente desafio por producir el mejor Cabernet Sauvignon  del Valle de Aconcágua. Pequenas cantidades de Cabernet Franc, Petit Verdot y Shiraz em la mezcla le outorgan mayor complejidad. El vino envejeció durante 18 meses em barricas nuevas de roble francês para su posterior mezcla y embotellado. Complejo y fascinante, este vino se caracteriza por sus aromas a cereza, trufa, chocolate y especias; además de su bien estructurado paladar.  Taninos firmes y elegantes conducen a um deliciosos y prolongado final.” www.errazuriz.com.www

 

 

 

Degustação

Don Maximiano Founder’s Reserve 2005 – Região: Aconcágua – álcool: 14,5% – importador: Vinci – preço: US$ 125,90 (2005)

Cor: rubi concentrado, intenso e profundo com reflexos púrpura. A concentração de cor revela excelente extração.

Olfato: paleta aromática complexa e elegante com frutas negras, especiarias, trufas, chocolate, tabaco, cassis e amoras.  Antes disso tudo apareceu uma nota de baunilha que denunciou a sua juventude.

Boca: subscrição total do olfato. Ainda jovem. Taninos vivos e muito macios, frutas negras, especiarias e madeira de boa qualidade. Paladar volumoso, denso e elegante: tudo no lugar certo sem os habituais exageros. Bem estruturado e de prolongado final, no qual a cabernet sauvignon lhe aporta frescor, a cabernet franc estrutura, a petit verdot lhe dá cor e a shiraz lhe dá personalidade, é um vinho hedonista cujo tempo na garrafa aprimorará essas qualidades. Fim de prova empolgante. Recebeu 91/100 pts. WS em 15.05.2008 e 93/100 pts. da WA de Robert Parker em 31.10.2008 

Nota: 92/100 pts.++   Degustado três vezes desde sua chegada ao mercado brasileiro

Preço – R$ 256,52 (2006)  

Vinhos do Natal: Chateau Carbonnieux 2004, Champagne Blanc de Blancs Angel Dust e Berlucchi Cellarius Rosé 2003

sexta-feira, dezembro 25th, 2009

carbonnieux

 

 

Um dos últimos vinhos de 2009 é um velho conhecido de quem escreve essas linhas: trata-se do vinho em epígrafe, um “Grand Cru Classé de Graves”, Appellation Pessac-Léognan Contrôlée, safra 2004. Trocando em miúdos, é um vinho produzido fora do Médoc francês e bem próximo à cidade de Bordeaux.  É um “grand cru classé” de Graves ao lado do “premier cru classé” Château Haut-Brion, integrante da classificação de 1855. Château Pape-Clément e o Château Smith-Haut-Lafite também são dessa região.

 

     

Sobre o Chateau Carbonnieux

Fundado no fim do século XIV hoje é um vinho clássico de Graves. Foi visitado por Thomas Jefferson em sua viagem através de vinhedos franceses. A variedade do encepamento de Merlot, Cabernets, Malbec e Petit Verdot constitui respeito à lógica bordalesa. Hugh Johnson (Guia de Vinhos, edição 2008, Nova Fronteira) observa que se trata de uma “grande propriedade – noventa hectares – histórica em Léognan para excelentes tintos e brancos. Os brancos, 65% sauvignon blanc, podem envelhecer por até dez anos”. Na esplêndida safra 2005, a versão branca recebeu nada menos do que 93/100 pts. de RP.

 

O contra-rótulo informa que: “Situe au Coeur de l’apellation Pessac-Leognan, le Château Carbonnieux est, à la fois, um de plus ancien mais aussi um dês plus vaste Cru Classé de Graves. Vinifié et eleve dans la plus classique tradition Bordelaise, ce vin est um modele d’equilibre, entre finesse et élégance. Il  révèlera tout son  potentiel au vieillissement. Cépages: 60% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot et 10% Cabernet Franc”

 

 

Degustação

O Château Carbonnieux apresentou cor rubi com reflexos violáceos e discreto halo granada. Começou fechado. Mas é uma garantia de prazer no nariz, porque a par de exibir as notas frutadas de muitos tintos de qualidade, a cabernet sauvignon dá o tom com notas de licor de cássis, ameixas, coco e ligeiro tostado, com destaque para sustentação desses aromas na taça. Na boca a sua entrada revela um vinho redondo, bem estruturado, de taninos ainda presentes, porém finos a lhe conferir elegância ímpar. A fruta doce encontrada no nariz se repete no palato e proporciona sensações levemente adocicadas. O álcool, na casa dos 13%, está plenamente entrosado com a acidez e resulta num vinho de ótimo frescor, com discreta mineralidade e bom equilíbrio. Por fim, esse delicioso tinto bordalês termina suave e com pequena adstringência, a qual será aplacada com seu envelhecimento na garrafa nos próximos dez anos, levando nota “nove” no quesito harmonia. É um vinho firme, estruturado e longevo. Seu persistente retrogosto evoca chocolate.

Preço: R$ 274,90 (Carrefour – também pode ser encontrado nas importadoras Grand Cru e Mistral) Obs.:  a safra seguinte 2005 considerada excelente em Bordeaux e particularmente bem-sucedida para o produtor em questão, consoante apontamento de crítico inglês Hugh Johnson.  Este 2004  levou  90/100 pts de RP em 30.06.2007 e 87/100 da WS em 31.03.2007

Avaliação: 90/100 pts. ++

 

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Champagne Blanc de Blancs Angel Dust Extra Dry 

 

De importação da SP Gourmet, comandada pelos franceses Georges Plaskocinski e Hugo Belloc, tem um portfólio enxuto com alguns vinhos que são verdadeiras revelações de Mendoza e do Noroeste da Argentina. Recentemente, promoveu degustação na SBAV-SP de três champagnes, um deles com a chancela do festejado produtor Michel Gonet. São produtos excepcionais, comercializados pela empresa francesa Part des Anges, que seleciona Champagnes, Cognacs e Whiskyes únicos. Part des Anges presta uma homenagem à paixão e ousadia de seus criadores e num primeiro momento, apresenta no Brasil sua seleção exclusiva de Champagnes, com as marcas Exclusive Vintage e Angel Dust.

