Posted by Jeriel in Vinhos Degustados

    

A Quinta de La Rosa é uma das mais respeitadas do Douro

A Quinta de La Rosa é uma das mais respeitadas do Douro

 

  

Quem escreve essas linhas teve a satisfação de provar, pela primeira vez, alguns vinhos portugueses integrantes do novo catálogo da Ravin. Nele estão contemplados os seguintes produtores:

 

Lusovini Terras de Fialho (Alentejo).

Évora Monte da Colheita – Boas Quintas (Dão)

Quinta de la Rosa (Douro)

 

 

As regiões de origem dos vinhos degustados

O Douro foi a primeira região vinícola do mundo tendo os seus limites demarcados em 1756.

É a primeira região de vinhos portuguesa que toma o nome do rio que a atravessa e divide. Duas margens e uma mesma realidade que tem por elemento aglutinador  o rio Douro que é o único rio português que corre entre margens escarpadas até a foz. A erosão criou algumas “chapadas planas” onde se desenvolveram algumas vilas, aldeias e casas elevadas. Santa Marta de Penaguião é um dos exemplos e Peso da Régua é a única cidade existente em todo Vale do Douro.  Foi neste vale que se começou a produzir vinho seco que depois passou a ser beneficiado com a adição de aguardente, perdendo o nome de vinho fino para adotar o nome do cais de embarque (Vinho do Porto) para Inglaterra. Depressa se tornaria uma das riquezas de Portugal, responsável até hoje por uma grande parte dos bens exportados.

 

Atualmente nova revolução se opera no Douro, porque os esforços de produção e comércio se dividem em duas frentes, onde se tem de contar cada vez mais com o vinho de mesa do Douro que a cada ano mais rivaliza, em qualidade e preço com o Vinho do Porto. O Vale do Douro deixou de ser um lugar de produção exclusiva desse tipo de vinho fortificado. Alguns bons espumantes portugueses e muito poucos bons brancos que evidenciam um potencial menosprezado pelos agentes econômicos e muito bons tintos que vão fazendo figura “além fronteira” são produzidos nessa importante região vinícola do Velho Continente.

 

 

 

Agora os vinhos degustados:

 

 

 

Dou Rosa Branco 2007 – Douro DOC – 14% álcool - R$ 74,00

 

Dirigida atualmente por Tim e Sophia Bergqvist (pai e filha), a Quinta de la Rosa foi comprada e oferecida como presente de batismo à Claire Feueheerd, avó de Sophia. Pai e filha contam com ajuda do enólogo Philip nos negócios da vinícola, na posse da família há mais de um século. Em 2009, Jorge Moreira foi escolhido enólogo do ano pela afamada Revista de Vinhos e os seus vinhos Dou Rosa Branco 2008 e Quinta de La Rosa Reserva 2007 como os melhores do Douro. Utiliza 60% de Viosinho e o restante de Rabigato, Malvasia e Códega do Larinho, sem passagem por madeira. Análise organoléptica. Palha esverdeado. No olfato desponta fruta madura, cítrico sobre um fundo defumado. Elegante e escorregadio.  Na boca o corpo é pleno e balanceado confirmando a fruta. Álcool integrado. Alguma untuosidade, acidez delicada, leve sugestão cítrica.  Fim-de-prova limpo, suave e sem arestas. Gostoso, tem bom frescor e leve mineralidade. Muito boa relação qualidade-preço.

Avaliação: 88,5/100 pts.     

 

 

Dou Rosa Tinto 2006 - Douro DOC - 14,4% álcool – R$ 74,00

Lote das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz sem passagem por madeira.  Atraente cor rubi com reflexos violáceos. Boa complexidade aromática com leve toque de ameixa madura, uva-passa sobre um fundo discretamente terroso. Média intensidade. Na boca apresenta taninos equilibrados, presença de frutas negras com madeira integrada e discreta sobra de álcool. Bom frescor. Rugoso e ao mesmo tempo profundo, termina secante prometendo boa evolução na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 87/100 pts. +

 

 

Quinta de La Rosa 2007 – Douro DOC – 14% álcool - R$ 99,00

Assemblage idêntica à do vinho anterior com passagem por carvalho francês durante doze meses. A cor também é parecida, um pouco mais intensa. No olfato notas de café tostado, madeira, pimenta e leve defumado. Boca a revelar um vinho quente, concentrado e sobretudo tânico reivindicando mais alguns anos na garrafa para o seu arredondamento, porque tem potencial para isso. A fruta madura está um pouco encoberta pela madeira. Termina forte e rústico com uma ponta de adstringência. Pede uma carne suculenta, como costeletas de cordeiro ou queijos curados. Longa vida na garrafa pela frente. Obteve 16,5/20 (20.06.2008) de Jancis Robinson em 88/100 de RP (28.02.2010) e da WS (01.01.2009).

Avaliação: 86/100 pts. +

 

 

 

Passagem 2006 – Douro DOC – 14% álcool - R$ 146,00

Utiliza no seu corte Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz com passagem por carvalho francês por período não divulgado pelo produtor. Apresenta cor rubi intenso com reflexo púrpura. Nariz amplo, envolvente e complexo com notas lácteas, fruta madura e algum floral (violetas) com sustentação desses aromas na taça. Na boca sua entrada é quente e confirma as sensações olfativas com taninos densos e sedosos. Ótima acidez e integração dos taninos, fruta e madeira (amadurece em barrica de carvalho francês por período não divulgado). Elegante, longo e intenso deixa uma sensação persistente e agradável no fim de boca. Vai afinar na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 89/100 pts.

 

 

 

 

Quinta de La Rosa Reserva 2007 – Douro DOC – 14% álcool - R$ 289,00

Produzido com uvas das variedades, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz, selecionadas nas melhores parcelas da Quinta. Rubi violáceo intenso, profundo com halo púrpura. Paleta aromática complexa, fruta madura em evidência, coco, tostado e discreto resinoso. Na boca é uma “pomada” porque é um vinho expansivo e solidamente estruturado com uma impressionante massa de taninos de ótima qualidade (quinze meses em carvalho francês) que deslizam pelo palato. Nenhum conflito entre fruta e madeira, bom frescor. Quente e volumoso necessita de tempo para evoluir na garrafa, contudo, já dá mostras do que será daqui alguns anos: um vinho cheio de estilo com acento português. Fim de prova persistente, generoso, sem arestas e com classe. Vinho reconhecidamente longevo, produzido com uvas da safra 2007 considerada excelente no Douro, para ser bebido nos próximos dez anos. Obteve 92/100 de RP (28.02.2010).

