Posted by Jeriel in Degustações

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A degustação contou com fartas explicações de quem foi às regiões, visitou as vinícolas e escolheu os melhores vinho por custo-benefício. Além disso, cabe ressaltar que nenhum vinho (tranquilo) ultrapassa a casa dos R$100 e o grande campeão da noite foi o delicioso Côtes-du-Rhône  Domaine de la Graveirette safra 2006.

 

O contato com a La Cave Jado pode ser feito através do tel. 2478-2001, São Paulo, SP ou 3030-7119 ou pelo portal www.cavejado.com.br

 

 

Cuvée Farandole 2006

Chateau Joliet – VDP Comté Tolosan – François D’Aubert

Origem: França – álcool: 12% - região: Sudoeste - uvas: Müscadelle - preço: R$ 44,00 – A Muscadalle é uma uva da família da Muscat. Seu aroma costuma ser de frutas de sumo, cítrico. Muito utilizada em Bordeaux para brancos secos e doces. Nunca ultrapassa 10% numa mistura que tradicionalmente recebe Sémillon e Sauvignon Blanc. Já em Monbazillac sua participação é mais expressiva. Análise organoléptica: palha esverdeado brilhante. Boa paleta aromática com sugestões florais e um leve toque de abacaxi fresco. Ao longo da degustação apresentou média sustentação. Na boca a sua entrada revelou maciez, médio frescor num corpo ligeiro com certo amargor vegetal. É um vinho didático, que surge como opção para quem deseja conhecer a casta. Deve crescer à mesa e serve com exemplo da Muscadelle, uma uva que entra em proporções reduzidas no corte do Bordeaux branco para aportar-lhe aroma. Foi um pouco prejudicado pelo serviço eis que servido fora da temperatura normal.

Avaliação: 83/100 pts.    

 

 

 

Chablis 2008

Jean-Pierre Alexandre Ellevin - Origem: França – safra: 2008 – álcool: 12,5% - região: Borgonha - uva: Chardonnay - preço: R$ 88,00 - Palha na transição para o dourado brilhante e de boa intensidade. Nariz interessante, a revelar boa tipicidade com o tradicional acento mineral acompanhado por notas cítricas e de mel.  Boca que repete a mineralidade do nariz, ligeira untuosidade, corpo pleno, bom frescor e final intenso com leve doçura e ausência de amargor.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

 

C de BY 2008

Cote de Brouilly - Pierre André Dumas

Origem: França – álcool: 12,8% - região: Beaujolais/Cotes de Brouilly - uva: Gamay - preço: R$ 66,00 - Atraente cor pêssego/salmão brilhante. Muito agradável no olfato com notas de frutas vermelhas em profusão e leve adocicado. Ao contrário do sinalizado no olfato, na boca é escorregadio com morangos e cerejas e uma nota de mineralidade num corpo ligeiro e de boa acidez, sem doçura ou açúcar residual. Por conta de seu frescor é uma boa pedida para os dias quentes do verão.

Avaliação: 83,5/100 pts.

 

 

Cuvée Melodie 2006

Chateau Joliet – VDP Comté Tolosan – François D’Aubert

Origem: França – álcool: 12,5% - região: Sudoeste/Fronton - uvas: Negrette (55%), Cabernet Franc (25%), Syrah (15%) e Gamay (5%) - preço: R$ 49,00 - Vermelho rubi intenso com alguma intensidade. Paleta aromática intensa e complexa com notas animais, couro, tostado, alcaçuz e depois de algum tempo uma discreta nota floral. Boca quente, adstringente, potente, expansiva e de boa acidez. Terminar rústico e salivante. Deve melhorar à mesa.

Avaliação: 85,5/100 pts.

 

 

 

Sancerre Roger & Didier Raimbault 2007 –  Pinot Noir (100%) – 12,5% álcool – R$ 89,00

Rubi de média intensidade/profundidade com reflexos violáceos. Fechado no olfato. Uma leve nota frutada com destaque para cerejas e morangos sobre um fundo herbáceo. No palato a sua entrada revela um vinho cheio, rugoso, taninos presentes de boa qualidade e acidez balanceada. A sua correta concentração de sabor evoca fruta vermelha madura. Álcool na medida. Termina com discreta adstringência. Como nos demais vinhos da La Cave Jado, este também ostenta alguma relação preço-qualidade e tipicidade, principalmente se confrontado com alguns Borgonhas Genéricos e Pinots do Novo Mundo carentes dessa característica. Por fim, destaco que o exemplar da safra anterior esgotada recentemente era mais elegante. 

Avaliação: 86,5/100 pts.