 

Acredita-se que o nome da empresa Part des Anges ou “Parte dos Anjos”, é a expressão utilizada para traduzir poeticamente a evaporação de um destilado envelhecido em barril. Segundo Jacno, cantor francês é “a parte do sacrifício não negociável que um destilador precisa deixar evaporar para alcançar um néctar incomparável”.

 

 

  

Degustação

Champagne Blanc de Blancs Angel Dust Extra Dry – Palha com reflexos esverdeados. Perlage finíssima e constante com borbulhas muito pequenas e abundantes. Muito complexo no olfato com sugestões de avelãs, nozes, flores brancas e uma deliciosa nota crocante. Boca rica e elegante, álcool integrado (12,5%), com fruta madura, acidez firme, delicada, crocante contrabalançada por ótimo frescor. Longo e profundo, termina doce e harmonioso e no retrogosto uma nota de mel. Vai bem como acompanhamento de aperitivos e pratos leves. À conferir. O preço vendido o torna boa opção para o período de festas que se aproxima.

Preço: R$ 215

Avaliação: 90/100 pts.

 

 

berlucchi-cellarius1

 

 

Vino Spumante Berlucchi Cellarius – Brut Rosé – Vendemmia 2003 – Sboccatura 2007

 

Importador: ARS VIVENDI – Alameda Tietê nº 43, loja 14, cep 01417-020, Jardins, Capital – São Paulo. Contato: info@arsvivendi.com.br ou pelos telefones 3082 7233 e 3891 1036 – www.berlucchi.it

 

 

Franciacorta é uma D.O.C.G. italiana situada na Lombardia que se constitui num pequeno centro produtor de espumantes cuja qualidade e reputação estão em ascensão. Há quem diga que são dignos de rivalizar com os melhores espumantes e champagnes franceses, em razão dos fortes investimentos em qualidade e tecnologia de seus produtores. Os vinhos são produzidos exclusivamente pelo método “champenoise” e por isso são fermentados na própria garrafa. Uma das derivações do termo Franciacorta vem de “Franchae Curtes” que significa “cortês francas”, que era um território italiano livre de impostos que historicamente serviu de passagem para a Suíça, Áustria e França. Esse nome apareceu escrito pela primeira vez em 1.277. Atualmente, Guido Berlucci é o maior produtor italiano desse espumante que no rótulo não traz a indicação “DOCG”, provavelmente por ter uvas de vinhedos do Trentino e do Oltrepò Pavese. Também produz vinhos tranqüilos (um deles foi degustado – Berlucchi Bianco Imperiale) à partir das castas Chardonnay, Pinot Bianco e Pinot Nero que recebem a classificação D.O.C. “Terre di Franciacorta” e os tintos são produzidos com Cabernet, Barbera, Nebbiolo e Merlot.
Por fim, cabe destacar que em 2002 a União Européia autorizou a não utilização da DOCG nos rótulos e somente da denominação Franciacorta, privilégio concedido somente a nove tipologias semelhantes na Europa inteira.

 

 

O contra-rótulo informa que: “Chardonnay e Pinot Nero, sapientemente dosati, danno cita a questo raffinato spumante rosé; all’ofatto le eleganti note di frutti di bosco e frutta matura sono ben amalgamate con I delicate profumi di lieviti e crosta di pane. Al palato è fine ed elegante, con ottima acidità e corpo, ed equilibrate morbidezza. Consigliabile a tutto pasto, accompagna salumi, primi piatti saporiti, carni gustoes e formaggi; esalts la sua struturra abbinato ai crostacei. Cellarius Rosé è affinato almeno 30 mesi sui lieviti, seconde le rigide norme del metodo classico. Conservare la bottiglia coricata, in ambiente fresco ed asciutto, lontana dalla luce e da fonti di calore. Servire a temperature di 8°”  - Guido Berlucchi – Borgonato di Corte Franca – Itália

 

 

Degustação

O Berlucchi Cellarius Rose 2003, apresenta coloração rosa salmão intenso. Perlage abundante, persistente com borbulhas muito pequenas e numerosas. Coroa de espuma duradoura. Nariz delicado, com predomínio de frutas vermelhas frescas (decorrentes da pinot nero que tem participação majoritária no corte), brioches, frutas secas (amêndoas), pão torrado e toques lácteos. Cremoso no palato, elegante, estruturado com fruta madura, ótimo frescor e um pequeno amargor no fim-de-boca que não prejudica o conjunto. Acidez correta e álcool equilibrado. Com 12,5% de álcool, sua persistência gustativa e tipicidade. Conservado na geladeira  desde setembro de 2007, apresentou boa evolução na garrafa.

Avaliação: 89/100 pts.