Avaliação: 90,5/100 pts. ++

 

 

 

 

O Alentejo é uma vasta zona rural de planícies extensas salpicadas de sobreiros e de oliveiras, a planura perturbada pelo ocasional “monte” do cimo do qual se encontra uma grande propriedade ou uma pequena aldeia. A região é quente – muito quente – no verão, implicando a irrigação das inúmeras e vastas vinhas. Esta região está na linha de frente da revolução do nível de qualidade dos vinhos de Portugal, adotando métodos modernos de produção com excelentes resultados e conseguindo a consagração por parte da crítica internacional. A região ficou famosa graças aos tintos encorpados, frutados e adequados ao envelhecimento. As suas regiões DOC são Portalegre, Borba, Redondo, Vidigueira, Reguengos, Granja/Amareleja, Moura e Évora. 

 

 

Terras de Fialho  2008 – Alentejo DOC - 13,5% álcool- R$ 33,00

Criada pelo respeitado enólogo Carlos Moura e pelo empresário Casimiro Gomes, Terras de Fialho é uma empresa jovem, inovadora, moderna e voltada para a distribuição de grandes marcas portuguesas para todo mundo, com qualidade, preços justos e cepas que refletem o estilo e produção de Portugal. Análise organoléptica: Rubi violáceo intenso. Bons aromas com notas lácteas, frutas vermelhas e leve especiaria. Na boca é quente, tânico (boa qualidade), simples e franco. Termina rústico e secante. Boa tipicidade e relação qualidade-preço. 

Avaliação: 85/100 pts.

 

 

 

 

O Dão é uma região de colinas ondulantes e de pequenas propriedades vinícolas que dominam a paisagem dessa região, onde os vinhos tintos provenientes de solos ricos em granito e em xisto, oferecem uma grande diversidade em termos de estilo e expressão de fruta, com um toque terroso vegetal. Os brancos do Dão, geralmente, são frutados e aromáticos.

 

 

 

Boas Vinhas DOC 2008 – Dão DOC - 13% álcool- R$ 39,00

A Sociedade Agrícola Boas Quintas é um projeto pessoal do enólogo Nuno Cancela de Abreu iniciado em 1991, com o propósito de produzir “Vinho de Quinta” na nobre e renovada região do Dão. Com a filosofia de produzir vinhos de alta qualidade, com caráter nitidamente português, acreditando nas castas regionais quando bem adaptadas ao terroir local constituem uma das maiores valias. Análise organoléptica: Lote das uvas Tinta Roriz, Alfrocheiro e Touriga Nacional sem passagem por madeira, apresentou cor concentrada (rubi violáceo), aromas resinosos, vegetais com fruta discreta. Na boca confirmou esses aromas com taninos presentes de boa qualidade, boa salivação, leve sobra de álcool e final um pouco adstringente. Já está pronto para o copo e deverá ganhar suavidade nos próximos anos.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

Durante o almoço preparado pela Chef Regina Barreiro, foi servido o Santa Julia Chardonnay 2008, 14% álcool, bons aromas com abacaxi maduro, mel, bom frescor e madeira bem dosada (87/100 pts) que apresentou boa harmonia com o salmão preparado no forno com ervas e brocólis.

 

Posted by Jeriel in Vinhos Degustados
IXE Tempranillo Toscano de ótima tipicidade

IXE Tempranillo Toscano de ótima tipicidade

 

 

A filosofia da vinícola Pietro Beconcini está baseada na produção de vinhos tintos a partir de uvas que sempre estiveram presentes na propriedade, cujo poder de expressão são variados e interessantes, em relação às características do solo e variações climáticas. Desde o início dos anos 90 são produzidos vinhos que são a expressão absoluta e fiel do terroir local.


O interesse na experimentação possibilitou a plantação de variedades internacionais, mas os resultados não foram interessantes o suficiente para merecer uma investigação mais aprofundada. A primeira plantação de um vinhedo de Sangiovese foi feita em 1990.  A operação realizada foi observar totalmente o comportamento dos vários tipos de cepas em relação ao tipo de solo,
orientação, as estações do ano, não deixando qualquer nuance.



Estudos
Após uma longa busca foram mapeadas variedades interessantes, algumas descendentes de antigos clones de Sangiovese e vinhas locais de Colorino, Canaiolo e Malvasia Nera, mas também plantas que ninguém conseguia dar uma classificação precisa. E mais por curiosidade do que por diversão, essas plantas estranhas produziam vinhos e de excelente qualidade. Fez-se então um detalhado estudo de uvas autóctones. Descobriu-se uma vinha replantada com mudas de cepas antigas. Foram mais de dez anos estudando essas plantas, a partir do momento em que se tomou conhecimento de sua presença nas antigas vinhas existentes no imóvel no momento da compra, nos anos 50. Parece impossível que nestes anos todos que trabalharam sobre essas plantas não tenham percebido. Houve uma trajetória histórica que pode movimentar em qualquer direção. Este é basicamente o motivo pelo qual foram necessários estudos detalhados e muito tempo para voltar atrás no tempo para a juventude do nosso pequeno vinhedo que parece remontar pelo menos para o período imediato pós-guerra, ou mesmo dos anos 30. Começaram os estudos para realização do replantio das plantas mais bonitas e saudáveis entre as 113 ainda vivas do núcleo original, que ainda produziam pequenas quantidades de mosto. Ao mesmo tempo, diversas técnicas na vinha e adega foram adotadas para o cultivo de uma planta que não se sabia a origem. Todavia, o ponto de partida era alentador: a excelência absoluta das uvas.

 

Hipótese histórica

Formulou-se a hipótese sobre a historicidade desta variedade com base em pesquisas que ainda estão em andamento e que em breve ser-lhe-á dado significado histórico mais certo do que lhe é dado atualmente. Mas, enquanto isso, retrocedendo no tempo, pelo menos até 1700, quando a Via Francígena que cruza os vinhedos da vinícola era diariamente percorrida por um grande número de pessoas, famílias, comunidades e peregrinos que demandavam a Santiago de Compostela e Roma. Era utilizada por pequenos movimentos ou, mais freqüentemente, por peregrinação religiosa de toda a Europa, como um dos pilares da já citada Via Francígena. Descobriu-se que os peregrinos que vinham de Santiago de Compostela, na Espanha, também utilizavam essa estrada. E é a Espanha, de acordo com a reconstrução dos acontecimentos, que pode ser o local de origem dessas plantas.

 

 

Evolução
Na época a técnica vigente consistia na propagação da vinha com o transporte das sementes, principalmente porque durante longas viagens era mais fácil levar um pequeno recipiente com elas do que um grande e pesado feixes de ramos de videira. Isso corrobora os resultados da pesquisa que mostra uma grande porcentagem de genes igual ao da uva conhecida na Espanha como Tempranillo, mas com diferenças óbvias, devido à evolução natural de uma planta que é cultivada e não apenas transplantada para um território que não é o de origem, e que, posteriormente, levou ao menos 100 anos para se adaptar a isso.