 

 

 

 

Millésime 2006

Domaine de la Graveirette  
Origem: França – álcool: 13,5% - região: AOC Côtes-du-Rhône - uvas: Grenache (50%) e Syrah (50%) - preço: R$ 67,00

Vermelho púrpura intenso e profundo. Nariz delicioso com fruta em compota e leve nota de geléia de frutas vermelhas a denunciar bom frescor. Na boca, a sua entrada é quente e revela o seu elevado teor alcoólico, taninos finos, doces, corpo pleno, ótima acidez, macio, alcoólico, estruturado (Grenache), potente, pleno de fruta e  frescor com sugestões de groselha, amoras, ameixas, especiarias (Syrah), boa persistência gustativa e retrogosto com notas adocicadas. Potente e  sedoso, é um vinho agradável, de perfil moderno com bastante valorização da fruta e que se destaca por sua relação preço-qualidade. Aconselha-se decantar. Apresenta capacidade de evolução na garrafa. Segundo informação do importador recebeu 89/100 pts. de Robert Parker.

Avaliação: 88,5/100  pts.

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Santa Julia Sauvignon Blanc:  opção certa para saladas e frutos do mar

Santa Julia Sauvignon Blanc: opção certa para saladas e frutos do mar

 

A Bodega Familia Zuccardi tem mais de 40 anos de existência e produz vinhos de classe originários de Mendoza. A linha Santa Julia, por exemplo, é uma das principais e seus vinhos são modernos, com muito respeito pela fruta e pela tipicidade varietal (Descorchados 2008).  José Zuccardi sempre se dedicou ao vinho com muita dedicação, paixão e energia e elegeu como meta a inovação. Zuccardi se constitui na verdadeira família do vinho argentino: Don Alberto “Pepe” Zuccardi, Ana Amitrano e filhos. Esse time fica completo com a presença dos enólogos Rodolfo Montenegro, Rubén Ruffo e Gustavo Martínez. Todos demonstram paixão e criatividade pelo que fazem, tanto é que possuem uma bodega experimental para micro-vinificação de uma linha de vinhos denominada Innovacción. Como se isso não fosse pouco, existe uma sortida loja de vendas e um salão destinado a difundir a expressão cultural local para todo país.

 

Seus vinhos englobam desde linhas cuja enfase está calcada na relação preço-qualidade - vinhos para o cotidiano até vinhos de elevada qualidade como os da linha “Q”. O Tempranillo seguramente é um dos melhores varietais produzidos com essa casta fora da Espanha. A Bodega Família Zuccardi converteu-se numa bodega clássica da Argentina e seu impulso, tanto em nível interno como para exportações, contribuem  para colocar a Argentina como um produtor de destaque no Novo Mundo. Na linha Santa Julia os destaques ficam por conta do Magna, que é um blend de Cabernet, Malbec e Syrah (safra 2005). Nos brancos, varietais de Chardonnay, Viognier, Pinot Grigio, Torrontés e agora no Brasil o Sauvignon Blanc, até então desconhecido de quem escreve essas linhas. Uma das sensações do momento são os vinhos da Série “A” onde desponta um dos melhores bonardas platinos. Na linha “Q” vinhos notáveis: Tempranillo, Malbec e Cabernet Sauvignon e um delicioso Chardonnay barricado completa essa linha. O Zeta é um vinho profundo e elegante, uma das melhores expressões do terroir Mendocino. Na linha Malamado, além do tinto um novo branco de Viognier promete agradar os apreciadores de vinhos doces. Por fim, peço licença para  transcrever parte do texto do Guia Descorchados 2008 que sintetiza o ponto de vista de quem escreve essas linhas: “Seus vinhos são de estilo moderno, com muito respeito pela fruta e pela tipicidade de cada varietal. Embora pareça um pouco difícil vinificar mais de trinta variedades, conseguem isso bastante bem”. É preciso dizer mais alguma coisa?

 

 

O vinho escolhido: Santa Julia Sauvignon Blanc 2009.

Aqui a mão do enólogo Rodolfo Montenegro faz a diferença porque este Sauvignon  apresenta os traços característicos da casta e justifica a fama da vinícola de produzir bons vinhos por preços acessíveis.

 

 

O contra-rótulo informa que:

“O Santa Julia Sauvignon Blanc é un vino seco con notas de hierbas y cítricos, sabor a pomelo y con un final refrescante. Es el vino ideal para aperitivos  o como  acompañamiento frutos do mar o ensaladas.”

 

Degustação – Santa Julia Sauvignon Blanc 2009 – Mendoza – 13,5% álcool – preço: R$ 24,00 - Ravin – tel. 011 5574 5789 -

Cor: amarelo  palha com reflexos esverdeados.

Aromas: predominam as notas vegetais da casta (grama cortada) com boa intensidade e sustentação na taça. Após, uma nota floral passa a dominar o conjunto.

Boca: macia, redonda e refrescante.  Frutado, apresenta sugestões de toranja (grapefruit) e limão. Termina com boa persistência deixando uma nota doce no fim-de-boca.   Vinho moderno, de perfil frutado que evoca o caráter varietal da casta. Ótima relação preço-qualidade.

Avaliação: 87/100 pts.

 

Crédito da foto: miovino.blogspot.com

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A importadora Santa Ceia está estabelecida em Vinhedo e tem um portfólio interessante, com alguns vinhos italianos e franceses de ótima procedência.