Viña Undurraga

quarta-feira, dezembro 23rd, 2009

   

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É uma vinícola localizada na Ruta 78, km. 34 (Camino a Melipilla), Santa Ana, tel. 2-8172346 – Fax 2-8172308, e-mail: info@undurraga.cl Para chegar lá não é muito difícil, basta chegar via metrô ao Terminal San Borja e pegar qualquer ônibus cujo destino seja Talagante. A visita é ótima com fartas informações e dura cerca de quarenta minutos e se encerra com a degustação de diversos vinhos Undurraga, desde os varietais, passando pela linha Sibaris até chegar na recente linha TH – Terroir Hunter, composta de três varietais: Sauvignon Blanc, Syrah e Pinot Noir.

chile-novembro-2009-146

 

Fundada em 1885 por Don Francisco Undurraga, empresário do século XIX que foi um dos pioneiros da vitivinicultura no Chile. Com plantas trazidas pessoalmente da França e Alemanha sob a supervisão do conhecido viticultor francês M. Pressac, plantou os primeiros vinhedos no “Fundo Santa Ana”, cujo nome foi dado em homenagem a sua esposa Doña Ana Fernández Iñiguez. Este fundo, localizado em Talagante, a 34 km. de Santiago, no coração do Vale do Maipo, recebeu as primeiras plantações das cepas Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc, Merlot, Pinot Noir, Riesling e Gewürztraminer no ano de 1885 e já em 1903 houve os primeiros embarques aos EUA. Atualmente os vinhos Undurraga estão presentes em mais de cinco países nos cinco continentes.

 

Durante muito tempo foi considerada uma vinícola familiar e tradicional, mas há pouquíssimos anos foi vendida ao empresário José Yuraszeck, que implantou novas linhas de vinhos, adquiriu novos vinhedos e contratou o enólogo Rafael Urrejola, (ex-Leyda) para a equipe liderada por Hernán Amenábar. Rafael é responsável pela linha TH – Terroir Hunter, que teve cinco vinhos avaliados pelo Guia Descorchados 2009 com notas oscilando entre 91/100 e 93/100 pts. O guia em questão destaca que “os vinhos têm caráter e força nunca vistos nesta casa tradicional do Vale do Maipo”.

 

 

Linha de vinhos disponíveis na vinícola na data de nossa visita :

 

Vinhedos de Pinot Noir no Vale do Maipo: solo de origem aluvial, de textura fina e bem drenados. Os terrenos são planos, de profundidade média e moderada fertilidade. As uvas do Pinot Noir varietal pertencem a esse terroir e o vinho demonstra grande tipicidade e relação preço-qualidade muito atraente.

Vinhedos de Pinot Noir no Vale do Maipo, 2 km do Rio Maipo: solo de origem aluvial, de textura fina e bem drenado. Os terrenos são planos, de profundidade média e moderada fertilidade. As uvas do Pinot Noir varietal pertencem a esse terroir e o vinho demonstra grande tipicidade e relação preço-qualidade muito atraente.

 

 

 

Altazor

Founder’s Collection 

TH – Terroir Hunter

Sibaris

Late Harvest

Aliwen

Viejo Roble

Varietales

Pinot/Rhin

 

A visita dá direito à degustação de cinco vinhos

A visita dá direito à degustação de cinco vinhos, inclusive um da linha TH - Terroir Hunter

 

 

 

 

Undurraga TH – Terroir Hunter Sauvignon Blanc 2008

Origem: Chile – safra: 2008 – álcool: 13,7% – região: San Antonio/Lo Abarca – uva: Sauvignon Blanc – preço: $ 8.000 pesos chilenos na vinícola – A linha Terroir Hunter está composta de nove rótulos, a saber: três sauvignons:  Leyda, Casablanca e Lo Abarca, três Pinots: Casablanca, Leyda e Bío-Bío, dois Syrahs: Limarí e Maipo e finalmente um Chardonnay do Vale de Limarí.  Análise organoléptica: Palha claro brilhante. Aromas minerais, salinos de ótima intensidade com espaço para alguma nota cítrica. Destaca-se mesmo é no palato, com a repetição de sua mineralidade quase salina que se traduz no frescor, nas pitadas de limão siciliano e pêssego que evoca. Denso, estruturado e de grande volume na boca é um vinho profundo e rico, que pede um prato substancioso como acompanhamento. Final de prova longo, persistente e intenso. Faltou-lhe um pouquinho de elegância. Cresceu muito à mesa eis que mostrou sua riqueza gustativa ao ser degustado ao lado do prato “Mar de Chile”, uma caldeirada de frutos do mar do restaurante santiaguino Azul Profundo. De produção limitada a 720 caixas (8.652 garrafas envasilhadas em 16.09.2008), com uvas oriundas de um platô granítico de apenas 2,18 hectares situado a apenas 6 km do Pacífico.

Avaliação: 89/100 pts. +

Entrada da Adega

Entrada da Adega

 

Cesari Ripasso Bosan Valpolicella Superiore DOC 2006

sábado, dezembro 19th, 2009

 

Valpolicella Ripasso Bosan 2006

Valpolicella Ripasso Bosan 2006

 

 

Sobre o produtor
Gerardo Cesari S.p.A.

Fundada em 1936 por Gerardo Cesari, estabelecida na região de Verona desde sua criação, os sucessores do fundador vem tocando os negócios  tendo por  objetivo a manutenção da qualidade e aperfeiçoamento dos produtos cujo portfólio se destaca pela homogeneidade e consistência. O vinho ícone é o Amarone Bosan, reconhecido internacionalmente por seu ótimo desempenho nas degustações e concursos que participa.