 

Tecnologia na adega - Vigna alle Niche (com uvas passificadas de Tempranillo -  não é o IXE)

São utilizados tanques de concreto para vinificação e conservação que são preenchidos com as melhores uvas, somente utilizadas leveduras selvagens sujeitando mostos à longa maceração. Em setembro de 2007 saiu o primeiro vinho obtido por vinificação dessas uvas, que irá contar um pouco da história e dar-nos novas sensações no paladar. Foi escolhida uma técnica de produção que poderia ser chamada “extremo” (passificação das uvas), mas que nos últimos anos, tem sido sugerida com êxito: o murchamento das uvas durante quatro semanas, a vinificação em tanques de concreto com leveduras indígenas, uma longa maceração das peles, muitas vezes com fermentação malolática, amadurecimento em pequenos tonéis de carvalho francês (70%) e americano (30%)  e mais  20/24 meses para afinamento na garrafa. Já o IXE é vinificado em maceração longa e amadurece 14 meses em barricas pequenas de carvalho de origem não divulgada pelo produtor e afina mais 6 meses na garrafa antes de sua liberação para consumo. 

 
Tudo isso para maximizar o potencial de uma vinha muito antiga e com vigor ainda capaz de surpreender.
  

Localização geográfica dos vinhedos

No meio da colina de frente para Sul / Sudeste, não muito quente, com o objetivo de obter uvas com maior teor de acidez. Mas acima de tudo, a escolha foi guiada pela grande variedade de minerais, num pequeno talhão onde existem fósseis do período Plioceno. E a partir desta característica que foi a fonte de inspiração do nome do vinho: IXE significa “X” no dialeto toscano. X” significa que durante aproximadamente 15 anos cuidamos  e cultivamos dessas videiras sem saber de que variedade se tratava, mas tinhamos boas expectativas porque produziam uvas belas e maravilhosas, daí foram batizadas de “X”.

 

 

Degustação

IXE San Miniato Tempranillo di Toscana 2007 Beconcini – 14% álcool – E$ 7,00 na origem - sem importador para o Brasil

Rubi violáceo intenso com profundidade. Nariz complexo com frutas negras, sugestões lácteas, chocolate e tostado. No nariz não mostrou a esperada tipicidade, todavia, na boca a situação se inverteu. Redondo, macio, elegante, intenso e profundo, com camadas sobre camadas de frutas com madeira plenamente integrada a essa fruta. Ótima acidez e bom equilíbrio gustativo. Seu perfil é de um autêntico Tempranillo e dos bons. Termina suave, sem adstringência, prometendo um bom afinamento na garrafa nos próximos anos.

Avaliação: 90/100 pts.

 

Posted by Jeriel in Degustações

cult-vinho

 

 

Na noite de 2 de março de 2010, a CultVinho apresentou na SBAV-SP alguns vinhos integrantes de seu portfólio. A CultVinho  é uma importadora “boutique” especializada em vinhos espanhóis bem pontuados provenientes das seguintes Denominações de Origem: Rias Baixas, Ribero, Rioja, Ribera Del Duero, Penedés e Priorat. As notas abaixo confirmaram as boas pontuações. Com o desconto de 30% concedido sobre os valores abaixo, muitos vinhos apresentaram preços interessantes. CultVinho – telefone 011 2613 7183

 

Cava Fincalegre Brut, Penedès – 11,5% álcool – uvas: Macabeo (40%), Xarel-lo(40%) e Chardonnay (20%) - R$ 68 -  Palha brilhante. Perlage fina e constante. Nariz típico anunciando bom frescor com notas florais,  levedura e depois de algum tempo lima-da-pérsia. Boca delicada, fina, cremosa e sem amargor. Termina elegante e seu retrogosto é adocicado. Balanceado e de boa tipicidade.

Nota: 86,5/100 pts.

 

 

Ostatu branco Joven 2008, Rioja Alavesa/Samaniego  - 13% álcool – uvas: Viura (90%) e Malvasia (10%) - R$ 38 – Palha esverdeado. Aromático com maçã verde e leve nota floral. Perdeu persistência rapidamente. Na boca  é um vinho plano, ligeiro, sem amargor e de médio frescor. Termina suave e mineral. Bom para aperitivos.

Nota: 85/100 pts.

 

 

Nita 2007 – Meritxell Pallejà, Priorat/Gratallops/Tarragona – 14% álcool - uvas: Garnacha (45%), Cariñena (35%), Cabernet Sauvignon (15%) e Syrah (5%) - R$ 119 – Sem passagem por madeira, cor rubi com reflexo violáceo sem muita intensidade. Boa paleta aromática com fruta vermelha em evidência sobre um fundo floral (lavanda) e de aniz. Na boca é um vinho quente, seus taninos são leves e a acidez se destaca dando-lhe boa fluidez. Acento mineral com boa perspectiva de afinamento na garrafa. Termina suave e saboroso. Retrogosto frutado. Obteve 89/100 pts. do Guia Peñin 2009

Nota: 87,5/100 pts.

 

 

 

Prios Maximus Roble 2007, Ribera Del Duero/Pesquera de Duero/Valladolid, 13,5% álcool, uva: Tempranillo – R$ 78 – com seis meses em carvalho americano, apresentou tonalidade rubi violácea intensa. Nariz complexo e potente com sugestões lácteas, fruta escura madura e uma nota cremosa. Boca fina, de taninos macios, leve, curta e de boa acidez. Baixa persistência. Deixa uma nota doce no palato.  Obteve 88/100 pts. do Guia Peñin 2009

Nota: 86/100 pts.

 

 

 

Erial Crianza 2007 – Bodegas Epifanio Rivera, Ribera Del Duero/Pesquera de Duero/Valladolid, 14,5% álcool, uva: Tinta Fina – R$ 114 – Rubi violáceo profundo, intenso com reflexo púrpura. Aromas complexos com amoras, ervas aromáticas e eucalipto. Na boca é um vinho quente que confirma o olfato com destaque para sua concentração de sabor, taninos mastigáveis, madeira integrada (12 meses, 70% carvalho francês e 30% francês) e acidez gastronômica. Vinho de perfil moderno, elegante, fino com boa evolução na garrafa nos próximos anos.O 2006 levou 88/100 pts. do Guía Peñin 2009.

Nota: 88,5/100 pts.

 

 

 

Abadia de San Quirce Crianza  2006, Ribera del Duero/Gumiel de Izán/Burgos, 13,5% álcool, uva: tempranillo – R$ 124 – Retinto na cor e delicado no nariz com finas notas de eucalipto, alcaçuz, ameixas e mentol. Boca intensa, concentrada, taninos presentes de fina textura contrabalançados por acidez salivante. Longo, mineral e intenso, destaca-se por conta de sua tipicidade e ao final apresenta sugestão de caramelo aportadas pela passagem por carvalho (12 meses). À conferir. Na safra 2005 recebeu 90/100 pts. - Guía Peñin 2009

Nota: 88/100 pts. +

 

 

Ostatu tinto Joven 2008, Rioja Alavesa/Samaniego  - 13% álcool – uva: Tempranillo - R$ 54 – Rubi violáceo pouco intenso. Nariz limpo e unidimensional com frutas vermelhas. Na boca  é um vinho direto, franco e simples.  A maceração carbônica lhe confere leveza e vivacidade.  Taninos de média qualidade, razoável frescor. Termina com alguma adstringência. Foi bem com Paella Valenciana.