 

 

Na noite de 04 de fevereiro de 2010, quem escreve essas linhas juntamente com Beto Duarte, Cristiano Orlandi, Daniel Perches, João Filipe Clemente e Roberto A. Ventura, reunidos no ótimo Empório Vila Buarque, sito à Rua Major Sertório 561, Vila Buarque, tel. 3214 – 2241.

Estiveram presentes:

Beto Duarte
papodevinho.blogspot.com
betoduarte66@terra.com.br

Daniel Perches
www.vinhosdecorte.com.br
daniel@vinhosdecorte.com.br

Cristiano Orlandi
vivendovinhos.blogspot.com
cristiano.orlandi@uol.com.br

João Felipe Clemente
falandodevinhos.wordpress.com
jfc-consult.com

Marcelodi Moraes
www.marcelodimoraes.com/blog/index.php

 

O local é um misto de café, adega e bistrô. Com mais de 130 rótulos, possui uma enorme adega climatizada para garantir que os vinhos sejam degustados na temperatura de serviço. O local é charmoso, descontraído e fácil de chegar e estacionar. Arrisco a dizer, sem medo de errar, que é ideal para o recebimento de Confrarias de Enófilos. Confraternizações também poderão ser realizadas no Empório Vila Buarque – A Casa dos Vinhos, eis que o espaço é amplo e confortável.

 

 

Abaixo impressões sobre os vinhos degustados. Os preços mencionados são praticados pelo Empório Vila Buarque:

 

Bourgogne Pinot Noir “Lê Bon” – Domaine Ballorin & Fils

Origem: França – safra: 2007 – álcool: 12,5% - uva: Pinot Noir - região: Morey-Saint-Denis – preço: R$ 92,00 – cor típica da casta sem halo de evolução. Aromas tradicionais com morango prevalecendo sobre uma discreta nota terrosa e de couro. Boca que subscreve plenamente o nariz com taninos discretos de ótima textura. A fruta está presente e lhe dá personalidade e sobretudo tipicidade. Acidez gastronômica. Guloso e muito  fácil de ser bebido, seguramente possui atributos para ser um verdadeiro campeão na sua categoria  “Bourgogne Pinot Noir” . Apesar de não ser barato, tem relação preço-qualidade. Beber ou guardar.  

Avaliação: 89/100 pts.

 

 

Chateau Grand Bert – Cuvée 1° Saint Emilión Grand Cru

Origem: França – safra: 2005 – álcool: 13,5% - uvas: Merlot (85%) e Cabernet Franc (15%) - região: Castillon La Bataille/Saint-Emilión – preço: R$ 300,00 - Cor rubi com reflexo violáceo brilhante. Nariz fino e sutil com sugestão floral – violetas. Depois abriu para frutas negras com ameixa e uma pontinha de couro. Boca rica, taninos finíssimos, boa cremosidade, madeira integrada à fruta, notável acidez a lhe conferir bom frescor e tipicidade de sobra. Termina intenso com bastante delicadeza e uma leve nota herbácea. Ainda jovem, afinará na garrafa nos próximos anos. Para ser aberto à partir de 2014/2015

Avaliação: 91/100 pts. ++

 

Apenas por curiosidade, transcrevo seu contra-rótulo:

“Ce vin, héritage de la proprieté La Vigne  transmise pour 6 générations, est elabore aujourd’hui

par Sophie et Laurent.  La vigne – Poitevin, garants de l’harmonie entre culture, vinification et l’art du vigneron. Lê choix  de cette bouteille vous permetra d’apprécier lê terroir et lês varietes de raisins: Merlot (85%) et Cabernet Franc (15%), qui constituent  ce miracle: “Lê vin de Bordeaux”. Por révéler toutes lês qualités de ce néctar, une température de service 16°C sera idéale. Vignerons  amities!!! – Producteur: Sophie et Laurent Poitevin – Castillon La Bataille

 

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O Uruguai é um país que se localiza na parte sul do continente americano e têm cerca de 3,3 milhões de habitantes distribuídos em dezenove departamentos. Seu consumo “per capita” é da ordem de trint e três litros (8º mundial) e cerca de 95% de sua produção de uvas é destinada à produção de vinhos. Apenas 5% da produção é de uvas de mesa. Metade de sua produção anual é para o consumo interno e a outra metade destina-se à exportação para o Brasil, EUA e Europa. A produção está nas mãos de “duzentas e setenta e oito famílias produtoras”. Destaca-se no plantio da cepa “tannat” que tem sua origem no sudoeste francês, mas também obtém sucesso no plantio das castas tintas cabernet sauvignon e franc, merlot, petit verdot, pinot noir, tempranillo e syrah e das brancas sauvignon blanc, sauvignon gris, viognier, torrontés, ugni blanc, gewürztraminer e chardonnay. Nesse contexto, verificamos o surgimento da vinícola “Gimenez Mendez”, uma empresa familiar cujo escopo está focado na  qualidade e que acredita que o Uruguai tem um terroir  privilegiado para produção de vinhos finos. Sua produção é diversificada e origina-se de quatro vinhedos, distribuídos entre as regiões de Montevideo, Las Brujas, Los Cerrilos e Canelón Grande. A produção é exportada para o Reino Unido, Alemanha, Suiça, EUA, Brasil, Barbados e México.