 

Sobre o importador
Max Brands – The Partner’s Choice,  sediada nesta Capital sito à Vila Andrade, próxima do Shopping Plaza Sul (R. Eng. Antonio Jovino 220, cjto. 14, telefone  011 2174 6700),  comandada pelo experiente Alexandre Lessa Fadel, ex-presidente da Maxxium do Brasil durante sete anos. Focada nas marcas que representa, a Max Brands traz no seu portfólio De Cecco, Pampas Del Sur (Arg), Sottano (Arg), Santa Alicia (Chile), Cesari (Itália/Vêneto), Marques de Greyssac (França/Bordeaux) e Cave de Ladac (França/Beaujolais e Côtes du Rhône).  Em SP possui equipe própria e mais vinte e cinco representantes espalhados pelo Brasil. Suas operações iniciaram em janeiro de 2009 com trezentas mil caixas de vinhos importadas. Pretende crescer 25% em 2010. No que tange aos alimentos, a Max Brands  importa as massas De Cecco, sinônimo de qualidade e boa mesa.

 

Sobre o método Ripasso.
A técnica “Ripasso” tem sido historicamente utilizada na elaboração desse tipo de Valpolicella e se resume na refermentação de vinhos da mesma safra ou anteriores no bagaço das uvas da produção do Amarone. Por outras palavras, adiciona-se o Valpolicella num tonel com as leveduras do Amarone recém-fermentado. O açúcar ainda presente nas leveduras provoca uma segunda fermentação e o vinho ganha cor, teor alcoólico (até 1,5 graus a mais) complexidade aromática, taninos e corpo. Após a fermentação malolática, o Ripasso Bosan  matura por mais doze meses em barrica de carvalho francês. Depois, amadurece mais seis meses na garrafa. 

 

 

Degustação
Cesari Bosan Ripasso DOC 2006 – R$ 120,00
– Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. Potente e elegante no nariz com álcool elevado (14%). Depois de algum tempo esse álcool cedeu espaço para frutas negras, especiarias e uma deliciosa nota de licor de cacau. Boca rica, de taninos macios, aveludados, acidez gastronômica. Encorpado, profundo, intenso, sua concentração de sabor evoca ameixas, termina sedoso e sem arestas. De ótima tipicidade, apresenta qualidade superior a de alguns Amarones, principalmente os mais baratos. Ótima opção para carnes grelhadas, queijos maturados ou para ser bebido sozinho.  Cinco anos de vida pela frente.
Avaliação: 89/100 pts. +

Na degustação da Villa Vino, o destaque ficou por conta do Borgonero, um autêntico Supertoscano imponente, discreto e equilibrado e do delicioso Champagne Michel Gonet Rosé

terça-feira, dezembro 15th, 2009
O Champagne Michel Gonet Rosé, por R$ 180, tem relação preço-qualidade bastante atraente

O Champagne Michel Gonet Rosé, por R$ 180, tem relação preço-qualidade bastante atraente

 

Degustação de vinhos de importação da MMV Importadora, cuja representação em São Paulo cabe à Villa Vino, com sede nesta capital sito à Rua Tabapuã 133, cjto 71, Itaim Bibi, telefones 3168 6919 e 7735 4944, com Kiko (Fernando Scarpelli Berti), realizada na noite de 12.2009 – por este redator e por experientes degustadores  aos quais externo o meu sincero agradecimento e também ao competente sommelier Alessandro, do Restaurante “Ráscal”, do Shopping Villa Lobos, Lapa, Capital – SP.

 

 

 

A Tenuta Caparzo está localizada em Castelnuovo Berardenga/Montalcino, na região da Toscana e surgiu no fim de 1960 e desde então vem buscando aperfeiçoamento constante tanto nos vinhedos como na adega. Seus quatro vinhos tiveram boas notas boas e se destacaram pela tipicidade e pelos preços razoáveis. Produz um dos melhores Brunellos di Montalcino, o La Casa que chegou a receber 96/100 pts. da Wine Spectator e normalmente recebe altas pontuações dessa revista, da Wine Enthusiast e de Robert Parker. Já teve seu vinho incluído na lista TOP 100 2008 da WS e recentemente (dez/09), o Chianti Clássico e o Supertoscano Borgo Scopeto foram citados nas listas divulgadas pelo respeitado crítico Jorge Lucki no jornal Valor Econômico.

Kiko Berti: simplicidade, dinamismo e eficiência

Kiko Berti: simplicidade, dinamismo e eficiência

 

 

 

 

 

 

La Playa Block Selection

Origem: Chile – safra: 2006 – álcool: 13,8% – região: Limarí – uva: Chardonnay – preço: R$ 56,00 (vendido com desconto por R$ 50,00) – Coloração amarelo palha com reflexos esverdeados brilhantes.  Aromas próprios da casta com fruta madura (abacaxi), ligeiro tostado e uma forte sugestão mineral, bem na linha de um bom Chablis. Boca que se destaca por sua estrutura, untuosidade, forte mineralidade, bom frescor e um pequeno travo amargo. Vinho de ótima tipicidade e que, à mesa, compatibilizará com peixes, crustáceos e frutos do mar. Avaliação: 87/100 pts.

 

 

Michel Gonet Brut Réserve Rosé

Origem: França – safra: n/c – álcool: 12% – região: Champagne/Beychac et Caillau – uvas: Chardonnay (70%) e Pinot Noir (30%) – preço: R$ 230,00 (vendido com desconto por R$ 170,00) – Cor rosa salmão brilhante e intenso. Perlage finíssima e elegante. Ao nariz mostrou complexidade com notas de evolução, caramelo, amêndoas e depois de algum tempo fruta madura e toques que leveduras e pão fresco. Boca que subscreve integralmente o olfato com muita densidade, frescor e delicadeza. Expansivo no palato, tem cremosidade na medida certa e termina longo e profundo com uma nota de especiarias doces. Um champagne com tudo no sítio certo e que esbanja tipicidade e categoria. Para ser bebido sozinho, com aperitivos ou acompanhado de um prato da fina culinária francesa. Se bem conservado, ainda terá muita vida pela frente. À Conferir. Provavelmente é o champagne mais barato de sua categoria encontrado no mercado brasileiro.