Nota: 83/100 pts.

 

Posted by Jeriel in Vinhos Degustados
Santa Julia Tempranillo: a Bodega Familia Zuccardi é uma das que apresento melhor manejo desta cepa na Argentina

Santa Julia Tempranillo: a Bodega Familia Zuccardi é uma das que apresenta melhor manejo da cepa na Argentina

 

 

A Bodega Familia Zuccardi tem mais de 40 anos de existência e produz vinhos clássicos originários de Mendoza. A linha Santa Julia, por exemplo, é uma das principais:  vinhos modernos, com muito respeito pela fruta e pela tipicidade varietal (Descorchados 2008).  José Zuccardi, sempre se dedicou ao vinho com muita dedicação, paixão e energia tendo como meta a inovação. Zuccardi se constitui na verdadeira família do vinho argentino: Don Alberto “Pepe” Zuccardi, Ana Amitrano e filhos. Esse time fica completo com a presença dos enólogos Rodolfo Montenegro, Rubén Ruffo e Gustavo Martínez. Todos demonstram abnegação e criatividade pelo que fazem, tanto é que criaram uma bodega experimental para micro-vinificação da linha denominada Innovacción. Além disso, existe uma sortida loja de vendas e a bodega conta ainda com um salão destinado a difundir a expressão cultural local para todo país.

 

Seus vinhos englobam desde linhas calcadas na relação preço-qualidade - vinhos para o cotidiano - até vinhos de elevada qualidade como os da linha “Q”. O Tempranillo, seguramente é um dos melhores varietais produzidos com essa casta fora da Espanha. A Família Zuccardi converteu-se numa bodega clássica da Argentina e seu impulso, tanto em nível interno como para exportações, contribuem  para colocar a Argentina como um produtor de destaque no Novo Mundo. Na linha Santa Julia, os destaques ficam por conta do Magna, que é um blend de Cabernet, Malbec e Syrah (safra 2005). Nos brancos, Chardonnay, Viognier, Pinot Grigio, Torrontés e agora no Brasil o Sauvignon Blanc. Uma das sensações do momento são os vinhos da Série “A” onde desponta um dos melhores bonardas platinos. Na linha “Q” vinhos notáveis: Tempranillo, Malbec e Cabernet Sauvignon e um delicioso Chardonnay barricado completa essa linha. O Zeta é um vinho profundo e elegante, uma das melhores expressões do terroir Mendocino. Na linha Malamado, além do tinto um novo branco de Viognier promete agradar os apreciadores de vinhos doces. Por fim, peço licença para  transcrever parte do texto do Guia Descorchados 2008 que sintetiza o ponto de vista de quem escreve essas linhas: “Seus vinhos são de estilo moderno, com muito respeito pela fruta e pela tipicidade de cada varietal. Embora pareça um pouco difícil vinificar mais de trinta variedades, conseguem isso bastante bem”. 

 

A Tempranillo na Argentina

Cepa espanhola sinônimo de grandes vinhos na Rioja e Ribera Del Duero. Seu nome significa em espanhol  precoce e reflete  as características desta cepa de maturação precoce, o que não sucede na Argentina. Se desenvolveu com notáveis resultados no leste Mendocino, zona alta do Rio Mendoza (sobretudo Maipú) e Vale do Uco. Pode resultar num vinho frutado como também em vinhos expressivos por conta de sua passagem por barrica com bom potencial de envelhecimento. O Tempranillo  escolhido para este post: Santa Julia Oak Aged 2006. Aqui a mão do enólogo Rodolfo Montenegro faz a diferença porque este Tempranillo  apresenta os traços característicos da casta e justifica a fama da vinícola no seu manejo em diferentes segmentos de qualidade. Por fim, menciono informação do importador de que a linha “Oak Aged” foi descontinuada e no seu lugar o consumidor pode optar pelo Varietal (R$ 24) ou o Reserva (R$ 43,00)

 

 

Degustação – Santa Julia Tempranillo Oak Aged 2006 – Mendoza – 13,5% álcool – preço: R$ 24,00 (Varietal) R$ 43,00 (Reserva) – Ravin – tel 011 5574 5789

Cor: rubi intenso, concentrado, brilhante com discreto halo de evolução.

Aromas: exemplo do equilíbrio conferido a esta cepa pela passagem de madeira, porque como sabemos, a tempranillo agradece essa passagem. Toques de frutas negras e vermelhas sobre um fundo levemente vegetal que coexiste pacificamente com as tradicionais notas tostadas e de baunilha.

Boca: vinho macio, redondo cujos taninos estão no ponto.  Medianamente frutado, apresenta sugestões de ameixas. Termina com boa persistência deixando uma nota doce e crocante no fim-de-boca. A passagem por barrica americana lhe conferiu personalidade dando-lhe um gostoso toque de caramelo.  Guloso, fácil de beber, bom para o almoço de domingo.

Avaliação: 86/100 pts.

Posted by Jeriel in Restaurantes

Elegante e equilibrado, o Arriero Syrah foi o campeão da harmonização
Elegante e equilibrado, o Arriero Syrah foi o campeão da harmonização

  

No ano em que o tradicional Churrascaria e Restaurante Dinho’s de São Paulo (Alameda Santos 45, Paraíso, tel  011 3016 5333) completa seu cinquentenário, Fuad Zegaib apresentou no último dia 02.03.2010, um sistema inédito e exclusivo no Brasil de maturação de carnes (gado de cruzas britânicas), deixando-a com sabor muito particular. É o Dry Aged.

 

 

A idéia é americana. No passado a maturação das carnes se dava de forma artesanal, no ar, porque a carne levava até uma semana para sair do matadouro até o comércio. Durante esse período observou-se que ficava mais macia e aromática. O processo de maturação Dry aged acontece a partir de enzimas naturais que desgastam as proteínas dos músculos bovinos que são naturalmente duras, amaciando a carne. Ocorre a seco, com temperatura (1 a 3°C) e umidade controladas (70 a 75%), em ambiente arejado com luz ultravioleta para inibir o crescimento de bactérias, pelo prazo de 15 a 25 dias. O Dinho’s adquiriu, inclusive, uma câmara de refrigeração especial para esse fim.