 

 

As linhas de produtos presentes no Brasil são: Las Brujas Sauvignon Blanc 2009, Gimenez Mendez Pinot Noir 2008, Puzzle Multivarietal 2008, Gimenez Mendez Tannat Alta Reserva 2008, Gimenez Mendez Tannat Premium 2006, LYM Tannat-Tannat 2006, Luis A. Gimenez Super Premium Tannat 2006 e o vinho de sobremesa Gimenez Mendez Licor de Tannat 2007. Diversas castas são cultivadas, todavia, a principal é a Tannat com seis vinhos. Na linha de produtos destacam-se: Luis A. Gimenez Super Premium Tannat 2006, top de linha, com edição limitada (apenas 2500 garrafas numeradas). Esse tinto é produzido somente em anos de safras consideradas excepcionais e, sem dúvida, é um dos mais consistentes tannats do Uruguai na atualidade. Outros vinhos importantes: Alta Reserva, Premium, LYM e o Gimenez Mendez Licor de Tannat.

 

 

A representação desses vinhos no Brasil está à cargo da Hannover, com matriz em Porto Alegre e representação em São Paulo, mais precisamente na zona oeste, região do Butantã, sito à Rua Hugo Carotini 359, cep 05532-020 (telefone 2638 0881), bairro Previdência. A equipe é formada por José Manuel Afonso (Gerente de Vendas – celular 9134 9200) e Sandra Alves de Moraes (faturamento e controle). 

 

 

Gimenez Mendez Tannat  Alta Reserva 2008

Origem: Uruguai – região: Las Brujas - safra: 2008 – álcool: 13,5% - preço: R$ 54,00 –

Vermelho púrpura escuro. No olfato despontam as tradicionais notas vegetais da casta secundadas por ameixas, geléia de framboesa e um toque de especiarias. As notas de barrica são notadas com facilidade e dão personalidade ao vinho. Boca redonda, tânica (boa qualidade), densa, com a madeira possibilitando a expressão da fruta, num perfil elegante mais próximo do Velho do que do Novo Mundo. O álcool está controlado e o conjunto consegue manter alguma harmonia que deverá contribuir para sua evolução na garrafa nos próximos anos. Sessenta e cinco por cento do mosto amadurece em barrica americana e o restante em francesa. Degustado pela primeira vez há seis meses, demonstrou boa evolução na garrafa e se destaca por sua tipicidade com taninos redondos, boa fruta e equilíbrio do conjunto.

Nota: 87/100 pts. +

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A importadora Paranaense “Cantú”, conta com sólida estrutura de logística e importação e por isso traz  ao mercado nacional  marcas reconhecidas e respeitadas internacionalmente, eis algumas delas:  Viña H. Stagnari (Uruguai), Ventisquero (Chile) e  Dominio del Plata – Susana Balbo (Argentina).  Incrementando o seu portfolio, a Cantú passou a contar com a linha de vinhos Toscanos I Giusti & Zanza, os quais contam com  reconhecimento internacional por sua afamada qualidade.

Vinhos da degustação:

Ducalmara CS (70%) e Merlot (30%) IGT Toscana 2006 - R$ 276

Perbruno Syrah IGT Toscana 2005 – R$ 174

Belcore Sangiovese (80%) e Merlot (20%) – IGT Toscana 2005 - R$ 115

Nemorino –  Syrah, Sangiovese e Merlot  – IGT Toscana 2006 - R$ 78

Nemorino bianco - Trebbiano e Semillón – IGT Toscana 2007 - R$ 78

 

Sócios – R$ 70,00

Não Sócios – R$ 140,00

 

Pizzas especiais que serão preparadas por “A Tal da Pizza”

 

Rosmarino - alecrim, sal grosso e azeite  (entrada)

Poireaux - cream cheese, alho poró, manteiga e vinho branco (campeã)

A Tal da Pizza - Linguiça, molho, muzzarela e parmesão  (deslumbrante)

Muzzarela  - muzzarela e molho de tomate (para todos os gostos)

Princesa Anne - molho, muzzarela, presunto e azeitonas. (uma das preferidas)

 

Sobre a vinícola I Giusti & Zanza Vigneti

Em 1996, começou a reestruturar uma antiga vinícola, que produzia vinhos desde o início do século XIX, nas “Colline de Fauglia”. A vinícola está localizada no Noroeste da Toscana, a igual distância entre Pisa, Livorno e o mar, beneficiando-se assim da influência positiva das condições climáticas da costa. A extensão total da propriedade é de 35 ha dos quais 17 são cultivados principalmente com uvas tintas.

 

Os vinhedos se localizam sobre suaves colinas à margem esquerda do rio Arno, pouco antes de sua foz. Sob a supervisão do enólogo e agrônomo Dr. Stefano Chioccioli, os vinhedos foram planejados para uma baixa produção, com o objetivo de produzir menos de um quilo de uva por planta. A idade dos vinhedos vai dos 40 anos para os mais antigos e 8/10 anos para os vinhedos novos. O manejo agrícola é do tipo orgânico, onde a parreira não sofre tratamentos químicos, nem são feitas irrigações artificiais.