Avaliação: 92/100 pts.

 

 

 

Axel Syrah

Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 13,6% – região: Colchágua – uva: Syrah – preço: R$ 99,00 (vendido com desconto por R$ 90,00)

Rubi violáceo com reflexos púrpura. Nariz típico da casta com especiarias e frutas vermelhas maduras – amoras e framboesas com boa sustentação e um agradável toque balsâmico. Na boca é macio, opulento, madeirado e com uma boa carga de frutas vermelhas e uma sugestão de chocolate e de café. Tem profundidade e concentração de sabor com estrutura, equilíbrio e largueza no meio de boca. Termina longo e sem arestas. Deve crescer com comida e com mais algum tempo na garrafa vai ganhar mais complexidade.

Avaliação: 89/100 pts.

 

 

Rosso di Montalcino Tenuta Caparzo DOC

Origem: Itália – safra: 2005 – álcool: 13% – uva: Sangiovese Grosso (Brunello) – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 114,72 (vendido com desconto por R$ 90,00)

Cor rubi granada límpido e brilhante. Nariz pouco intenso com notas mentoladas, sous bois, ervas, framboesa e leve toque floral. Boca que subscreve o nariz, taninos rugosos e secantes de boa qualidade (clamando por comida!), madeira integrada à fruta, acidez gastronômica, leve mentol e discreto amargor. Vinho seco, de boa estrutura, taninos em profusão de qualidade muito boa e retrogosto com notas de chocolate meio amargo. À mesa deve crescer ainda mais. Rústico e prazeroso esbanja tipicidade e qualidade, porque seu produtor é consistente, portanto confiável. Passa quatro meses em carvalho e dez na garrafa antes de ser comercializado. Beber ou guardar.

Avaliação: 87,5/100 pts.

 

 

 

Borgonero IGT – Borgo Scopeto – “Supertoscano”

Origem: Itália – safra: 2003 – álcool: 14% – região: Toscana/Chianti Classico – uvas: Sangiovese (60%), Cabernet Sauvignon (20%) e Syrah (20%) – preço: R$ 256,00 (vendido com desconto por R$ 230,40)

Cor semelhante ao anterior só que um pouco mais viva. Nariz complexo com notas de caça, couro, terroso, madeirado e com uma boa dose de frutas negras e especiarias. Ao ingressar na boca, apresenta uma estrutura imponente, discreta e equilibrada, com acidez evidente, taninos mastigáveis e rugosos prevalecendo sobre seu álcool. Notas de canela e de especiarias perfazendo um conjunto de excelente concentração de sabor com profundidade e intensidade. Guloso e intenso, alia de forma ímpar a força da Sangiovese com a elegância da Cabernet Sauvignon e notas picantes da Syrah. Não precisa de comida mas inegavelmente irá crescer à mesa. Um vinho memorável, presença obrigatória nas melhores adegas e que, se não custa barato, tem qualidade superior a de outros “Supertoscanos” muito mais caros. Termina doce e persistente convidando o degustador para o próximo gole. Para se degustado nos próximos 10 anos.

Avaliação: 94/100 pts.

 

 

 

Brunello di Montalcino Tenuta Caparzo DOCG

Origem: Itália – safra: 2003 – álcool: 13% – uva: Sangiovese Grosso (Brunello) – região: Montalcino/Toscana – preço: R$ 300,00 (vendido com desconto por R$ 270,00)

Cor rubi granada límpido e brilhante. Nariz complexo com notas especiadas e frutadas com algum floral. Boca que confirma o nariz, taninos de ótima textura revelando maciez incomum, acidez gastronômica, madeira integrada à fruta, leve mentol formando um conjunto equilibrado e que certamente ganhará complexidade com mais alguns anos na garrafa. Há quem diga que os Brunellos só estão prontos depois de dez, mas não é o caso deste que já está bem palatável. Vinho seco, de boa estrutura e de retrogosto com notas de chocolate. À mesa deve crescer ainda mais. Menos rústico do que o esperado tem boa qualidade, porque seu produtor é consistente e portanto confiável. Beber ou guardar.

Avaliação: 89/100 pts. ++

 

 

Cavia Malbec Reserve – servido no jantar

Origem: Argentina – safra: 2006 – álcool: 14% – região: Mendoza – uva: Malbec – preço: R$ 54,24 (vendido com desconto por R$ 49,00)

Rubi concentrado sem halo de evolução. Nariz forte, terroso, madeirado e com uma boa dose de frutas negras e uma sugestão de chocolate, bem característica da casta na Argentina. Na boca também tem estrutura porque é denso, tânico (muito boa qualidade), equilibrado, largo no meio de boca com boa intensidade de sabor, nota de fruta madura, intenso e com profundidade gustativa e acidez média. Termina com pequena aspereza que não incomoda. Deve crescer com comida, sua safra é considerada ótima na Argentina e com mais algum tempo na garrafa vai arredondar e ganhar complexidade.

Avaliação: 88/100 pts. +

 

 

Esclareço que esses e outros vinhos da MM. Vinhos serão degustados no ano de 2010 na SBAV-SP, sito à Alameda Gabriel Monteiro da Silva 2.586, Jd. Paulistano, Capital, SP.

Esvaziando a Adega – 17a. Edição – Espumantes

segunda-feira, dezembro 14th, 2009

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A reunião foi realizada no sábado, 12 de dezembro, na Churrascaria “Cabana del Asado” (tel. 11 3721-1124), um dos primeiros restaurantes de SP a evocar uma autêntica  churrascaria portenha encravada no complexo gastronômico denominado “Vila do Jardineiro(Av. Eliseu de Almeida, 1077 – Butantã – São Paulo SP – tel 3721 1124), com a presença dos confrades Clóvis Pavan, Lucas Garaldi, Roberto Ventura e quem escreve essas linhas. 