 

Submetida a esse processo, a carne perde consideravelmente peso e sua acurada higiene acaba por elevar seu preço (mais ou menos 20%), todavia, os ganhos em qualidade e sabor mais realçado são muito significativos. “São 50 anos de experiência e quatro meses de pesquisa para trazer o que será uma das melhores carnes do Brasil” conta Fuad Zegaib, em entrevista à Revista ISTOÉ Dinheiro, que teve a idéia ao comer a carne numa viagem aos EUA.

 

 

Apresentação das carnes "Dry-Aged" pelo Sr. Fuad Zegaib

Apresentação das carnes "Dry-Aged" pelo Sr. Fuad Zegaib

 

 

 

 

 O Dinho’s oferece três opções: o T-Bone Steak (corte com osso em T, de um lado filet mignon e do outro contrafilet), o Master Dry (corte de contrafilé) e o Prime Rib (lombo central do boi - costela).  Os preços do cardápio especial  são os seguintes:

Master Dry Aged - R$ 79

Prime Rib Dry Aged - R$ 81

Prime Rib Dry Aged (02 pessoas) - R$ 140

T-Bone Peter Luger Dry Aged  - R$ 81

T-Bone Peter Luger Dry Aged (02 pessoas) - R$140 

 

 

Prime Rib:harmonia com Cabernet Sauvignon Arriero Reserva

Prime Rib:harmonia com Cabernet Sauvignon Arriero Reserva

 

 

 

As porções são generosas e a qualidade das carnes comprovada consoante harmonização

dos vinhos abaixo (R$ 99,00 qualquer um dos varietais), todos com 14% de álcool, da importadora Vínea (tel 0113059 5205):

 

Hacienda Del Plata C Sauvignon Arriero Reserva 2008 

Hacienda Del Plata Syrah Arriero Reserva 2007 

Hacienda Del Plata Malbec Arriero Reserva 2006

 

Antes do almoço harmonizado foi servido um espumante espanhol delicioso, Cava Peñalba López Brut Nature, 12% álcool  – Descrição: palha claro, bom perlage, borbulhas em profusão, aromas típicos com fruta madura, levedura e tostado. Na boca confirma esses aromas e mostrou “boa pegada” enchendo o palato com muito frescor e boa fruta. Cremoso e macio, mostrou boa persistência aromática e gustativa. Termina suave e sem amargor. Um cava especial, refrescante, surpreendente e detentor de relação preço-qualidade. À conferir.

Nota: 89/100 pts.

 

O Cava Peñalba López Brut Nature destacou-se por sua tipicidade

O Cava Peñalba López Brut Nature destacou-se por sua tipicidade

 

 

 

 

 

Hacienda Del Plata – uma pequena e esmerada vinícola mendocina, da Família González, verdadeira “boutique de vinhos” localizada na região de Luján de Cuyo.  Atualmente o comando está com Pablo González, um homem simples e educado que elabora, na opinião de quem escreve, um dos Syrahs mais destacados da Argentina na respectiva faixa de preço entre R$ 50 e R$ 100, que é o Arriero Reserva (peão que conduz o gado).

 

 

 

Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos harmonizados com carnes “Dry-Aged”:

 

Hacienda Del Plata Cabernet Sauvignon Arriero Reserva 2008 – 14% álcool – Vínea - Rubi violáceo com reflexo púrpura nas bordas. Nariz intenso com notas herbáceas, leve mentol e uma ponta de frutas negras. Boca potente, taninos presentes, acidez levemente pronunciada, madeira e fruta em integração. Apesar de um pouco tânico (precisa de mais tempo na garrafa para melhor integração de seus elementos), saiu-se bem na harmonização (por oposição) com o Prime Rib (costela), por conta da suculência da carne que amaciou no palato os seus poderosos taninos. 

Nota: 87/100 pts.

 

 

Hacienda Del Plata Syrah Arriero Reserva 2007 – 14% álcool – Vínea – Rubi violáceo escuro intenso, profundo e concentrado. Aromas finos e elegantes com as especiarias que tanto fizeram fama dessa notável casta em primeiro plano (cravo e pimenta-do-reino), secundadas por frutas negras (amora e ameixas) com boa sustentação na taça. Na boca seu estilo está mais para um vinho do Vale do Ródano do que para  Australiano. O que chama atenção além de sua elegância é a maciez de seus taninos, a integração dos elementos álcool, acidez, madeira e fruta. Um vinho equilibrado, redondo e facílimo de ser degustado. No quesito harmonização, de longe o melhor destaque dos três: sua acidez atenuou a capa de gordura que acompanha a parte do contrafilet do delicioso T-bone Peter Luger Dry-Aged; e os seus taninos macios e amáveis combinaram adequadamente com a suculência e textura enxuta do filet mignon. O resultado foi um sabor muito gostoso e prolongado.

Nota: 89/100 pts.

 

 

 

 

Hacienda Del Plata Malbec Arriero Reserva 2006 – 14% álcool – Vínea – Cor idêntica a do vinho anterior. No olfato os aromas se assemelham, porém, com mais intensidade e um toque floral de violetas que é a marca registrada dos bons malbecs platinos. Boca redonda, taninos vivos de qualidade muito boa. Intenso, concentrado e persistente, traz notas de ameixas e chocolate. Termina suave e com pequena adstringência a indicar que ainda tem plenas condições de se desenvolver na garrafa, eis que sua safra foi uma das melhores da Argentina nos últimos anos. No quesito harmonização, também apresentou bom desempenho com o Master Dry Aged (contrafilet), eis que a suculência da carne marmorizada equilibrou os taninos poderosos e robustos do Arriero Reserva Malbec.

Nota: 88/100 pts.

 

 

  

 

Almoço com degustação no Dinho's

Almoço com degustação no Dinho's

 

 

Posted by Jeriel in Sem categoria

viu-manent2

 

 

Amigos,

 

 

 

Quiero agradecerles las innumerables muestras de apoyo que nos han llegado durante estos dias, y que luego del impacto inicial, han sido fundamentales, en esta  etapa, en que estamos trabajando duro,  para reestablecer la normalidad lo antes posible.

 

Sin duda la industria del vino en Chile ha sido afectada, pero  la real tragedia han sido las perdidas de vidas humanas, los heridos y la situacion de muchos chilenos que lo han perdido todo, especialmente en las regiones del Maule y Bio-Bio.

 

Somos un pueblo fuerte y acostumbrado a las adversidades, eso ha forjado nuestro temple y nos hara, como muchas veces antes, salir adelante, de eso no tengo duda.

 

Todo el equipo de Viu Manent y nuestras familias estamos bien y desde ayer trabajando muy comprometidamente para  para iniciar  nuestro funcionamiento a la brevedad.

 

Nuestros Viñedos,  base fundamental de nuestra produccion y del entrañable amor por esta actividad,  estan intactos, y bajo el cuidado de nuestro siempre comprometido equipo agricola.