 

 

As variedades das uvas cultivadas são basicamente uvas tintas, principalmente Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah e uma pequena parte de brancos Trebbiano e Semillon. Segundo a empresa, essas são as variedades mais representativas e a melhor base ampelográfica em relação à qualidade do território.

 

O terreno dos vinhedos é formado por colinas de saibro arenoso e argiloso. O alto conteúdo de areia, de até 70%, garante uma ótima drenagem, o que, aliado à grande luminosidade devido à vizinhança da costa, constitui a maior qualidade deste local. A colheita é manual para possibilitar uma seleção de uvas de primeira qualidade.

 

As uvas são vinificadas de maneira tradicional. O mosto permanece em barris de 18 a 21 dias, segundo sua variedade. Durante a estada nos barris é feito o controle de temperatura em cada tanque. O afinamento dos vinhos é feito em barricas de carvalho francês de 300 litros, com tostadura média e, varia segundo a variedade da uva e da safra. Depois de engarrafados, os vinhos passam por uma ligeira filtração, sem nenhum tipo de estabilizante, por isso eventualmente poderão ser encontrados pequenos sedimentos no fundo da garrafa, o que comprova a naturalidade do produto.

 

SBAV - Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 2586 - CEP: 01442-002 - São Paulo - SP
E-mail:
vinho@sbav-sp.com.br - Reservas com Nelson pelo telefone: 3814-7905
 

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O Don Melchor é um dos vinhos mais famosos do Novo Mundo

O Don Melchor é um dos vinhos mais famosos do Novo Mundo

 

 

Com uma degustação vertical liderada pelo enólogo Enrique Tirado, foi lançado em Londres e em todo o mundo a comemoração do vigésimo aniversário do vinho emblemático da Concha y Toro, Don Melchor. A prova consistiu numa degustação vertical de dez safras (1989 a 2007), que foram explicadas por Enrique Tirado, quanto às condições da colheita, vinificação e as características do blend final, cada qual, mostrando um vinho de personalidade diferente.

 


Os comentários foram muito positivos, confirmando a excelência deste primeiro vinho produzido em 1987 e que já obteve as maiores pontuações da indústria vinícola chilena. Originário de Puente Alto, no Alto Maipo, o Don Melchor é produzido com uvas de um dos melhores terroirs do mundo para a  Cabernet Sauvignon.

 

Durante 2010, as comemorações prevêem a repetição da degustação vertical nos principais mercados para o vinho, inclusive para o Brasil.

Vertical de Don Melchor

Vertical de Don Melchor: safras 1995, 99, 2001, 2002, 2003 e 2004

 
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O comentário do vinho do mês é uma das principais atividades dos enoblogs e desta vez a qualidade do vinho escolhido é ótima e a decisão de escolhê-lo foi do Cristiano Orlandi, Vivendo Vinhos - http://vivendovinhos.blogspot.com, vinho facilmente encontrado em qualquer supermercado do sudeste do Brasil, 38º vinho da Confraria dos Enoblogs.

  

“Casillero Del Diablo percorreu um longo caminho até converter-se na marca de vinho chileno mais conhecida em todo mundo”

 

 

Desde suas primeiras safras o Casillero del Diablo passou a ser um dos vinhos chilenos de destaque da Concha y Toro. Começou a ser exportado para a Europa em 1963. No ano de 2002 o Casillero atingiu presença em mais de 100 países. Em 2003 é lançado no mercado asiático e superou mais de um milhão de caixas vendidas. A fama mundial só tem sido possível graças ao constante desenvolvimento enológico de profissionais comprometidos em atingir a qualidade no seu nível mais elevado em cada uma de suas versões. Marcelo Papa é o seu enólogo e elegeu como objetivo inserir novas cepas e encontrar os melhores vales chilenos para elas. É um verdadeiro “best value” que corrobora a assertiva de que o Chile é o maior produtor mundial de vinhos “good value of money” porque importantes prêmios internacionais consolidaram a boa fama do Casillero del Diablo no mundo inteiro.

 

À partir de 2005 Casillero del Diablo decidiu conquistar uma nova categoria e começa a elaborar vinhos de segmento superior de qualidade: vinhos de edição limitada e de terroirs exclusivos. Por fim, Casillero del Diablo passou a ser o vinho “premium” da linha de varietais mais completa do mundo: Cabernet Sauvignon, Merlot, Carménère, Syrah, Malbec, Pinot Noir, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Grigio, Riesling e Gewürztraminer. Em 2008 Hugh Johnson classificou o exemplar da safra 2006 entre “os melhores” (outras duas classificações utilizadas pelo crítico britânico: passáveis e fracos)  sob a seguinte descrição: “Sabor cítrico e de ervas; tem adstringência e fisgada, sem ser um assalto ao paladar”

 

 

Degustação – Casillero del Diablo 2009 – Vale Central - preço médio: R$ 30,00 - Cor amarelo palha com reflexos esverdeados. No olfato despontam aromas cítricos e refrescantes próprios da Sauvignon Blanc com discreto acento mineral. Na boca é macio, de boa acidez e corpo médio com total subscrição do olfato. Álcool fundido na acidez e na fruta perfazendo um conjunto equilibrado e sem o amargor vegetal dos Sauvignons mais baratos. Tem boa tipicidade principalmente por conta de sua acidez cítrica. Sua concentração de sabor evoca frutas tropicais. Termina suave e seu retrogosto tem media intensidade.