 

Abaixo, a relação dos vinhos na ordem de classificação:

 

6º – Aliança Danúbio – Sangalhos – 12% álcool

5º – Tarapacá  2008 – Vale do Maipo – Épice – 12,5% álcool

4º -  Bulle de Blanquette 2003 – Vitis Vínifera  – 12,5% álcool

3º – Benjamin Escudero Brut Nature – Cava de Vinhos/La Rioja – 11% álcool

2º – Salton Evidence – preço médio entre R$ 40/50 – 12% álcool

1º – Toso Brut – Mendoza – R$ 22,90 – Interfood/Rei dos Whiskyes – 11,5% álcool

 

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Quanta Terra Colheita Seleccionada 2006, Perrin Vacqueyras 2006, Louis Latour Chablis 2006 e outros vinhos…

domingo, dezembro 13th, 2009

 

No restaurante paulistano Rosmarino, no dia 13 de dezembro de 2009, os Confrades Horst Kismann, Olga Martino Bermudez, quem escreve essas linhas e demais convidados reuniram-se no almoço e degustaram os seguintes vinhos:

 

 

Chablis Louis Latour 2007

Loureiro Anselmo Mendes 2007

Pata Negra Gran Reserva 2001

Bourgogne Cuvée Latour 2007

Vacqueyras Perrin 2006

Quanta Terra Colheita Seleccionada 2006

 

 

Abaixo a descrição, avaliação e pontuação dos vinhos consoante escolha do grupo:

 

Pata Negra Gran Reserva 2001 – Valdepeñas  (12,5% álcool –  Tempranillo 100%)Rubi violáceo pouco intenso com halo de evolução, muito aromático com evidentes notas de barrica, caramelo e pouca fruta. Boca macia, taninos leves, corpo médio/pequeno, álcool na medida, acidez adequada, madeira equilibrada com média concentração de sabor. Termina curto e suave, um vinho honesto de boa relação qualidade-preço. Sua leveza remete a um Pinot Noir genérico da Borgonha –

Nota: 85/100 pts. – Importadora Casa Flora – preço: R$ 47,00 (Imigrantes Bebidas)

 

 

Loureiro Muros Antigos Anselmo Mendes 2007 Minho/Monção (12% álcool – Loureiro 100%) – Palha verdeal. Interessante perfil aromático com sugestões cítricas, leve mineralidade e especiarias. Boca no mesmo diapasão, ligeira e de ótimo frescor. O viés mineral se confirma com espaço para alguma fruta cítrica, num perfil fugaz que termina com suavidade e um discreto amargor –

Nota: 87/100 pts. – Importadora Decanter – preço: R$ 49,80  

 

 

 

 

                                                          

Louis Latour Bourgogne Rouge “Cuvée Latour” 2007 – Côte D’Or  (12,5% álcool – Pinot Noir 100%) - Cor típica da casta sem concentração e profundidade.  Nariz complexo com frutas vermelhas maduras (cerejas e morangos) com boa sustentação. Boca que subscreve o olfato com taninos presentes de boa qualidade, acidez compatível e corpo médio. Revela boa tipicidade com alguma elegância e finesse. Termina suave e de leve adstringência que se suavizará com mais um ou dois anos na garrafa –

Nota: 88/100 pts.+ – Importadora Aurora  – preço: R$ 133,00   

 

 

Louis Latour Chablis 2007 – Côte D’Or  (13% álcool – Chardonnay 100%)Palha claro brilhante. Muito típico no nariz: forte acento mineral secundado por frutas brancas com ótima sustentação na taça. Boca que subscreve integralmente o olfato, intensa, de acidez delicada, fina revelando excelente tipicidade, eis que a mineralidade se repetiu no palato. Denso e encorpado é um vinho gastronômico que harmonizou perfeitamente com ostras frescas servidas no Rosmarino - 

Nota: 90/100 pts. + Importadora Aurora – preço: R$ 126,00

 

 

Perrin Vacqueyras “Lês Christins” – Vale do Rhône  (14,5% álcool – 75% Grenache e 25% Syrah) – Rubi intenso e profundo com reflexos púrpura. Muito complexo no nariz com notas balsâmicas, frutas negras maduras e especiarias. Boca macia, quente, estruturada, taninos bem vivos de ótima qualidade, madeira e fruta em perfeita comunhão com boa concentração de sabor a lhe conferir personalidade e tipicidade. Retrogosto herbáceo. Termina profundo e intenso com muita vida pela frente.  Longo, apresentou levíssima adstringência no final. WS 91/100 - 

Nota: 90,5/100 pts.+  Importadora World Wine – preço: R$ 123,00

 

 

Quanta Terra Colheita Seleccionada 2006 – Douro – 15% álcool – Touriga Nacional (65%), Tinta Barroca (20%), Touriga Franca (13%) e Sousão (2%) - Rubi violáceo intenso, profundo, brilhante com reflexos púrpura. Fino e potente no nariz onde pontificam frutas vermelhas maduras, madeira bem colocada, algum defumado e leve tostado. Esse perfil aromático não se alterou durante a degustação. Boca macia, redonda, taninos presentes e gentis, de fina textura com fruta madura, especiarias, acidez delicada e madeira em harmonia. Álcool integrado. Final mentolado sem arestas. Longo e profundo, é um vinho de perfil moderno que já se apresenta pronto, mas que irá evoluir esplendidamente na garrafa nos próximos anos -  

Nota: 91/100 pts.++  - Importadora Adega Alentejana – preço: R$ 149,70 

 

 

Vinhos europeus e nenhum representante do Novo Mundo

Vinhos europeus e nenhum representante do Novo Mundo

Almaviva

quarta-feira, dezembro 9th, 2009

chile-novembro-2009-004

 

 

É uma das vinícolas localizadas na região metropolitana de Santiago, na Avenida Santa Rosa 821, Paradero 45, Puente Alto, tel. 56-2-2704200 – Fax 56-2-852540-5. Para chegar lá não é muito fácil, portanto, é melhor ir de táxi ou agendar um tour por qualquer agência de turismo. A visita é excelente com fartas informações e dura cerca de quarenta minutos e se encerra com a degustação de uma taça do Almaviva 2004.