 

En la  Bodega, la construccion ha resitido bien y solo presenta daños menores que ya estamos reparando. La Maquinaria de vendimia esta intacta y lista para recibir nuestra vendimia 2010 y nuestras lineas de envasado y etiquetado estan tambien intactas y estaran en condiciones de funcionar apenas solucionemos algunos daños en la lineas de aprovicionamiento electrico, durante lo que queda de esta semana.

 

Las perdidas en vino, luego de una detallada cuantificacion inicial, no superan el 15%, y se produjieron fundamentalmente por el colapso de  de nuestros estanques de mayor capacidad, mas algunas barricas y vino envasado. 

 

En terminos de infraestructura, el principal daño lo sufrio nuestra area de turismo donde hemos tenido que  lamentar la caida parcial de la  Llaveria, dada su antigua construccion de adobe, lo que nos mantendra sin la posibilidad de recibir turismo durante algunos meses de la temporada baja.

 

Mi animo y entusiamo, el de nuestros colaboradores mas cercanos y el compromiso de todo el equipo en Viu Manent estan intactos y potenciados por la mision indeclinable de seguir produciendo cada vez mejores vinos, mas alla de las adversidades que haya que enfrentar y eso es algo que les quiero transmitir con mucho optimismo y el empuje y mistica que nos ha caracterizado.

 

Con el apoyo y confianza de nuestros importadores,proveedores, el trade y los consumidores, la industria Chilena del vino se recuperara muy rapido y la cosecha 2010 sera recordada como una muy especial, por que la union que ha caracterizado a nuestra Industria, su dinamismo y participacion de mercado, se fortaleceran, sobre la base de lo que realmente es fundamental; nuestras excepcionales condiciones naturales  y el extraordinario empuje de un pais con irrenunciable vocacion vitivinicola, que ninguna adversidad lograra mermar.

 

En Viu Manent, no tenemos tiempo para lamentarnos y todos nuestros esfuerzos estan dedicados a ponernos de pie y seguir entregandoles a la brevedad lo que sabemos hacer;  grandes vinos, que son producidos por  nuestra familia desde hace 75 años, y que hoy se exportan a mas de 40 paises en todo el mundo.

 

Finalmente, espero sinceramente que la prensa en general y en especial la  especializada, que siempre han sido fundamentales en la difusion de los exitos de nuestra industria, sigan cumpliendo  con la importante  mision de entregar informacion objetiva y veraz, acudiendo a las fuentes oficiales, de manera de evitar distorciones y versiones no confirmadas sobre nuestra realidad, que en nada nos ayudan.

 

Salud y un gran abrazo!  

 

 

Jose Miguel Viu

Posted by Jeriel in Eventos
Artur de Azevedo (ABS-SP), Marcelo Moraes (Cantu), Didú Russo e Christian Burgos

Arthur de Azevedo (Wine Style), Marcelo Moraes (Cantu), Didú Russo e Christian Burgos (Revista Adega)

 

Parte da imprensa especializada paulistana participou  na noite de 1° de março do “Jantar Harmonizado” organizado pela equipe de vendas da Cantu em São Paulo no  Aguzzo Caffé e Cucina  (Rua Simão Álvares n° 325 - Pinheiros, tel  011 3083 7363) dos vinhos  espanhóis Fuentespina, agora sob representação da Cantu.  

O jantar e os respectivos  vinhos:

 

Sobre a Bodega Fuentespina

Timbalo recheado de frutos do mar, quinua e tomate. 

Vinho: Montespina Verdejo 2008, 13% álcool.

 

Agnolotti recheado de pato assado no próprio molho com funghi porcini. 

Vinho: Fuentespina Crianza 2006,  14% álcool

 

 

Paletta d’agnello ao forno no próprio molho com azeite de alecrim e favas frescas. 

Vinho: Fuentespina Reserva 2004, 14% álcool.

 

Crostata de maçã verde crocante e sorvete de natas.

Azeite Pons -  Tangerina - R$ 23,50 (250 ml)

 

  

 

 

Nascido na década de 1950, o grupo Avelino Vegas foi resultado do esforço de Avelino Vegas e sua esposa Isabel. A sede do grupo está localizada próximo de cidades históricas importantes como Segovia e Valladolid. No início do projeto, a preocupação era a comercialização dos rótulos em mercados regionais e locais. Ao longo dos anos, o foco dos produtores passou a ser os vinhos premiums, com excelente preço-qualidade, produzidos com tecnologias modernas.

 

Com quase sessenta anos de existência o grupo espanhol Avelino Vegas se firma como proprietário de algumas das mais modernas vinícolas da Espanha em diversas regiões produtoras. A Fuentespina, em Ribera Del Duero, é uma delas porque se notabilizou por produzir vinhos detentores de notável relação preço-qualidade.

  

Um quinto da  produção da Fuentespina está destinada ao mercado internacional. O grupo Avelino Vegas está presente nas principais regiões  espanholas, a saber, Rueda, Ribera del Duero, Rias Baixas e Rioja e seus rótulos possuem qualidade reconhecida mundialmente. Os vinhos da linha Fuentespina, por exemplo, têm amiúde conquistado vários prêmios internacionais.

 

Degustação - conduzida com simpatia e competência por Marcelo Moraes, Sommelier da Cantu

Fuentespina  Rueda  Verdejo 2008 - R$ 55,00  (Premier Vinhos)

Palha esverdeado límpido e  brilhante.  A Verdejo produz vinhos aormáticos e este não foge à regra:  no nariz o destaque são as  notas vegetais (grama cortada), aspargos e fruta tropical (maracujá).  No início  sua explosão aromática lembrava um bom  Sauvignon Blanc do Cone Sul.  Depois,  seu aroma evoluiu para floral intenso. Essa complexidade foi amplamente confirmada no palato,  cujo destaque fica por conta de seu frescor traduzido na ótima acidez gastronômica, eis que harmonizou com o timbalo recheado de frutos do mar, quinua e tomate. Estruturado, de acento cítrico e mineral, é um vinho ótimo para dias quentes. Retrogosto frutado.

Avaliação: 88/100 pts. 

 

  

 

 

Fuentespina Ribera Del Duero Crianza 2006 - R$ 101,00 (Premier vinhos)

Rubi violáceo com reflexo púrpura nas bordas. Nariz potente com álcool (14%) e baunilha despontando. Após alguns minutos uma nota de frutas vermelhas sobre um fundo lácteo deu equilíbrio ao conjunto.  Na boca os taninos presentes dão o tom e reivindicam mais algum tempo na garrafa para sua suavização.  Segundo Marcelo Moraes, o mosto amadurece doze meses em barricas francesas e americanas novas  e as vinhas  de tempranillo possuem mais de vinte e cinco anos de idade.  Fruta e madeira em integração.  Ainda no palato uma nota de fruta madura.  Termina longo.