Nota: 87/100 pts.

Posted by Jeriel in Vinhos Degustados

Ventisquero Grey CS

Ventisquero Grey CS

 

 

Com a ascenção da Carménère chilena muitos produtores passaram a lhe dar mais destaque em detrimento de suas primas Cabernet Sauvignon e Merlot e por isso, atualmente, há uma gama de bons Carménères à disposição dos consumidores. O mesmo não se pode falar da Merlot, que ficou praticamente “esquecida”, uma vez que desde a década de 1990 todos os investimentos recaíram sobre a Carménère que vem sendo apontada como “uva símbolo” do país. Outras vinícolas investem na Syrah, Pinot Noir, Malbec, Cabernet Franc e até na Carignan com resultados animadores (a própria Ventisquero tem se destacado com Cabernet Sauvignon, Syrah e Carménère), mas não se tem conhecimento de nenhum Merlot de nomeada. Todavia, ousamos dissentir do ponto de vista de que a Carménère é a “uva símbolo” do Chile porque este lugar é de fato da Cabernet Sauvignon. E tem mais. Sem exagerar é fato inconteste que os cabernets chilenos estão entre os melhores do mundo. É só consultar qualquer publicação do gênero (nacional e internacional) para constatar as altas pontuações atingidas por esses vinhos.  Contudo, como forma de identidade a Carménère foi a escolhida e o Brasil é um de seus maiores consumidores. E, apesar do importante papel que desempenhou no passado, a Merlot foi deixada de lado. Mas toda aquela empolgação inicial foi ultrapassada porque a principal estrela na constelação  chilena de bons vinhos ainda continua sendo a Cabernet Sauvignon.

 

O vinho escolhido para esta resenha é um Cabernet Sauvignon, da linha Grey, que em termos de posicionamento no mercado está acima da linha Queulat - Gran Reserva e abaixo somente dos ícones Pangea (Syrah) e Vértice (Carménère e Syrah).

 

Além da indicação do teor alcoólico (14,5%), o contra-rótulo assinado pelo enólogo Felipe Tosso consta a seguinte informação: “Quiero presentarles nuestro Ventisquero Grey, creado pensando em la pureza del terroir del Valle de Yali. Este gran vino proviene de la selección de las uvas de las laderas del fundo Trinidad, madurado durante 16 meses em barricas de encinas francesas, para entregarnos um vino de exuberante elegância, complejidad y equilíbrio, el cual es la inspiración de um gran equipo de trabajo”.  

 

Pois bem. O “Fundo Trinidad” fica no Valle de Yali, sub-região do Vale do Maipo, 140 km a sudoeste de Santiago e a 35 km do Pacífico. A proximidade com o mar proporciona influência marítima à região. A altitude varia de 150 a 260 metros acima do nível do mar. O clima apresenta uma longa estação seca com influência da costa e temperaturas médias variando entre mínima de 5°C e máxima de 15°C. No verão a temperatura média varia entre mínima de 12°C  e máxima de 29°C. 

 

No corte do Grey Cabernet Sauvignon 2005 existe uma pequena participação da Syrah (10%). Foi realizada a maceração pré-fermentativa a baixas temperaturas para extrair maior quantidade de cor e aroma. O mosto foi fermentado em tanques de aço inoxidável e cerca de 100% dele passou dezesseis meses em barricas de carvalho francês e mais um ano de afinamento na garrafa antes de sua liberação. Também não podemos olvidar de que a safra de 2005 foi excelente no Chile e que a colheita da Cabernet Sauvignon ocorreu em abril, isto é, no exato momento em que a uva apresentou qualidades organolépticas ideais tantos nos aromas como na maturação dos taninos.

 

Degustação

Ventisquero Grey CS 2005 - R$ 79,90 (Carrefour) cantu.com.br

Cor rubi violáceo profundo e com discreto halo de evolução. Ao nariz uma explosão balsâmica com eucalipto e mentol secundados por frutas negras maduras (ameixas e amoras). Um toque de baunilha, licor de cassis, especiarias (pimenta) e uma boa sugestão defumada com boa sustentação. Boca quente (14,5% álcool), redonda, macia, de taninos suaves e aveludados, com a repetição das sensações olfativas (frutado), num corpo médio com leve nota de madeira em integração com os demais elementos. Longo e persistente. Termina com uma leve nota de chocolate e apresenta um retrogosto duradouro. De fato um Cabernet Sauvignon de alto nível, que esbanja tipicidade e que conta c/bom potencial de evolução na garrafa (3/5 anos).