 

Imponente vista da sala de barricas

Imponente vista da sala de barricas

 

 

 

 

 

 

 

 

Criada em 1997, quando a Baronesa Philippine de Rothschild e Eduardo Guilisasti Tagle, Presidente da Concha y Toro firmaram um acordo comercial para de criar no Chile um vinho excepcional de acordo com o conceito francês, chamado Almaviva. Produzido sob a supervisão técnica de ambos os sócios, a primeira colheita (1996) obteve imediato reconhecimento em seu lançamento em 1998.

 

 

Vinhedo El Tocornal

Vinhedo El Tocornal

 

 

 

 

 

 

 

 

O nome Almaviva, ainda que pareça espanhol pertence à literatura clássica francesa: Almaviva é o herói das “Bodas de Fígaro”, obra de autoria de Beaumarchais (1732-1799), que foi transformada na opera de Wolfgang Amadeus Mozart anos mais tarde. A etiqueta faz homenagem aos ancestrais chilenos, com três reproduções “estilizadas” de um desenho que simboliza a visão do universo pela civilização Mapuche. O desenho aparece sobre um “kultrun” que é um tambor ritual utilizado pelo povo Mapuche, todavia, na etiqueta o nome Almaviva aparece com a caligrafia original de Beaumarchais. Assim, duas grandes tradições unem suas mãos para oferecer ao mundo uma promessa de prazer e excelência.

 

A vinícola se caracteriza principalmente por sua organização e limpeza

A vinícola se caracteriza principalmente por sua organização e limpeza

 

 

 

 

 

 

O Terroir. Puente Alto fica no Alto Maipo, berço dos esplêndidos cabernets chilenos (para quem escreve essas linhas o Chile é o melhor produtor de cabernets do Novo Mundo, apesar do inequívoco avanço da Argentina a primazia ainda é chilena) por isso, tem sido reconhecido, há mais de vinte anos, por oferecer as condições ideais para a cepa de origem francesa. Nessa localidade 85 hectares estão destinados exclusivamente para a produção do Almaviva.

 

Garrafa double magnum

Garrafa double magnum

 

 

 As principais características são: solo pobre e pedregoso de origem aluvial (leito de rio), invernos frios e chuvosos, dias quentes e noites frescas no verão. Os vinhedos são tratados meticulosamente durante todo ano a cada safra. Assim, Almaviva é a soma de um sem número de detalhes que dão como resultado toda expressão, complexidade e elegância do terroir de Puente Alto (sobre isso ver matéria nesse blog datada de  03.12.2009).

 

Caixa de seis safras diferentes, por aproximadamente US$ 1.200,00 ($ 600.000,00 pesos chilenos)

Caixa de seis safras diferentes, por aproximadamente US$ 1.200,00 ($ 600.000,00 pesos chilenos)

 

 

 

 

Safras disponíveis na vinícola na data da visita:

 

Almaviva 2002

Almaviva 2003 

Almaviva 2004

Almaviva 2005

Almaviva 2006

Almaviva 2007

Degustação da safra 2004: de fato o Almaviva é um vinho de perfil bordalês e de alma chilena

Degustação da safra 2004: de fato o Almaviva é um vinho de perfil bordalês e de alma chilena. A safra 2007 já está disponível para venda

 

 

 

 

 

Almaviva 2004

Origem: Chile – safra: 2004 – álcool: 14,5% – região: Puente Alto/Vale do Maipo – uvas: Cabernet Sauvignon (78%) e Carménerè (22%) – preço: até R$ 750,00 – Vinho emblemático e sofisticado que resulta na seleção das melhores uvas do vinhedo El Tocornal, com dezessete meses de passagem por barricas novas de carvalho francês. Rubi intenso com reflexos violáceos sem halo de evolução. Olfato complexo com as tradicionais notas de pimenta-do-reino, frutas vermelhas maduras, coco e groselha sobre um fundo herbáceo (sem “goiabada”), com ótima sustentação na taça. Na boca é um vinho rico com tudo no sítio certo: taninos, acidez, álcool, madeira e fruta em plena sintonia. Um capítulo à parte dedicados aos taninos: profusamente presentes são finíssimos e nos remetem aos grandes vinhos bordaleses sem perder a alma chilena. Acidez plena. Longo e profundo, é  largo no meio de boca e termina com levíssima aspereza, a indicar que mais alguns anos na garrafa lhe farão muito bem. O ideal é ser bebido à partir de 8/10 anos a contar da safra. Como nada é perfeito o Almaviva tem um defeito: nessas bandas seu preço se afigura proibitivo, porque há quem peça até R$ 750 por uma garrafa. Decante-o ou conserve-o na adega climatizada nos próximos 10 anos.