Avaliação: 86/100 pts. +

 

  

Fuentespina Ribera Del Duero Reserva 2004 - R$ 142,00 (Premier Vinhos)

Quase retinto na cor.  Fechado no nariz abriu lentamente para frutas negras, chocolate, tostado e especiarias sobre um fundo defumado que remete a sua passagem por madeira. Melhor na boca porque além de confirmar o palato, se mostrou denso, profundo e de taninos polidos. A fruta madura está presente, ameixas e amoras.  Tem a característica principal dos vinhos da região que é o refinamento. Elaborado à partir de vinhedos da variedade tempranillo  com idade de quarenta anos, amadurece dezesseis meses em barrica de carvalho americano e francês. Afina por mais dois anos na garrafa antes de sua liberação. Aveludado e salivante, apresentou harmonia com a Paletta d’agnello ao forno.

Avaliação: 90/100 pts. +

Posted by Jeriel in vinho do mês - enoblogs
Taurus Crianza 2005: potente, concentrado e guloso

Taurus Crianza 2005: potente, concentrado e guloso

 

 

O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs e desta vez houve mudança na sistemática de escolha dos vinhos que também passará a recair  sobre uma determinada cepa, que no caso foi a espanhola Tempranillo. A feliz decisão de escolhê-la foi do Marcus, do ótimo blog - http//:azpilicueta96.blogspot.com, 39º vinho da Confraria dos Enoblogs.

 

 

 

A emergente região espanhola de Toro vem surpreendendo a crítica internacional com seus vinhos potentes, concentrados e gulosos. Lá, a Tempranillo é conhecida por Tinta de Toro e a característica principal de seus vinhos é a concentração, isto porque os vinhos reproduzem com fidelidade as características do terroir local de clima seco e árido com influência atlântica. Chove pouco, de 350 mm a 400 mm. O inverno é severo (que significa temperaturas extremamente baixas e longos períodos de geadas) e o verão curto, embora não excessivamente quente. Há contrastes significativos entre temperaturas do dia e da noite. O solo é principalmente calcário-argiloso. No entanto, existe também o solo pedregoso aluvial que é o mais indicado para a vinicultura, por conta da drenagem. A região é suavemente ondulada. Os vinhedos estão situados a uma altitude de 620/750 m.

 

 

O vinho escolhido: Taurus Crianza Tinta de Toro 2005

Apenas por curiosidade, transcrevo o contra-rótulo: “Taurus Crianza nasce en nuestros viñedos de Tinta de Toro, vendimiados a mano. Trás la fermentación, el vino fue criado em barricas de roble francês durante seis meses y posteriormente em botella hasta la fecha. De color rojo cereza picota com tonos granates, em nariz se aprecian potentes aromas de frutas negras maduras, em perfecto equilíbrio  com notas especiadas y tostadas.

Amplio y carnoso, em boca posee gran final, elegante y persistente. Este vino no ha sido filtrado ni estabilizado, por lo que se recomienda  decantar” – 14,5% álcool safra 2005  Taurus Crianza Toro Denominación de Origen – Bodegas Marcos Real Viñedos de Villaester de Arriba

 

 

Degustação - Taurus Crianza Tinta de Toro 2005

Preço: R$ 89,90 (Obra Prima/Sacolão Oba tel 011 3868 58080 e demais localidades 0800 707 0070) - Rubi intenso quase negro. Aromas intensos de frutas negras, mentol e caramelo. Na boca é um vinho quente, macio, carnudo e muito saboroso. Tem acento mineral e uma boa dose de fruta em compota. Termina crocante e suave prometendo uma boa evolução na garrafa nos próximos anos. De boa tipicidade não foge à regra da escola espanhola porque consegue aliar madeira à fruta de forma interessante.

Avaliação: 89/100 pts.+

Posted by Jeriel in Vinhos Degustados

 

Vinho ícone da Viña San Pedro

Vinho ícone da Viña San Pedro

 

 

A Viña San Pedro começou a desenvolver o vinho Cabo de Hornos no início dos anos noventa, a partir de  vinhas velhas de Cabernet Sauvignon do Vale Curicó. O Cabo de Hornos  sempre demonstrou caráter próprio e estilo individual. Tanto que desde a primeira colheita em 1994 até 2002, foi obtido exclusivamente de Cabernet Sauvignon.

 

Hoje, em razão do crescimento do Cabo Hornos e em parte devido à procura constante do aprimoramento da qualidade por parte do enólogo-chefe da Viña San Pedro, Marco Puyó,  houve a inclusão de pequenas parcelas de Syrah e Malbec (safra 2006, respectivamente 15% e 5%), oriundas dos vales do Alto Cachapoal, do Maipo e do Maule. As parcelas mais antigas de Cabernet Sauvignon continuam a ser o seu fundamento básico porque lhe possibilita grande concentração de fruta, equilíbrio e harmonia.

 


Safra 2005

A colheita desta temporada aconteceu durante a primeira semana de maio, sob condições climáticas que permitiram a colheita da uva na maturação ideal, na ausência de chuva ou outras dificuldades. A safra pode ser considerada muito boa para a sua elaboração.

 

 

 

Amadurecimento

 

 

O vinho é armazenado em barris de carvalho francês por 18 meses. Após esse período de guarda, é engarrafado sem filtragem para preservar toda sua concentração e continua amadurecendo por mais um ano na garrafa antes de ser liberado para o mercado.



Degustação –  Cabo de Hornos 2005 – 14,7% álcool – 90% Cabernet Sauvignon (Molina), 7% Cabernet Sauvignon (Cachapoal) e 3% Syrah (Alto Cachapoal) – World Wine – R$ 220,00 - tel 011 3383 7477
Cor: rubi violáceo quase negro.

Aromas: no início uma forte nota de baunilha domina o conjunto. Depois, surgem os típicos da Cabernet Sauvignon com fruta madura, cassis, madeira tostada e tabaco. 

Boca: suplanta o nariz por conta de sua complexidade gustativa. Encorpado, a primeira impressão é a de aquecer o palato por conta de seu álcool elevado.  A madeira vem em primeiro lugar e encobre a fruta, que se apresenta na forma de amoras e ameixas em calda. Longo, intenso, é também forte, aveludado e reivindica alguns anos na garrafa (é reconhecidamente  longevo) para que a madeira seja totalmente  absorvida pela fruta. Não podemos olvidar que seu estilo conta com um leque amplo de seguidores e no palato, chega a ser guloso porque convida para o próximo gole, apetece beber.