Avaliação: 88/100 pts.+ 

 

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enoblogs

 

 

Na noite de 27 de janeiro de 2010, quem escreve essas linhas juntamente com Beto Duarte, Cristiano Orlandi, Daniel Perches, João Filipe Clemente e Roberto A. Ventura (Diretor da SBAV-SP), reunidos no Empório Vila Buarque, sito à Rua Major Sertório 561, Vila Buarque, tel. 3214 – 2241.

Estiveram presentes:

 

Beto Duarte blog papodevinho.blogspot.com         

Daniel Perches   www.vinhosdecorte.com.br      

Cristiano Orlandi blog vivendovinhos.blogspot.com         
JoãoFelipeClementeblog
falandodevinhos.wordpress.com  

MarcelodiMoraes www.marcelodimoraes.com/blog/index.php

 

 

 

A reunião ocorreu por iniciativa de quem escreve essas linhas com o objetivo de fortalecer os laços de amizade e principalmente para a divulgação do bom vinho.  Na realidade o clima da reunião foi tão cordial que parecia um encontro de velhos amigos. O local escolhido pelo diligente Beto Duarte,  superou as expectativas, porque o anfitrião Marcelo di Moraes executou o serviço do vinho de forma ágil e o jantar especialmente preparado pelo Chef Oswaldo de Almeida arrancou elogios de todos. O Daniel Perches também teve atuação importante na “ponte” deste blogueiro com os demais.

 

 

O local é um misto de café, adega e bistrô. Com mais de 130 rótulos, possui uma enorme adega climatizada para garantir que os vinhos sejam degustados na temperatura de serviço. Charmoso, descontraído e fácil de chegar e estacionar. Arrisco a dizer, sem medo de errar, que é ideal para o recebimento de Confrarias de Enófilos. Confraternizações também poderão ser realizadas no Empório Vila Buarque – A Casa dos Vinhos, eis que o espaço é amplo e confortável.

 

A degustação de cinco vinhos alemães do Consórcio de Produtores de Baden-Württenberg transcorreu normalmente. Todavia duas ausências foram notadas. O Confrade Alexandre Frias  www.diariodebaco.com.br  e Fabiana S. Cherubim, representante do consórcio supramencionado.

 

Por fim ficou acordado pelos participantes que reunir-nos-emos uma vez por mês para degustação de vinhos e desenvolvimento de ações conjuntas.  A próxima reunião será no dia 4 de fevereiro para degustação de vinhos da Borgonha da Importadora Santa Ceia.

 

 

O espirituoso João Filipe agradeceu o anfitrião nos seguintes termos: “Vielen dank Herr Perches und Jeriel. Es war, ein sehr interessanter abend.”

 

Encerro externando especial agradecimento aos participantes porque o nosso objetivo com essa iniciativa  é o fortalecimento dos Enoblogs.  

 

Abaixo impressões dos vinhos degustados. Os preços mencionados são praticados pelo Varanda Frutas e Mercearia localizado na Praça Deputado Dario de Barros  401- Cidade Jardim/SP - www.varanda.com.br

 

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Dyade 52 Premium Range – Pinot Grigio

Origem: Alemanha – safra: 2008 – álcool: 12,5% - uva: Pinot Grigio - região: Baden – preço: R$ 48,00 Este exemplar não se destacou tanto como na primeira oportunidade (08.12.2010), porque sua cor denunciava algum problema, estava muito evoluído para um 2008. Por isso não foi avaliado.

 

 

 

Dyade 52 Winemaker’s Edition – Riesling

Origem: Alemanha – safra: 2008 – álcool: 11,5% - uva: Riesling - região: Württemberg  – preço: R$ 65,00 - Cor palha claro brilhante. Nariz de boa complexidade com sugestão mineral, pêra e uma notinha cítrica. Boca agradável, sutil, ligeira, com boa concentração de fruta (maçã e pêra) e bastante delicadeza. Também se destacou por conta de seu frescor e fluidez no meio de boca. Mineral, apresentou bom equilíbrio de seus elementos e terminou sem arestas.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

 

 

Dyade 52 Premium Range – Pinot Noir

Origem: Alemanha – safra: 2008 – álcool: 13,5% - uva: Pinot Noir - região: Baden – preço: R$ 65,00 - Cor rubi granada límpido e brilhante. Nariz surpreendentemente complexo com notas terrosas, sous bois, morango e framboesa. Boca que subscreve parcialmente o nariz, taninos presentes de boa qualidade, madeira (nove meses em carvalho alemão) integrada à fruta, acidez plena, alguma sobra de álcool e discreto herbáceo. Termina com leve doçura. Um vinho de boa tipicidade e muito fácil de beber.

Avaliação: 86/100 pts.