Avaliação: 91/100 pts. ++

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Viña Cousiño-Macul – Tradição e Modernidade

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

 

chile-novembro-2009-1142

 

 

É uma das vinícolas de fácil acesso porque está localizada na região metropolitana de Santiago, na Avenida Quilín 7.100, Peñalolén. Para chegar lá basta tomar o metrô no sentido “Plaza de Puente Alto” e descer na estação Quilín. Ao sair da estação virar à esquerda e caminhar cerca de 500 metros. até um enorme Shopping Center. Lá, de duas uma: tomar o microônibus  “D 17” ou um táxi. A vinícola fica cerca de 3 km no máximo. Fazer agendamento pelo portal www.cousinomacul.com. O tour pela vinícola é interessante com fartas informações e dura cerca de quarenta minutos e encerra com a degustação de dois vinhos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vinhedos plantados na região urbana de Santiago

Vinhedos plantados na região urbana de Santiago

 

 

Fundada em 1856 e localizada na região metropolitana de Santiago, é a única vinícola das que se estabeleceram no Chile no século XIX que ainda se encontra nas mãos da família  fundadora (sexta geração), a qual controla cem por cento da empresa.

 

O nome da vinícola deriva do nome de seu fundador, “Don Matías-Cousiño”, que também é o nome da área onde se desenvolveu sua primeira sede, no Vale do Maipo. De outra parte o termo “Macul” é de origem indígena e significa “mão direita”. Olhando cuidadosamente o símbolo, veremos que o mesmo está formado pelas iniciais do nome da família fundadora, que teve papel fundamental na indústria de vinho chileno porque foi uma das primeiras a exportar sua produção para países como os Estados Unidos da América, países da América Central e Brasil, por exemplo.

  

 

A missão da vinícola é produzir vinhos de classe mundial sem perder a alma chilena destacando todo caráter do terroir do Alto Maipo. Dos 14 vinhos degustados, 11 foram indicados no Guia Descorchados 2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Garrafa antiga. Os vinhos Cousiño-Macul estão entre os mais longevos de todo Chile

Garrafa antiga. Os vinhos Cousiño-Macul estão entre os mais longevos de todo Chile

 

 

Lá são comercializados os segtes. rótulos:

 

Cousiño-Macul Lota 2005 – vinho ícone corte de Cabernet Sauvignon com Merlot, recentemente obteve a primeira colocação na degustação promovida pela revista “Wain” – custa $ 59.900 – aproximadamente US$ 120 no Chile.

  

 

 

Finis Terrae 2007 – a primeira safra foi em 1982. É um dos primeiros “vinhos ícones” do Chile, corte de Cabernet Sauvignon com Merlot. Vinho longevo e que reflete com fidelidade o terroir do Maipo.

 

 

 

 

 

  

Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon

Antiguas Reservas Merlot 

Antiguas Reservas Chardonnay

Cousiño-Macul Sauvignon Gris

Cousiño-Macul Reserva Riesling

Don Matias Reserva Cabernet Sauvigon e Don Matias Reserva Merlot

Cousiño-Macul Don Luis (Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Chardonnay, todos de vinhedos próprios e dois lançamentos: Syrah e Carménère) e Cousiño-Macul Doña Isidora Riesling.

Cousiño-Macul Grey Cabernet Sauvignon

 

 

Cousiño-Macul Gris: Cabernet Sauvignon vinificado embraco, delicoso e refrescante por preço risível (no Chile)

Cousiño-Macul Gris: Cabernet Sauvignon vinificado em branco, delicioso e refrescante por preço risível (no Chile)

 

 

DEGUSTAÇÃO 

Cousiño-Macul Gris Cabernet Sauvignon 2009

Trata-se de um Cabernet Sauvignon vinificado em branco, de atraente cor rosa salmão brilhante. Muito perfumado no nariz com notas florais e fruta doce, num perfil muito similar ao de um vinho rosé. Boca ligeira, com fruta em evidencia, ausência de taninos e frescor destacado. Facílimo de ser degustado, muito bom para os dias quentes de Verão em razão de sua leveza, que lhe permite ser bebido sozinho ou acompanhado de aperitivos leves. Termina suave e sem amargor.

Avaliação: 85/100 pts.     Preço em SP: não disponível

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vinícola premiada internacionalmente

Vinícola premiada internacionalmente

 

   

Cousiño-Macul Antiguas Reservas Cabernet Sauvignon

Origem: Chile – safra: 2007 – álcool: 13,5% – região: Vale do Maipo – uva: Cabernet Sauvignon – preço: no máximo R$ 50,00 – Vinho emblemático que resulta na seleção das melhores uvas de Cabernet Sauvignon da vinícola. Seu estilo é clássico, combinando a madurez do Novo Mundo, a elegância dos vinhos tradicionais e uma estrutura que permite uma grande capacidade de guarda. Amadurece em barricas de carvalho francês.  Rubi violáceo intenso com alguma profundidade. Aromas típicos da casta com notas de pimentão, frutas vermelhas em profusão, coco e ligeiro tostado sobre um fundo herbáceo com boa sustentação desses aromas na taça. Boca gulosa com total subscrição do olfato. Fluído e com a madeira integrada aos demais elementos, é um vinho de médio corpo, muito frutado, elegante e harmonioso. Vinho muito consistente, regular e longevo, agora de perfil moderno (menos madeirado e mais frutado), bastante representativo do terroir local que demonstra domínio pleno domínio da cepa. Atraente relação preço-qualidade.   

 

 

 

 

 

Avaliação: 89/100 pts.

   

 

 

Antiguas Reserva Cabernet Sauvignon 2007  - um vinho imbatível na sua faixa de preço, muito mais frutado do que nas safras anteriores

Antiguas Reserva Cabernet Sauvignon 2007 - um vinho imbatível na sua faixa de preço, muito mais frutado do que nas safras anteriores