Avaliação: 88/100 pts. +

Posted by Jeriel in Degustações
Vinhos da La Cave Jado: consistentes e de preços acessíveis

Vinhos da La Cave Jado: consistentes e de preços acessíveis

  

Mais uma vez tivemos a oportunidade de avaliar os vinhos da La Cave Jado,  em companhia de Dorothée Souchaud, Ivan, Beto Duarte (papodevinho.blogspot.com), Marcelo di Moraes (www.marcelodimoraes.com/blog/index.php), Silvia Cintra Franco (www.vinhoegastronomia.com.br) e Alexandre Frias (www.diariodebaco.com.br)

 

No local de costume, o sempre elogiável Empório Vila Buarque (Rua Major Sertório 561, Vila Buarque, tel. 011 3214 – 2241), desta vez o serviço do vinho fez a diferença e alguns exemplares degustados em 02.02.2010 se saíram melhor, a demonstrar a importância da utilização de taças adequadas e temperatura idem. Quanto aos vinhos em si, o fato de prová-los corrobora a assertiva da consistência dos produtores integrantes do pequeno portfolio da La Cave Jado (http://vinho-frances-saopaulo.com.br/vinhos), até porque não houve grandes oscilações para cima ou para baixo (exceto o branco Cuvée Farandole, que gelado se mostrou mais agradável).

 

Abaixo a descrição e avaliação dos vinhos degustados:

 

 

Cuvée Farandole 2006

Chateau Joliet – AOC VDP Comté Tolosan – François D’Aubert – álcool: 12% - região: Sudoeste - uva: Muscadelle - preço: R$ 44,00 – A Muscadalle não é, como se pode supor,   uva da família da Muscat. Seu aroma costuma ser de frutas de sumo, cítrico. Produz vinhos leves e aromáticos. Muito utilizada em Bordeaux para vinhos brancos secos e doces. É versátil e pode ser vinificada de várias formas. Nunca ultrapassa 10% na tradicional mistura de Sémillon e Sauvignon Blanc. Já em Monbazillac sua participação é mais expressiva. Análise organoléptica: palha brilhante. Boa paleta aromática com sugestões florais e um leve toque amanteigado. Notas de pêssego e no segundo plano mel. Ao longo da degustação apresentou boa sustentação. Na boca a sua entrada revelou maciez, corpo ligeiro e discreto amargor vegetal dentro do aceitável. Alguma concentração de fruta em calda, discreta sugestão cítrica. Festivo e didático, surge como opção para quem deseja conhecer a casta. Deve crescer à mesa e serve com exemplo da Muscadelle, uva que entra em proporções reduzidas no corte do Bordeaux branco para aportar-lhe aromas florais.

Avaliação: 85/100 pts.

 

 

Cuvée Ballade – Château Joliet Rosé - safra: 2008 – álcool: 12,5% - região: Sudoeste - uva: Négrette (70%) e Cabernet Franc (30%) - preço: R$ 46,00

Pêssego brilhante. Nariz sem potência com discreta nota floral acompanhada por uma leve sugestão de morango e tutti-frutti. A boca repete o nariz, curta, de acidez delicada e pouco concentrada. O destaque fica por conta daquilo que se espera de um rosé: um vinho alegre, fácil de beber e sobretudo de bom frescor. Essas características o Cuvée Ballade possui. Curiosamente transcrevo informação lançada no portal do importador (www.cavejado.com.br) sobre a casta majoritária, a “Negrette: “Principal variedade da apelação Fronton, a Négrette faz toda sua originalidade. Variedade delicada, ela precisa de um trabalho rigoroso tanto nas vinhas como nas adegas; mas a recompensa está na medida dos esforços: ela dá vinhos flexíveis, com um frutado muito agradável, para tomar jovem ou para deixar envelhecer alguns anos. O Château Joliet, através desse vinho, tenta valorizar a especifidade (sic) dessa variedade pouco conhecida”.  Um vinho interessante, de ótima relação preço-qualidade e que merece ser provado.

Avaliação: 83/100 pts.

 

 

 

C de By 2008

AOC Cote de Brouilly - Pierre André Dumas - álcool: 12,8% - região: Beaujolais/Cotes de Brouilly - uva: Gamay - preço: R$ 66,00 - Atraente cor pêssego/salmão brilhante. Muito agradável no olfato com notas de frutas vermelhas frescas e leve adocicado. Ao contrário do sinalizado no olfato, na boca é escorregadio com morangos e cerejas e uma nota de mineralidade num corpo ligeiro e de boa acidez, sem doçura ou açúcar residual. Passa rápido na boca, mas por conta de seu frescor é uma boa pedida para pratos leves nos dias quentes do verão.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

Cuvée Tuffeaux - AOC Bourgueil 2006 – álcool: 12,9% - região: Loire – uva: Cabernet Franc – preço: R$ 56 - Rubi violáceo brilhante. Nariz com alguma potência a enfatizar frutas vermelhas e notas balsâmicas. Na boca é um vinho macio, redondo, seus são taninos gentis, sugestões lácteas, leve chocolate, fruta madura formar um perfil medianamente complexo que se completa por sua boa acidez. Fácil de beber e de gostar, termina frutado e sem arestas. Um bom exemplar da casta que possui atraente relação preço-qualidade.

Avaliação: 87,5/100 pts.

 

 

 

Chateau de Fontlade 2004 – AOC Coteaux Varois em Provence – álcool: 13,56% - uvas:

Syrah (60%) e Grenache (40%) – preço: R$ 56,00 – Mais concentrado na cor do que o exemplar anterior, no nariz apresenta notas picantes trazidas pela Syrah, com especiarias (pimenta-do-reino), frutas negras (ameixas e amoras) e uma leve nota mineral. Na boca, além de repetir esses aromas, é intenso, seus taninos são potentes sem agressividade, sua acidez provoca salivação e sua concentração de sabor o coloca num patamar de qualidade acima de seus similares. Termina redondo e no retrogosto deixa uma nota mentolada. O melhor da noite.

Avaliação: 88/100 pts.

 

 

 

Domaine de la Graveirette – Cuvée Must – Vin de Pays – safra: 2006 – álcool: 13,9% - região: AOC Vin du pays de la Principauté d’Orange  - uvas: Grenache (75%) e Syrah (25%) - preço: R$ 59,00 - Rubi violáceo intenso profundo quase retinto. Nariz com sugestões de geléia de frutas vermelhas e frutas confitadas. Na boca a sua entrada é quente e revela o seu elevado teor alcoólico, taninos potentes e adocicados num perfil mais do Novo do que do Velho Mundo. Corpo pleno, ótima acidez, boa fruta com notas de groselha, amoras, ameixas, especiarias (Syrah), boa persistência gustativa e final com discreta nota tostada e repetição das notas adocicadas. Potente, é um vinho agradável, de boa tipicidade, de perfil moderno com boa fruta e relação preço-qualidade. Todavia, comparado com seu irmão maior, o Côtes du Rhône Millésime 2006, fica devendo elegância.  Mesmo assim seu estilo conta com amplo número de admiradores. Aconselha-se decantar. Apresenta capacidade de evolução na garrafa. Segundo informação do importador recebeu 89/100 pts. de Robert Parker.

Avaliação: 86/100 pts.