 

 

 

 

Dyade 52 Connoisseur’s Choice - Riesling

Origem: Alemanha – safra: 2008 – álcool: 12% - uva: Riesling - região: Baden  – preço: R$ 130,00 - Cor palha claro brilhante. Perfil aromático mais complexo do que o Winemaker’s Edition com mais elegância, mineralidade, fruta e flor com ótima sustentação aromática na taça. Boca rica, cheia, com destaque para seu frescor e densidade. Aqui a fruta é delicada e remete à tradicional nota cítrica da riesling sobre um fundo mineral que lhe confere estrutura e movimento. Um vinho de tipicidade única e que encanta por sua concentração de fruta. Sedoso e majestático, termina sem amargor e provoca ótima salivação no palato: pede comida ou o próximo gole? À conferir. Promete ótima evolução na garrafa. Essa amostra se mostrou idêntica àquela provada em 08.12 por este degustador.

Avaliação: 90/100 pts.

 

 

 

 

 

Dyade 52 Connoisseur’s Choice - Lemberger

Origem: Alemanha – safra: 2007 – álcool: 13,5% - uva: Lemberger - região: Württemberg  – preço: R$ 130,00 - Cor rubi intenso, profundo com reflexos violáceos. Nariz intenso com baunilha profusamente presente, licor de cassis, frutas negras maduras e pimentão com boa sustentação. Boca que ratifica o nariz, taninos rugosos e mastigáveis de qualidade muito boa (pedindo comida), madeira presente conferindo espaço à fruta, acidez gastronômica, leve mentol e pimentão num perfil que lembra os bons cabernets do Cone Sul. Profundo e intenso, termina sedoso, sem arestas e reivindica mais alguns anos na garrafa para ganhar complexidade. Um vinho interessante e que deverá crescer à mesa, principalmente culinária tedesca. 

Avaliação: 90/100 pts.

 

Caballo Loco

27 jan
Posted by Jeriel in Degustações

Caballo Loco: primeiro blend Super Premium chileno

Caballo Loco: primeiro blend Super Premium chileno

 

 

 

O Caballo Loco até hoje é um dos melhores tintos do Chile, com diversos prêmios alcançados nos principais concursos internacionais. A vinícola afirma ter sido o primeiro assemblage categoria ‘Super Premium” Andino.

  

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É cuidadosamente feito através do sistema de “soleras” muito comum em Portugal e na Espanha. Mauro Marcelo Alves assinala que “Atípico, nasceu de maneira torta, digamos assim, mas muito boas intenções por trás da loucura. Ao voltar da Austrália no início dos anos 90, para dar novo impulso à vinícola Valdivieso, o enólogo chieleno Luis Simian fez a lição de casa: estudou com cuidado os vastos vinhedos da empresa e percebeu que alguns davam frutos melhores que os outros, reagindo de forma superior a cada nova safra. Então veio a idéia de miscigenar tudo, não importando a variedade e, principalmente, desconsiderando o uso da mesma safra. E ainda: o vinho anterior entraria na composição do próximo. Seria um vale-tudo para fazer do resultado o melhor dos vinhos da Valdivieso – e o nome veio espontaneamente: Caballo Loco. Esse é o apelido de Jorge Coderch Mitjans, um dos proprietários e diretor-geral da vinícola por muito tempo, assim chamado por causa de sua animação permanente e métodos pouco usuais de trabalho. Nada mais apropriado”. Abaixo uma retrospectiva da composição de cada edição.


A edição n° 1 foi composta das safras 1992, 1993 e 1994.

A edição n° 2 é um corte de 50% da n° 1 e 50% da safra 1995.

A edição n° 3 é um corte de 50% da n° 2 e 50% da safra 1996.

A edição n° 4 é um corte de 50% da n° 3 e 50% da safra 1997.

A edição n° 5 é um corte de 50% da n° 4 e 50% das safras 1998 e 1999.

A edição n° 6 é um corte de 50% da n° 5 e 50% das safras 2000 e 2001

A edição n° 7 é um corte de 50% da n° 6 e 50% da safra 2003.

A edição n° 8 é um corte de 50% da n° 7 e 50% da safra 2004.

A edição n° 9 é um corte de 50% da n° 8 e 50% da safra 2005.

A edição n° 10 é um corte de 50% da n° 9 e 50% da safra 2006.

A edição n° 11 é um corte de 50% da n° 10 e 50% da safra 2007.

 

Degustação – Caballo Loco n° 10 - Valle Central - 14,5% álcool - Importadora Bruck – preço: R$ 290 (Baccos – disponível n° 9 - em promoção por R$ 229,50) – no contra-rótulo consta que: “Caballo Loco es uma partida limitada de vino producido com nuestras mejores uvas, cuidadosamente seleccionadas por nuestros enólogos, um vino premiado numerosas veces, ideal para ocasiones especiales” - Análise organoléptica: rubi intenso e profundo demonstrando concentração. No nariz é muito elegante e complexo porque revela uma paleta frutada intensa e diversificada com sugestões de cassis, ameixas, amoras secundadas por baunilha, tabaco e uma suave nota mentolada. Boca no mesmo diapasão apresentando taninos potentes e aveludados mas ao mesmo tempo delicados e estruturados. Acidez, áIcool, fruta e madeira integrados e garantido-lhe longa sobrevida na garrafa. Termina longo, adocicado e convidando para o próximo gole.

Avaliação: 90/100 ++